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Uma reforma milionária

13 de janeiro de 2009 0

A reforma ortográfica, que já está valendo, mesmo com um período de “transição” de três anos até ser adotada definitivamente, não está mexendo apenas com a cabeça das pessoas que querem escrever já de um novo jeito. O novo acordo também está movimentando a roda da economia — que deve girar uma montanha de dinheiro nas áreas editorial e gráfica. Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), só os processos de rediagramação e revisão devem consumir cerca de R$ 60 milhões, que correspondem a algo em torno de 4,29% do faturamento do setor em 2008, que foi de cerca de R$ 1,4bilhão.

O governo continua sendo um dos maiores clientes do segmento livreiro. Em 2008, o governo foi às compras e gastou R$ 720 milhões na aquisição de 108 milhões de livros didáticos distribuídos às escolas e aos alunos. Portanto, metade do cofrinho das empresas do setor foi preenchida com dinheiro público.

Esses livros ainda não estão com a nova ortografia, mas, segundo a Fundação Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligada ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), não há problema porque a “validade” termina justamente no último ano em que a grafia “antiga” vai valer. Logicamente que, a partir do ano que vem, todos os livros comprados pelo governo já deverão estar adequados.

Fonte: Câmara Brasileira do Livro (CBL)

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

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