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Posts de março 2010

Você sabe com quem seus filhos andam?

31 de março de 2010 0

A famosa expressão popular “diga-me com quem andas que te direi quem és” pode ser, para alguns, apenas um dito conhecido, mas, neste caso, serve para exemplificar a proposta de Carmen Guaita Fernández no livro “Os Amigos de Meus Filhos”, lançamento da Paulus. Para a autora, o convívio com os colegas pode colaborar para a formação e o desenvolvimento da personalidade dos jovens. “Cada encontro com outra pessoa nos personaliza, contribui para nos converter nas pessoas que somos”, reflete.

O livro traz algumas fases do crescimento da criança, desde o primeiro ano de vida, quando está começando a descobrir e conhecer as pessoas, até a adolescência, etapa muitas vezes conturbada.

A autora envolve o leitor trazendo diversas questões atuais, como o perigo das mídias digitais (internet, celular e Messenger), que, se usadas pelos filhos sem acompanhamento dos responsáveis, podem ser uma forma de contato muito fácil com armadilhas, além de alertar os pais sobre o bullying. Derivado de bully, palavra em inglês para “valentão”, o termo denomina tipos de violência, tanto física quanto psicológica, que se refletem no comportamento do indivíduo durante toda a sua vida.

Outra temática que merece destaque está no capítulo “Os amigos de meus pais”. Nele, a autora afirma que o relacionamento dos pais com outras pessoas serve como exemplo e influencia na construção da personalidade das crianças. “Se nossos filhos nos virem relacionando-nos com nossos próprios amigos com tal serenidade, com generosidade, com franqueza e alegria, grande parte do caminho para demonstrar a importância dos afetos na vida estará em andamento”, diz.

Na sociedade atual, na qual os pais estão cada vez mais ausentes e voltados ao trabalho, é fundamental que a família esteja preparada para enfrentar certas situações ao longo da infância e da adolescência. “Os Amigos de Meus Filhos”, da coleção “Família”, é um guia para ajudar os pais a encararem esses desafios.

“Os Amigos de Meus Filhos”
, de Carmen Guaita Fernández. Coleção “Família”, Editora Paulus, 120 páginas, R$ 15,50.

Sherlock Holmes e seus casos extraordinários

30 de março de 2010 1

Entre os mais de 40 títulos apresentados pela Editora FTD na coleção “Grandes Leituras Clássicos Universais” está a tradução e adaptação de quatro contos em que um dos detetives mais famosos do mundo demonstra seus métodos. “Sherlock Holmes – Casos Extraordinários” apresenta histórias de fácil leitura que permite ao jovem leitor acompanhar o método Holmes e entender o fascínio que esse personagem tem exercido em leitores do mundo inteiro durante todos esses anos.

No conto “A Face Amarela”, Holmes atende a um homem com dúvidas sobre sua esposa. Já o conto “O Ritual Musgrave” apresenta um dos primeiros casos resolvidos pelo detetive, envolvendo um mapa do tesouro e estranhos desaparecimentos.

Em “A Liga dos Cabeças-vermelhas”, uma curiosa organização contratava apenas homens ruivos. Já o último caso, “O Diamante Azul”, começa com o roubo de um ganso. É instigante a leitura dessa estranha forma de praticar um roubo.

A tradução e adaptação dos contos do personagem criado por Arthur Conan Doyle, são de Márcia Kupstas, que a partir de 1986 começou na carreira de escritora e hoje tem mais de 70 livros publicados, boa parte deles para jovens.

“Sherlock Holmes – Casos Extraordinários”. Tradução e adaptação de Marcia Kupstas, com ilustrações de Rodval Matias. Editora FTD, 88 páginas, R$ 27,50.

Um menino em busca do seu eu

29 de março de 2010 0

Luís Fernando vive um grande conflito de identidade: conviver com seus dois “eus”. Luís é seu lado bom menino, obediente e educado; já Fernando é aquele que se mostra transgressor, arteiro e corajoso.

As constantes brigas entre Luís e Fernando, isto é, o “um” e o “um”, somadas ao medo de decepcionar a expectativa dos pais e dos adultos, de errar, de enfrentar e de apresentar-se como verdadeiramente é, fazem com que Luís opte por calar a voz de Fernando durante o dia.

Abafando seu lado moleque, Luís torna-se um garoto perfeito, solitário e bastante infeliz. Quando se percebe cada vez mais isolado, covarde e discriminado pelos colegas, Luís se dá conta de que alguma coisa precisa mudar. Então, no campeonato de pingue-pongue da escola, quando, desesperado, se vê como o centro das atenções, consegue chamar Fernando de volta e juntos perdem a partida, mas, em compensação, vencem um grande desafio: sentir-se bem com ele mesmo, Luís Fernando.

“Um Mais um Igual a um”, de Flavio de Souza, com ilustrações de Riba Tavares. Editora Formato, 32 páginas, R$ 24,90.

Autor conta os momentos mágicos que passava com o pai

26 de março de 2010 0

Movida pelo desejo de serem pais presentes, uma nova geração de homens tem tentado cada vez mais participar do cotidiano dos seus filhos, em casa, na escola, no dia a dia em geral. Mas, apesar da intenção, e muitas vezes do apoio feminino, a grande maioria desses homens ainda passa mais tempo em frente ao computador, falando ao celular, frequentando uma academia de ginástica, ou se estressando com a família, numa desenfreada agenda de passeios e atividades com as crianças, nos finais de semana. Então, na correria da rotina, para compensar ausências, os pais acabam carecendo da lucidez necessária para conviver com os filhos, sem tanta culpa, sem tanta pressa, sem tanta cobrança, sem tanta ansiedade; e olhar mais nos olhos das crianças do que no relógio.

É assim, como sempre, olhando nos olhos do leitor, que o escritor Márcio Vassallo escreveu “Da Minha Praia até o Japão”, pela Global Editora, com ilustrações de Bebel Callage. Autor de “O Menino da Chuva no Cabelo”, “Valentina” e “A Fada Afilhada”, também publicados pela Global, Márcio Vassallo conta agora, em primeira pessoa, os momentos mágicos e profundos que passava com o seu pai, quando garoto, defendendo a praia de monstros marinhos e cavando com ele um buraco na areia, para chegar até o Japão.

“(…) aquele homem e aquele menino, juntos, descobriam castelos perdidos dentro de conchas quebradas, achavam tesouros em pinça de caranguejo, encostavam o ouvido na areia, para escutar os passos do vento, desciam nos porões mais escuros, para catar vontade amanhecida, empinavam pipa só para aterrissar, passavam a mão na espuma, para dar clareza no sonho dos peixes…”.   

Numa época em que nos dedicamos a cavar oportunidades, preocupados mais com resultados do que com o percurso, e investimos tudo no futuro dos nossos filhos, para que um dia eles cheguem a algum lugar, “Da Minha Praia até o Japão” mostra que, quando nos disponibilizamos para a felicidade, hoje, a partir das coisas aparentemente mais simples, no fundo, estamos fazendo um investimento que rende a vida toda.

“Da Minha Praia até o Japão”, de Márcio Vassallo, com ilustrações de Bebel Callage. Editora Global, 32 páginas, R$ 34,00.

Livro trata das diferenças e dos ajustes quando se fala de religião

25 de março de 2010 2

Quando o assunto é religião, a polêmica é geral. Até em uma sala de aula, onde cada um defende a sua. No livro “Não é o Fim do Mundo”, os autores Júlio Emílio Braz e Janaina Vieira contam a história de estudantes do ensino fundamental que se discriminam entre si porque não pertencem a uma mesma corrente religiosa.

Agressões verbais e provocações de todo tipo. Na verdade, os alunos não se entendem e nem querem se entender quando se trata de religião. Miriam é evangélica e motivo de gozação de Betina e suas amigas. Suzana é kardecista e, ao expor sua religiosidade, vira outro alvo de Betina e passa a ser discriminada por Miriam. Cris é de família católica não-praticante e começa a questionar a si e à sua mãe se elas não deveriam frequentar mais a igreja.

É quase uma guerra religiosa. Os desentendimentos chegam a tal ponto, que a professora Teresa resolve tomar uma atitude: mobilizar os professores e os pais dos alunos para tentar encontrar uma solução para os conflitos. Infelizmente, essa espécie de “bullying sagrado” ainda está presente no dia a dia das pessoas e tem provocado estragos de todo tipo.

Júlio Braz ressalta que o desafio do tema foi colocar a questão de maneira que não permita os parâmetros atuais de classificação. “Eu, particularmente, os considero como algo minimamente hipócrita. Para isso, alguns personagens foram baseados em colegas de escola que sofreram este tipo de perseguição religiosa. Outros são inspirados em fatos reais de jornais e revistas”, relata o autor.

“Não é o Fim do Mundo”, de Júlio Emílio Braz e Janaina Vieira, com ilustrações de Marcos Guilherme. Editora FTD, 95 páginas, preço não-informado.

A história de Nicolão e Nicolinho, por Ana Maria Machado

24 de março de 2010 0

Traduzidos em mais de 80 línguas, os contos de Hans Christian Andersen, quase 200, contêm sempre verdades universais sobre a natureza humana. “Nicolão e Nicolinho”, uma adaptação de Ana Maria Machado, conta a história dois homens. Há muito tempo em um vilarejo distante moravam dois homens que tinham o mesmo nome: Nicolau. Um deles tinha quatro cavalos, e o outro só tinha um. Então, para diferenciar um do outro, o povo do vilarejo chamava aquele que tinha quatro cavalos de Nicolau Grande, ou Nicolão, e o que tinha um só cavalo de Nicolau Pequeno, ou Nicolinho.

Vamos agora saber o que aconteceu com eles, pois esta história aconteceu de verdade.

Os dois tinham um trato: durante toda semana, Nicolinho trabalhava no arado para Nicolão e emprestava seu cavalo. No domingo, Nicolão emprestava seu quatro cavalos e ajudava Nicolinho. No decorrer da narrativa, depois de muitas desavenças entre eles, Nicolinho, usando de sua esperteza, “vira o jogo” , fica muito rico e elimina Nicolão de sua vida.

O livro “Nicolão e Nicolinho” é indicado para leitores a partir de oito anos e aborda temas principais como equilíbrio ecológico, opressão e relacionamento interpessoal. Os professores também podem trabalhar com temas transversais como ética, trabalho e consumo. O conteúdo pode ser usado nas áreas de artes e língua portuguesa.

“Nicolão e Nicolinho”, de Hans Christian Andersen, com tradução e adaptação de Ana Maria Machado e ilustrações de Cláudia Scatamacchia. Global Editora, 24 páginas, R$ 27,00.

Lançamento de "Não é Segredo" em Joinville

23 de março de 2010 0

Como é bom querer sempre mais, criar novos projetos, vencer novos desafios, transformar sonhos em realidade. Mas quando chega aquele momento da vida em que o ser humano muito quer e não sabe bem ao certo por onde começar. O que fazer? Foi a partir desta dúvida que o autor catarinense de Rio do Sul Jeam Pierre Kuhl decidiu reunir em um livro, intitulado “Não é Segredo”, suas ideias, que será lançado no dia 25 de março, na Megastore da Livrarias Curitiba do Shopping Mueller em Joinville.

“A ideia do livro surgiu quando um amigo chegou questionou por que eu não contava toda minha experiência em um livro, já que eu trabalhava diretamente no crescimento das pessoas e, portanto, seria interessante compartilhar minhas ideias. Pronto, estava lançado mais um desafio e que hoje se transformou em realidade”, afirma o autor.

Segundo a proposta do autor, este livro ajudará os leitores a resgatar a capacidade de viver os sonhos todos os dias. No lugar de soluções mágicas são apresentadas ferramentas e formas de realizar mudanças na sua vida que  ajudarão a descobrir e viver a sua verdade.

“São abordados assuntos e situações que não são segredo para ninguém. Na verdade, o objetivo deste livro é proporcionar momentos de reflexão e dar a certeza de que o ser humano pode tudo o que desejar e os resultados se concretizarão de acordo com o que se é e com o que se deseja”, afirma Jeam.

“O objetivo da obra é levar ao leitor a reflexão sobre seus sonhos e criar a oportunidade de avaliação da forma que vivemos nossa vida. Muitas vezes, queremos um resultado, mas no dia a dia nada fazemos para que isso aconteça”, completa.

Um livro com uma linguagem clara e direta, para pessoas que estejam desanimadas por não terem conquistado tudo que gostariam e, principalmente, pessoas que busquem uma vida bem vivida e cheia de realizações e sucesso.

SERVIÇO
O QUÊ: lançamento do livro “Não é Segredo”, de Jeam Pierre Kuhl (Editora Villimpress, 80 páginas, R$ 20,00). QUANDO: dia 25, às 19h30. ONDE: na Megastore da Livrarias Curitiba no Shopping Mueller de Joinville.

Com delicadeza, livro fala para as crianças sobre perdas

22 de março de 2010 0

“O vovô morava na casa da vovó.” Assim começa o relato de uma menina sobre sua relação com um misterioso avô que “não gostava de nada”. Uma relação afetiva a distância e que só se concretiza por meio de um objeto herdado por ela: o guarda-chuva de seu avô.

“O Guarda-chuva do Vovô”, escrito por Carolina Moreyra e ilustrado por Odilon Moraes, conta a história de uma menina que fazia visitas frequentes à sua avó, que morava longe, e sempre encontrava o avô, que morava na casa da vovó”, fechado em seu quarto e “nunca abria a janela”. Seu avô não ia comer bolo na cozinha, ele “não gostava de bolo de chocolate”, não gostava quando a menina corria no jardim ou fazia barulho debaixo de sua janela e também não gostava quando ela brincava com seu guarda-chuva.

Um dia, a menina achou o avô diferente e no outro dia em que voltou para visitar a avó, o avô não estava lá. “O Guarda-chuva do Vovô”, indicado para crianças a partir de seis anos, fala para os pequenos da perda de uma forma sensível e delicada.

“O Guarda-chuva do Vovô”, de Carolina Moreyra, com ilustrações de Odilon Moraes. Editora DCL, 36 páginas, R$ 28,90.

Menos de um mês para a Feira do Livro de Joinville

19 de março de 2010 2

Vem aí mais uma Feira do Livro de Joinville. O evento está programado para ocorrer de 7 a 17 de abril na praça Nereu Ramos, bem no Centro da cidade e ponto de passagem de milhares de joinvilenses todos os dias. O evento vai tratar de três questões urgentes e indissociáveis: cultura, educação e meio Ambiente. A comissão organizadora da feira, formada por Sueli Brandão, Fernanda Argenti, Beatriz Pereira, Marquinhos Fernandes, Silvestre Ferreira, Alcione Pauli, Taiza Hauen Morais e Cassio Correa, já confirmou nomes como Marina Colasanti e Ruy Castro.

Marina Colasanti nasceu em Asmara (Etiópia) em 1937 e mora no Brasil desde os 11 anos. Ela já publicou mais de 30 livros, entre contos, crônicas, poesia, ensaios e livros infantis. Entre seus maiores sucessos, como “E por Falar em Amor” e “Contos de Amor Rasgados”. O livro “Uma Ideia Toda Azul” (1978), de contos, ganhou o Prêmio O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

O jornalista, tradutor e escrito Ruy Castro é mineiro de Caratinga e nasceu em 27 de fevereiro de 1948. A partir de suas obras, consagrou-se como um dos escritores brasileiros mais respeitados da atualidade. É autor de biografias de Nelson Rodrigues (“O Anjo Pornográfico”), Garrincha (“Estrela Solitária”) e Carmen Miranda (“Carmen, uma Biografia”). Já publicou também adaptações para as histórias de Frankenstein, de Mary Shelley, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

Além da venda e lançamento de livros, haverá eventos paralelos. O Fórum Municipal do Livro e da Leitura, por exemplo, contará com representantes do Ministério da Cultura e discutirá políticas de democratização da leitura. A feira quer chamar a atenção, também, para o surgimento das novas mídias como forma de literatura. A primeira intenção é trazer a juventude para essa discussão.

Para quem quiser ficar por dentro de tudo que vai rolar na Feira do Livro de Joinville, o site é o http://www.institutofeiradolivro.com.br/.

Quando a vida nos obriga a tomar uma decisão

18 de março de 2010 0

Você acha que seria capaz de, aos 12 anos, tomar uma decisão que marcaria sua vida para sempre?Nessa idade, podemos nos enganar ou não. Ou talvez consigamos para o futuro o que nem sequer nos atrevemos a sonhar um dia.

Decisão é o tema que permeia o livro “Jogo, Set e Dividida”, do espanhol Jordi Sierra I Fabra. De uma maneira descontraída, porém incisiva, o autor relata a história de um garoto que, em virtude de seu grande talento, desde muito jovem precisou fazer escolhas que marcariam não só a sua carreira como também a sua vida.

Dividido entre o futebol e o tênis, Sergio viu-se em uma intrincada situação, que indiretamente o obrigou a amadurecer e a desenvolver sua capacidade de escolher entre duas paixões. Uma história de amor, determinação e disciplina capaz de inspirar e motivar tanto os mais jovens quanto os adultos nos momentos de impasse.

“Jogo, Set e Dividida”, de Jordi Sierra I Fabra, com tradução de Rubia Prates Goldoni. Editora Martins Martins Fontes, 112 páginas, R$ 27,80.