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Posts de abril 2010

Conheça a história da mulher torta

30 de abril de 2010 0

Você gosta de histórias com um pouco de mistério e suspense? Se a resposta for sim, vai gostar do livro “A Mulher Torta”, de Paulo Netho.

Com o talento de um contador de casos, um menino relata as dificuldades que enfrentou em uma terrível sexta-feira 13, de agosto, em que se encontrava sozinho em casa. Ele não era supersticioso, mas tantas coisas aconteceram sucessivamente que o deixaram com a pulga atrás da orelha.

Chovia muito e ventava, o que provocou um apagão. Na penumbra, ele pôde perceber um estranho vulto espreitando no quintal. Era uma estranha mulher, muito torta, com um olho vermelho e o outro amarelo, que certamente pretendia entrar na casa.

O menino domina seu medo e se prepara para enfrentar o perigo, quando o toque da meia-noite está para soar…

“A Mulher Torta”, de Paulo Netho, com ilustrações de Constança Lucas. Editora Formato, 32 páginas, R$ 24,90.

Esse acordo é um desacordo

29 de abril de 2010 2

Muita gente, empresas, escolas, enfim, quem de uma forma ou de outra mexe com as palavras já aderiu ao acordo ortográfico. Outros estão deixando o barco seguir o curso e só vão escrever conforme as novas regras quando as grafias entrarem em vigor definitivamente, em 2012.

Por dever de ofício, costumo estudar os dicionários, gramáticas, enfim, material que vai me ajudar quando surgir aquela dúvida na hora de escrever ou revisar um texto. Atualmente, estou dando uma comparada no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (“Volp”, para os íntimos), da Academia Brasileira de Letras (ABL), considerado o documento oficial quando se trata da grafia das palavras, e o “Dicionário Aurélio” eletrônico, já atualizado. E foi num desses momentos que descobri algo um tanto decepcionante: esse acordo é realmente um desacordo.

Vocês têm uma ideia (olhem aí uma palavrinha que mudou) do que mais está causando complicação nesse tal acordo? Quem respondeu que é o hífen acertou na mosca.

Pois bem, vamos aos fatos. Uma das novas regras do hífen diz que quando uma palavra tem um prefixo cuja última letra coincida com a primeira da palavra seguinte, aplica-se o hífen. Exemplificando: anteriormente, se escrevia microondas, palavra composta pelo prefixo micro mais o substantivo ondas. Como micro termina com a letra “o” e ondas começa com a mesma letra, as duas palavras são, agora, separadas pelo famoso tracinho. O mesmo vale para inter-regional e arqui-inimigo, por exemplo. Se fosse só isso, seria fácil de entender, não é mesmo?

Mas aí alguém quis ser mais realista que o rei e inventou uma regra muito subjetiva para o hífen (não necessariamente para o caso dos prefixos). Segundo essa regra, não será mais usado o hífen naquelas palavras que “perderam a noção de composição”. Com uma coisa “tão simples” assim, para que um acordo? Ora, nem o mais letrado dos gramáticos consegue explicar essa regra esdrúxula. Quando saber que uma palavra perdeu a tal noção de composição? Acredito que isso seja mais uma questão de interpretação do que gramatical, afinal, cada um pode ter uma percepão diferente.

Achou que ficou complicado, certo? Mas não há nada que não possa ser piorado. Explico: como lhes disse no começo destas mal traçadas linhas, costumo consultar mais de uma fonte. O que descobri é de dar nó no cérebro. Tudo porque as fontes são dissonantes em algumas palavras, até aquelas de uso comum.

Vamos a alguns exemplos de palavras que são escritas de formas diferentes (palavras em vermelho são do “Aurélio” e as azul são do “Volp”):

dia-a-dia | dia a dia

lua-de-mel | lua de mel

parachoque | para-choque

parabrisa | para-brisa

água-de-coco | água de coco

O problema é saber qual deles seguir. Afinal, se o “Volp” é o mandachuva (agora é assim que se escreve), seja isso para o bem ou para o mal, o “Aurélio” é muito respeitado e por isso é um dos dicionários mais consultados. Fica uma situação complicada de se resolver. Talvez tenha faltado, por parte da ABL, apesar do tempo em que ficou em discussão, ouvir mais os interessados. E se o objetivo do acordo era unificar a língua com outros países lusófonos, o fato de ter “dissidência” no próprio quintal indica um mau começo.

Já que falei de “mandachuva”, que agora se escreve “tudo junto”, como se diz por aí, quero fazer uma comparação bem simples com guarda-chuva (“tudo separado”) para mostrar a infelicidade que foi inventar a tal noção de composição. As duas palavras têm basicamente a mesma estrutura: são substantivos compostos formados por verbos (manda e guarda) e mais um substantivo (chuva). Então, como explicar que uma é separada por hífen e a outra foi aglutinada? Pior: que argumentos terá o professor de língua portuguesa ao repassar a lição? Uma resposta, por favor.

Por enquanto, é só, pessoal. Espero em breve dar uma bisbilhotada no “Dicionário Houaiss”. Qualquer coisa, conto para vocês.

Marise, Suelen, Aurélio, Stephanie e Jorge

28 de abril de 2010 2

A galera aí de cima foi quem ganhou um par (para cada um) das pulseiras Crack, nem Pensar. Todos já foram contatados para retirar o brinde na recepção do jornal “A Notícia”. Agradeço a participação de todos e fiquem sempre de olho no meu blog. Até mais, pessoal!

Concorra a pulseiras Crack, nem Pensar

26 de abril de 2010 72

Hoje, o Blog do Aldo dá uma pausa nas dicas de livro para reforçar a campanha Crack, nem Pensar, do Grupo RBS. É uma forma de alertar as pessoas sobre os efeitos devastadores que essa droga causa não só a quem a consome, mas também àqueles que vivem o dia a dia de um usuário.

O crack é uma droga produzida com a mistura de cocaína e bicarbonato de sódio ou amônia. Sua forma sólida permite que seja fumada e vicia muito rapidamente. Ele é capaz de viciar já na primeira vez em que é usado.

Outro fator importante para a disseminação dessa verdadeira praga é o seu custo baixo. Como o usuário se torna extremamente dependente, o corpo exige mais, o que leva o consumidor a procurar, cada vez mais frequentemente, pela pedra. E quando falta dinheiro para a compra, os usuários começam a furtar desde pequenos objetos em casa e chegam a crimes mais graves. E isso se repete num ciclo que parece não ter fim.

Para dar uma forcinha para que você una-se a nós nessa luta, o Blog do Aldo vai dar um par das pulseiras Crack, nem Pensar (iguais às da foto) aos cinco primeiros comentários postados no blog. Você pode ficar com uma e dar a outra para a namorada, o namorado, o pai, a mãe… Ou se você for do tipo pão-duro, pode ficar com as duas mesmo. Os ganhadores devem retirar o brinde na recepção do jornal A Notícia em Joinville. O resultado sai na quarta-feira. Mas atenção: só valerão os comentários que tiverem telefone para contato.

Para quem quiser em saber mais sobre a campanha do Grupo RBS, o site é www.cracknempensar.com.br.

Histórias e sonhos de Lima Barreto

23 de abril de 2010 0

O livro “Histórias e Sonhos”, com os textos de Lima Barreto organizados por Antonio Arnoni Prado, apresenta as narrativas nos termos em que foram concebidas, organizadas e revistas por Lima Barreto, em 1920. Nelas, o leitor estará diante do melhor estilo de um escritor dividido entre a melancolia da escrita livre e a irreverência de um espírito crítico que fez dele uma das testemunhas mais vivas de seu tempo.

Na obra, uma série de contos que Lima Barreto mesmo selecionou dentre os que publicara na imprensa carioca, estão presentes não apenas as marcas poderosas de sua crítica social e política, como também o vasto repertório de onde extrai o húmus que alimenta as suas personagens, lucidamente perdidas entre o preconceito, a miséria, o vício e a desilusão.

Como que filtrado no curso destes breves relatos, o Lima Barreto que aqui se revela é uma espécie de síntese viva do escritor que se manifesta no conjunto inteiro de sua obra.

“Histórias e Sonhos”, textos de Lima Barreto organizados por Antonio Arnoni Prado. Editora WMF Martins Fontes. 308 páginas, R$ 39,80.

Ana Maria Machado fala palavras, palavrinhas e palavrões

22 de abril de 2010 0

Por que palavrões podem ser palavras grandes, ou às vezes, pequenas? Por que às vezes são palavras proibidas, outras vezes não, dependendo do caso?

No livro “Palavras, Palavrinhas e Palavrões”, de Ana Maria Machado, há uma menina que gosta de palavras, palavrinhas e palavrões. Ela adora descobrir palavras novas. E se encanta com o mistério daquelas que, sem mudar nada, ora dizem uma coisa, ora significam outra diferente.

A família vai à loucura com essa mania da menina de ficar colecionando e mastigando palavras. Até que um dia, por causa dessa confusão toda do que pode ou não pode falar, a pequena tomou uma decisão importante: não falaria mais nenhuma palavra! Só que a chegada de uma nova irmãzinha faz com que ela mude de ideia e veja que brincar com as palavras de nossa língua é um verdadeiro barato!

Quem tem ou mesmo já teve criança pequena em casa e se lembra da fase da descoberta das palavras vai se identificar com o livro, que trata exatamente desse mundinho em que os pequenos adoram falar ou inventar palavras que, muitas vezes, nem eles próprios sabem o que significa.

“Palavras, Palavrinhas e Palavrões”, de Ana Maria Machado, com ilustrações de Jótah. Editora FTD, 48 páginas, R$ 26,80.

Mais aventuras com Nim

21 de abril de 2010 0

Nim vive em uma ilha no meio do vasto oceano azul com seu pai Jack, um iguana-marinho chamado Fred, uma leoa-marinha chamada Selkie, e a nova amiga deles, Alex Rover. Nim vive livre como um passarinho, e não trocaria sua casa por nenhum outro lugar.

Mas quando Alex parte no hidroavião, sem dizer adeus, e Selkie é capturada por vilões do navio cruzeiro, Nim tem de arriscar tudo para trazê-las de volta. Sua perigosa missão de resgate faz com que ela atravesse o oceano, até a cidade de Nova York. Ainda bem que ela poderá contar com Fred e dois novos amigos.

Para os professores que quiserem trabalhar a história de “As Aventuras de Nim”, de Wendy Orr, uma dica é explorar palavras-chave como aventura, amizade e coragem.

A autora Wendy Orr vive na península de Mornington, em Victoria, Austrália, com seu cachorro e o restante da família. Ela nasceu no Canadá e cresceu cercada de animais de estimação, em vários lugares da América do Norte e da França. Uma vez, quando a família dela foi de barco para uma nova casa, os cachorros usaram coletes salva-vidas, mas os porquinhos-da-índia tiveram de ficar em suas gaiola. Wendy é autora de vários livros premiados para crianças e adolescentes.

“As Aventuras de Nim”, de Wendy Orr, com ilustrações de Kerry Millard e tradução de Índigo. Editora Brinque-Book, 196 páginas, R$ 27,80.

E se Alice fosse para o país da natureza?

20 de abril de 2010 2

Neste mês, chega às telonas o tão esperado filme “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton. Esse tipo de adaptação, realizada principalmente em longas, é uma ótima maneira de resgatar a cultura nos dias de hoje. A história de Lewis Carroll encanta gerações no mundo todo e, além de inspirar o diretor, também influenciou o mineiro Jorge Fernando dos Santos a lançar, pela Paulus, “Alice no País da Natureza”. O reconto é bastante atual e tem como objetivo trazer entretenimento unido à conscientização ambiental.

Alice, garotinha simpática e tagarela, é surpreendida por uma onça-pintada em seu quarto. Pinima é o nome dela, que não está à caça de comida, mas de algum humano disposto a ajudar o povo da Amazônia a combater a poluição das águas, o desmatamento, a caça predatória e tantas outras crueldades.

O autor conta a aventura das duas personagens e de inúmeros outros seres que elas encontram pela mata durante a missão, detalhando a fauna, a flora e a riqueza da beleza natural. “Alice estava fascinada com tantos bichos e plantas que só conhecia por livros e documentários da TV. Aos olhos de quem nasceu e morou a vida toda na cidade grande, árvores tão imensas pareciam edifícios verdes, em cujos galhos ficavam apartamentos habitados por pássaros coloridos e macacos das mais variadas espécies.”

Além disso, nomes importantíssimos como exemplo de força e determinação são citados ao longo da história: Marechal Rondon, Chico Mendes, Anita Garibaldi, entre outros. Com linguagem própria para jovens e ilustrações marcantes e coloridas, a obra convida o público infanto-juvenil a refletir sobre a importância da postura ética diante do meio ambiente, incentivando desde cedo o senso crítico dos futuros cidadãos.

“Alice no País da Natureza” pertence à coleção “Leitura Fluente”, que reúne mais seis títulos que tratam de assuntos importantes para o desenvolvimento intelectual dos leitores, abordando temas como sustentabilidade, combate à criminalidade, crises vividas durante a adolescência etc.

“Alice no País da Natureza”, de Jorge Fernando dos Santos, com ilustrações de Ayssa. Editora Paulus, 80 páginas, R$ 23,00.

Um país onde tudo é do avesso

19 de abril de 2010 1

Acaba de chegar às livrarias uma nova edição de “Histórias do País dos Avessos”, obra que encanta crianças e adolescentes há mais de 20 anos. Inicialmente, o texto de Edson Gabriel Garcia foi publicado em forma de capítulos na “Folhinha de S. Paulo”, com ilustrações de Mauricio de Sousa, e tornou-se livro graças aos inúmeros pedidos dos leitores.

Importante dizer que se trata de um dos livros, dentre os mais de 50 que o autor tem publicados, escolhidos para serem trabalhados junto às crianças que participarão da Flipinha 2010, em Paraty/RJ, em agosto. Isso fez com que a Global Editora desse à obra um novo projeto gráfico e novas ilustrações.

O fio condutor da história é um país onde tudo é do avesso, e quem manda lá é o povo e não o rei rabugento. E a partir daí, muitas confusões começam a aparecer nesse reino. Mas essa história bem-humorada não trata apenas da rabugice do Rei Linguão, do descontentamento do povo, da vitória da Rainha Louca, do agitado Largo dos Absurdos, de príncipes, bruxos e fadas.

No meio da narrativa, o autor estabelece um contato direto com os personagens. Por meio de diálogos, suas criações saltam da ficção para a realidade e questionam sobre o desenrolar dos acontecimentos, ajudando no desenvolvimento da narrativa. Um excelente texto que possibilita à criança/adolescente conhecer o processo de criação de um escritor. O que, certamente, contribuirá para a elaboração de suas próprias histórias.

“Histórias do País dos Avessos”, de Edson Gabriel Garcia, com ilustraçõe de Luciano Tasso. Global Editora, 64 páginas, R$ 21,00.

E o livro da Marina vai para...

16 de abril de 2010 0

A ganhadora do livro autografado pela escritora Marina Colasanti é a Flávia Regina Gonçalves Corrêa, que já foi comunicada por telefone. Obrigado a todos!