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Posts de outubro 2010

E agora, Adamastor?

29 de outubro de 2010 0

Ao fugir do circo, o leão Adamastor descobre que não sabe onde está e, pior, não sabe mais caçar. Depois de passar dias e mais dias comendo apenas frutinhas e legumes, o imenso felino sente que precisa urgentemente armar um plano de ação.

Disfarçado de cachorro, Adamastor parte para a cidade. Lá é capturado pela carrocinha, arranja um emprego de cão de guarda e acaba indo trabalhar no cinema. Mas, no fundo, ele sabe que isso de leão fingir ser cachorro não é vida.

O livro “O Leão Adamastor”, de Ricardo Azevedo, cria um universo lúdico voltado ao mundo do circo, trazendo aos leitores a polêmica da sobrevivência animal fora do habitat de origem. O obra, de Editora Formato, que anteriormente fazia parte da coleção “Jabuti”, foi reformulada e apresentada com novo projeto gráfico.

“O Leão Adamastor”, texto e ilustrações de Ricardo Azevedo. Editora Formato, 48 páginas, R$ 25,50.

A revolta dos bichos

28 de outubro de 2010 1

Para a galerinha que curte histórias sobre a natureza e, principalmente, os bichos, a dica de hoje tem tudo a ver: trata-se do livro “A Revolta dos Bichos”, de Amintas de Araújo Xavier.

Um dia, na Floresta do Monjolo, muito conhecida pela presença de diversas espécies de animais, um fato muito estranho aconteceu: num dia que prometia um belo sol, a floresta amanheceu no mais absoluto silêncio… Onde estaria toda a bicharada? Ah, eles estavam reunidos em volta do poço do grotão, um lugar bem escondido, onde as árvores eram bem próximas uma das outras e havia um rio bem bonito.

Pouca gente conhecia aquela parte da floresta; lá era um local especial para os bichos se reunirem quando havia um assunto importante para conversar. Entre eles, havia quatro líderes: o papagaio, o macaco, a pomba e a coruja. Estes informaram aos outros bichos sobre uma grande ameaça que os humanos estavam fazendo contra todos eles; por isso, precisavam tomar medidas urgentes para se defender e sobreviver…

O que será que a bicharada resolveu fazer para defender a sua morada? A resposta está nas páginas deste belo livro, todo colorido e ilustrado.

“A Revolta dos Bichos”, de Amintas de Araújo Xavier, com ilustrações de Rodrigo Lippi. Editora Madras, 80 páginas, R$ 26,90.

Leitura e literatura na primeira infância

27 de outubro de 2010 0

Saber que a imaginação nos permite ser outras pessoas e nós mesmos, descobrir que podemos pensar, nomear, sonhar, encontrar, comover e decifrar a nós mesmos nesse grande texto escrito a tantas vozes por uma infinidade de autores ao longo da história é o que dá sentido à experiência literária como expressão de “nossa humanidade comum”.

O livro “A Casa Imaginária – Leitura e Literatura na Primeira Infância”, de Yolanda Reyes, ao relatar o bem-sucedido trabalho da autora com sua Oficina Espantapájaros em Bogotá (Colômbia), traça um itinerário dos primeiros anos da formação leitora para situar, da ampla perspectiva de nossa relação com a linguagem, o lugar da literatura e sua estreita conexão com as perguntas e as necessidades das crianças.

A obra é resultado de 15 anos de pesquisa e dedicação da autora ao fomento da leitura entre as crianças. Esse trabalho fez com que ela própria se perguntasse: desde quando nos tornamos leitores e em que fase da vida isso ocorre? No sentido amplo, qual é origem da leitura?

Segundo Yolanda, a criança, desde o nascimento até o início de sua alfabetização – do zero aos seis anos -, percebe o mundo por meio de diferentes signos e, assim, constrói com a própria imaginação suas múltiplas referências culturais. Livro indicado a educadores e pais, sobretudo os comprometidos com o letramento e a mediação de leitura.

“A Casa Imaginária – Leitura e Literatura na Primeira Infância”, de Yolanda Reyes, com tradução de Marcia Frazão e Ronaldo Periassu. Global Editora, 112 páginas, R$ 25,00.

À procura do Gato Dourado

26 de outubro de 2010 0

Com seu chapéu “à la Indiana Jones”, o arqueólogo Dr. Pedra começa sua mais recente viagem ao Egito num museu e a termina numa tumba secreta. O que deveria ser apenas um passeio de férias, torna-se uma missão intrigante para conseguir desvendar um enigma de milhares de anos: o mistério do Gato Dourado, uma estátua de um magnífico gato, par de outra peça semelhante, que está perdida.

Onde a estátua foi parar? Por que e como ela sumiu? Que mistério é esse? Quem é a estranha personagem que acompanha o Dr. Pedra nessa aventura? Não se esqueça que até o mínimo detalhe pode conter uma pista fundamental…

“Code Quest – Hieróglifos”, de Sean Callery, desafia o leitor a dar uma forcinha ao Dr. Pedra para desvendar o mistério do Gato Dourado. Ajude os detetives a esclarecer a história e a decifrar charadas em hieróglifos. Venha elucidar toda a história deste deslumbrante tesouro perdido do Egito Antigo.

O livro, em capa dura, contém painéis dobráveis com decifradores de códigos que fornecem todas as informações necessárias para que o leitor consiga desvendar as pistas. Informações fascinantes revelam como a história do livro está relacionada a fatos reais sobre os antigos egípcios e seu estilo de vida.

“Code Quest – Hieróglifos”, de Sean Callery, com ilustrações de Jurgen Ziewe e tradução de Regina Dell’Aringa. Editora Brinque-Book, 48 páginas, R$ 44,oo.

Aventura em um navio fantasma

25 de outubro de 2010 0

Ana Maria Machado presenteia o jovem leitor com a adaptação de uma aventura aterrorizante em alto-mar: “O Navio Fantasma”, de Wilhelm Hauff. A respeito dessa versão, a autora comenta: “Ao criar sua história, o escritor alemão também se inspirou em uma coletânea que fazia muito sucesso na Europa: os contos de ‘As Mil e uma Noites’. Por isso, ele introduz essa atmosfera oriental em seu relato. Fala em sultão, peregrinação a Meca. Os cenários dos acontecimentos (além do alto-mar, evidentemente) são a Índia, a Argélia e o porto de Balsora, na Mesopotâmia, atual Iraque. (…)

Além desses lugares, o leitor vai “conviver” com náufragos, um rapaz e o fiel empregado de seu pai que vão viver uma aventura aterrorizante, cercados pelos espíritos do capitão e dos marinheiros mortos num estranho motim.

Mas o que fica mesmo mais forte, após a leitura, é a estranha atmosfera fantástica do relato sobrenatural (…). Um tema que continua a fascinar as novas gerações, agora em filmes, histórias em quadrinhos, desenhos animados. Vale a pena ler a história e conhecer como ela era contada em outros tempos.

“O Navio Fantasma”, de Wilhelm Hauff, com adaptação de Ana Maria Machado e ilustrações de Michele Iacocca. Global Editora, 32 páginas, R$ 29,00.

Poesia dos anos 80 é tema de livro

22 de outubro de 2010 0

Na “virada do verão 80″, havia uma nova sensibilidade no ar. A década começava ao ritmo da abertura democrática, “lenta, segura e gradual”. Nesse sentido, aos poetas que então iniciavam sua trajetória intelectual já não interessava tanto combater a ditadura militar, mas falar, com liberdade, sobre si mesmos, seu mundo e seus interesses. Saíam de cena o artista engajado, o poeta de vanguarda, o tripé sexo, drogas e rock ‘n’ roll, as polêmicas culturais e os hippies. Iniciavam-se a era da informação e a “década perdida”, em termos econômicos, para o Brasil. Não obstante, intensificava-se a cultura pop; surgiam os yuppies, o Rock Brasil e o teatro besteirol.

Renovavam-se as artes plásticas, o cinema e a música popular. Enquanto isso, os novos poetas do período rejeitavam o binômio “arte/vida” dos anos 70, agora insuficiente para justificar toda uma produção cultural. Era preciso preparar-se intelectualmente, ler os melhores autores, estudar as técnicas do verso, traduzir poesia, tudo isso, às vezes, antes mesmo de estrear em livro.

Herdeiros das tradições clássica e moderna das líricas brasileira e estrangeira; das vanguardas dos anos 50 e 60, mas também da comunicabilidade da poesia marginal dos anos 70, por meio da preferência pelo poema curto e pela adoção de uma linguagem informal, lúdica, não-literária, os novos poetas da década de 1980 não abriram mão dessas características e acrescentaram, ao menos, mais uma: a busca de uma poesia mais reflexiva, intelectualizada, embora sem se afastar das emoções e das demandas do mundo contemporâneo.

“Roteiro da Poesia Brasileira – Anos 80″, organizado por Ricardo Vieira Lima. Global Editora, 248 páginas, R$ 39,00.

Coelhinhos espertos ensinam a reciclar

21 de outubro de 2010 0

O Blog do Aldo quer tirar um dedinho de prosa para falar com a criançada sobre um problema muito grave que está deixando o planeta Terra feio, triste e doente: a poluição. É muito lixo jogado por aí por gente que parece que não precisa da Terra e do que ela nos dá para vivermos. Se continuarmos a sufocar o planeta com tanta sujeira, daqui a pouco ele não aguenta mais e correremos sérios riscos.

A verdade é que o planeta precisa de ajuda. Você já pensou para onde vai a montanha de lixo que geramos todos os dias e o que podemos fazer para diminuí-la?

Na dica de hoje, o livro feito com material reaproveitado “Reciclando com os Coelhinhos”, de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, os coelhinhos vivem uma aventura. Eles são muito espertos e vão ensinar como reciclar e reaproveitar os materiais que descartamos. Eles mostram até quanto tempo vários tipos de material levam para se decompor. Venha ajudar o planeta e divirta-se ao mesmo tempo!

“Reciclando com os Coelhinhos”, texto e ilustrações de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen. Editora DCL, 32 páginas, R$ 24,00.

Para você, o que é uma criança?

20 de outubro de 2010 1

Uma criança tem mãos pequenas, pés pequenos e orelhas pequenas, mas nem por isso tem ideias pequenas. Na verdade, este é o tema central do livro “O que é uma Criança?”, de Beatrice Alemagna. O texto e as ilustrações falam de pequenas coisas que parecem óbvias mas nas quais poucas vezes prestamos atenção. De maneira singela e comovente, ele responde à pergunta do título.

O livro, lançado pela Editora WMF Martins Fontes, leva à reflexão sobre o mundo da criança, às vezes incompreendido pelos adultos. Coisas simples parecem ter um significado enorme para esses serezinhos de perninhas e braços curtos, mas que dão o abraço mais gostoso e “apertado” do mundo.

Enfim, para você, o que é uma criança?

“O que é uma Criança?”, de Beatrice Alemagna, com tradução de Monica Stahel. Editora WMF Martins Fontes, 40 páginas, R$ 39,80.

Ela está branca de medo

19 de outubro de 2010 2

As festas de Halloween são uma boa oportunidade para falar sobre medo com as crianças. Tudo bem que muita gente vai dizer que é tradição americana, essas coisas, mas comemorar e brincar de se fantasiar no Dia das Bruxas, que ocorre em 31 de outubro, é sempre uma diversão para a garotada. Porém, as assombrações, os monstros e a escuridão nem sempre são motivos de brincadeira para os pequenos, mas sim de friozinho na barriga, de medo.

Para falar do tema sem sustos, a Editora FTD preparou a coleção “Ai, que medo!”, que conta com quatro títulos: “Branca de Medo”, “Me Livro do Terror”, “Cemitério sem Mistério” e “A Casa do Franquis Tem”.

O Blog do Aldo traz fresquinho o lançamento de “Branca de Medo”, do escritor e ilustrador Cláudio Martins. A pequena Branca vai da empolgação de trocar de endereço com a família para o medo e a insegurança de não saber o que acontece nos porões da casa nova – e que, de fato, não é tão nova assim.

E agora? Qual será a melhor opção: espiar no buraquinho do chão ou continuar imaginando coisas?

“Branca de Medo”, texto e ilustrações de Cláudio Martins. Editora FTD, 24 páginas, R$ 26,90.

Livro Selvagem estimula imaginação

18 de outubro de 2010 0

A história de Roger Mello — artista jovem, porém já com uma obra vasta, diversa e de grande qualidade — surpreende, desconcerta e convida o leitor não a uma, mas a várias leituras.

O livro “Selvagem” surpreende porque não segue um caminho definido; desconcerta porque coloca o leitor diante de situações que exigem novos olhares para a leitura do imprevisível, do incomum; e convida a várias leituras, pois suscita novas posturas diante do conhecido.

No decorrer da história, a perspectiva do olhar muda e, com ela, muda a trajetória dos acontecimentos. Ao final, a interrogação. As várias possibilidades. E a necessidade de reler, reler e rever posturas…

A obra convida o leitor a interpretar as imagens e recontar a história quantas vezes forem necessárias, eliminar elementos, criar frases para as ilustrações e até mesmo, imaginariamente, inserir nela novos elementos.

“Selvagem”, de Roger Mello. Global Editora, 32 páginas, R$ 35,00.