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Conhecendo a aldeia Tekoa

06 de maio de 2011 0

Carlos tinha um grande sonho: conhecer uma cultura diferente da sua. Sua vontade era tanta, que não foi difícil convencer seu pai. É a vontade do menino de ver algo “diferente”, ter contato com algo a que ele não estava acostumado, que conduz a história de “Tekoa: Conhecendo uma Aldeia Indígena”, do escritor indígena Olívio Jekupé. A obra faz parte da coleção “Muiraquitãs”.

No dia combinado, da cidade partiram rumo ao litoral de São Paulo. Seu plano para as férias era passar um mês numa aldeia indígena guarani. Esquecer por um certo tempo as coisas da cidade. Descobrir como se vive em plena mata atlântica. Para poder comparar depois as duas realidades.

Foi assim que aprendeu que Tekoa, em guarani, não é apenas uma simples aldeia, mas um lugar sagrado onde os guaranis podem viver e agir conforme seus próprios costumes, leis, tradição e sabedoria.

Olívio Jekupé nasceu em 1965, em Itacolomi (PR). A sua avó é de origem guarani-nhandeva de Piraju (SP). Ele mora na aldeia Krukutu, em São Paulo.

As experiências na cidade grande renderam-lhe volumes de prosa (contos e historiografia) e um livro de poemas: “500 Anos de Angústia” (1999), poemas;  “Xerenkó Arandu: a Morte de Kretã (2001)”, contos e historiografia; “Irandu: o Cão Falante” (2001), contos. Há outros livros, porém inéditos: um deles traz histórias do povo guarani e faz parte da coleção “Memórias Ancestrais”, coordenada por Daniel Munduruku, junto à Editora Peirópolis.

Jekupé foi estudante de Filosofia em São Paulo. As dificuldades financeiras impediram-no de concluir o curso, mas permanece a sua paixão por Nietzsche.

“Tekoa: Conhecendo uma Aldeia Indígena”, de Olívio Jekupé, com ilustrações de Mauricio Negro. Global Editora, 32 páginas, R$ 29,90.

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