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Posts de junho 2011

Mary Bastian lança livro nesta quinta

30 de junho de 2011 0

Muita gente conhece Mary Bastian pelas páginas do jornal “A Notícia”, no qual ela assina uma crônica semanal. Para aqueles que desejam conhecê-la pessoalmente, a chance será nesta quinta-feira, a partir das 19h30, na nova sede da Biblioteca Pública Municipal Rolf Colin, na rua Anita Garibaldi, nº 70.

No evento, que faz parte da comemoração de 31 anos do Grupo Literário A Ilha, Mary lançará o livro infantojuvenil “O Rio que Ficou Triste” (foto). A inspiração para a história, claro, vem da triste situação do rio Cachoeira, que serpenteia moribundo por boa parte de Joinville – menos mal que na nascente o velho Cachoeira de guerra tem passado dias mais cristalinos.

Outro escritor que lança uma nova obra é Luiz Carlos Amorim, também integrante do time de cronistas de “AN” e do Grupo A Ilha. “Cocô de Passarinho” é uma coletânea de crônicas que Amorim reuniu durante o último ano. “Procurei fazer um retrato do momento atual em diversas áreas, como cultura, arte, saúde, política e meio ambiente”, disse o cronista ao caderno “Anexo”, do jornal “A Notícia”. Na mesma noite, a escritora Célia Biscaia Veiga lança “Palavras & Exemplos”, um livro de poesia. Todas as obras foram editadas de forma independente e custam entre R$ 10 e R$ 15. Pedidos de exemplares podem ser feitos pelo telefone (48) 3039-0093 ou pelo e-mail lc.amorim@ig.com.br.

O Grupo A Ilha nasceu em São Francisco do Sul na década de 1980, depois transferiu-se para Joinville, onde permaneceu durante duas décadas, até mudar para Florianópolis, sua atual sede, no ano 2000.

SERVIÇO
O QUÊ: lançamento dos livros “O Rio que Ficou Triste”, de Mary Bastian; “Cocô de Passarinho”, de Luiz Carlos Amorim; e “Palavras & Exemplos”, de Célia Biscaia Veiga.
QUANDO: nesta quinta-feira, dia 30, às 19h30.
ONDE: Biblioteca Pública Municipal Rolf Colin, rua Anita Garibaldi, nº 70, Joinville.
QUANTO: o acesso ao evento é gratuito.

Jaraguá realiza mais uma Feira do Livro

29 de junho de 2011 0

Atenção, leitores ávidos por novidades. Nesta quinta-feira, dia 30, começa a quinta edição da Feira do Livro de Jaraguá do Sul. Além dos tradicionais lançamentos de livros, o evento, que vai até o dia 10 de julho e será realizado na praça Ângelo Piazera, trará gente de peso para dar aquele toque especial.

O primeiro famoso a colocar os pés na feira é o cantor, compositor e escritor Arnaldo Antunes (ao lado, em foto de Rogerio da Silva em 6/4/2007). O autor do livro “As Coisas”, que ganhou um Prêmio Jabuti, conversará com o público no dia 1º de julho, às 19 horas. O bate-papo será sobre música, literatura e artes visuais.

No dia 5 de julho, às 15 horas, será a vez de Eliana Martins, autora de mais de cinquenta livros para crianças e jovens. No dia 6, às 9h15, quem conversa com o público Angela Lago. Ela é autora mais de 40 livros e já ganhou o Prêmio Jabuti oito vezes. Também constam no currículo dela os prêmios Octogone de Fonte (França), o Premio Iberoamericano de Ilustración (Espanha) e o BIB Plaque (Eslováquia). Para completar a galeria da premiada autora, ela já levou três vezes o Prêmio FNLIJ, com “Nasrudin”(2001), “Sete Histórias para Sacudir o Esqueleto” (2002) e “Muito Capeta” (2004).

No dia 7, o encontro será com a doutora em filosofia pela UFRGS Márcia Tiburi, que vai mostrar a importância de se instigar desde a mais tenra idade as crianças para o ato de filosofar. Entre 2005 e 2010, foi uma das apresentadoras do Programa Saia Justa, do canal GNT. É autora de obras como “Filosofia em Comum”, “Diálogo: Desenho” e “As Mulheres e a Filosofia”. Em parceria com Fernando Chuí, publicou “Filosofia Brincante”, um grande sucesso que mostra a brincadeira do pensar e apresenta aos pequenos leitores o pensamento filosófico. O título desse trabalho é o mesmo do bate-papo de Márcia na feira do livro.

Além dessas atrações, a feira também terá contação de histórias, oficinas, capacitação para professores e sessões de cinema em 3D. A sala foi montada em um iglu inflável e exibirá “O Planeta Pede Socorro”, um filme que mostra os efeitos da influência que o homem exerce sobre o meio ambiente e a urgência com a qual medidas devem ser tomadas.

Clique aqui e veja a programação completa da Feira do Livro de Jaraguá do Sul.

Dizem que sou louco...

28 de junho de 2011 1

A dica de hoje do Blog do Aldo não é um lançamento dado em primeira mão, pelo contrário, a edição do livro é de 2009. Mas o livro “Dizem que Sou Louco”, de George Harrar, vale a leitura por tratar de um tema bem delicado, principalmente entre os mais jovens: ele fala sobre o transtorno obsessivo-compulsivo, também conhecido pela sigla TOC.

No livro, integrante da coleção”Z”, o personagem Devon tem 15 anos, uma cidade e uma escola nova pela frente. Novos ares, novos problemas para lidar, ou melhor, novas pessoas e lugares para conhecer. Para pessoas que sofrem de TOC, como Devon, mudanças como essas significam grandes tormentos. Quando as novidades vêm atreladas a encrencas (e ele vai se envolver na maior que poderia imaginar), então, dá para perceber uma terrível tempestade se formando no horizonte.

Talvez esses comportamentos não sejam normais (afinal, o que é mesmo ser normal?), mas Devon, com suas sacadas filosóficas cheias de sarcasmo, é sensível e inteligente o bastante para saber que definir a própria personalidade e lidar com imprevistos a todo instante não é fácil – e disso, só sendo louco para discordar.

Afinal, o que é TOC?

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma condição debilitante que afeta de 2% a 3% da população em algum momento da vida. As pessoas portadoras geralmente sofrem de pensamentos intrusivos indesejados e recorrentes (obsessões), que são angustiantes e de difícil controle. Ou seja, as pessoas são tomadas por pensamentos que são considerados desagradáveis e, entretanto, não conseguem se livrar desses pensamentos. Muitas vezes, esses pensamentos podem ser substituídos por imagens ou sons, mas sempre são percebidos como desagradáveis, repetitivos e incontroláveis. Fonte: site Prontamente Psiquiatria.

Um exemplo de TOC: no seriado de TV “Monk”, há um detetive tão transtornado quanto divertido. Ele se sente obrigado  a seguir regras malucas, como se alimentar em todas as refeições com quatro minicenouras, quatro wafers e quatro M&M’s de cores diferentes.

“Dizem que Sou Louco”, de George Harrar, com tradução de Santiago Nazarian. Coleção “Z”, Editora Ática, 200 páginas, R$ 26,90.

Alice quer pular, saltar, girar...

24 de junho de 2011 0

Sempre com o apoio dos seus três incansáveis amigos marsupiais (o vombate, o coala e o gambá), a wallaby Alice realiza os mais diferentes movimentos. Até pular numa única perna, ela pula. Porém, ela não consegue realizar seu maior sonho: fazer um espacato! Por mais que tente, nada de espacato.

Pobre Alice! Os amigos dão aquela força, mas enquanto ela não fizer o tal espacato, a insistente wallaby não se sentirá feliz. O que será que ela vai fazer? Vamos descobrir?

A história “Pular, Saltar, Girar…”, de Margaret Wild, é encantadora, trabalha o imaginário e a fantasia de maneira envolvente e fala da nossa capacidade de superação e do importante papel dos amigos diante das dificuldades.

As ilustrações delicadas foram feitas com o uso de caneta, nanquim e aquarela e são ricas em
conteúdo e articuladas com o texto.

CURIOSIDADES

A personagem Alice é baseada no wallaby. Essa espécie é encontrada na floresta da costa oriental da Austrália. É menor que o canguru e de cores mais vivas.

O vombate é encontrado no Sul da Austrália e na Tasmânia. É um animal herbívoro e escavador, como a toupeira e o tatu.

O coala é comum nas florestas das regiões Nordeste e Sudeste da Austrália. Ele se alimenta exclusivamente de folhas de eucalipto; não bebe água, porque a encontra nas folhas dessa árvore.

O gambá tem hábitos noturnos e, apesar de ser um animal de movimentos lentos, sobe em árvores com muita agilidade, porque sua cauda se envolve com facilidade nos troncos.

“Pular, Saltar, Girar…”, de Margaret Wild, com ilustrações de Janine Dawson e tradução de Gilda de Aquino. Editora Brinque-Book, 36 páginas, R$ 31,40.

A vida de James Brown em livro

21 de junho de 2011 0

James Brown, o ícone da música soul, faleceu no dia de Natal de 2006, cinquenta anos depois de gravar seu primeiro disco. Apesar de sua carreira ter despencado na década de 1970 e só ter vivido uma fase de sucesso intermitente durante seu renascimento nas décadas de 1980 e 1990, James Brown teve mais músicas de sucesso que qualquer outro artista negro na história da música. Ao mesmo tempo, ele foi o músico mais inspirador de ideias para novas músicas de todos os tempos.

Por três décadas, Brown dominou o aspecto inovador da popularidade da black music do pós-guerra. Outros também foram igualmente inspiradores por algum tempo, sendo que vários de seus sucessores se tornaram estrelas populares ainda mais conhecidas, mas ninguém se compara à autoridade independente, influência comprovada ou longevidade comercial de James Brown. Ainda assim, enquanto outra geração dançava ao Sul dos Estados Unidos, poucos quilômetros de onde fora encarcerado pela primeira vez ainda na adolescência.

Entre as duas prisões, temos a história comovente de um homem que, recorrendo às suas raízes e lutando com determinação por ele mesmo, conseguiu representar na música e no poder pessoal a emancipação pós-guerra da América dos negros. Esta é a biografia definitiva desse superastro extraordinário e controverso. O livro é ilustrado com muitas fotos raras e inclui ainda uma discografia completa.

“A Vida de James Brown”, de Geoff Brown. Editora Madras, 272 páginas, R$ 39,90.

Pessoa, o poeta que fingia

20 de junho de 2011 0

Brilhante e reconhecido em todo o mundo, Fernando Pessoa pode ser considerado complexo para algumas pessoas. Porém, o autor Álvaro Cardoso Gomes, em “O Poeta que Fingia”, teve a ideia de trazer o poeta para a atualidade, sem perder a essência, e torná-lo mais acessível, principalmente aos jovens.

A obra é uma homenagem a Pessoa que foi e ainda é objeto de ensaios, teses, dissertações e gosto pela literatura. O intuito é aproximar o leitor não só de seus textos, como sua intimidade, seus hábitos e relações interpessoais. E para isso, Álvaro Cardoso Gomes cria um interlocutor – o garotinho, João Fernando – que possui características semelhantes as do grande poeta, com o objetivo de “humanizá-lo”.

Além do interlocutor, o livro também conta com Fernando Pessoa como outro protagonista, e suas falas, em grande parte, são fictícias, mas algumas são recriações do que o poeta dizia em diários e cartas para amigos, e outras, reproduções de seus versos e dos seus heterônimos. Com isso, o autor intercala os episódios do menino e do poeta, de forma a provocar uma relação notória entre os personagens.

O romance aborda temas como ética, pluralidade cultural, trabalho, consumo e, claro, literatura. E, ao desenrolar, a história mostra que o garoto vê no poeta um pai espiritual, que abre seus olhos para a vida e o introduz no mundo da poesia.

A narrativa é simples, porém muito rica, o que mostra uma forma de renovação dos estudos pessoanos. Isso exigiu um grande trabalho de pesquisa do autor que, somado ao seu desejo de inovar, procurou acabar com o “tabu” de que Pessoa é um poeta complexo e inacessível ao público jovem.

Com ilustrações de Alexandre Camanho, o exemplar faz parte da coleção “Meu Amigo Escritor”, da FTD, que conta com livros que possuem o foco em autores clássicos da literatura brasileira e portuguesa. E, além de todos os atributos, há fotos cronológicas de Fernando Pessoa no final.

“O Poeta que Fingia”, de Álvaro Cardoso Gomes, com ilustrações de Alexandre Camanho. Coleção “Meu Amigo Escritor”. Editora FTD, 288 páginas, R$ 33,90.

SBB chega à marca de 100 milhões de Bíblias

17 de junho de 2011 1

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) acaba de realizar um feito histórico para o País e para o mundo. Na tarde de 26 de maio, imprimiu e encadernou a Bíblia de número 100 milhões. A expressiva marca é contabilizada desde setembro de 1995, quando a Gráfica da Bíblia, instalada na sede nacional da SBB, em Barueri (SP), foi inaugurada.

Um dispositivo digital foi instalado nas máquinas da unidade de encadernação para fazer a contagem regressiva até o tão esperado centésimo milionésimo exemplar. A Bíblia símbolo dessa marca mundialmente inédita foi justamente uma edição comemorativa, alusiva a essa conquista.

A publicação comemorativa é composta por duas traduções: a brasileira, uma tradução histórica, de 1917, a primeira a ser feita totalmente no Brasil, e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, pioneira, lançada no ano 2000, responsável por trazer o conteúdo bíblico em uma linguagem mais simples e fácil de ser compreendida pela população brasileira.

Bíblia comemorativa aos 100 milhões de unidades. SBB, 2.112 páginas, R$ 19,90.

Sete camundongos cegos

16 de junho de 2011 0

- É um pilar – diz o Camundongo Vermelho.

- É um leque! – exclama o Camundongo Laranja.

Quando sete camundongos cegos saem, um a um, para verificar o que é aquela coisa estranha que encontraram perto da lagoa, cada um volta com uma resposta diferente.

Depois que o último camundongo vai investigar eles chegam a uma conclusão e voltam juntos para confirmar a verdade. Moral da história: “Saber em parte pode dar uma história ótima, mas a sabedoria vem de conhecer o todo”.

As ilustrações de Ed Young, feitas com colagem de papel, captam com maestria o humor e o espírito desta história baseada na antiga fábula “Os Cegos e o Elefante”. As crianças pequenas decerto se deliciarão com os camundongos coloridos, que poderão levá-las a descobrir os nomes das cores, os dias da semana e um dos caminhos mais seguros para o conhecimento.

“Sete Camundongos Cegos”, texto e ilustrações de Ed Young, com tradução de Monica Stahel. Editora WMF Martins Fontes, 40 páginas, R$ 32,00.

"O Perseguidor", uma novela policial

15 de junho de 2011 0

A Global Editora põe nas livrarias um novo título da série “Estante Policiais Paulistanos”. Trata-se de “O Perseguidor”, do jornalista e publicitário Tom Figueiredo.

A novela narra o envolvimento de Cândido Gomes – jovem repórter policial de um jornal sensacionalista paulistano – com dois pares de irmãos, entre os quais desponta Nuno Segaglio, investigador que já flerta com a aposentadoria. As vidas do repórter e do policial se cruzam, de início por acaso, para depois seguirem de roldão rumo a um tormentoso destino, presas por algemas que nenhum nem outro imaginaram que um dia os ligassem.

Cândido entrega-se de corpo e alma à sua profissão, obedecendo a um traço de sua personalidade manifesto desde a infância: o de perseguir e decifrar à distância a vida dos outros, uma conduta obsessiva e inelutável que o domina com sofreguidão. Ele a reconhece como algo condenável e mesmo doentio, por sua natureza despudorada e invasiva. Mas não consegue interromper esse curso. Ao contrário, aprimora suas artes de perseguição, que se encaixariam depois como luvas na prospecção de notícias no dia a dia do mundo do crime.

Cada um tem sua própria experiência de vida, com as doçuras e amarguras de praxe, que o texto procura descrever. O regime das coincidências que preside as histórias é o que intriga o autor e, tomara, o leitor. A intriga policial propriamente dita, no sentido clássico do gênero, fica em segundo plano para dar espaço à exposição dos dramas pessoais dos envolvidos.

“O Perseguidor”, de Tom Figueiredo. Global Editora, 160 páginas, R$ 29,00.

Um livro feito para você

13 de junho de 2011 0

O Blog do Aldo mostra hoje um livro que, apesar de a indicação etária ser para a galerinha até os oito anos, serve muito bem até para aquelas pessoas que estão apaixonadas pela vida, pelas coisas simples e, como não poderia ser diferente, pela sua cara-metade. Tudo bem, o Dia dos Namorados já passou, mas romantismo e delicadeza no tratamento com as coisas e com o ser amado não conhecem a palavra calendário.

No livro “Você”, de Stephen Michael King, que já teve vários livros indicados pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil (FNLIJ) como altamente recomendáveis, o autor nos convida a reconhecer o mundo por meio de música, cores, formas, tamanhos, sentimentos… com seus traços marcantes e texto leve, King mostra a riqueza da simplicidade e de pequenas coisas.

As ilustrações, ricas em conteúdo e articuladas com o texto, instigam a curiosidade e convidam à leitura, resultando num alegre e harmonioso casamento entre linguagem verbal e não verbal. Mas pode ter certeza de uma coisa: tudo isso não teria importância se não houvesse alguém especial… Você!

“Você”, texto e ilustrações de Stephen Michael King, com tradução de Gilda de Aquino. Editora Brinque-Book, 32 páginas, R$ 29,50.