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Posts de setembro 2011

Biblioburro, uma história real

30 de setembro de 2011 0

A história da dica de hoje serve (ou deveria servir) de exemplo para muita gente, principalmente quem acha que leitura e educação são coisas ultrapassadas e que devem ficar em segundo plano. Pior mesmo é que tem gente que acha que isso tudo não tem nada a ver consigo.

O livro “Biblioburro – uma História Real”, de Jeanette Winter, baseia-se na história real de Luis Soriana, que mora em La Gloria, cidadezinha do Norte da Colômbia. Leitor ávido, esse modesto professor quis compartilhar sua biblioteca com crianças e adultos que vivem em povoados distantes e isolados. Luis e seus burros começaram a levar livros até esses locais no ano 2000.

Atualmente, em todos os fins de semana, cerca de 300 pessoas esperam ansiosas que eles cheguem para lhes emprestar mais livros. Este belo livro ilustrado nos conta a vida emocionante desse homem e seus dois burros, dedicados companheiros de trabalho, lembrando o poder que a leitura tem de aproximar os homens e as culturas.

“Biblioburro – uma História Real”, texto e ilustrações de Jeanette Winter, com tradução de Monica Stahel. Editora WMF Martins Fontes, 32 páginas (capa dura), R$ 32,00.

Cantores ensinam a largar a chupeta

29 de setembro de 2011 0

Crianças, imaginem ter que largar a chupeta, jogá-la fora, no lixo ou onde for. Difícil, não é mesmo? Mas todo mundo passa por isso, até cantor famoso, sabia?

Pensando nessa fase importante na vida de qualquer criança, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto fizeram uma música para incentivar as crianças a largarem a chupeta, no Projeto Pequeno Cidadão, idealizado pelo grupo e seus filhos em 2009. Agora, a música virou livro, o “Tchau Chupeta”, que chega às livrarias em outubro, pela Editora LeYa Brasil, em comemoração ao Dia das Crianças.

Com ilustrações feitas por Cláudia Briza, o livro conta a história do personagem da música, por meio de imagens bem coloridas, que prendem a atenção das crianças, sugerindo que largar a chupeta pode ser mais divertido do que parece.

Além dos desenhos, o livro ensina as crianças a desenvolverem a consciência ecológica, mostrando quanto tempo a chupeta e outros materiais levam para se decompor na natureza e a importância da reciclagem.

E como todo mundo já passou por isso, Taciana Barros e a ilustradora Cláudia Briza contam de que forma conseguiram largar as próprias chupetas e serem felizes, como diz a música, sem uma tampa de borracha para atrapalhar.

Em 2010, a Editora LeYa Brasil também publicou o livro “A Fantástica Viagem do Pequeno Cidadão”, baseado em algumas faixas do CD.

“Tchau Chupeta”, de Antonio Pinto, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Taciana Barros, com ilustrações de Claudia Briza. Editora Leya, 40 páginas, R$ 29,90.

A fuzarca de Guido e Iná

28 de setembro de 2011 0

Galerinha, sugiro mais um livro hoje supercolorido e divertido. Trata-se de “Fuzarca”, de Sonia Rosa. A obra, pelo que a autora conta, surgiu, digamos, meio por acaso. Continue lendo, que eu conto como foi.

Sonia diz que estava numa festa com Guido e Iná, os personagens principais da história, e outras crianças. E, como todo mundo sabe, festa que tem criança, tem barulho. A música estava animada. A criançada passava como foguetes entre os adultos, fazendo uma bagunceira geral, ou, como dizem os mais radicais, tocando o terror. De repente, alguém gritou: “Gente, que fuzarca é esta?”.

Pronto! Foi o que bastou para a autora. Essa palavrinha, que significa baguça, entrou pelos ouvidos e cravou no cérebro da Sonia. Como a escritora havia prometido para Guido e Iná de dar de presente uma história criada especialmente para eles, nasceu este livro cheio de cores que retrata a cultura afro-brasileira.

“Fuzarca”, de Sonia Rosa, com ilustrações de Tatiana Paiva. Editora Brinque-Book, 28 páginas, R$ 33,20.

Navegando com o Capitão Falcão Gaivota

27 de setembro de 2011 0

O Capitão Falcão Gaivota, personagem que dá nome ao livro de Dionisio Jacob, é um marinheiro que já fez de tudo: marinha mercante, de guerra e até o odioso tráfico de escravos. Apesar de venerar o mar, se desiludiu com os trabalhos que teve de fazer nele. Iniciou, então, a navegação apenas por amor a ela mesma e ao oceano. Com o grumete Érico, ele viaja a bordo do navio Turmalina dos Mares, e chega à pequena ilha de San Fernando, parada de raros navios e habitat de muitas crianças, os “órfãos dos mares”.

A ilha está dominada por dois piratas que acabaram por oprimir a população local. Como uma espécie de Sherazade gorda e divertida, o velho capitão narra na taverna local a mais espetacular de suas sagas, a fabulosa viagem até o mítico Mar Interior. Com isso, ele vai adiando o destino que os piratas querem dar a ele. Pescadores, piratas e até crianças acompanham atentamente as aventuras narradas pelo capitão.

Esta bela fábula se passa em algum momento do início do mundo moderno, das grandes navegações, quando o planeta iniciava pelos mares a globalização que hoje se estende a toda parte.

“Capitão Falcão Gaivota”, de Dionisio Jacob. Editora WMF Martins Fontes, 140 páginas, R$ 24,80.

Amor, perdas e mitos

26 de setembro de 2011 0

Natália acaba de perder o avô, levado por uma morte misteriosa. A jovem médica recebe a notícia durante uma missão de paz na península balcânica, cenário das histórias que ele lhe contava. Mas Natália percebe que o mundo de fantasias criado por seu avô é muito mais real  do que ela jamais poderia imaginar e sua missão de paz acaba se tornando uma jornada por pistas e respostas que a ajudem a desvendar o mistério da sua recente perda.

“A Noiva do Tigre” é o romance de estreia da jovem Téa Obreht e chega ao Brasil pela Editora Leya. Vencedor do Orange Prize 2011, o livro retrata temas como amor, perda e mitos por meio da sensibilidade da jovem Natália.

Percorrendo os lugares mágicos, a médica descobre um lugar cercado de mitos, segredos e superstições  e precisa desvendá-los para salvar as crianças da vila onde está cumprindo a missão. Mas no decorrer da jornada, acaba descobrindo sozinha que o avô guardou as melhores histórias para si mesmo. Durante um rigoroso inverno na época da Segunda Guerra Mundial, a vila onde ele morava foi isolada pela neve, protegida dos invasores alemães, mas ameaçada por uma presença feroz, um tigre, que mudou a vida de todos os habitantes do local.

Entre andarilhos imortais, cenários fantásticos e uma realidade que Natália sempre acreditou ser ficção, Téa Obreht se mostra uma das mais inovadoras escritoras de sua geração e presenteia os leitores com um romance de estreia marcante.

“A Noiva do Tigre”, de Téa Obreht, com tradução de Santiago Nazarian. Editora Leya, 280 páginas, R$ 34,90.

Proler discute política de leitura para Joinville

24 de setembro de 2011 0

A 15ª edição do Encontro do Proler Joinville, que começa na próxima segunda-feira (26), no campus da Univille, vai discutir como fortalecer a proposta de uma política pública de leitura para a Região de Joinville. “A implementação de uma política de leitura na região prevê ampliar condições efetivas que permitam às pessoas reconhecer seus direitos e deveres e refletir com relativa autonomia e capacidade crítica sobre informações que circulam nos meios de comunicação”, explica a coordenadora do Proler Joinville e professora do departamento de letras da Univille, Taiza Mara Rauen Moraes. Para o encontro, estão programados oito minicursos e a realização de dois eventos paralelos – o 2º Seminário de Práticas Leitoras e o 2º Seminário de Pesquisa em Linguagens, Leitura e Cultura.

A compositora, cantora e pesquisadora da cultura indígena brasileira Marlui Nóbrega Miranda é o destaque da abertura do encontro, às 9h, no auditório do campus universitário. Marlui abre o evento com aula-espetáculo “Trilhas para alcançar a música indígena do Brasil”, às 9h30, no auditório.

SERVIÇO

O QUÊ: 15º Encontro do Proler Joinville.

QUANDO: de 26 a 28 de setembro, a partir das 8h.

ONDE: campus da Univille (vários locais).

QUANTO: no local, R$ 35,00.

INFORMAÇÕES: (47) 3461-9192/9004.

Bíblia com enciclopédia

23 de setembro de 2011 0

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) está lançando uma edição diferenciada e inovadora do livro mais lido e distribuído de todos os tempos. Trata-se da “Bíblia Sagrada com Enciclopédia”, obra que, além da íntegra das Escrituras Sagradas, reúne uma enciclopédia bíblica com 228 páginas ilustradas.

Por meio dessa publicação, o leitor terá a oportunidade de ler o Livro Sagrado e mergulhar nos acontecimentos da época. A edição, com letra grande, está disponível nas duas traduções de Almeida, Revista e Atualizada e Revista e Corrigida, e na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). Dispõe, ainda, de outros recursos, entre os quais notas, referências, conteúdo da Bíblia e mapas.

Recursos da enciclopédia:
Como a Bíblia chegou até nós;
A história dos tempos bíblicos;
Introdução ao Antigo Testamento;
Introdução ao Novo Testamento;
O cotidiano nos tempos bíblicos;
A religião nos tempos bíblicos;
Homens e mulheres da Bíblia;
Alguns fatos e personagens da Bíblia.

Recursos dos textos bíblicos, de acordo com a tradução:
Almeida Revista e Atualizada (1.280 páginas)
Notas e referências;
Conteúdo da Bíblia;
Plano de evangelização pessoal;
Palavras de orientação e consolo;
Leituras para dias especiais;
Mapas.

Almeida Revista e Corrigida (foto – 1.280 páginas))
Notas e referências;
Conteúdo da Bíblia;
Palavras de orientação e consolo;
O que a Bíblia diz sobre o perdão de Deus;
Plano anual de leitura da Bíblia;
Leituras para dias especiais;
Textos famosos da Bíblia;
Como encontrar ajuda na Bíblia;
Tabela de pesos, moedas e medidas;
Mapas.

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (1.408 páginas)
Notas e referências;
Conteúdo da Bíblia;
Vocabulário;
Mapas.

“Bíblia Sagrada com Enciclopédia”
, da SBB. Encadernação em capa dura ilustrada, R$ 39,90.

A lenda do cavaleiro sem cabeça

22 de setembro de 2011 0

Escrito originalmente em 1820, “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, de Washington Irving, nos apresenta a história do estranho professor Ichabod Crane e da bela Katrina Van Tassel, a filha de um poderoso fazendeiro de Sleepy Hollow, cidade assombrada por uma estranha aparição– o fantasma de um soldado decapitado, conhecido como o cavaleiro sem cabeça.

O ano é 1799. Ichabod Crane é enviado ao condado de Sleepy Hollow para desvendar uma série de assassinatos em que todas as vítimas são encontradas decapitadas. Os moradores da cidade acreditam que o criminoso seja o espírito de um ex-combatente de guerra, que vagueia todas as noites à procura de sua cabeça, perdida em batalha.

Após uma festa na casa dos Van Tassel, Crane é perseguido por essa estranha criatura, e com a ajuda de Katrina – por quem nutre um amor impossível – começa uma investigação que pode lhe custar, literalmente, a cabeça.

“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” é um dos contos de terror mais populares da literatura, e já foi adaptado para o cinema pelo diretor Tim Burton, em 1999, com Johnny Depp no papel de Ichabod Crane e Christina Ricci como a jovem Katrina Van Tassel.

Veja o trailer do filme “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (em inglês “Sleepy Hollow”):

A obra editada pela Leya é integrante da coleção “Eternamente Clássicos”, uma seleção de obras que marcaram o imaginário de gerações e foram inspiração para filmes, músicas, peças de teatro e livros contemporâneos.

“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, de Washington Irving, com ilustrações de Walter Pax e tradução de Santiago Nazarian. Coleção “Eternamente Clássicos”, Editora Leya, 74 páginas, R$ 19,90.

Dicionário “Aurélio Júnior” vem com linguagem atual

21 de setembro de 2011 5

Gírias, brasileirismos, expressões do mundo virtual, definições de palavras que nomeiam as tendências ecologicamente corretas e locuções usadas coloquialmente entraram para o “Dicionário Escolar da Língua Portuguesa Aurélio Júnior” que a Editora Positivo acaba de lançar na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro. Com 992 páginas, a obra traz 30 mil verbetes, incluindo a pronúncia de termos estrangeiros e vocábulos de diversas áreas do conhecimento.

De acordo com a editora de dicionários Valéria Zelik, que organizou a obra, “o ‘Aurélio Júnior’ tem a cara de seu leitor”. O dicionário é essencialmente escolar e ajuda os jovens a ampliar seu vocabulário e sua cultura. Algumas palavras que já haviam caído no uso cotidiano, mas que ainda não tinham definição oficial, foram incluídas. É o caso de “ecobag”, a sacola ecológica, e de termos do mundo digital como “baixar”, “blogar” e “pen drive”. Também não ficaram de fora gírias como “ferrar”, “panca”, “pintar”, “ralar”, e expressões como “topar a parada”. “A língua é viva, temos que acompanhar sua evolução, e o dicionário é uma ajuda valiosa para isso”, ressalta Valéria.

Nos apêndices do dicionário, há orientações para produção de textos, resumo gramatical, símbolos e unidades de medidas, formas de tratamento, coletivos, vozes ou ruídos produzidos por animais, unidades da Federação, presidentes do Brasil, tabelas de países com as respectivas capitais, adjetivos pátrios e moedas e minienciclopédia. Para essa edição, as abreviaturas foram trocadas por reduções fáceis de entender, ou simplesmente foram eliminadas. Por exemplo: s.m. foi substituído por subst. masc. (substantivo masculino).

“Dicionário Aurélio Júnior”, Editora Positivo, 992 páginas, R$ 38,50.

Um olho na natureza, outro no desenvolvimento

19 de setembro de 2011 0

Estamos chegando a uma data superligada ao meio ambiente, o Dia da Árvore, comemorado no dia 21 de setembro. Nessas épocas de “datas ambientais”, há uma profusão de reportagens, vídeos, enfim, tudo que possa abordar o meio ambiente com sustentabilidade, o tema da moda. Mas, afinal, você sabe o que é sustentabilidade? Qual a relação de um besouro com o aumento da produção de carne? Vale a pena investir em um negócio sustentável? Apesar de serem temas recorrentes na mídia, questões como essas vêm preocupando a população nos últimos anos. No entanto, esses assuntos ainda são tratados como algo longe do cotidiano das pessoas e fora da realidade econômica da maioria.

Pensando nisso, os autores Rafael Moraes Chiaravalloti e Cláudio Valladares Pádua, escreveram o livro “Escolhas Sustentáveis” (Editora Urbana). O objetivo da obra é fazer uma reflexão sobre a importância dos sistemas naturais e como a ciência pode ajudar as pessoas no processo de escolhas mais sustentáveis.

O livro, baseado em muitas pesquisas e estudos de casos, aborda temas como desmatamento, aumento da temperatura da Terra, tratamento de água, o tripé da sustentabilidade e energias limpas. Além disso, a obra se propõe, de uma maneira simples, a desmitificar essas questões mostrando o que se tem feito ao redor do mundo em termos de preservação ambiental.

“Escolhas Sustentáveis”, de Rafael Moraes Chiaravalloti e Cláudio Valladares Pádua. Editora Urbana, 168 páginas, R$ 28,00.