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Posts de novembro 2011

Autora de "Crepúsculo" ganha biografia

21 de novembro de 2011 1

Aproveitando o lançamento do filme “Amanhecer”, o último da saga “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, que de dona de casa/mãe se transformou em uma escritora bem-sucedida, a Editora Seoman traz o título “Stephenie Meyer – a Rainha do Crepúsculo”, de Chas Newkey-Burden. No livro, Stephenie, que já vendeu 85 milhões de cópias da série e direitos autorais sobre os filmes, conta que superou em questão de semanas a sua inexperiência e insegurança para tratar dos contratos milionários; aprendeu a dizer não para os editores e revisores do seu texto e, hoje, aprendeu a lidar com o sucesso e os seus milhões de dólares.

Stephenie Meyer nunca se considerou uma pessoa que costumava ter muita sorte. “Eu, normalmente, não tenho nenhuma”, lamentou-se a autora. “Nunca ganhei nada em minha vida; ninguém pega um peixe se eu estou no barco”. Por isso ela não tinha a menor ideia quando fechou seus olhos e adormeceu profundamente naquela noite em 2003, quando o que estava prestes a acontecer durante seu sono mudaria sua vida para sempre.

Era a primeira noite de junho e o verão seguia seu curso. Ao dormir tranquilamente, Stephenie navegou pelo mais vívido dos sonhos: viu uma adolescente comum e um jovem rapaz que era “fantasticamente belo” – mas que também era um vampiro. O casal estava deitado lado a lado num deserto prado no meio de uma floresta.

Nesta esfera tranquila, o desejo que sentiam um pelo outro era forte e visceral, porém, ainda assim, tudo o que faziam era conversar. Expressavam seu anseio mútuo e discutiam sobre o fato de que o vampiro tinha que se refrear para não atacá-la e sugar seu sangue. A garota lhe disse: “Prefiro morrer a ficar longe de você”.

O vampiro retribuiu, prometendo que nunca a machucaria, mesmo desejando intensamente seu fluido vital. As cores e sons do sonho eram claros; a forma com que o casal discutia suas hesitações era tocante e estranhamente perturbadora. A incomum e poderosa combinação de um amor inocente com o impulso sinistro dele fez o sonho ser insólito, mas memorável e surpreendente em sua exuberância.

Quando Stephenie despertou, decidiu que este era um sonho muito poderoso para simplesmente ser esquecido e superado. Então ela se deitou na cama por alguns instantes, silenciosamente reproduzindo o drama em sua mente, levantou-se, e, o mais breve que pôde, sentou-se em sua escrivaninha, ligou seu computador e começou a digitar com riqueza de detalhes sua intensa fantasia noturna. Porém, a esta altura, ela não almejava fama, ou mesmo uma publicação. Ela escrevia a história com apenas uma leitora em mente: ela mesma. “Eu tinha uma audiência bem específica: uma mãe de vinte e nove anos com três filhos”, ela disse.

Ela não poderia imaginar naquele instante, mas sua história seria lida por dezenas de milhões de fãs devotos e sua vida nunca mais seria a mesma.

“Stephenie Meyer – a Rainha do Crepúsculo”, de Chas Newkey-Burden. Editora Seoman, 192 páginas, R$ 24,90.