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Uma espantalha chamada Amália

19 de dezembro de 2011 3

“Boneca menina espantalha, com a missão de espantar tantos pássaros famintos que vinham ao milharal para se alimentar. Por que, então, afugentá-los, se com eles poderia ganhar o mundo, sentir a vida, e descobrir, na natureza e na poesia, a razão maior de ter nascido naquele tempo e lugar?”. Essa é a trama que norteia “Amália, a Espantalha”, de Majori Claro, editado pela FTD.

Amália nasceu das mãos do jardineiro Feliciano – que, com muita ternura, tem todos os cuidados com ela. Por meio deste jardineiro, a autora utiliza a poesia de Fernando Pessoa como forma de mudar a percepção de mundo de quem é envolvido pela boneca.

Amália esbanja ingenuidade. E maravilha-se com tudo, inclusive com os corvos que destroem o milharal. No entanto, ela se espanta com as coisas do mundo, o feio e o bonito, o bem e o mal, pela descoberta da vida. Em cada renascimento, Amália aprende a superar fraquezas, a ser criativa. Rica em detalhes, a obra é um romance psicológico. Majori aborda a relação entre pais e filhos e a maturidade com uma visão lúdica, cheia de emoção e com muita aventura.

Ainda sobre relacionamentos, até as consequências do bullying a autora pontua. “Escrevi esse livro como se fosse uma lição que a gente faz e refaz para entender tudo bem direitinho. Eu, que sempre fui doente dos pensamentos… percebi que seria mais feliz se experimentasse o mundo a partir dos sentidos. Vivendo e sentindo, sentindo e me espantando. Como faz a nossa espantalha Amália.” Essa frase da autora mostra o tom contagiante de sua obra.

“Amália, a Espantalha”, de Majori Claro, com ilustrações da Anna Anjos. Editora FTD, 112 páginas, preço não divulgado.

Comentários (3)

  • anonimo diz: 1 de junho de 2012

    amalia uma espantalha criada para espantar leitores

  • Majori Claro diz: 6 de abril de 2014

    Gostei muito do blog e fiquei muito feliz em ler tantos elogios ao meu livro, ainda mais porque foi escrito com a alma e com o profundo respeito que tenho à obra de Fernando Pessoa. Só fico triste em perceber que o comentário crítico não se deu de maneira honesta: a pessoa assina como anônima e sequer explica o motivo de não ter gostado, deixando claro que se trata de questões pessoais… Amália foi criada para ensinar os leitores a se espantarem com a beleza do mundo, e trabalha justamente essa ambivalência contida no verbo “espantar”: em vez de espantar os corvos (no sentido de colocá-los para fora do milharal), é Amália que se espanta (maravilha) com eles. Quem fez o comentário só conhece um dos significados do verbo… A essa pessoa eu responderia: Sim! Amália foi criada para espantar os leitores, no sentido de “maravilhar os leitores” De qualquer modo, agradeço a resenha, o bom olhar e a percepção da poesia que há em meu livro. Obrigada!

  • Carla Giovanna de Souza Melo Gomes diz: 22 de outubro de 2014

    A obra “Amália, a espantalha ” foi a melhor obra literária infantil que já li, o primeiro comentário foi feito por um panaca . Porque ele nunca leu o livro ,então é melhor ele nem falar do livro , que Majori Claro fez com tanto carinho.

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