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Posts de dezembro 2011

Pérolas da sabedoria judaica

29 de dezembro de 2011 0

Quando alguém questionava a simplicidade e a pequenez das parábolas, o sábio rei de Israel, Salomão, dizia que com uma pequena vela na mão podiam-se encontrar imensos tesouros e, com as parábolas, podiam-se compreender, às vezes, profundas ideias.

O livro “As 14 Pérolas da Sabedoria Judaica”, de Ilan Brenman, conta histórias divertidas, com os mais diversos temas, que nos ensinam as tradições do povo judeu. As ilustrações retratam em detalhes os contos e mostram um pouco mais sobre a cultura judaica.

Um livro com 14 contos para você ler como se estivesse ouvindo Ilan Brenman contar. Aliás, o autor, nascido em Israel, filho de argentinos e neto de poloneses e russos, é um exímio contador de histórias. Ele também é autor de “As 14 Pérolas da Índia” e “As 14 Pérolas Budistas”, e muitos outros sucessos publicados pela Brinque-Book.

“As 14 Pérolas da Sabedoria Judaica”, de Ilan Brenman, com ilustrações de Ionit Zilberman. Editora Brinque-Book, 52 páginas, R$ 36,30

A história dos cavaleiros teutônicos

28 de dezembro de 2011 0

Esta obra trata da história militar dos cavaleiros teutônicos, da Europa Central e dos Bálcãs. Você conhecerá o interesse nos esforços medievais para reconquistar Jerusalém e verá que os esforços das cruzadas na Espanha, na Prússia, na Ásia Menor e nos Bálcãs foram iguais ou quase iguais àqueles desenvolvidos pelos Cavaleiros Templários na Terra Santa.

O conceituado professor de história William Urban mostra que os cavaleiros teutônicos foram poderosos e respeitados na Europa Central, mas nos tempos medieval e moderno sua reputação sofreu nas mãos de propagandistas, nacionalistas, protestantes e secularistas.

Agora você poderá aumentar sua compreensão de um importante período da história militar, das complexidades da política medieval e também, de certo modo, do comportamento humano em geral e das maneiras pelas quais as sociedades modernas pensam sobre seu passado.

“Os Cavaleiros Teutônicos – uma História Militar”, de William Urban, com tradução de Caio Augusto P.L. Lorenzon. Editora Madras, 368 páginas, R$ 49,90.

Gonçalves Dias, o poeta do exílio

27 de dezembro de 2011 0

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”… Muita gente já leu ou ouviu esse trecho do poema “Canção do Exílio”. O autor, Gonçalves Dias, o escreveu enquanto estava em Coimbra, Portugal, longe do Brasil. No dia 3 de novembro fez 147 anos da morte do excepcional poeta, que homenageou o País com essas palavras bem escolhidas e posicionadas, e agora é revisitado por Marisa Lajolo, em “O Poeta do Exílio”, publicado pela Editora FTD.

O título faz parte da coleção “Meu Amigo Escritor”, que tem o objetivo de aproximar os leitores juvenis dos principais escritores brasileiros, e da imensidão de suas obras e suas complexidades. A autora escolheu Gonçalves Dias, que, mais do que um grande poeta, remete a ela lembranças de sua juventude. Daí também sua admiração pela vida e obra do autor “baixinho, franzino e mestiço”.

A autora traz o poeta para o cenário atual – uma escola e dois jovens apaixonados – e utiliza a música como fio condutor. A canção composta por Pedro e Júlia, inspirada em Gonçalves Dias, é escolhida como finalista de um festival de música estudantil. Para animar a torcida de amigos, os dois pretendem apresentá-los à vida e obra do poeta.

Pedro cria um blog – uma das melhores formas de disseminação cultural entre a juventude hoje – e, junto a Júlia e aos amigos, o alimenta com poemas, cartas, artigos de jornal, documentos da época e tudo mais sobre o escritor. O BlogDoDias, e o livro em si, passam a reunir um grande material – resultado de muitas pesquisas de Marisa – e tornam-se um dossiê do poeta.

Com linguagem contemporânea, a autora promete dividir com os leitores essa paixão pelo trabalho do poeta, que foi lhe passada pelo pai. “O autor de ‘I Juca Pirama’ me acompanha desde sempre, lembrança misturada com saudade. Saudade de meu pai, saudade dos jovens que éramos quando aprendemos, em casa, a amar o poeta”.

“O Poeta do Exílio”, de Marisa Lajolo, com ilustrações de Alexandre Camanho. Editora FTD, 256 páginas, R$ 33,90.

"Cavalo de Guerra", o livro que inspirou o filme

26 de dezembro de 2011 0

Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Joey, um belo cavalo de pelo avermelhado e uma cruz branca na fronte, é vendido para o Exército inglês e enviado para frentes de batalha na França.

Lá, o destemido cavalo enfrenta o inimigo e vê de perto o horror das violentas batalhas. Mesmo em meio à desolação das trincheiras, a coragem e a determinação de Joey sensibilizam os soldados do front e ele consegue encontrar consolo e esperança.

Seu coração, contudo, sofre com a saudade que sente do jovem Albert, que ele foi obrigado a abandonar… Será que ele nunca mais voltará a ver seu verdadeiro dono e amigo?

“Cavalo de Guerra”, de Michael Morpurgo, inspirou o filme homônimo de Steven Spielberg que estreia nos cinemas em 6 de janeiro. O livro conta uma história intensa da mais verdadeira das amizades durante a mais terrível das guerras. Veja um trecho do filme:


“Cavalo de Guerra”, de Michael Morpurgo, com tradução de Rodrigo Neves. Editora WMF Martins Fontes, 184 páginas, R$ 29,80.

Uma divertida viagem com as Pocotinhas

24 de dezembro de 2011 0

Em “Pocotinhas”, de Roberto Lanznaster e Samantha Quadros, as personagens embarcam em uma divertida viagem em busca da Terra do Sorvete e, no meio do caminho, descobrem que precisam salvar o planeta e implantar no reino onde vivem atitudes sustentáveis capazes de contribuir para a preservação do meio ambiente. Além de divertir o público entre oito e dez anos, faixa etária para a qual é voltada a obra, a história pretende deixar a mensagem de que é possível, sim, contribuir na melhoria do mundo em que vivemos a partir de atitudes simples e corriqueiras.

Roberto Lanznaster, que também ilustra a obra, é natural de Jaraguá do Sul e formado em comunicação social – publicidade e propaganda, pela Furb. É designer gráfico, ilustrador e escritor e, em 2005, publicou o livro “A Flauta Mágica” (pela Kroart Editores), uma reinvenção da famosa ópera de Mozart, ambientada na Amazônia brasileira, misturando personagens desta obra com o folclore e mitos indígenas. “Pocotinhas” é seu segundo trabalho como autor. Participou ainda das coletâneas “Jaraguá em Crônicas” e “Jaraguá em Contos”, pela Design Editora.

A ilustradora Samantha Quadros é natural de Curitiba, formada em moda pelo Cefet e atua como estilista, pesquisando e desenvolvendo coleções para a Lunender, de Guaramirim. Este é o primeiro livro que publica.

“Pocotinhas”, de Samantha Quadros e Roberto Lanznaster. Editora RHJ, 44 páginas, R$ 30,00. Onde comprar: www.editorarhj.com.br e http://blogeditorarhj.blogspot.com

Uma história bíblica para cada dia do ano

23 de dezembro de 2011 0

Estamos em tempos de Natal, um momento mágico que transforma as pessoas. Para as crianças, então, é aquela festa. Porém, apesar de todo o clima festivo, não se deve esquecer que a data só existe por causa do personagem principal: o Menino Jesus.

A sugestão de hoje não está diretamente ligada ao Natal, mas é válida porque conta passagens antes e depois do nascimento de Jesus. Assim é a “Bíblia Ilustrada – 365 Histórias Selecionadas”, lançamento da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que reúne uma seleção das mais belas histórias bíblicas do Antigo e do Novo Testamento, em uma edição caprichada, feita em papel cuchê e capa almofadada.

Com traço moderno e cores vibrantes, as ilustrações conferem emoção e movimento às narrativas. Além disso, tem texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), que, por sua linguagem simples e atual, facilita a compreensão da mensagem bíblica. Sua concepção inovadora agrada a públicos de todas as idades. Trata-se de uma obra ideal para ser lida em família.

O Blog do Aldo Brasil deseja a todos os leitores um feliz Natal, cheio de paz e luz.

“Bíblia Ilustrada — 365 Histórias Selecionadas”, da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). 448 páginas (capa dura almofadada), R$ 34,90.



Bichos que surpreendem

21 de dezembro de 2011 0

Brincar de esconde-esconde é muito divertido. Mas você sabia que, além das pessoas, há bichos que também não querem ser vistos? Esses animais  se escondem por vários motivos: para sobreviver; para se esconder dos predadores; e também para surpreender as presas.

Alguns deles têm disfarces naturais, como o camaleão, que consegue se camuflar conforme o lugar onde ele está; o tatu-bola, como o nome diz, consegue se proteger dentro da carapaça se transformando numa bolinha; a pantera-negra aproveita a cor da pele para enganar a presa à noite; o jacaré chega bem devagar, somente com os olhos para fora d’água, para atacar de surpresa; e o urso-polar esconde seu nariz preto com a pata para não ser notado, pois seu corpo branco se camufla na neve.

A coleção “Surpresa”, de Fernando Vilela, editada pela Brinque-Book, convida você para uma grande viagem recheada de descobertas sobre a “tática” que cada animal usar para surpreender ou não ser surpreendido. Que bicho é o rei dos disfarces? Onde os animais se escondem? Com o que eles se parecem? Nos livros “Onde Eles Estão?”, “Eu Vi!” e “O Disfarce dos Animais”, você descobrirá tudo isso e muito mais! Não perca tempo e venha se aventurar nas mais diversas curiosidades sobre a natureza.

Todos os livros da série têm abas que auxiliam na imaginação, prendem a atenção dos pequenos leitores e os divertem. As obras mostram curiosidades que revelam os mais diversos mistérios sobre a vida dos animais na natureza. Além disso, os textos são curtos e simples, de fácil compreensão, ideais para leitores em estágio inicial de alfabetização.

“Onde Eles Estão?”, “Eu Vi!” e “O Disfarce dos Animais”, de Fernando Vilela. Coleção “Surpresa”, Editora Brinque-Book, R$ 35,00 cada livro.

Um livro que é um canteiro de músicas

20 de dezembro de 2011 0

Uma maneira lúdica de ver a alfabetização musical, criada pela experiente arte-educadora e compositora Margareth Darezzo. É assim o livro “Canteiro – Músicas para Brincar”, editado pela Ática.

A obra é cheia de surpresas interativas e vem acompanhada por um CD com 15 canções. Para cada canção, há uma brincadeira e um exercício de sensibilização musical – além da letra para a criança acompanhar. O volume traz ainda informações curiosas sobre instrumentos, compositores e ritmos.

No livro, o pequeno leitor encontra animais simpáticos, jogo de trilha, cineminha, mapa, lanterna mágica para afugentar o medo… todo esse conjunto de atividades, leitura e CD foi pensado para estimular o raciocínio, a criatividade e a expressão das emoções dos pequenos. O CD tem a participação de Dominguinhos, Edson Montenegro, Yvette Matos e dos grupos A Três e Canto a Canto.

“Canteiro – Músicas para Brincar”, de Margareth Darezzo. O livro tem 32 páginas ilustradas por Roberta Asse. O CD com tem direção musical e arranjos de Pichu Borrelli. Editora Ática, R$ 36,50.

Uma espantalha chamada Amália

19 de dezembro de 2011 3

“Boneca menina espantalha, com a missão de espantar tantos pássaros famintos que vinham ao milharal para se alimentar. Por que, então, afugentá-los, se com eles poderia ganhar o mundo, sentir a vida, e descobrir, na natureza e na poesia, a razão maior de ter nascido naquele tempo e lugar?”. Essa é a trama que norteia “Amália, a Espantalha”, de Majori Claro, editado pela FTD.

Amália nasceu das mãos do jardineiro Feliciano – que, com muita ternura, tem todos os cuidados com ela. Por meio deste jardineiro, a autora utiliza a poesia de Fernando Pessoa como forma de mudar a percepção de mundo de quem é envolvido pela boneca.

Amália esbanja ingenuidade. E maravilha-se com tudo, inclusive com os corvos que destroem o milharal. No entanto, ela se espanta com as coisas do mundo, o feio e o bonito, o bem e o mal, pela descoberta da vida. Em cada renascimento, Amália aprende a superar fraquezas, a ser criativa. Rica em detalhes, a obra é um romance psicológico. Majori aborda a relação entre pais e filhos e a maturidade com uma visão lúdica, cheia de emoção e com muita aventura.

Ainda sobre relacionamentos, até as consequências do bullying a autora pontua. “Escrevi esse livro como se fosse uma lição que a gente faz e refaz para entender tudo bem direitinho. Eu, que sempre fui doente dos pensamentos… percebi que seria mais feliz se experimentasse o mundo a partir dos sentidos. Vivendo e sentindo, sentindo e me espantando. Como faz a nossa espantalha Amália.” Essa frase da autora mostra o tom contagiante de sua obra.

“Amália, a Espantalha”, de Majori Claro, com ilustrações da Anna Anjos. Editora FTD, 112 páginas, preço não divulgado.

Qual o segredo de Grace?

16 de dezembro de 2011 0

O que pode fazer um adolescente que esconde uma garota desaparecida em sua casa na américa dos anos 1960?

É tempo da “crise dos mísseis de Cuba”. Os Beatles já estão nas paradas de sucesso. Os jornais falam de Kennedy, Marilyn Monroe, Krushev. São os nostálgicos anos 1960. Em Salt Lake City, o adolescente Eric Welch conhece a garota Grace Madeline Webb procurando comida no lixo. Ela fugiu de casa e ele decide escondê-la nos fundos de sua casa. A decisão terá grandes consequências em sua vida, até chegar à velhice, quando a fábula “A Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen, fará com que sua memória se desate numa torrente de lembranças. “Grace”, de Richard Paul Evans, é uma comovente história de amor e redenção, com muito suspense e ternura.

No romance de Evans, a história é lembrada num Natal quando o personagem de Eric Welch, já avô, narra para um de seus netos a história da pequenina de Andersen que, em pleno Natal, no frio, vende fósforos pelas ruas, mas para se aquecer acaba gastando todos de que dispunha, e no dia seguinte é encontrada morta sob a neve. Não há quem não se comova profundamente com a fábula, retrato “dickensiano” da infância desamparada em face da crueldade do mundo. Assim acontece com Eric Welch, mas há mais: ele se lembra de que houve também uma “vendedora de fósforos” em sua vida.

A história de que ele se lembra ocorre em outubro de 1962, quando o planeta se vê muito perto de uma guerra nuclear, e um pânico com a iminência do “fim do mundo” se disseminou pela América do Norte. Em Salt Lake, Utah, para onde se mudou com sua família, o adolescente Eric, morando com os pais e o irmão Joel, vive o cotidiano normal de um garoto que vai à escola, tem suas predileções por estas ou aquelas comidas, brinca com o irmão, e, morando em condições difíceis e melancólicas num bairro pobre, acaba criando com o irmão um clubinho tipicamente adolescente nos fundos de sua casa, o “Nosso Clube”. É para lá que ele levará a garota misteriosa que conheceu remexendo numa lata de lixo à procura da comida. Ela diz chamar-se Grace e confessa que fugiu de casa e não quer voltar para lá. Então, ele toma a decisão de hospedá-la no “Nosso Clube”, escondido dos pais, deixando apenas o irmão Joel saber de seu segredo.

Assim transcorrerá a narrativa, sempre na primeira pessoa, e mergulhando no relacionamento de Eric com Grace, que será marcado pelo mistério da menina, que diz ter fugido de casa depois que sua mãe se casou com outro homem, um padrasto cruel que ela nunca mais quer rever. O mistério não acabará aí, e na verdade, um caso de amor muito delicado nascerá entre os dois adolescentes. À medida que o tempo passa, Eric vai gostando cada vez mais de sua hóspede e sempre a presenteará, além de conseguir para ela comida, remédios e tudo o que ela necessita em sua determinação de não voltar para casa, decididaa permanecer no “Nosso Clube”, na dependência de Eric e de seus pais, que tudo ignoram. Porém, o desaparecimento de Grace se torna público.Notificado pela escola e os professores, o assuntotransforma-se em  manchetes em Salt Lake. A ameaça de que ela venha a ser descoberta nos fundos de sua casa faz com que Eric padeça grandes apreensões. Até porque ela tem o pressentimento de que, se for descoberta, será o seu fim, já que seu padrasto é um homem cruel e violento e ela sabe o que a espera.

Com suspense e ternura, a narrativa vai se alternando entre as cautelas, sobressaltos e ansiedades de Eric para ocultar Grace, e o amor que os une, desesperado, mas com uma grande força em sua inocência.

“Grace”, de Richard Paul Evans, com tradução de Jairo Arco e Flexa. Geração Editorial, 340 páginas, R$ 39,90.