Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts de janeiro 2012

Onde moram os sentimentos

31 de janeiro de 2012 0

Você já parou para pensar onde moram todos os sentimentos? A pedagoga, musicista e escritora blumenauense Nana Toledo conta para a gente onde eles vivem: o endereço é o lado esquerdo do peito, como diria o poeta. Por isso, como na casa em que a gente mora, é bom sempre manter esse pequeno grande espaço, o coração, cheio de coisas boas. É importante que este castelinho esteja sempre sendo visitado e que seja bem cuidado para ficar em harmonia.

No livro “Casa dos Sentimentos”, as histórias são narradas por meninos e meninas que contam seus conflitos mais comuns, como medo, tristeza, saudade, amor e outros sentimentos que, certamente, estão presentes no dia a dia de toda criança.

Em cada texto há um pouco da autora quando era criança. Nana, que também tem CD infantil gravado, nos conta o que sua imaginação aprontava, o medo que tinha do “Homem do Cachimbo”, sobre a saudade que tinha de quando seus pais viajavam e como ficou triste quando seu cão morreu!

A obra é encantadora por esse aspecto de buscar referências de infância e de como tudo se ajeita, coisas que até quem não tem idade adulta também cultiva. Afinal, quem não se lembra de passear no sítio e correr naquele gramadão sem fim? Ou brigar com a melhor amiguinha, mas torcer logo para que chegue outra vez a hora de brincar de boneca e esquecer tudo? O livro de Nana é assim: um mapa que mostra onde fica a “Casa dos Sentimentos”.

“Casa dos Sentimentos”, de Nana Toledo, com ilustrações de Boris. Edição da autora, 24 páginas, R$ 14,90.  Quem quiser comprar o livro ou o CD “Lingua Enlinguarada” pode entrar em contato pelo e-mail contato@nanatoledo.com


Campanha #doeumlivro termina neste dia 31

30 de janeiro de 2012 0

Uma iniciativa bem legal, de incentivo à leitura, termina nesta terça-feira, dia 31. A campanha #doeumlivro chegou aos 150 mil exemplares arrecadados. “Nossa busca é superar os dois primeiros anos, quando chegamos aos 180 mil livros em cada edição. Como a última contagem foi realizada em 26 de janeiro, ainda acreditamos que vamos bater um recorde”, diz José Luz Goldfarb, diretor de divulgação da campanha, que acrescenta: “Ainda dá tempo para as pessoas realizarem suas doações, já que todos têm livros guardados em casa”. As doações podem ser feitas principalmente nas lojas da Droga Raia.

A campanha #doeumlivro nasceu dentro do Twitter e chegou a 180 mil livros em cada uma das suas duas primeiras edições. A rede de farmácias Droga Raia disponibilizou espaço para a campanha em suas lojas em vários Estados do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com Goldfarb, também curador há 21 anos do Prêmio Jabuti, o #doeumlivro é um exemplo de como as redes sociais que se formam no Twitter podem extrapolar os limites da dimensão virtual, ganhar as ruas das cidades, fazer a diferença e transformar a realidade”, afirma. 

Campanha surgiu há dois anos

De maneira informal, há três anos alguns twitteiros passaram a incentivar outros twitteiros a doarem livros no final do ano. A proposta teve receptividade e adesão avassaladoras e logo se tornou a campanha #doeumlivro. Organizada por Heber Dias de Souza, José Luiz Goldfarb, Laura Furquim Xavier e Milena Caldeira, a iniciativa se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter (em alguns dias, a tag chegou a ser a mais mencionada no Twitter brasileiro) e foi “abraçada” por artistas, jornalistas, políticos e empresários, como Maria Rita, Serginho Groisman, Paulo Coelho e Willian Bonner. Rapidamente, a campanha evoluiu para um projeto objetivo e consistente, com parcerias em todo o País. Muitos postos de coleta foram disponibilizados e os livros começaram a surgir – em grande quantidade. Ao final, foi arrecadado o surpreendente número de 180.455 livros. No ano passado, os números foram praticamente idênticos.

Os locais de coletas podem ser encontrados no site da campanha: http://www.doeumlivro.com.br/ (ou, para  a campanha via Twitter, @doeumlivro).  Em Joinville, as doações podem ser feitas nas unidades da Droga Raia das ruas Dr. João Colin e Otto Boehm, no bairro América.

Poesia em respeito à fauna brasileira

27 de janeiro de 2012 0

Criança gosta de bichos. Criança gosta de livros coloridos. E criança gosta de poesia. Misture tudo e coloque num livro. Pronto! Esta e a receita de “Olha o Bicho”, de José Paulo Paes. O livro conta que o tatu se esconde, a formiga vive a trabalhar, o tamanduá quer mesmo é ficar de barriga cheia… Quer saber mais? Olha o bicho!

O autor apresenta uma obra-prima em respeito à fauna brasileira, resultado da primeira parceria entre o poeta e o artista Rubens Matuck.

O livro, da coleção “Poesia para Crianças”, reúne oito pequenas obras de arte sobre os animais da fauna brasileira: formiga, arara, tatu, bicho-preguiça, jacaré, beija-flor, tamanduá e cutia.

“Olha o Bicho”, de José Paulo Paes, com ilustrações de Rubens Matuck. Coleção “Poesia para Crianças”, Editora Ática, 16 páginas, R$ 30,50.

Um punhado de literatura popular

26 de janeiro de 2012 0

Atenção, galerinha que gosta da genuína cultura brasileira, especialmente do folclore: a sugestão de hoje é para vocês. Quem não gosta não sabe o que está perdendo. O premiado livro “Meu Livro de Folclore – um Punhado de Literatura Popular”, de Ricardo Azevedo, é o primeiro da série que consagrou o autor como um dos grandes pesquisadores da cultura popular.

A obra, também ilustrada por Azevedo, traz contos, adivinhas, ditados, trava-línguas, parlendas, trovas, construindo um autêntico painel da nossa cultura e da literatura oral brasileira.

Nele aparecem, logicamente, o popular saci-pererê, a mula sem cabeça, o lobisomem e mais um time grande de seres esquisitos, que o autor reuniu no capítulo chamado de “Monstrengos de nossa terra”.

Uma ótima oportunidade para a criança que começa a ler sozinha descobrir a riqueza do universo da literatura e da cultura populares do Brasil.

“Meu Livro de Folclore – um Punhado de Literatura Popular”, texto e ilustrações de Ricardo Azevedo. Editora Ática, 72 páginas, R$ 35,50.

Uma nuvem azul bem querida

25 de janeiro de 2012 0

A sugestão de hoje para os baixinhos é outra história criada e ilustrada pelo superpremiado Tomi Ungerer: “Uma Nuvem Azul”, uma encantadora fábula traduzida pela também premiadíssima escritora Tatiana Belinky.

A história fala de uma pequena nuvem azul que vivia em paz consigo mesma: levava a vida de forma tranquila e independente, fazia o que queria e dificilmente seguia as outras nuvens quando o assunto era fazer chover. Além disso, por onde passava, chamava a atenção por sua cor.

Um dia, a nuvenzinha viu uma cidade envolta por uma enorme nuvem de fumaça negra e presenciou cenas terríveis: incêndios, massacres e assassinatos. Então, “tomou uma grande decisão. Para apagar os incêndios, ela se deixou chover e soltou um dilúvio de água azul. Até a última gota – a nuvem azul, esvaziada, não era mais”.

Com desfecho arrebatador, esta é, sem dúvida, uma obra-prima do autor francês.

“Uma Nuvem Azul”, texto e ilustrações de Tomi Ungerer, com tradução de Tatiana Belinky. Global Editora, 40 páginas, R$ 32,00.

O drama da guerra sob um olhar infantil

24 de janeiro de 2012 0

“Sombra”, do inglês Michael Morpurgo, o mesmo autor de “Cavalo de Guerra”, filmado por Steven Spielberg, começa quase como um conto de fadas inglês e vai nos surpreendendo a cada página, a cada capítulo, levando ao aprofundamento dos dramas humanos. Em meio à guerra no Afeganistão, uma cachorra perdida, ferida e esfomeada, da raça springer spaniel, aparece diante de uma caverna, onde uma família tenta se proteger das ameaças dos soldados do Talibã. Um garoto afegão procura protegê-la e ela não o larga mais, apesar de enxotada e apedrejada por outras pessoas. Ele, então, a apelida de Sombra. Uma sombra que vai protegê-lo, guiá-lo e ajudá-lo a fugir do inferno.

O enredo está acontecendo agora, neste exato momento, permeado pela fome, frio, dor e morte. É o drama atualíssimo dos refugiados, uma tragédia que vem afligindo grande parte da humanidade, sobretudo nas últimas décadas. Milhões de pessoas estão sendo obrigadas a abandonar as suas raízes em busca de um pouco de paz. É a diáspora moderna dos que fogem da guerra, da fome, da perseguição.

Um jornalista inglês aposentado, seu neto e um garoto afegão estruturam esta história sensível e comovente, que começa em Cambridge e faz um tour forçado pelo Afeganistão, passando por vários países, até retornar à Inglaterra, exatamente ao Yarl’s Wood, um centro de remoção de imigrantes em Bedfordshire. É lá que os refugiados ficam e de onde muitos são mandados de volta.

Apesar do tema dramático, o autor consegue banhá-lo com um humanismo sem fronteira. O livro pode ser lido por uma criança, um adolescente, um adulto, um idoso. E todos vão se identificar, entender exatamente o que está se passando. E tomar partido, inclusive aqueles que acham que cada um deve ficar em seu país de origem, como se o planeta não fosse a morada de todos os homens, indistintamente.

Embora seja uma obra de ficção, “Sombra” mostra um ângulo feio da humanidade, que muitos pretendem esconder. É um enfoque sobre um caso isolado, mas que chama a atenção para milhões de outros. Para amenizar esta tragédia universal, o poeta e escritor Morpurgo banha cada página com muito humanismo, deixando a crueldade como pano de fundo.

Se perguntarem se dói, esta história dói. Mas não é o drama pelo drama, um comércio de emoções baratas. Ao contrário, leva-nos a entender que a vida é uma só em qualquer lugar, frágil e bonita, encantadora e misteriosa. Sombra é uma obra de luz, um farol que pode nos guiar a um mundo melhor. E os cachorros têm um bom faro para isso.

“Sombra”, de Michael Morpurgo, com ilustrações de Christian Birminghan. Geração Editorial, 232 páginas, R$ 29,90.

Raquel parece que tem o rei na barriga

23 de janeiro de 2012 0

Você deve conhecer alguém como a personagem Raquel, do livro “Com o Rei na Barriga”, de Regina Drummond. Ela é linda e meiga, mas também esnobe e mandona.

Cheia de vontades, ela trata todos com arrogância, como se o mundo tivesse obrigação de servi-la. Enfim, como a galerinha diz, a garota é uma mala sem alça com as rodinhas quebradas. Para a menina, o mundo gira em torno do umbigo dela e ela se sente a princesinha que deve ser amada e servida por todos.

Porém, como o mundo é “redondo” e dá voltas, um acontecimento inesperado faz a menina cair na real e mudar de comportamento.

“Com o Rei na Barriga”, de Regina Drummond, com ilustrações de Dorotéia Vale. Coleção Dó-ré-mi-fá, Editora Scipione, 32 páginas, R$ 23,90.

A filha da Sherazade do sertão

20 de janeiro de 2012 0

Muita gente já ouviu falar da Sherazade, aquela das mil e uma noites. Não lembra dela? A história resumida é assim: um rei andava meio louco da vida porque havia sido traído. Como vingança pela mancha na honra, ele chamava uma virgem para desposá-la. No dia seguinte à noite que havia passado com a donzela, ele mandava seus capangas darem um jeito na vida da infeliz. Foi assim até que apareceu Sherazade (a grafia deste nome pode variar um pouco). Boa contadora de história que era, ela começava uma narrativa, mas, na hora de maior expectativa do rei, ela interrompia e prometia continuar no dia seguinte. O rei, curioso que só ele, ia deixando-a viva. E assim foi por um longo tempo.

Na história “Diomira, a Sherazade do Sertão, Coronel Carrerão e Lucinha”, escrita por Ivana Arruda Leite, o coronel, o velho mandão, não resistiu. Apaixonou-se e casou com Diomira. Os dois vivem tranquilamente na famosa Fazenda Bela Vista. Quer dizer, nem tão tranquilamente assim, já que uma garotinha sapeca e faladeira também está por lá. É Lucinha. A filha de Carrerão e Diomira, conhecida como a “princesinha do sertão”, é a alegria da casa. Agitada, Lucinha só se acalma quando vai escutar uma boa história. E quer uma dupla melhor para contar histórias que Diomira e Carrerão?

Fazendo uma releitura de contos da tradição oral, o livro, indicado para crianças a partir dos sete anos, tem linguagem de fácil compreensão e tem ilustrações que dão vida ao texto e prendem a atenção da criançada.

“Diomira, a Sherazade do Sertão, Coronel Carrerão e Lucinha”, de Ivana Arruda Leite, com ilustrações de Fê. Editora Brinque-Book, 48 páginas, R$ 34,10.

Adele está na Curitiba

19 de janeiro de 2012 0

Os fãs da cantora britânica Adele já podem comprar a biografia da cantora, consagrada como a maior vendedora de música no planeta em 2011. “Adele” (Leya Editora, 212 páginas, R$ 29,90), escrita por Chas Newkey-Burden, descreve a história da jovem de apenas 23 anos que em quatro anos arrematou dois prêmios Grammy.

Ícone musical, dona de uma voz marcante e irretocável, Adele lançou dois álbuns de soul, mantém sua vida privada longe de escândalos e goza da fama de ser boa moça. Chas Newkey-Burden narra a história de Adele com a propriedade de quem é autora de biografias de estrelas como Michael Jackson, Justin Bieber e Stephanie Meyer.

A biografia “Adele”, em pré-venda para o dia 27 de fevereiro, pode ser comprada pelo site www.livrariascuritiba.com.br.

“Adele”, de Chas Newkey-Burden. Editora Leya, 212 páginas, R$ 29,90.

Um pé de quê? Umbu!!!

18 de janeiro de 2012 0

“Umbu”, de Fabiana Werneck Barciski, é mais um livro inspirado no programa de TV “Um Pé de quê?”, apresentado por Regina Casé e dirigido por Estevão Ciavatta. Cada livro desta coleção é dedicado a uma árvore brasileira, representante de um bioma.

São abordados seus aspectos morfológicos, seu habitat e sua participação na história humana e econômica do Brasil. Este volume é dedicado ao umbu, nome muito conhecido no Sul e também no Nordeste. Na obra se trata do umbu do Sul, o umbu dos pampas, cercado de lendas, ligado à história de muitas guerras e que também oferece muita sombra e proteção.

O pampa é um bioma típico do Sul da América do Sul. No Brasil, ele fica restrito a apenas um Estado, o Rio Grande do Sul, e ocupa 63% de seu território. Seu clima é o subtropical e sua vegetação é caracterizada por gramíneas, plantas rasteiras, herbáceas e poucas árvores. Com uma biodiversidade característica e sua fisionomia singular, o pampa representa a essência da cultura e da identidade rio-grandenses. Neste livro, que faz parte da coleção “Um Pé de quê?”o leitor entenderá por que a árvore umbu é o seu símbolo maior.

“Umbu”, de Fabiana Werneck Barcinski, com ilustrações de Eloar Guazzelli. Coleção “Um Pé de quê?”, Editora WMF Martins Fontes, 48 páginas, R$ 29,80.