Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de fevereiro 2012

Aventuras de Alice no subterrâneo

29 de fevereiro de 2012 0

Quem gosta da personagem Alice, vai gostar também de “Aventuras de Alice no Subterrâneo”, de Lewis Carroll, com edição da Scipione. O livro é uma recriação em português do manuscrito feitor por Charles Lutwidge Dodgson para a garota Alice Liddell. O reverendo anglicano tinha na época 30 anos e era professor do Christ College, em Oxford, Inglaterra.

No verão de 1862, ele fez uma série de excursões de barco pelo rio Tâmisa, em companhia de seu colega, o reverendo Duckworth, e de três meninas, de treze, dez e oito anos, filhas do reitor. Durante um desses passeios, ele criou a história narrada neste livro para divertir as três irmãs, Lorina, Alice e Edith Liddell. A história agradou particularmente a Alice, a irmã do meio, por ser ela a homônima da personagem, uma menina tão viva e curiosa como ela mesma.

Nos dias seguintes, Alice sempre pedia para o reverendo escrever a história para ela. O professor atendeu ao pedido e colocou no papel, com imenso capricho e letra bem desenhada, as aventuras que criara no dia 4 de julho.

Esse livro foi a base para o texto das famosas “Aventuras de Alice no País das Maravilhas”. O manuscrito foi lido na época por amigos do autor, que sugeriram sua publicação. Dodgson acabou por se convencer de que o livro poderia ser bem aceito como obra impressa e preparou o texto para edição, aumentando e modificando, aqui e ali, o original feito para Alice Liddell. Para a versão definitiva, publicada em 1865, adotou, no entanto, o pseudônimo de Lewis Carroll, com o qual se tornou conhecido e admirado muito rapidamente, pois o livro teve enorme e imediato sucesso.

“Aventuras de Alice no Subterrâneo”, de Lewis Carroll, com tradução de Adriana Peliano e Myriam Ávila. Editora Scipione, 96 páginas, R$ 39,90.

A maldição de Hera

28 de fevereiro de 2012 0

Olá, galerinha ligada em mitologia grega. A sugestão de hoje vai agradar bastante quem é fã de Zeus e sua turma. O livro “A Maldição de Hera”, de João Pedro Roriz, é uma aventura com um monte desses personagens que frequentavam o Olimpo.

Fazia tempo que o céu não estremecia vigorosamente: raios rasgavam a abóbada e trovões brandiam com força, como se o mundo estivesse próximo do fim. Na Terra, os humanos encolhiam-se debaixo de seus tetos, temendo toda a onipotência de Zeus, o rei do Olimpo.

Os deuses, a despeito da ignorância dos mortais, sabiam que nem sempre era Zeus o culpado por tão estrondosas tempestades magnéticas e, ao longo da Via Láctea, observavam a cólera da mulher mais respeitada do Céu e da Terra: Hera, a deusa do casamento. Com enredo repleto de aventuras e linguagem moderna, este título permite ao jovem leitor aprender e se divertir ao mesmo tempo, pois une a riqueza cultural dos mitos aos temas da atualidade.

“A Maldição de Hera”, de João Pedro Roriz. Coleção “Mitológica”, Editora Editora Paulus, 176 páginas, R$ 18,00.

Para quem gosta de física e de futebol

27 de fevereiro de 2012 0

No dia 1º de março, o Museu do Futebol abre as portas para a física, uma ciência capaz de explicar a potência de um chute e a trajetória de uma bola até o gol. O lançamento do livro “Física do Futebol”, de Emico Okuno e Marcos Duarte, é voltado a estudantes do ensino médio.

O livro tem o mérito de trazer a física para o cotidiano, estimulando a descoberta científica – característica que agradou ao físico Marcelo Gleiser, que também assina um texto de apresentação. “Eu sempre costumo dizer que, para se ensinar física ou ciências em geral, o ideal é começar fora da sala de aula, mostrando aos alunos que a física trata do mundo em que vivem e não de fórmulas obscuras escritas no quadro-negro pelo professor”, comenta ele.

Ao longo dos quatro capítulos – Movimento, Força, Energia e Fluidos – as biografias de grandes cientistas e jogadores enriquecem a leitura: pode-se encontrar Galileo Galilei ao lado de Charles Miller, Pelé “dividindo a bola” com Isaac Newton e o Galinho do Quintino, Zico, “trocando passes” com James Prescott Joule.

Com explicações detalhadas em gráficos, exemplos práticos e exercícios resolvidos, o livro complementa os estudos de sala de aula e ainda dá dicas sobre como chutar uma bola com efeito, comprovando que o futebol é uma arte repleta de ciência.

“Física do Futebol”, de Emico Okuno e Marcos Duarte. Editora Oficina de Textos, 144 páginas, R$ 55,00.

A batalha no Olimpo ainda não acabou

24 de fevereiro de 2012 0

Se você se amarra em histórias com muita aventura e personagens da mitologia grega, não pode deixar de ler “Pegasus e a Batalha pelo Olimpo”, de Kate O’Hearn. O livro 2 da série “Olimpo em Guerra” conta que Emily renasceu nas chamas, virou o Fogo, salvou o Olimpo da destruição e com isso os Olímpicos retomaram o que era deles e restauraram a paz, mas não por muito tempo. Os terríveis Nirads só tinham perdido uma batalha e começaram a dar sinais de que poderiam atacar novamente. Mas Emily só tinha um pensamento: salvar seu pai das garras da UCP, a agência governamental que o mantinha preso lá na Terra.

Agora, ela terá que dar um jeito de escapar do Olimpo sem que ninguém saiba para tentar resgatar o pai e novamente contará com a ajuda de Joel, seu melhor amigo, Paelen, o Olímpico renegado que virou herói, e Pegasus, o garanhão alado e companheiro inseparável Emily, ao mesmo tempo em que lutará para conseguir controlar seus novos poderes do fogo para não queimar a si mesma ou um de seus amigos.

Se você achava que os Nirads eram os piores inimigos que os Olímpicos poderiam enfrentar, é melhor pensar melhor, pois há alguma coisa muito errada no ar e Emily e seus amigos descobrirão da pior maneira.

“Pegasus e a Batalha pelo Olimpo”, de Kate O’Hearn, com tradução de Cassius Medauar. Série “Olimpo em Guerra”, Editora Leya, 312 páginas, preço não divulgado.

Bullying é muito feio, Zeca!

23 de fevereiro de 2012 0

Você já ouviu falar em bullying? Se não sabe do que se trata, eu vou explicar de uma jeito bem simples: o bullying é uma forma que crianças e adolescentes malvados usam para deixar o coleguinha muito triste. Ele pode ser praticado de várias maneiras: um apelido pelo qual a vítima não goste de ser chamado porque ou é muito gorda ou muito magra, por exemplo; gozação maldosa por causa da roupa; ou porque é pobre… Enfim, é tudo que possa deixar a pessoa constrangida. Alguns casos são tão graves, que a vítima perde a vontade de sair de casa, ir à escola ou ao trabalho.

O livro “Zeca no Dia do Brinquedo”, da blumenauense Nana Toledo, trata exatamente dessa coisa triste. A história conta que todos estão se divertindo e brincando no Dia do Brinquedo na Floresta. Os animais emprestam seus brinquedos favoritos uns aos outros e é a maior curtição. Mas Zeca, um macaquinho mal-humorado, não quer emprestar sua peteca.

Ele trata os outros animais com grosseria e acaba perdendo seus amigos, até que sua peteca cai no chão. Os animais começam a brincar, e ao ver todos os seus amigos brincando, o macaquinho muda de opinião e se junta à diversão.

“Zeca no Dia do Brinquedo”, de Nana Toledo, com ilustrações de Guilherme Karsten. Editora Vale das Letras, 16 páginas, preço não divulgado.

Caminhando na chuva

22 de fevereiro de 2012 0

Túlio é um jovem pobre, de descendência alemã, que vive numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. Com a literatura na alma e as palavras incrustadas em seu ser, escreve e conta a sua história.

Da deliciosa infância, inspirada pelas histórias do avô, Túlio transpassa a adolescência e lembra seus dramas, medos, amores, sonhos, desilusões… A adolescência não é realmente uma das épocas mais fáceis na vida de alguém. Mas a vida de Túlio fica mais difícil mesmo quando se apaixona por Rosana, moça rica e com um pai controlador.

A novela de temática adolescente “Caminhando na Chuva” é a obra de estreia de Charles Kiefer na literatura e um clássico infantojuvenil. Com 20 edições no Brasil e uma em Portugal e mais de 100 mil exemplares vendidos, comemora 30 anos desde o primeiro lançamento.

“Caminhando na Chuva”, de Charles Kiefer. Editora Leya, 124 páginas, preço não divulgado.

A história de Chica da Silva para o público teen

21 de fevereiro de 2012 0

O personagem João da Silva Oliveira tem muito em comum com uma das figuras mais populares do País. Proveniente de família humilde, ele, por ser pobre e negro, sofre muito preconceito dos demais colegas. Em “Chica da Silva”, lançamento da Paulus, o leitor vai descobrir as semelhanças entre os dois e conhecer, de forma leve e divertida, um pouco mais da história dessa grandiosa brasileira.

Escrita por João Pedro Roriz, a obra tem uma proposta diferente: contar a história da ex-escrava por meio de uma situação paralela. “Lembrei dos meninos que conheci em comunidades carentes nos trabalhos voluntários que eu realizava. Pensei em fazer uma correlação entre os problemas vividos por Chica da Silva e as crianças humildes e marginalizadas do dia de hoje”, explica o autor.

O livro, narrado em primeira pessoa, conta a história de João, órfão de pai, criado pela mãe e pela avó, que vivia matando aula na escola para fazer o que mais gostava: jogar futebol. Porém, ele não levava o menor jeito com a bola, e seu desempenho, assim como a sua cor de pele, rendia piadinhas dos colegas da escola, fato que o deixava muito incomodado.

“Vó, eu estou muito triste – eu disse quase chorando. — Os meus amigos me ofendem por causa da cor da minha pele. Se eu tivesse uma tonelada de dinheiro, eles me respeitariam mais!”, relata o personagem durante trecho do livro.

A partir daí, o enredo ganha um clima envolvente pelo diálogo entre o menino e sua avó, que tenta confortá-lo motivando-o a acreditar em si mesmo e a superar sua insegurança. Para isso, ela usa como exemplo a vida de Chica da Silva, escrava que sofria preconceito por ter conseguido alcançar um bom lugar na sociedade.

“O povo inventava histórias para justificar a ascensão de Chica da Silva. Afinal, a negra fora filha de uma africana e conquistara o posto mais cobiçado entre as mulheres brancas do Tejuco: ser companheira de um rico contratador de diamantes. Chamaram-na de prostituta e feiticeira, mas o mais provável é que João Fernandes a amasse”, narra a avó ao neto.

O texto conta detalhadamente cada passo da brasileira e retrata o cenário político e econômico da época, além de destacar como viviam os escravos e a situação das mulheres negras naquele tempo. Com essa proposta, o leitor vai conhecer a instigante trajetória de Chica da Silva e saber como a sua história ajudou João a dar um grande passo rumo ao seu sonho de ser jogador de futebol.

Da coleção “Mistura Brasileira”, o livro “Chica da Silva” também conta com belíssimas ilustrações que traduzem fielmente cada passagem. Ao final do livro, há um rico glossário para os mais novos poderem compreender algumas palavras e expressões, como “concubina”, que quer dizer companheira, parceira ou amante.

“Chica da Silva”, de João Pedro Roriz, com ilustrações de Carol Roscito. Coleção “Mistura Brasileira”, Editora Paulus, 40 páginas, R$ 25,00.

Filosofando com a formiga Dóris

17 de fevereiro de 2012 0

Após uma temporada convivendo diretamente com os humanos, Dóris, formiguinha filósofa e muito esperta, regressa ao mundo das formigas levando de volta seu diário e todas as suas considerações, percepções e sentimentos em relação aos homens e como eles vivem.

Em “Dóris Retorna ao Mundo das Formigas”, a autora, Mônica Guttmann, narra os desafios encarados por essa criaturinha para colocar em prática as coisas que aprendeu e gostou durante sua experiência com as pessoas, retratada no recém-lançado “Dóris e as Coisas Mais Importantes da Vida (dos Humanos)”.

“Neste segundo livro, Dóris faz um convite a todos os leitores para que participem ativamente da história, usando a imaginação, refletindo e trazendo ideias, arte e possibilidades bem transformadoras, criativas e práticas para tornar melhor seus próprios mundos”, explica a autora.

Na primeira parte, a personagem faz dois novos amigos: um jardineiro e Elias, uma formiga violinista. Os três seguem para o grande “congresso das formigas”, no qual vários animais estarão presentes para discutirem melhorias para a vida na Terra, e ao jardineiro cabe a tarefa de representar os homens. Dóris, com base na sua experiência, sugere às formigas contarem histórias para as larvas antes de dormirem e terem acesso à arte, como escultura, música, dança, teatro etc. Além disso, ela descobre dois sentimentos típicos dos humanos: a paixão e o amor.

Já na segunda parte, o leitor tem acesso ao diário da personagem, no qual há passagens importantes, como “Os humanos, vistos bem do alto, tornam-se tão pequeninos quanto as formigas! Tudo é uma questão de ponto de vista!” e “Os formigueiros estão a serviço das formigas, já a maioria dos humanos está a serviço de seus desejos de poder e dominação”.

Por fim, na terceira parte, a autora sugere uma série de atividades relacionadas à temática. Desenhar, inventar uma música sobre formigas, elaborar um diário, criar uma peça de teatro e até organizar um minicongresso são alguns exemplos.

Com ilustrações bastante coloridas, os pequenos poderão acompanhar e se divertir com a formiga filósofa em sua nova empreitada. O livro dá continuidade à série “Descobrindo o Mundo com Dóris”, cujo objetivo é estimular crianças e adultos a olharem o mundo e a si mesmos de maneira mais profunda e sensível, a partir da expressão reveladora da arte, das reflexões fundamentais da filosofia e da essência da psicologia.

“Dóris Retorna ao Mundo das Formigas”, de Mônica Guttmann, com ilustrações de Fábio Costa e Mônica Guttmann. Editora Paulus, coleção “Descobrindo o Mundo com Dóris”, 60 páginas, R$ 20,00 .

Júlia ouve com o coração

16 de fevereiro de 2012 0

A história da sugestão de hoje, “O Silêncio de Júlia”, promete encantar e enternecer. O livro, escrito pelo poeta e romancista belga Pierre Coran, é uma sensível história de amizade entre Júlia, uma garota com deficiência auditiva, e André, seu novo vizinho. Juntos, vão descobrir a importância de entender e aceitar o outro, independentemente de suas dificuldades e diferenças.

Júlia é uma garota feliz, brinca como toda criança comum, mas vive solitária. Seu mundo não tem sons, fato apresentado pelo autor com muito respeito e sutileza. Com experiência em educação infantil – foi professor primário ao longo de sua carreira -, o autor não faz da surdez de Júlia um assunto tabu. Pelo contrário: a personagem é uma menina que faz de tudo para criar vínculos com o exterior, entendendo sua deficiência não como um obstáculo, mas sim como uma forma diferente de decifrar as coisas ao redor.

Quando André se muda para a casa ao lado da de Júlia, a garota finalmente encontra um companheiro de brincadeiras. No começo, ele não se mostra feliz em estar longe de seus antigos amigos. Como não pode usar palavras, Júlia inventa várias formas de chamar a atenção do menino. Mesmo sem se comunicar por meio da fala, surge uma grande amizade entre eles. A superação de suas diferenças é o maior aprendizado de Júlia e André.

“O Silêncio de Júlia”, de Pierre Coran, com ilustrações de Mélanie Florian e tradução de Heloisa Prieto. Editora FTD, 32 páginas, R$ 27,80.

Cadê o chapéu do urso?

14 de fevereiro de 2012 0

Você lembra de alguma coisa que foi perdida e da qual gostava muito, a ponto de deixá-lo triste? E se lembra de, depois de achar o objeto, parecia que ele estava no lugar mais óbvio, mas que você, no nervosismo, até pode ter olhado, mas nem se deu conta de que a coisa estava ali, bem embaixo do seu nariz? A história de hoje, “Quero o Meu Chapéu de Volta”, de Jon Klassen, é parecida com isso, e o personagem é um urso.

O chapéu do urso sumiu. E o urso quer seu chapéu de volta. Interpelando os animais que encontra, ele acaba vendo seu chapéu vermelho e pontudo na cabeça do coelho e dá um jeito de recuperá-lo. Este livro acompanha a busca do urso, com ilustrações extremamente expressivas e pouquíssimas palavras.

O autor Jon Klassen trabalhou como ilustrador para filmes de animação, vídeos de música e livros. Recebeu no Canadá o Prêmio Governor General de Ilustração pelo livro “Cat´s Night Out”, escrito por Caroline Stutson. “Quero Meu Chapéu de Volta” é o primeiro livro que ele escreveu e ilustrou. Originário de Niagara Falls, Ontário (Canadá), atualmente Jon Klassen mora em Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Quero o Meu Chapéu de Volta”, texto e ilustrações de Jon Klassen e tradução de Monica Stahel. Editora WMF Martins Fontes, 36 páginas, R$ 34,00.