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Posts de junho 2012

Você sabe o que é um quebracho?

29 de junho de 2012 0

O quebracho é uma árvore nativa do Brasil muito conhecida no Pantanal. Ela está presente nos objetos do dia a dia dessa região e faz parte dos momentos mais importantes da história pantaneira.

O Pantanal é o bioma brasileiro que, em 2000, foi reconhecido pela Unesco como reserva da biosfera e patrimônio natural da humanidade por abrigar um dos mais ricos ecossistemas do mundo. A diversidade de sua flora e fauna é impressionante, o que confere à região um alto valor ecológico. Essa ecorregião tem imensa relevância também por sua localização geográfica, estabelecendo limites com o cerrado, no Brasil Central, a Amazônia, no Norte do País, a mata atlântica, ao Sul, e o chaco, na Bolívia.

Conhecido como a mais extensa planície alagável do mundo, o Pantanal faz a ligação entre as duas maiores bacias hidrogáficas da América do Sul, a bacia do Prata e a Amazônica, formando um correedor biogeográfico entre elas, sobretudo no período da cheia, quando ocorre a união de rios, lagos e riachos, o que torna possível a disseminação e a troca de espécies da fauna e da flora entre essas regiões.

O Pantanal também se destaca como local de abrigo, alimentação e reprodução de inúmeras aves aquáticas, inclusive espécies migratórias.

No livro “Quebracho”, da coleção “Um Pé de quê?” e que tem texto adaptado por Fabiana Werneck Barcinski a partir do programa de TV homônimo apresentado por Regina Casé, você vai conhecer melhor essa árvore, que, por sua madeira dura, tornou-se símbolo de resistência e riqueza na história do Pantanal.

“Quebracho”, de Fabiana Werneck Barcinski, com ilustrações de Eloar Guazzelli Filho e organização de Regina Casé e Estevão Ciavatta. Coleção “Um Pé de quê?”. Editora WMF Martins Fontes, 48 páginas, R$ 29,80.

Branca de Neve como jamais foi vista

28 de junho de 2012 0

Os tempos são outros, e as crianças e jovens querem ver os personagens dos contos de fadas tradicionais sendo desmistificados, como na série de filmes de animação gráfica “Shrek”. Para deleite deles, esta nova edição do clássico “Branca de Neve” não poderia ser mais distante do desenho animado de Walt Disney para o cinema, lançado em 1937.

Esta versão, feita para os pré-adolescentes do século 21, traz uma heroína que parece uma gótica, graças às ilustrações belíssimas, originais e perturbadoras da artista Camille Rose Garcia. A rainha perversa, a segunda mulher mais bela depois de Branca de Neve, surge aqui como um monstro de quatro olhos. Até os doces animaizinhos da floresta são assustadores, e o Príncipe Encantado não parece particularmente viril.

Outro mérito desta luxuosa e inovadora edição — que traz o texto clássico dos Irmãos Grimm, publicado originalmente há quase 200 anos — é resgatar os aspectos mais sombrios da história que foram suprimidos da versão açucarada de Walt Disney. A rainha perversa tenta matar Branca de Neve não uma, mas quatro vezes. No final, Branca de Neve, na festa do seu casamento com o príncipe, vinga-se da madrasta, forçando-a a dançar com sapatos de ferro em brasa até morrer.

“Branca de Neve”, dos Irmãos Grimm, com ilustrações de Camille Rose Garcia e tradução de William Lagos. Geração Editorial, 80 páginas, R$ 26,00.

Rádio, um companheiro há 90 anos

27 de junho de 2012 0

Em 2012, o rádio completa 90 anos de existência no Brasil. Um dos melhores presentes que esse meio de comunicação poderia ganhar é o lançamento de “História do Rádio no Brasil”, da pesquisadora e professora universitária Magaly Prado. Ainda no prefácio da obra, Paulo Machado de Carvalho Neto (radialista, publicitário e ex-presidente da Abert) classifica o trabalho de Magaly de um “ato hercúleo”, que deu vida a um trabalho tão cheio de vozes quanto o próprio rádio.

Há décadas, esse meio de comunicação é companheiro diário de milhões de brasileiros em suas tarefas cotidianas: o rádio divulga notícias, transmite esportes ao vivo, leva música, entretenimento e informações. Como a escritora afirma na obra, “o rádio é o veículo do tempo por excelência. Escrever sobre esse meio é incluí-lo em um tempo histórico que lida com o tempo de emissões, o que torna essa trajetória mais interessante ainda”.

A obra lançada pelo selo Da Boa Prosa, da Editora Livros de Safra, não se trata somente de um resgate da importância histórica desse meio de comunicação, mas também de uma luz, focando os principais momentos do rádio e dos profissionais que encantaram plateias e influenciaram diretamente a formação cultural brasileira. Se o Brasil é hoje conhecido internacionalmente por suas telenovelas, é importante dar o crédito correto às radionovelas. A importância social do rádio também tem destaque, pois ele, como nenhum outro meio, integra pessoas e comunidades longe dos grandes centros sem acesso a outros meios de comunicação.

“História do Rádio no Brasil” retrata momentos fundamentais por meio de uma linguagem envolvente e imagens históricas e inéditas de profissionais que marcaram as comunicações no Brasil. Além da leitura contínua, é possível também seguir os principais acontecimentos da “Linha do Tempo”.  Deve se tornar leitura obrigatória para profissionais e estudantes, além de fonte de consulta e formação para os milhões de apaixonados pelas notícias, música e entretenimento que o rádio oferece.

“História do Rádio no Brasil”, de Magaly Prado. Editora Livros de Safra (selo Da Boa Prosa), 480 páginas, R$ 75,00.

O arrasta-pé animado da coruja

26 de junho de 2012 0

A coruja inventou de dar um baile e avisou o galo, que falou a outro bicho, que contou a mais um… resultado: todos os animais estavam sabendo. Animados, todos chegaram para a festa com seus respectivos pares. Eles só não sabiam que a coruja tinha imaginado um baile diferente: não podia dançar o pato com a pata, o rato com a rata, o galo com a galinha, e assim por diante.

Assim que a música começa, os pares são formados de acordo com a regra da coruja, que não abria mão de sua ideia de jeito nenhum. Ficou o sapo com a sapa! Começa tudo outra vez! Ficou o galo com a galinha! Começa de novo…

“O Baile”, de Mary França e Eliardo França, é uma história que permite ao pequeno leitor, dentre outras coisas, ampliar o vocabulário e distinguir o gênero dos animais.

“O Baile”, de Mary França e Eliardo França. Global Editora, 16 páginas, R$ 14,90.

As deliciosas férias da Beatriz pelo Sul

25 de junho de 2012 0

As férias escolares estão chegando. Hora de tirar um pouco o pé do freio e dar uma relaxada. Bom momento também para ler um livro. E que tal se for um sobre as férias de uma menina?

Aos oito anos, Beatriz mora em Porto Alegre e está cursando o 3º ano. Além de ser uma boa aluna e ter muitos amigos e primos, ela adora colecionar receitas diferentes em seu diário, principalmente aquelas que a Vó Néli ensina nos almoços de domingo. Durante as férias, ela conheceu muitos lugares interessantes e, é claro, trouxe muitas receitas de recordação.

Nhoque estrelinha de polenta, chocolate quente, panquecas de doce de leite, Strudel da horta e arroz de carreteiro são algumas das iguarias que Beatriz aprendeu durante suas viagens pelos três Estados. Com receitas de Carla Pernambuco, texto de Pablo Fabián e ilustrações de Dado Motta, “As Deliciosas Férias de Beatriz”, é uma gostosa viagem pelo mundo das aventuras, experiências e lembranças pelo Sul do Brasil.

Ricamente ilustrado, o livro relata as viagens da pequena protagonista pela região Sul do País, com curiosidades e receitas típicas das cidades por onde passa.

“As Deliciosas Férias de Beatriz”, de Carla Pernambuco e Pablo Fabián, com ilustrações de Dado Motta. Editora LeYa, 56 páginas, R$ 29,90.

As armadilhas do consumismo

22 de junho de 2012 0

Imagine a cena: pai e mãe estão no shopping, acompanhados do filho. Logo ao passar na frente da loja de brinquedos, vem o pedido, que não raro vira exigência e motivo de discussão: “Compra pra mim!?”. Depois, passando em frente à sorveteria, de novo o pedido: “Compra pra mim!?”. Mais adiante, na loja de calçados, que tem os tênis mais irados da cidade, de novo aparece o pedido/exigência: “Compra pra mim!?”.

Os pais, muitas vezes por gostar demais do filho ou da filha, acabam cedendo. Porém, esquecem que dizer não também ajuda a criança na formação. Afinal, se os pequenos  não aprendem a ouvir um não de vez em quando, vão sofrer muito mais quando quem lhes fizer a negativa a algo for a vida, a experiência. Isso sem contar que ser levado pelas propagandas dos produtos pode ser perigoso, cheio de armadilhas. Outro aspecto a ser considerado é que pais, muitas vezes para suprir a ausência deles na vida dos filhos, acabam mascarando a realidade com presentes. Mas aqui vai um alerta: boneca não sabe dar afeto; carrinho não guia a formação; celular não sabe contar histórias; computador não dá beijinho de boa-noite.

É esse tom de mostrar a realidade sobre o consumismo  que toca o livro “Compra pra Mim”, de Manuel Filho e que faz parte da coleção “De que Lado Você Está?”, da Editora Paulus. Na história, o que a gente mais escuta o menino João falar é: “Compra pra mim!”. E ele tanto pede que consegue ganhar o boneco de seus sonhos: o Zenon-five e seu incrível mundo virtual.

Acontece que a ficha dele vai cair e o menino descobrirá que o sonho vira pesadelo quando ele percebe que entrar nesse universo não é tão simples como a propaganda diz, e, pior, que o brinquedo pode ser perigoso. Descubra com João como consumir sem exagerar ou cair em armadilhas.

“Compra pra Mim”, de Manuel Filho. Coleção “De que Lado Você Está?”, Editora Paulus, 80 páginas, R$ 22,00.

Quando o macaquinho Zezé diz sim

21 de junho de 2012 0

Os pais que lerem o livro “Sim”, de Jez Alborough, podem encontrar alguma semelhança dos pimpolhos com o macaquinho Zezé. Ele adora embarcar em divertidas aventuras pela floresta na companhia dos amigos elefante, hipopótamos, girafa e leão.

O simpático personagem topa qualquer parada, mas tem uma hora que ele resiste até não poder mais. Sabe que momento é esse? Pense… pense mais um pouquinho… Pronto? Quem disse que é na hora do banho errou feio, mas quem disse que é  na hora de dormir acertou em cheio.

Quando chega esse momento, são necessários dois amigos e muito “tchibum!” para transformar um não em um sim. “Sim” faz parte de uma série com mais duas obras (“Alto” e “Abraço”) com o macaquinho Zezé como personagem principal. Esses livros são ideais para leitura compartilhada e para leitores em início de alfabetização.

“Sim”, texto e ilustrações de Jez Alborough, com tradução de Gabriela Degen Marothy. Editora Brinque-Book, 36 páginas, R$ 30,50.

A dança dos dragões

20 de junho de 2012 0

O inverno anunciado ainda tarda a chegar. Mas dessa vez, os maus presságios trazem com eles Daenerys Targaryen, a última herdeira dos dragões da Casa Targaryen; Jon Snow, o 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite; e Tyrion Lannister, o mais carismático dos Lannister, de volta para as páginas.

A Editora LeYa anuncia o lançamento do quinto volume da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, escrita por George R. R. Martin, “A Dança dos Dragões”, que chega às livrarias em junho.

Com capa feita por Marc Simonetti, especialmente para a edição brasileira, a obra apresenta um futuro ainda indefinido para os Sete Reinos. Daenerys Targaryen governa uma cidade construída sobre o pó e a morte e aprende que conquistar algo é mais fácil do que modificá-lo. A Patrulha do Noite, com seus homens cada vez mais reduzidos, sob o comando de Jon Snow, que precisa tomar decisões cada vez mais difíceis sobre o que fazer em relação ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos homens da Patrulha. Tyrion precisa pegar em armas para se salvar e descobre que um homem pequeno com um escudo grande pode realmente confundir os inimigos. Enquanto isso, Bran prossegue a sua viagem, enquanto outras acontecem para a Baía dos Escravos, e Daenerys percebe que seus inimigos estão cada vez mais numerosos e sedentos para destruí-la.

Traições, revelações e um fantasma do passado que volta para assombrar quando menos se espera, todas as criaturas dos Sete Reinos estão prestes a enfrentar fatos inesperados. A escrita eletrizante de George R.R. Martin transporta o leitor de volta para Westeros e o convida a encarar o destino incerto de seus reinos, levando à maior dança de todas.

“A Dança dos Dragões – As Crônicas de Gelo e Fogo Vol. 5″, de George R.R. Martin, com tradução de Márcia Blasques. Editora LeYa, 864 páginas, R$ 54,90.

As cores solidárias de Jack Henderson

19 de junho de 2012 1

Se com cinco ou seis retas o músico e compositor Toquinho faz um castelo, com seus lápis de cera, Jack Henderson arranjou um modo genial de arrecadar mais de vinte mil libras para a Sick Kids Foundation (que, traduzido para o português, seria algo como Fundação para as Crianças Doentes). Jack tem seis anos e mora na Escócia, com o pai, a mãe e mais dois irmãozinhos. Um dia, Noah, o caçulinha, ficou adoeceu e toda a família ficou muito triste…

Jack, então, ficou pensando numa forma de poder ajudar seus pais a pagarem o tratamento do irmão. Daí ele teve uma brilhante e colorida ideia: resolveu fazer ilustrações e assim juntar dinheiro. Em pouco tempo, conseguiu receber várias encomendas por meio de um site. E assim ganhou todo o dinheiro de que precisava.

Algum tempo depois, Jack pensou melhor e decidiu ajudar outras crianças que também precisam de ajuda. Um dia, ele resolveu contar sua história e escreveu este livro, “Jack, o Desenhista Solidário”, que inclui algumas de suas ilustrações. Se você quiser, pode visitar o site de Jack (em inglês): http:\\jackdrawsanything.com. Ali, o menino recebe encomendas de desenhos e as doações.

“Jack, o Desenhista Solidário”, de Jack Henderson, com tradução de Luciano Machado. Editora Planeta Infantil, 128 páginas, R$ 24,90.

Leitura invertida e divertida

18 de junho de 2012 0

Ele é capaz de revelar coisas que, sem ele, você jamais veria, embora, às vezes, deforme imagens e crie ilusões. O espelho pode fazer tudo isso e ainda servir para combater monstros míticos e até mesmo funcionar como porta de entrada para mundos estranhos…

A partir de diversas referências históricas e culturais, a autora Tatiana Belinky constrói um divertido limerique (poema de cinco versos) que explora os usos e simbologias desse artefato que intriga a todos.

Com projeto gráfico inovador, “O Espelho” apresenta o texto normalmente na página da esquerda e, na da direita, em versão invertida, ou melhor, “espelhada”. Para conseguir lê-lo, basta usar a primeira orelha do livro, que tem o mesmo tamanho da capa e é feita em papel laminado, funcionando com um espelho.

As ilustrações caleidoscópicas de Daniel Bueno tomam todo o espaço das duas páginas e, ao serem refletidas, criam novas imagens e deixam a brincadeira ainda mais divertida. Explore as mirabolantes possibilidades desse objeto fascinante.

“Espelho”, de Tatiana Belinky, com ilustrações de Daniel Bueno. Editora Caramelo, 32 páginas (orelha em papel espelhado), R$ 32,90.