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Que tal um Dia Nacional de Desligar o Videogame?

08 de agosto de 2013 0

Martim, um dos personagens principais do livro “Caranguejo Bom de Bola”, de Carlos Castelo, é um garoto solitário que tem tudo o que quer e passa as tardes jogando futebol no videogame. Seus pais são muito ocupados, trabalham o dia inteiro, e ele fica aos cuidados de Ernesta, a auxiliar do lar.

Quando a diretora do colégio mostra o boletim cheio de notas vermelhas, os pais decidem mudar drasticamente os hábitos de Martim. Afinal, suas notas, igual a um caranguejo, não estavam andando para frente. Ao conhecer Elvis, um garoto pobre do bairro, sua vida vira de cabeça para baixo. Juntos vão descobrir novas brincadeiras e, com a ajuda do novo amigo Martim tentará se tornar artilheiro também no campinho de terra.

O livro retrata temas que estão no centro das preocupações de pais, filhos e educadores: como conciliar estudo, lazer e convívio num mundo em que as brincadeiras tradicionais perdem espaço para a tecnologia e num momento em que os pais têm cada vez menos tempo livre?

Sem simplificar a questão e sem cair na tentação de eleger a modernidade como vilã, o livro dá, por meio do encontro de Martim e Elvis, uma sugestão divertida de como mais criatividade no lazer pode servir ao desenvolvimento da criança. E reforça, também, na amizade dos dois garotos, a importância do contato com as diferenças.

O autor conta que a inspiração veio depois que, num sábado à tarde, viu o filho de nove anos jogando futebol no videogame. O menino, a cada convite que o pai fazia para comer algo, passear no parque, jogar bola, pescar…, respondia não, interessado que estava apenas em fazer os craques virtuais realizarem jogadas de mestre.

Carlos Castelo também propôs e realizou no dia do lançamento do livro, 27 de julho, o Dia Nacional de Desligar o Videogame. E aí, quem topa fazer algo semelhante?

“Caranguejo Bom de Bola”, de Carlos Castelo, com ilustrações José Carlos Lollo. Editora Terceiro Nome, 40 páginas, R$ 29,90.

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