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CLARICE, MINHA MENINA

04 de novembro de 2013 0

Divulgação, Novo Século

Certamente, a história da humanidade jamais seria a mesma se o espírito aventureiro do homem não estivesse presente em seu dia a dia. Colombo, Vasco da Gama, Marco Polo, Gaspar de Carvajal, Hans Staden, Jean de Léry, Jean Debret, Visconde de Taunay e Curt Nimuendaju, até chegarmos aos dias atuais com Amyr Klink e a Família Schürmann.

Todos esses conhecidos viajantes têm agora, como integrante dessa seleta galeria de aventureiros, o cidadão sergipano IVAN COSTA, que, entre abril e outubro de 2012, com Thiago Nuts, músico e amigo de longa data, percorreu cerca de 10 mil quilômetros por terras brasileiras em uma Kombi (os últimos 3,6 mil quilômetros, Ivan percorreu sozinho). Uma Kombi muito especial, batizada de Clarice, em homenagem a Clarice Lispector, toda “tatuada” com poemas e com um largo sorriso na lataria dianteira”.

O resultado dessa empreitada romanesca está devidamente registrado no livro “CLARICE, MINHA MENINA“, publicado pela Editora Novo Século, no selo Novos Talentos da Literatura Brasileira.

De saída, Ivan Costa sintetiza sua maneira de ver o mundo e seu espírito aventureiro: “Quando minha mãe estava grávida de mim, no início da década de 80, jamais poderia imaginar que, quando eu me debatia em sua barriga, às vezes com força, já era uma briga pela minha liberdade. No dia 21 de agosto, lá estava eu inserido nisto que chamamos de vida, e que até hoje ninguém soube explicar de onde viemos, para onde vamos e para que estamos aqui. Não chorei… E logo me deram uns tapas, que é para mostrar como funcionam as coisas por aqui”.

Narrado em primeira pessoa, entre versos e prosa, o livro registra os quase 10 mil km percorridos por serras e curvas perigosas, em cidades de todas as dimensões, desde as metrópoles como São Paulo e Salvador, até as diminutas, como Arembepe (BA) e Paraty (RJ), onde o autor se envolveu com pessoas de todas as idades, classes sociais e sotaques, além de ter conhecido pessoas legais e até ilegais.

Entremeando momentos de angústia e euforia máxima, o autor discorre sobre uma viagem que, para muitos, pode ser nada convencional, mas, para ele, que sempre sentiu e viveu a vida fugindo das normas estabelecidas, foi o máximo. Assim, o poeta sergipano do asfalto conta sua viagem em três capítulos, nomeados Saber, Dor e Ria, além de presentear o leitor com um apêndice com mais de 100 imagens de sua apaixonada viagem feita com o volante de uma Kombi nas mãos e muitos sonhos e ideias na cabeça.

“CLARICE, MINHA MENINA”, de IVAN COSTA. Editora Novo Século (selo Novos Talentos da Literatura Brasileira), 200 (144 de textos e 56 com imagens), R$ 34,90.

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