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Vem aí mais uma Feira do Livro de Joinville

07 de abril de 2015 0
Ziraldo será o escritor homenageado. Foto: Ana Colla, divulgação

Ziraldo será o escritor homenageado. Foto: Ana Colla, divulgação

 

A 12ª Feira do Livro de Joinville promete ser mais do que um evento literário. Com uma agenda dinâmica em torno do tema “A literatura e seu entorno”, a feira vai oferecer ao púbico que passar pelo Expocentro Edmundo Doubrawa e pelo Teatro Juarez Machado, no Complexo Cau Hansen, um encontro da palavra escrita com a música, cinema, teatro e outras expressões da arte.

O enfoque principal da programação que começa na sexta-feira, dia 10, e se estende até o dia 19, claro, é a literatura. Nomes consagrados como o cartunista Ziraldo e o dramaturgo Lauro César formam o grupo de convidados ao lado de Bia Bedran, Leo Cunha, Lucília Garcez, Luiz Antônio Aguiar, Paula Pimenta, Rogério Pereira, Tino Freitas e Renata Ventura, o ator Luís Melo (o Atílio da novela “Amor à Vida”), entre outros escritores consagrados e novas promessas da literatura regional e nacional.

A abertura oficial do evento ocorre às 19h, com a presença de Ziraldo como “escritor homenageado” desta edição. Mas desde as 8 da manhã já haverá atividades à disposição do público, com o espetáculo “A Arte de Cantar e Contar Histórias”, com Bia Bedran, no Teatro Juarez Machado.

A visitação à feira e a participação em todas as atividades é gratuita, de segunda a sábado, das 9 às 21 horas; e nos domingos, das 10 às 20h – a programação completa pode ser conferida em www.feiradolivrojoinville.com.br. Escolas, empresas e instituições interessadas em realizar visitas em grupos podem agendar pelo telefone (47) 3422-1133 ou pelo e-mail agendamento@institutofeiradolivro.com.br.

Além do público adulto que todos os anos aguarda a feira em busca de lançamentos e do contato com escritores, crianças e adolescentes formam uma audiência seleta da feira. Neste ano, são mais de 20 mil estudantes de 150 escolas das redes pública e particular de ensino de Joinville, Itapoá, Garuva, São Francisco, Itajaí, Rio do Sul e São Bento do Sul, entre outras cidades, acompanharão o roteiro que inclui a feira onde serão comercializados livros de todos os gêneros literários, palestras, lançamentos de autores catarinenses e nacionais, sessões de autógrafos, mostra comentada de filmes, sessões de teatro e de música, exposições e apresentações culturais etc.

Atividades de direcionamento técnico e científico abordando questões como a prática leitora e a docência como meios para estimular o gosto pela literatura desde as primeiras fases escolares estarão em pauta com a realização do Seminário de Capacitação de Professores, Seminário de Bibliotecários e Agentes de Leitura.

Curadora revela expectativas

Doutora em letras e mestre em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde foi professora, Maria Antonieta Cunha é, pelo segundo ano, curadora do evento.

Antonieta traz ao evento de Joinville a experiência, não apenas como autora, mas de gestora que passou pela presidência da Câmara Mineira do Livro, como secretária da Cultura e como presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Trabalhou ainda com o Projeto Cantinhos de Leitura, e na Organização de Bibliotecas da Secretaria de Estado da Educação, na qual atuou na criação da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. Atualmente, é coordenadora do curso de arte-educação e literatura infantil e juvenil na PUC Minas e diretora do Plano do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da Fundação Biblioteca Nacional.

Para ela, eventos como as feiras de livros favorecem não apenas a formação de um público leitor como inserem a literatura no cotidiano da cidade e, inclusive, chama atenção de novos investidores à cultura. “Eu diria que o empresariado, de modo geral, é muito pragmático, prefere investir em áreas que consideram mais seguras. Mas a feira de Joinville mostra como a leitura é importante para a sociedade em geral, merece atenção”, frisa.

Destaca o tema central desta edição como uma proposta no sentido de colocar a literatura em contato com as demais formas de arte, para ela um sinal da penetração do livro na sociedade. “Perceber essas intercessões é fundamental, porque torna a literatura algo natural. Queremos mostrar uma vida na literatura, como ela pode dizer algo para todos nós, e muitos ainda não têm o costume de ver o texto com essa propriedade”, avalia. “O ambiente da feira é favorável a isso, porque reúne uma diversidade de pessoas, com propostas diferentes, o que é enriquecedor. Qualquer pessoa que entrar na feira se sentirá à vontade.”

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