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Livro explora o rico imaginário de uma menina solitária

23 de fevereiro de 2017 0
Divulgação, SM

Divulgação, SM

Cleo, a menina que dá título ao livro de Sassafras De Bruyn, sente-se como um peixe fora d’água, sem lugar no mundo. Embora seja apenas uma garota, está sempre sozinha e sofre com a sobrecarga das exigências externas. Para piorar, seus óculos são alvo de piada na escola.

Por isso, um dia ela resolve embarcar num veleiro rumo ao horizonte infinito. Lá a paisagem é bela e alegre de dia; de noite, as estrelas podem ser recolhidas e guardadas, pois trazem sorte. Tanta sorte que Cleo até encontrará um companheiro de jornada além de Amadeus, seu gato. Juntos, eles farão coisas incríveis como dormir em nuvens macias, combater monstros marinhos, conhecer a gruta das sereias, ganhando força para enfrentar o mundo inteiro.

Nesse livro sobre solidão infantil, a superação de problemas se dá via fantasia e amizade — solução de conflito típica da literatura infantil e que aqui ganha força nas ilustrações sofisticadas da jovem Sassafras De Bruyn. Feitas em aquarela, elas criam um efeito impactante na reunião de elementos surreais, na perspectiva opressiva ou de amplitude, no uso das cores e nos criativos cenários fantasiosos, reverberando os sentimentos de Cleo com sutileza e emoção.

Além de ampliar a percepção estética, a obra estimula a criatividade e favorece a imaginação. Para completar, propicia boas reflexões sobre bullying, sobrecarga de atividades e angústia infantil — assuntos atuais e sempre importantes de se abordar com as crianças.

“Cleo”, texto e ilustrações de Sassafras De Bruyn e tradução de Cristiano Zwiesele do Amaral. Coleção Tatu-bola, Editora SM, 32 páginas, R$ 42,00.

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