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Médico lança e-book gratuito que desmistifica o TDAH

16 de agosto de 2017 0
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O neuropediatra dr. Clay Brites. Foto: Divulgação

O neuropediatra dr. Clay Brites. Foto: Divulgação

é o autor do e-book “Mitos e Verdades sobre o TDAH — Entendendo para Incluir”. A obra esclarece dúvidas sobre o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O livro pode ser baixado gratuitamente pelo link http://entendendoautismo.com.br/e-book-mitos-e-verdades-sobre-o-tdah/.

Para o especialista, há muitas informações deturpadas e preconceituosas propagadas pelo senso comum sobre o assunto. Por exemplo, algumas pessoas falam que o transtorno é uma doença inventada. Porém, o TDAH é uma das condições médicas mais pesquisadas e posta à prova de evidências científicas. “Seus mecanismos neurobiológicos são conhecidos desde a década de 1950″.

Segundo Brites, outro erro discutido no e-book é sobre o conceito equivocado das pessoas em afirmar que TDAH é igual a hiperatividade. E não é verdade. “De 30% a 40% das crianças com TDAH só apresentam déficit de atenção, mas não são impulsivas nem hiperativas”.

Mais um equívoco muito falado é que o transtorno se trata de um problema de cunho social e culpa dos pais e educadores. Pelo contrário, o especialista explica que o TDAH não é resultado de má educação, da falta de limites, da perda de oportunidades, do abandono afetivo, nem de lares desajustados. “Existem pesquisas recentes que mostram que a incidência de TDAH é mais ou menos igual em todo o planeta, independentemente da cultura e nível social”.

— Alguns podem não saber, mas crianças inteligentes e espertas, e ainda de boas famílias, quando portadoras de TDAH, têm seu potencial intelectual e funcional no ambiente muito mais reduzido e prejudicado. E isso não é culpa dos pais nem de professores — ressalta.

Outro erro esclarecido no e-book é o fato de as pessoas acreditarem que todos os profissionais da saúde sabem identificar o transtorno. Segundo o neuropediatra, a capacidade de diagnosticar requer conhecimento profundo sobre todos os aspectos do TDAH, como saber analisar o quadro clínico, o perfil do portador, os aspectos neuropsicológicos e entender os protocolos internacionais para o diagnóstico e o tratamento.

— Nossas faculdades de medicina estão ainda em fase de implementação curricular acerca desse transtorno e muitas residências médicas ainda carecem de abordar o assunto sem muita teoria e muita pouca prática — alerta.

Por isso, o dr. Clay diz que é fundamental os pais e profissionais da educação pesquisarem bastante sobre o assunto para poder ajudar essas crianças. “Caso familiares e professores não fiquem atentos ao problema, esse jovem pode ter grandes prejuízos e frustrações na aprendizagem escolar“.

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