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Livro "A Bolha de Maju" mostra lugares que crianças criam para se proteger

07 de dezembro de 2017 0
Divulgação, Boa Nova

Divulgação, Boa Nova

A bolha era redonda. O espaço era pequeno e suficiente apenas para se vivenciar o básico, sem grandes emoções. No início era seguro, agradável, espaçoso e acolhedor, um lugar onde seus medos e tudo aquilo que considerava negativo não podiam atingi-la.

No livro “A Bolha de Maju”, a psicóloga Karina Picon conta a história de uma menina que, após se machucar fisicamente, resolveu criar uma bolha para se proteger de tudo que possa a ferir e magoar. A ideia, inicialmente, parecia boa, porém foi privando a pequena garota de tudo que parecia ser divertido e importante.

A intenção da autora é incentivar as crianças a não se esconderem, a viverem com a energia necessária e, assim, experimentarem coisas diferentes. Para isso, é necessário ter coragem. Coragem é uma qualidade de quem tem grandeza de alma. Não é a ausência do medo; é sentir o medo e mesmo assim fazer o que for preciso. É agir, é ter atitude, é sair da “zona de conforto”. É ter fé e confiar na existência de uma força maior que não nos desampara jamais. A coragem serve como um alicerce para as pessoas enfrentarem as dificuldades com atitudes. Esse sentimento é necessário e as faz reconhecer as coisas importantes da vida e as ajudam a não se renderem perante aquilo que as impede de evoluir.

“A Bolha de Maju” demonstra que a zona de conforto só é boa no nome. Ao entrar nesta armadilha, os pequenos deixam de viver grandes experiências colaborativas importantes para a sua formação e desenvolvimento.

“A Bolha de Maju”, de Karina Picon, com ilustrações de Rafael Sanches. Editora Boa Nova, 28 páginas, R$ 10,90.

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