Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Levantem âncoras! Vizinhos piratas no blog!

16 de maio de 2012 0

Existem vizinhos de todo tipo, né? Vizinhos chatos, legais, quietos, escandalosos. A personagem da sugestão de hoje, "Os Vizinhos Piratas", de Jonny Duddle, não anda lá muito satisfeita com o pessoal que mora perto da casa dela. Sabe por quê? Continue lendo...

A menina Tilda vive em Mar-Nublado, cidade litorânea e melancólica. Lá, a idade média dos moradores é 67 anos. Sabe o que isso significa? Significa que o pessoal é muito velho e parece não muito a fim de entrar nas brincadeiras da garotinha. Então, tudo que Tilda deseja é que apareça alguma criança da sua idade para que ela possa ter com quem interagir.

Quando isso acontece, é muito melhor que a menina poderia ter imaginado! Seu novo vizinho é um garoto. Mais do que isso, um garoto pirata. Mas nem tudo está resolvido. Agora, parece que a história muda: é Tilda quem vai ter de enfrentar seus velhos vizinhos, que não estão nada satisfeitos com a presença dos piratas.

Embarque nesta aventura corsária na qual o respeito às diferenças é o verdadeiro tesouro. O livro foi vencedor do Prêmio Waterstones Children's Book Prize 2012.

"Os Vizinhos Piratas", texto e ilustrações de Jonny Duddle e tradução de Regina Dell'Aringa. Editora Brinque-Book, 34 páginas, R$ 39,00.

O Clube da Luta e a violência urbana

15 de maio de 2012 0

Um funcionário passivo de uma seguradora, viciado em trabalho e em grupos de apoio, de qualquer tipo – de vítimas de tuberculose a sobreviventes de câncer testicular. O outro, um sujeito violento por opção, mas muito carismático, que faz bicos como projetista de filmes. Dois homens com vidas miseráveis, que juntos formam um clube secreto, no qual outros homens com realidades parecidas se juntam para lutar, apenas isso. Não é um esporte. Não é um circo. Somente um escape, um momento de liberdade total.

Algumas regras fundamentais. Primeira regra: você não fala sobre o Clube da Luta. Segunda regra: você não fala sobre o Clube da Luta. Terceira regra: se seu oponente disser para parar, a luta termina. Todos os finais de semana, no porão de um bar fechado. É ali que o Clube da Luta se encontra.

Em “Clube da Luta”, o autor Chuck Palahniuk traz uma nova compreensão sobre a violência urbana na sociedade moderna e como esse ritual físico se tornou uma válvula de escape, quase que um ritual de purificação do homem pós-moderno.

O livro, lançado pela Editora LeYa, foi eternizado nos cinemas por Brad Pitt e Edward Norton. Além da nova edição de “Clube da Luta” - com um posfácio inédito do autor - a LeYa Brasil publicará também a obra “Sobrevivente” e o livro “Damned”, ainda inédito no Brasil.

"Clube da Luta", de Chuck Palahniuk. Editora Leya, 272 páginas, R$ 39,90.

O mistério do chocolate

14 de maio de 2012 0

Lake Eden é um lugar tranquilo, charmoso e sem muitos acontecimentos. A loja Jarro de Cookies - confeitaria mais popular da cidade - pertence a Hannah Swensen, que em algumas linhas se transforma de uma confeiteira de doces em   caçadora de um assassino.

Hannah é uma jovem comum e sarcástica, que divide seu tempo entre cuidar da Jarro de Cookies, escapar das investidas de sua mãe, que insiste em tentar encontrar um marido para ela, criticar os métodos nada maternos de como sua irmã cria a filha e insistir em encontros falidos, para que sua mãe pare de dizer que ela não está tentando.

Tudo corria bem na rotina de Hannah, até que em uma manhã ela encontra o caminhão de Ron LaSalle, o entregador lindo, honesto e mais querido de Lake Eden, parado atrás da confeitaria. Ron está lá dentro, mas não se mexe, não responde, não pisca. Em sua mão, sem vida, repousa um dos famosos cookies de chocolate de Hannah. Assustada, achando que seus cookies o mataram, ela olha em volta. Um furo sangrento e marcas de pólvora em sua camisa deixam claro que Ron fora assassinado. Mas quem em toda a cidade seria capaz de matar alguém tão adorável? E, pior, quem poderia matar alguém que estava comendo seus deliciosos cookies?

Para impedir a má reputação de seus doces, Hannah se torna a caçadora do assassino e heroína de Lake Eden. E o primeiro livro desta série de suspenses culinários chega ao Brasil com um título tão delicioso quanto a história, “O Mistério do Chocolate”, de Joanne Fluke, editado pela Lua de Papel.

Enquanto sua lista de suspeitos só aumenta, com pessoas indo e voltando da cidade logo depois do crime, Hannah começa a colocar em risco sua própria vida. Mas sem perder a mão nos seus doces, a cozinheira ruiva termina   capítulos com uma receita inédita de cookies de dar água na boca.

“O Mistério do Chocolate”,  livro que iniciou o mistério de Hannah Swensen, é um romance recheado de suspense, humor, tiradas irônicas, doces deliciosos e um mistério de repetir o prato. Um best-seller internacional que inaugura no Brasil uma linha de romances que vai deixar os leitores com gostinho de “quero mais”.

“O Mistério do Chocolate”, de Joanne Fluke. Editora Lua de Papel, 256 páginas, preço não divulgado.

Uma banda com sucesso sustentável

11 de maio de 2012 0

Nem o próprio autor Toni Brandão acreditava no retumbante sucesso de "Os Recicláveis!", que narra o surgimento e o cotidiano da banda ecológica formada por jovens a fim de diversão, mas que não esquecem das responsabilidades com o meio ambiente.

O êxito do grupo foi tão grande, que o autor não se furtou em viver, com seu público leitor, o auge da fama neste "Os Recicláveis! 2.0", obra que encerra a trilogia. A banda é a verdadeira febre do momento. Faz shows e mais shows em escolas e clubes, prepara-se para gravar um CD, tem músicas na internet e apresenta-se na TV e em algumas capitais, como Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília.

Como sempre, a proposta comum ao autor e à banda é esta: recicle-se e divirta-se. Ou seja, tanto a narrativa do livro, quanto as canções da banda são delineadas de modo a não perder o foco: além da distração, a preocupação com o futuro do planeta.

Para animar a história, um fator nada raro entra em cena: a inveja. Enquanto os amigos da banda vibram e torcem por ela, os inimigos torcem o nariz e querem vê-la arruinada.

Sabiamente, mais uma vez, Toni Brandão dá o merecido desfecho à trama, com doses certeiras de temas que povoam o dia a dia do jovem: aventuras, desventuras, esperanças, descobertas, desilusões, sonhos, discussões, reflexões, amadurecimento, responsabilidade, ética e sustentabilidade.

"Os Recicláveis! 2.0", de Toni Brandão, com ilustrações de Fido Nesti. Editora Gaia, 208 páginas, R$ 32,00.

As histórias do pai da Kiki

10 de maio de 2012 0

Você deve conhecer ou ter ouvido falar de gente que já fez ou foi de tudo na vida. Pessoas que contam as mais incríveis histórias e façanhas que fariam qualquer super-herói ficar de queixo caído e até com uma pontinha de vergonha, sentindo-se um nada diante das aventuras narradas por esses verdadeiros contadores de causos. Na história do livro de hoje, "O Corcunda Caolho", de Fábio Ulhoa Coelho, tem alguém bem parecido.

O pai de Kiki conta que já foi sorveteiro em Salvador, bombeiro em Bombaim e zelador de zoológico na Nova Zelândia. Kiki desconfia que tem um pouco de exagero nessas histórias todas, mas gosta delas mesmo assim. Uma de suas favoritas é a do "Corcunda Caolho", estranha figura que o pai conheceu quando trabalhava como entregador num supermercado em Roma.

Viu só!? Tem cada um, né? Agora, me dá licença que eu vou ali devolver a carapuça para o Saci-pererê e dar um remedinho para dor de cabeça para a mula sem cabeça.

"O Corcunda Caolho", de Fábio Ulhoa Coelho, com ilustrações de Lúcia Brandão. Editora WMF Martins Fontes, 40 páginas, R$ 29,80.

A vida simples de Irineu

09 de maio de 2012 0

Quer algo mais complicado do que simplificar as coisas? Dizem que o trajeto mais curto entre os pontos A e B é uma linha reta, mas parece que tudo conspira para que você se enrole, perca tempo, dê voltas, faça curvas e demore muito mais tempo para fazer o que tem de ser feito.

Esse pode ser um problema de gente grande, mas Irineu, personagem do livro "Vida Simples", de Orlando Pedroso, consegue tirar de letra.  Ele não precisa de muito. Um traço aqui, outro ali, ele chega onde quer: mora bem, escreve música, joga bola...

Irineu tenta não se enrolar demais e entende que cada um tem seu jeito de fazer as coisas. "Não precisava de mais do que alguns traços para morar. Nem mais do que dois para chegar em casa. Um só para pendurar a roupa". Assim como o personagem criado por ele, Orlando adora simplificar tudo, mas sabe que fazer isso é muito complicado. E você: o que faz para simplificar a vida?

"Vida Simples", texto e ilustrações de Orlando Pedroso. Global Editora, 32 páginas, R$ 29,00.

A poesia colorida da Janaina

08 de maio de 2012 0

Galerinha que gosta de livros bem coloridos, a dica de hoje é para vocês. E a sugestão também vale para quem gosta de poesia. Se misturar tudo, sai o livro "Aquarela", de Janaina Tokitaka. Ela começa o livro, indicado para a turminha de três a nove anos, perguntando: "A água é só transparente?".

Nem tudo é o que parece ser. Nenhuma verdade é absoluta. Você sabe qual a cor da água, então? Engana-se quem pensa que é transparente. Do céu azul-turquesa ao azul profundo e denso do mar. Ao entardecer, sai azul e entra vermelho. E a neve? Os esquimós acreditam que ela guarda mais de mil tons.

A autora e ilustradora Janaina Tokitaka faz poesia com a água. Usa as misturas e sutilezas da aquarela para falar aos pequenos sobre as nuances da vida.

"Aquarela", texto e ilustrações de Janaina Tokitaka. Editora Brinque-Book, 24 páginas, R$ 28,70.

Mãe, um milagre do começo ao fim

07 de maio de 2012 0

O Dia das Mães está chegando. Muita gente está pensando uma forma de presentear essa pessoa tão especial na vida de cada, desde o mais simples ao mais abastado ser humano. Um livro que fale sobre e para uma mãe pode ser uma boa pedida.

Em "Carta Aberta para Minha Mãe - Correspondências", Gabriel Chalita retrata os sentimentos que tem por sua mãe, Anisse, para, a partir deles, homenagear todas as mães. A personagem central é descrita como uma mulher forte, apesar de ter perdido dois filhos e ter abandonado a sua terra natal, a Síria. “Mãe, obrigado. Menina, mulher, deusa, fada, rainha”, destaca o autor já na introdução. Os agradecimentos àquela que abriu mão dos próprios sonhos para dar vazão aos sonhos dele se multiplicam ao longo da narrativa.

As cartas expressam as diferentes fases de relacionamento entre mãe e filho. Da gestação ao nascimento, aos primeiros passos e ao crescimento. Em cada uma delas, a mãe é a figura central, que molda a personalidade dos filhos.

Chalita também fala sobre como o amor materno é pleno, absoluto, inacabável, inabalável, incondicional. Afirma que não há nada que rompa esse vínculo tão intenso, porque a mãe ama, com afeição gigantesca, antes mesmo de dar à luz. Além dessas características, a mãe carrega a “dualidade sábia de suavidade e de fortaleza, de loucura e lucidez”. E resume: “Mãe quer dizer tudo”.

Uma vez que essa mulher recebe o dom inexplicável de dar vida e que sua dedicação é sem limites, sem esperar nada em troca por isso, Chalita alude a esse afeto como algo divino. É ela que constrói a personalidade dos filhos, o que eles são hoje. “Mãe é milagre. Desde o começo até o fim”, conclui o autor.

"Carta Aberta para Minha mãe - Correspondências", de Gabriel Chalita. Editora Planeta, 112 páginas, R$ 24,90.

Brilha, brilha, estrelinha

04 de maio de 2012 0

"Brilha, brilha estrelinha. Quero ver você brilhar.
Faz de conta que é só minha. Só pra ti irei cantar."

A música da estrelinha fez parte da infância de milhares de pessoas. Afinal, quem nunca brincou de rima? Contidas nas histórias, canções de ninar e cantigas de roda, elas estimulam o desenvolvimento da linguagem desde os primeiros anos de idade. “A repetição de palavras diferentes, com as últimas vogais tônicas iguais, faz com que as crianças comecem a focar sua atenção na sonoridade das palavras e passem a perceber as semelhanças e diferenças entre elas.

Por meio da palavra cantada, elas manifestam suas ideias e constroem argumentos sobre os diversos aspectos de suas vivências cotidianas”, explica Eduardo Reis Silva, sócio da editora blumenauense de livros infantis Vale das Letras.

Para ajudar os papais, mamães e pequenos neste processo de desenvolvimento, a Vale das Letras conta com uma série de livros, todos elaborados com rimas. As obras são direcionadas para crianças entre um e quatro anos. São elas: "Boa Noite, Ursinho"; "Brilha, Brilha, Estrelinha"; "Ei Gatinho"; "Rema, Rema, Cachorrinho"; "O Soninho do Bebê"; "Tic-tac, Tic-tac"; "Os Três Gatinhos"; e "Um  Bolo pra Mim". As ilustrações cativantes de Trace Moroney acompanham os livros de versinhos.

"Brilha, Brilha, Estrelinha", de Trace Moroney. Editora Vale das Letras, 10 páginas, preço não divulgado.

Ana Maria Machado e a senhora dos mares

03 de maio de 2012 0

Uma nova obra para crianças e jovens assinada pela premiada escritora Ana Maria Machado é lançada pela Editora Gaia. "Senhora dos Mares" é uma narrativa extremamente sensível e conta a história de Marina, uma menina nascida numa família de pescadores. Os avôs, os tios, o pai e o irmão saíam de madrugada para o mar com anzóis, redes e iscas e só voltavam no fim do dia.

O desejo de Marina era ir com eles, pescar, viajar, conhecer outros lugares. Porém, só os homens podiam. "Menina não pesca. / Nunca se viu menina pescadora - explicou um vizinho. Eu vivo pescando há mais de sessenta anos e nunca ouvi falar nisso. Dizem até que ter mulher no barco traz má sorte. Pode ser perigoso... / Lugar de mulher é em casa - concordaram todos."

Marina, insistente, determinada nos seus sonhos, aguarda uma oportunidade para provar o que pode. Será que ela consegue? É o que leitores de "Senhora dos Mares" desejam.

"Senhora dos Mares", de Ana Maria Machado, com ilustrações de Rafael Polon. Editora Gaia, 24 páginas, R$ 21,00.