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Posts na categoria "Lenda"

"O Escravo de Capela": um novo olhar sobre mitos nacionais

23 de junho de 2017 0
Divulgação, Faro

Divulgação, Faro

A história do Brasil na era colonial foi marcada a ferro e sangue. Sangue de homens e mulheres trazidos para essa terra estranha, de costumes e crenças alheios aos seus, povoada por seres rudes e mãos prontas para causar dor. Uma terra onde ser livre não era uma opção, nem mesmo na morte. E em meio a tantas histórias fortes, foi com a mistura de crenças africanas e ritos religiosos que diversas lendas nasceram. No entanto, com os passar das décadas, muito das cores originais e do terror nelas contidas foram amenizados. E é para resgatar esse terror original que “O Escravo de Capela”, de Marcos DeBrito, foi escrito. Aqui, nossas lendas não parecem fábulas para crianças. Aqui, elas são muito mais próximas do real.

O romance se passa no ano de 1792, auge da era colonial brasileira, quando a produção de açúcar nas fazendas de cana era controlada pelas mãos impiedosas dos senhores de engenho. Os homens acorrentados que não derramassem seu suor no canavial encontravam na dor de um lombo dilacerado o estímulo para o trabalho braçal. Não eram poucos os negros que recebiam no pelourinho a resposta truculenta para sua rebeldia. Pior ainda àqueles que, no desejo por liberdade, acabavam mutilados pelo gume de um terçado. No retorno de um morto que a terra deveria ter abraçado surge o pior dos pesadelos. E como se não bastasse o terror que assombra a casa-grande ao cair da noite, um conflito que parecia enterrado é reaceso, podendo destrancar um segredo capaz de levar todos à ruína.

“O Escravo de Capela” poderia muito bem ser um romance histórico, pois o drama principal são as relações entre os membros da família Cunha Vasconcelos e as consequências pelo longos anos de tratamento cruel dado aos escravos. Mas o autor é conhecido por entregar uma visão aterradora dos males reais que afetam o ser humano, trazendo terror às suas tramas como representação do pior que existe dentro de nós.

Esqueça as histórias de brincadeiras e estripulias de um moleque travesso. O assobio na floresta não é o aviso de traquinagem, mas o presságio de que o terror se aproxima. O caminhar errante, desequilibrado e mutilado é paciente. Porque a vingança vai chegar para todos de Capela.

“O Escravo de Capela”, de Marcos DeBrito. Faro Editorial, 228 páginas, R$ 44,90.

Gilberto Freyre conta sobre algumas assombrações do Recife Velho

29 de maio de 2017 0
Divulgação, Global

Divulgação, Global

Para o livro Algumas assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre, foram selecionados sete contos do livro “Assombrações do Recife Velho” para serem adaptados para os quadrinhos. A HQ traz as seguintes histórias:  “O Boca-de-ouro”, “Um Lobisomem Doutor”, “O Papa-figo”, “Um Barão Perseguido pelo Diabo”, “O Visconde Encantado”, “Visita de Amigo Moribundo” e “O Sobrado da Rua de São José”. A adaptação foi conduzida por André Balaio e Roberto Beltrão, que possuem larga experiência na produção de histórias em quadrinhos e estão à frente do Projeto O Recife Assombrado (mais informações em http://www.orecifeassombrado.com/).

Gilberto Freyre sempre se interessou pelo universo das assombrações e do sobrenatural. Numa de suas incursões no campo da ficção, o sociólogo escreveu “Assombrações do Recife Velho”, uma reunião de histórias de assombração que tem como cenário sua cidade natal, Recife. O livro publicado por Freyre em 1955 foi o resultado de um longo trabalho iniciado por ele em 1929, quando esteve à frente do jornal recifense “A Província”. Para a concepção das histórias, Freyre beneficiou-se da pesquisa em arquivos e dos depoimentos de seus amigos e familiares, os quais lhe confidenciaram histórias de arrepiar sobre o passado assombrado da capital pernambucana.

Gilberto Freyre foi sempre um grande entusiasta das histórias em quadrinhos a ponto de, quando exercia o cargo de deputado federal (1946-50), propôs na Comissão de Educação e Cultura que fosse feita uma história em quadrinhos da Constituição de 1946. Para a felicidade do autor, sua obra-mestra “Casa-grande & Senzala” foi adaptada para os quadrinhos. Agora, suas deliciosas histórias de assombração ganham sua primeira adaptação para HQ.

Podemos antecipar que a experiência de leitura deste “Algumas Assombrações do Recife Velho” é, sem dúvida, espantosamente deliciosa e para ser vivida sem sustos!

“Algumas Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre, com adaptação de André Balaio e Roberto Beltrão. Global Editora, 72 páginas,  R$ 49,00.

Viagem pelo mundo das águas encantadas

03 de maio de 2017 0
Divulgação, Gaia

Divulgação, Gaia

Vamos viajar? No livro “Águas Encantadas”, a autora e ilustradora Maté nos conta três lendas de terras muito longínquas. As águas, doces ou salgadas, escondem criaturas maravilhosas: uma menina-sereia, uma ilha-crocodilo e um dragão chinês.

A primeira história, ambientada no Ártico, é sobre Sedna, a menina-sereia do povo inuit, criadora de todos os seres marinhos. A segunda, uma lenda tradicional do Timor Leste, conta como a amizade pura e destemida entre um garoto e um crocodilo é recompensada. Na terceira narrativa, vinda da China, um menino-dragão salva seu povo da seca e de um imperador tirano.

Nesse livro, o leitor mergulha nessas águas, que o esperam ao fio das palavras, e nas imagens que vão simplesmente brotando do papel. Maté, além de narrar essas histórias maravilhosas, também nos presenteia com ilustrações coloridas e únicas, que aguçam a percepção visual dos pequenos leitores.

“Águas Encantadas”, texto e ilustrações de Maté. Editora Gaia, 40 páginas, R$ 42,00.

A cabeça de Medusa e outras lendas gregas

28 de abril de 2017 0
a cabeça de medusa

Divulgação, Global

A rica mitologia grega, com seus deuses e heróis, é referência até os dias atuais, em várias áreas de estudo. Em “A Cabeça de Medusa e Outras Lendas Gregas”, Orígenes Lessa, baseado na obra do escritor norte-americano Nathaniel Hawthorne, reconta seis narrativas maravilhosas.

Nessa obra estão presentes algumas das mais famosas lendas gregas, como: “A Cabeça de Medusa”, “A Caixa de Pandora”, “O Toque de Ouro, “O Cântaro Milagroso”, “A Quimera” e “As Três Maçãs de Ouro”. A linguagem ágil de Orígenes nos transporta à história da civilização da Grécia Antiga e à origem de mitos importantes e significativos presentes até hoje na cultura ocidental.

O livro conta com as belíssimas ilustrações de Cláudia Scatamacchia. É leve, divertido e atual como todo clássico. Um livro para ser lido com a imaginação.

“A Cabeça de Medusa e Outras Lendas Gregas”, de Orígenes Lessa, com ilustrações de Cláudia Scatamacchia. Global Editora, 136 páginas, R$ 45,00.

A riqueza do folclore brasileiro em "Viva o Boi-bumbá"

31 de outubro de 2016 0
Divulgação, FTD

Divulgação, FTD

O folclore brasileiro é riquíssimo em lendas, contos e personagens envolvidos em histórias cheias de aventuras, crenças e lendas. E um dos personagens é o Boi-bumbá, protagonista do livro “Viva o Boi-bumbá”, de Rogério Andrade Barbosa.

A lenda do Boi-bumbá conta a história de um menino que está retornando com sua família da festa do boi em Parintins, uma das mais importantes da região Norte do Brasil. O menino está maravilhado com a festa que acabara de acompanhar, um espetáculo de luzes, cores e sons.

Ele recorda também outras lendas comuns da região Norte do Brasil: Cobra Grande, Iara, Curupira, Boto Tucuxi e pede para a mãe contar novamente a história do Boi-bumbá. A mãe, então, atende ao pedido do filho e conta essa famosa lenda.

O Boi-bumbá é tão querido, que Parintins construiu um bumbódromo para 35 mil pessoas assistirem às encenações.

“Viva o Boi-bumbá”, de Rogério Andrade Barbosa, com ilustrações de Graça Lima. Coleção BrincanteEditora FTD, 32 páginas, R$ 38,60.

O Coco que Guardava a Noite

15 de julho de 2016 0
O coco que guardava a noite

Divulgação, Mundo Mirim

Para encerrar a semana, o blog indica um livro para ser lido, principalmente, de quem gosta de uma boa lenda.

“O Coco que Guardava a Noite”, de Eliane Potiguara, conta que no princípio do mundo não havia noite nem lua. Boiuna, a Grande Serpente, põe o índio Aruanã à prova e entrega a ele o coco que guarda a noite. Será que ele vai obedecer às ordens da serpente e não abrir o fruto antes da hora? Por que a noite ficava confinada dentro de um coco?

Nesse reconto originário de uma lenda carajá, os personagens precisam enfrentar o mistério da descoberta da noite, e, para isso, seguem um caminho mágico, de realidades e fantasias dessa cultura indígena.

Os mitos sempre nos ajudaram a entender dimensões profundas da existência humana, tanto pessoal quanto coletiva. Este mito, com versões diversas – mas que neste livro se fundamenta basicamente a um reconto da etnia carajá – vai tratar de uma ideia fundante para explicar a separação do mundo em dois períodos: dia e noite.

“O Coco que Guardava a Noite”, de Eliane Potiguara, com ilustrações de Suryara Bernardi. Editora Mundo Mirim, 32 páginas, R$ 29,90.

O Soldado que Assustou a Morte

06 de julho de 2016 0
Divulgação

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A sugestão de hoje é para aquela galerinha a partir dos nove a dez anos de idade. Não que isso seja regra, afinal, ler é bom em qualquer tempo. O livro “O Soldado que Assustou a Morte” é composto de duas partes.

Na primeira, o violeiro e pesquisador da cultura popular brasileira Fábio Sombra, autor da obra, se baseia em um conto de fadas russo para narrar a história de um homem que consegue enganar a morte, porém seus atos provocam efeito contrário ao que esperava. Narradas na forma de literatura de cordel, as estrofes são compostas por sextilhas, e cada verso possui métrica de sete sílabas.

Na segunda parte do livro, a história é reescrita em forma de teatro e mantém as rimas e a característica do cordel. É um livro “dois em um”, perfeito para ensinarbrincando — literatura popular às crianças. Como eixos temáticos, pais e professores podem explorar assuntos como folclore, cultura popular, literatura de cordel, justiça, teatro, lendas.

“O Soldado que Assustou a Morte”, de Fábio Sombra. Editora Mundo Mirim, 48 páginas, R$ 29,90.

Lendas e contos de fadas em "O Anel Encantado"

14 de junho de 2016 0
Divulgação, Global

Divulgação, Global

María Teresa Andruetto, autora argentina e vencedora do Prêmio Hans Christian Andersen em 2012, traz em “O Anel Encantado” sete histórias curtas sobre antigas lendas e contos de fadas. Originalmente escrita em espanhol, na Argentina, esta edição é traduzida por quem mais entende de contos de fadas: Marina Colasanti.

Um rei que é vítima de um anel encantado, uma princesa que se apaixona por um carvoeiro, um sultão cruel surpreendido pela astúcia de uma jovem ou a busca dos mensageiros reais por um homem que seja feliz são algumas das surpreendentes narrativas deste livro.

Uma obra de texto delicado, atencioso aos desdobramentos dos contos de fadas, que apresenta histórias curtas e de temas variados, como empatia, amor, suspense e comédia.

“O Anel Encantado”, de María Teresa Andruetto, com tradução de Marina Colasanti. Global Editora, 64 páginas, R$ 35,00.

Livro reconta lenda espanhola da princesa vampira

09 de junho de 2016 0
Divulgação, Mundo Mirim

Divulgação, Mundo Mirim

É verdade que todas as princesas são lindas, educadas e boazinhas e que os príncipes encantados vivem correndo atrás delas? Bom, nem sempre…

No livro “A Princesa Vampira”, o autor Jonas Ribeiro reconta uma lenda espanhola que se passa em um castelo de 777 torres. Nele, havia tudo que um rei arquimilionário poderia desejar: dezenas de elevadores, escadas rolantes, sala de almofadas, sala das geladeiras, escorregadores, piscinas, cachoeiras, jardins, bosques, restaurantes, sorveterias, parque de diversões e uma imensa capela com 555 vitrais, cada um de uma cor diferente.

No local, viviam o rei e sua filha, a princesa, que muito gostava de dormir – mesmo não sendo a Bela Adormecida – e de comer carne e beber o sangue de seus pretendentes, em vez de se casar com eles.

– A princesa é uma vampira. Ela precisa beber sangue de gente e comer carne de gente para continuar vivendo. Senão ela morrerá. E eu acharia até bom que ela morresse, isso evitaria mais tragédias. Agora, se o rei quer que ela continue viva, terá de sacrificar um de seus soldados por dia para que a princesa beba o seu sangue e coma a sua carne. Mas, quando acabarem os soldados…, será o fim da princesa. (Página 10).

A história, com belíssimas ilustrações de Adriana Vegas e Roger Marmo, é voltada para crianças de nove a dez anos. A obra é publicada pela Editora Mundo Mirim.

“A Princesa Vampira”, recontada por Jonas Ribeiro, com ilustrações de Adriana Vegas e Roger Marmo. Editora Mundo Mirim, 40 páginas, R$ 34,90.