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Posts na categoria "Pedagogia"

Crianças travessas também podem gostar de ler

27 de abril de 2017 0
Divulgação, Penalux

Divulgação, Penalux

Foto: Tiberius Drumond, divulgação

Foto: Tiberius Drumond, divulgação

Mostrar que o mundo das crianças é recheado de travessuras e também de muito aprendizado, essa é a proposta do livro “Xandrinha em: O Jardim aberto”. A obra faz parte de uma série ilustrada produzida pela escritora e poeta Alexandra Vieira de Almeida (f0t0) juntamente com a artista plástica Giselle Vieira.

A história apresenta os personagens Xandrinha e Beto brincando com a imaginação no jardim durante um fim de tarde. No local, eles realizam muitas traquinagens, mas também aprendem a importância da leitura.

Segundo a escritora, o jardim é um local simbólico das aventuras das crianças, além de ser um espaço de descobertas. “Isso mostra que o brincar de aprender pode acontecer em qualquer lugar, mas quem proporciona o espaço lúdico e questionador são os livros”.

Um dos trechos que revelam isso é quando, no meio da bagunça de Beto, ele deixa de lado as peraltices para prestar atenção na Xandrinha enquanto ela lê alguns poemas para sua florzinha Cecília.

— Apesar de Beto ser sapeca, no fundo ele quer aprender. O intuito é mostrar que meninos bagunceiros também podem gostar de ler — comenta.

Próxima edição

O volume 3 da série ilustrada “Xandrinha e seus Amigos” será online. O livro em formato PDF ficará disponível durante o mês de julho no site www.xandrinhaeseusamigos.com.br. A história acontecerá numa colônia de férias, onde Xandrinha conhecerá novos amiguinhos.

Ferramenta pedagógica

Segundo a escritora Alexandra, as obras têm grande importância pedagógica, fornecendo aos leitores a aprendizagem a partir do lúdico e da imaginação. “Pretendemos ainda incentivar que os pais leiam mais para os filhos e que as crianças estudem mais e desenvolvam a criatividade”.

“Xandrinha em: O Jardim Aberto”, de Alexandra Vieira de Almeida, com ilustrações de Giselle Vieira. Coleção “Xandrinha e seus Amigos”, Editora Penalux, 16 páginas, R$ 35,00.

Acredite: 28% dos brasileiros confessam que não gostam de ler

24 de abril de 2017 0

 

 

Divulgação

Divulgação

Segundo dados do Instituto Pró-Livro (IPL/2016), a leitura é um hábito de 56% da população brasileira. E o número parece não ter evoluído nos últimos anos: eram 55% em 2007 e 50% em 2011.  Para ser considerado um leitor, pela metodologia do estudo, é necessário ter lido ao menos um livro nos últimos três meses. Segundo o gerente editorial da Editora Positivo, Júlio Röcker Neto (foto), para formar leitores é essencial entender o perfil de leitura do brasileiro e compreender quais são seus hábitos, para focar na criação de livros que se ajustem à demanda dos cidadãos. Isso porque, enquanto 43% dos entrevistados alegaram falta de tempo para leitura, outros 28% (num universo de 5 mil pessoas), declararam — simplesmente — que não gostavam de ler. Ainda segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados disseram ler a Bíblia, seguidos por livros religiosos, contos e romances (todos com 22%). Já os livros didáticos aparecem como leitura frequente de 16% dos entrevistados, enquanto os infantis, de 15% do público.

“Fazer com que estes 28% desenvolvam o prazer pela leitura é um grande desafio para o País. Quanto mais cedo as pessoas criarem o prazer pela literatura, mais chances terão de se tornar um leitor assíduo e um cidadão mais crítico”, defende o especialista. Entre os benefícios da leitura, Röcker Neto cita o aprimoramento do vocabulário, a dinamização do raciocínio e da interpretação, além da aquisição de conhecimento e informação. “Ler, antes de tudo, é uma operação de percepção, em que estão envolvidos muitos processos: neurofisiológico, cognitivo, afetivo, argumentativo, simbólico (não necessariamente nessa ordem) — daí a complexidade e abrangência do conceito de leitura”, complementa.

Graduado em Letras, especialista em leitura e múltiplas linguagens, e mestre em literatura, Röcker Neto observa que um dos primeiros passos na formação de leitores é promover o acesso ao livro e estimular a leitura por meio do exemplo. “Facilite o acesso, levando os pequenos à biblioteca ou à livraria e deixe com que escolham o livro que desejam ler ou que querem que você leia para eles. Não se preocupe com o tema. A literatura é um espaço de fantasia, de liberdade, de imaginação. Leia para os pequenos, dê o exemplo em casa e deixe que eles, mesmo que não alfabetizados, leiam para você, aproveitando para conversar sobre o tema e as ideias que surgem a respeito”, sugere.

Segundo o especialista, também é importante chamar a atenção para as imagens que estão nas obras, uma vez que, muitas vezes, sozinhas, elas contam uma outra história, estimulando a criatividade. Ele observa que, para criar o hábito, vale a pena desligar a televisão dez minutos mais cedo e ir para o quarto ler com as crianças, antes de dormir: “Esse momento pode se tornar um tempo de convivência maravilhoso entre pais e filhos”, ressalta.

Para auxiliar aqueles que desejam compreender mais sobre a leitura e as diversas fases das crianças e jovens nesse universo, Röcker Neto apresenta uma sugestão de leitura para cada etapa de desenvolvimento. Na galeria de imagens no topo deste post, você confere as capas dos livros. Para vê-las em tamanho maior, é só clicar sobre elas.

Fases da formação do leitor:

PRÉ-LEITOR (entre 2 e 5 anos): fase dos primeiros contatos da criança com os livros antes da alfabetização, quando o objeto livro e as imagens em situação começam a ser descobertas.  Sugestão de leitura: “O Encontro”, de Michele Iacocca (Editora Positivo, R$ 39,80) — narrativa visual mostra o desenrolar de uma situação intrigante por meio do deslocamento de um personagem não identificado por diversos ambientes de uma casa. É um livro que exige a participação ativa da criança.

LEITOR INICIANTE (dos 6 aos 7 anos): fase da aprendizagem da leitura; início do processo de socialização e de racionalização da realidade com que a criança entra em contato. Sugestão de leitura: “O Leão e o Pássaro”, de Marianne Dubuc (Editora Positivo, R$ 44,30) — num dia de outono, o leão encontra perto de casa um pássaro machucado. Começa assim uma amizade. Um texto delicado, em que os ritmos da natureza e as estações do ano moldam o curso da vida e impregnam a relação desses dois seres.

LEITOR EM PROCESSO (dos 8 aos 9 anos): fase do domínio relativo do mecanismo da leitura e de agudização do interesse pelo conhecimento das coisas, com o pensamento lógico se organizando em formas concretas que permitem as operações mentais. Sugestão de leitura: “Visita à Baleia”, de Paulo Venturelli (Ed. Positivo, R$ 39,80) — texto emocionante, em que os desejos e as dúvidas de um menino afloram por entre as frestas da imaginação.

LEITOR FLUENTE (dos 10 aos 11 anos): fase de consolidação do domínio da leitura e da compreensão do mundo expresso no livro. Sugestão de leitura: “Marcéu”, de Marcos Bagno (Editora Positivo, R$ 44,30) — com beleza e sensibilidade trata da relação de dois irmãos. O mais novo, que tem um contato íntimo com a natureza, morre em uma enchente. O mais velho, com a trágica experiência, amplia e aprofunda sua visão de mundo e de si mesmo.

LEITOR CRÍTICO (entre 12 e 13 anos): fase de total domínio da leitura, da linguagem escrita, capacidade de reflexão em maior profundidade, podendo ir mais fundo no texto e atingir a visão de mundo ali presente. Sugestão de leitura: “Apenas Tiago”, de Caio Riter (Editora Positivo, R$ 44,30) — Tiago é um jovem que foi abandonado pelos pais, vive com uma tia e é levado por más companhias. Trama envolvente à medida que propõe uma reflexão sobre quem realmente somos em situações adversas.

Livro aborda a importância do brincar

21 de outubro de 2016 0
Divulgação, Peirópolis

Divulgação, Peirópolis

Não é novidade que o brincar gera muitos benefícios à criança, principalmente o desenvolvimento da coordenação motora e da imaginação. E o livro “Brinquedos do Chão: o Imaginário, a Natureza e o Brincar”, de Gandhy Piorski, trata desses aspectos. em relação com a natureza.

A obra inaugura uma série que explora a imaginação do brincar e sua intimidade com os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar, e revela a voz livre e fluente da criança em sua trajetória de moldar a si própria, tão esquecida nos estudos sobre a infância. Assim como o brinquedo, interessa ao autor, artista plástico, teólogo, pesquisador da infância e do imaginário, a brincadeira e seu universo simbólico; a experiência da criança quando, em comunhão com a natureza e em sua vivência transcendente, brinca e significa o mundo.

O primeiro volume é dedicado aos brinquedos da terra, que caracterizam, na produção material, gestual e narrativa da infância, a investigação da matéria e as operações da imaginação no forjar a elaboração e o enraizamento dos papéis sociais na casa, na família e no mundo.
O estudo desdobrou-se também em várias exposições de brinquedos colecionados ao longo dos anos, e seu corpo teórico vem repercutindo em diferentes espaços em que a criança é tema de interesse.

“Brinquedos do Chão: o Imaginário, a Natureza e o Brincar”, de Gandhy Piorski. Editora Peirópolis, 156 páginas, R$ 42,00.

Educadoras lançam livro no Garten Shopping

05 de agosto de 2016 0
Repetência - a avaliação sob a ótica das crianças

Divulgação

A sugestão de hoje no blog trata de um assunto sério na educação: a repetência. Por isso, coloque na agenda para este sábado um lançamento de livro sobre o assunto.

As autoras Gabriela Maia Fischer e Verônica Gesser lançam neste dia 6 de agosto, em Joinville, o livro “Repetência — a Avaliação sob a Ótica das Crianças” (Editora Appris, 145 páginas, R$ 49). A sessão de autógrafos acontece na loja da Livrarias Curitiba do Garten Shopping, às 18h30.

O fracasso escolar de crianças multirrepetentes foi justificado durante anos por fatores biológicos e sociais externos à escola. Tal conceito, considerado superficial, ainda é muito presente em discursos de docentes e acadêmicos. “Mas será que a escola tem ouvido a opinião das crianças? Que significados tem a educação para esses sujeitos com dificuldade de aprendizagem que vivenciaram a reprovação e continuam tentando de alguma forma aprender?”, questionam as autoras Gabriela e Verônica.

A análise destes questionamentos deu origem ao livro, que apresenta discussões e ponderações em torno desses estudantes, muitas vezes até rotulados como não aprendentes, destacando a relevância da avaliação da aprendizagem escolar e trazendo para a reflexão sobre esse problema a voz das próprias crianças multirrepetentes.

Sobre as autoras

Gabriela Maia Fischer é doutoranda e mestre em educação pela Univali. Verônica Gesser é pós-doutora em Educação: currículo e ensino pela Barry University e doutora em Educação: currículo e ensino pela Florida International University.

Serviço

O QUÊ: lançamento do livro “Repetência — a Avaliação sob a Ótica das Crianças” e sessão de autógrafos com as autoras.
ONDE: Livrarias Curitiba do Garten Shopping — avenida Rolf Wiest, n° 333,  Bom Retiro, em Joinville.
QUANDO: 6 de agosto, às 18h30.
QUANTO: o acesso ao evento é gratuito.
MAIS INFORMAÇÕES: (47) 3043-9402.

Alfabetização por um Caminho Suave

10 de maio de 2016 0
Divulgação, Caminho Suave

Divulgação, Caminho Suave

A dica que eu vou dar hoje vai fazer muita gente voltar aos primeiros tempos da escola. Trata-se do livro “Caminho Suave — Alfabetizando pela Imagem”. Foi com a cartilha “Caminho Suave”, da educadora Branca Alves de Lima (in memoriam), que muitos, como este que vos escreve, aprenderam as primeiras letras e sílabas na escola.

O tempo passou, mas a cartilha, hoje parte do grupo da Editora Edipro, mantém a sua essência, claro que com as atualizações que o tempo exige. Lançada em 1948, com o objetivo de facilitar o aprendizado de crianças e adultos no mundo das letras, como seu nome sugere, a coleção foi um grande sucesso por tratar da alfabetização de maneira simples e inteligente. Um dos livros, a famosa e tradicional cartilha “Caminho Suave”, já está na 132ª edição.

O sucesso do método fácil, verdadeiramente testado e aprovado, fez com que esta cartilha obtivesse a classificação de multifuncional: serve para alfabetizar crianças, jovens e idosos; é muito usada entre estrangeiros, especialmente, pelos japoneses; serve como método de reforço de alfabetização; e é usado amplamente em programas de alfabetização solidária.

Além da multifuncionalidade, há ainda a lembrança afetiva que a coleção traz aos que por ela foram educados. Assim, a cartilha pode ser, inclusive, dada como um presente aos que já saíram da escola, mas também às crianças como conteúdo complementar, para pintar e aprender brincando.

Indicado como material didático, da educação infantil ao ensino fundamental, e também como livros de apoio ao ensino de português, a coleção traz um conteúdo ricamente ilustrado e é indicado para todos aqueles que precisam desenvolver ou aprimorar a coordenação visomotora e as demais habilidades essenciais na arte da escrita.

Didaticamente estruturado, os livros que vão até a 4ª série (do antigo 1º grau) oferecem o treino da escrita de todas as letras do alfabeto – apresentadas nas versões de fôrma e cursiva –, das palavras e dos números. A coleção, que apresenta consagrado método de ensino, ainda hoje é adotada por professores das redes pública e privada, na alfabetização de idosos, educação solidárias, além dos projetos sociais religiosos ou seculares.

As edições Caminho Suave são usadas tanto no método principal como no material de apoio a outras estratégias educacionais. Mais do que ajudar o estudante a conquistar uma letra legível e ganhar rapidez ao escrever e raciocinar, estes livros contribuem ao aprendizado e evolução da linguagem escrita da atual sociedade.

“Alfabetização pela Imagem”, de Branca Alves de Lima. Editora Caminho Suave, 128 páginas, R$ 46,00.

Educação Infantil: Prática Pedagógica e Estratégias Metacognitivas

10 de março de 2016 0
Educação Infantil: Prática Pedagógica e Estratégias Metacognitivas

Divulgação, Appris

Acaba de ser lançado o livro “Educação Infantil: Prática Pedagógica e Estratégias Metacognitivas”, obra da escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar Ana Regina Caminha Braga. O livro tem como principal objetivo ajudar o leitor na compreensão das possíveis estratégias no ato de ensinar e aprender, tornando tanto a prática pedagógica do professor quanto a aprendizagem do aluno mais conscientes.“Eu sentia dificuldade em significar o que aprendia. A escola, por algum tempo, ficou muito no automático e isso faz parte de uma metodologia tradicional de ensino, a qual me incomodava, porque não via sentido em estudar certos conteúdos, assim como aplicabilidade no cotidiano”, explica a autora.O livro de Ana, professora das universidades Positivo e Opet, ambas de Curitiba, procura mostrar as possibilidades e o desenvolvimento com a prática do processo metacognitivo, com a possibilidade de motivar o aluno a refletir e tomar consciência de suas aprendizagens. Isso vale desde o primeiro contato com a família e com a escola, passando para o mundo social. Bem como procura tratar das práticas pedagógicas do professor, além das estratégias a serem utilizadas em sala de aula para que o aluno esteja consciente dos processos escolhidos no momento de aprender.

A obra, que tem 192 páginas e foi lançada pela Editora Appris, contribui para a prática pedagógica dos professores, no sentido de levá-los a pensar e se conhecer, inclusive como aprendizes. Dessa maneira, os profissionais irão descobrir novas formas de dialogar e solicitar atividades dos seus alunos ou estipular metodologias e conteúdo nos quais normalmente o aluno não tem espaço para expor suas ideias, dificuldades ou refletir sobre os temas de maneira que o docente possa mediar esse processo.

“Educação Infantil: Prática Pedagógica e Estratégias Metacognitivas”, de Ana Regina Caminha Braga. Editora Appris, 192 páginas, R$ 49,00.

Livro com nossa cara... ou melhor, com nosso nome!

03 de março de 2016 0
Divulgação

Divulgação

Que tal um livro personalizado em que cada criança faz parte de uma divertida história? E que tal se esse livro, além de divertido, ainda colabore com a alfabetização dela? Essa é a proposta de “O Nome da Gente”, de Naira Passoni e Parahuari Branco.

A partir da experiência como mãe, a autora, em parceria com o marido, escreveu um livro para crianças de três a seis anos em processo de pré-alfabetização, para incentivar a criança a aprender a ler e escrever.

O livro parte do princípio de que o nome próprio é um importante elemento no processo da alfabetização infantil e, por isso, traz esse elemento a uma história leve e divertida.

Cada exemplar, que custa R$ 49,90 com a personalização e ainda pode-se customizar uma dedicatória na folha de rosto, é produzido a partir do nome da criança. Para a customização, o livro é totalmente feito sob demanda, por isso não é encontrado em livrarias. O exemplar pode ser pedido pelo site http://aprender.digital, o qual tem o livro completo para conhecer e simular com o nome desejado. Também serve como uma forma de presentear a criança, que, com certeza, vai encher os olhinhos ao ver seu nome gravado num livro.

“O Nome da Gente”, de Naira Passoni e Parahuari Branco.

A arte de ensinar e aprender

15 de outubro de 2014 1
Divulgação, Mundo Mirim

Divulgação, Mundo Mirim

É muito fácil dizer não às ideias novas. Mudar implica desinstalação na essência do ser humano, naquilo que lhe confere identidade. Em “A Arte de Ensinar e Aprender”, o professor Darbí José Alexandre parte de uma proposta ousada para depois chegar à prática. Ele propõe aos profissionais da educação que mudem seus paradigmas. A “doença da certeza” é fatal e fácil de ser contraída, explica o autor. Para ele, o educador deve esforçar-se continuamente para superar suas limitações para ensinar o aluno.

“A efetiva aprendizagem ocorre quando o aluno está interessado e deseja aprender (…) Aprender é uma tarefa árdua, na qual se convive o tempo inteiro com o que ainda não é conhecido. Para o sucesso nessa empreitada, é fundamental que exista uma relação de confiança e respeito mútuo entre o professor e o aluno…” (página 28).

Com muita segurança, o professor Darbí dá dicas práticas de como elaborar provas e roteiros de trabalhos escolares e descreve exemplos dos melhores recursos instrucionais para serem usados. E avisa: “Os alunos vão à escola para aprender. Facilite-lhes o aprendizado e eles lhes serão gratos para sempre”.

O autor busca, de maneira empolgante, uma reflexão ampla e inovadora sobre a educação. Ele aborda com precisão a importância das mudanças, das novas ideias, da dinâmica escolar e da mudança de paradigmas. O que muitas vezes não permitem de fato um acompanhamento da evolução do mundo moderno, seja como professor ou no dia a dia como cidadão comum.

“A Arte de Ensinar e Aprender” é uma obra essencial para qualquer pessoa que atue na área da educação. Professores, experientes ou não, tirarão muito proveito das sugestões de roteiros para trabalhos escolares e provas.

“A Arte de Ensinar e Aprender”, de Darbí José Alexandre. Editora Mundo Mirim, 240 páginas, R$ 34,90.

A Pedagogia, a Democracia, a Escola

10 de setembro de 2014 0
A pedagogia, a democracia, a escola

Divulgação, Autêntica

A Autêntica Editora acaba de lançar “A Pedagogia, a Democracia, a Escola”, de Jan Masschelein e Maarten Simons. O livro faz parte da coleção “Educação: Experiência e Sentido”, coordenada pelos educadores Jorge Larrosa e Walter Omar Kohan, que tem ainda as obras “Desobedecer a Linguagem: Educar”, de Carlos Skliar, e “Tremores: Escritos Sobre Experiência”, de Jorge Larrosa. Os livros se propõem a testemunhar experiências de escrever a educação, de educar na escritura.

Na obra, os autores reúnem textos que são fragmentos do que poderia ser chamado de uma filosofia da educação que tenta lidar com os desafios da educação no presente. Eles concebem a filosofia não como saber ou sistema, mas como uma prática educativa, como um exercício de questionar e questionar-se.

Segundo Kohan, coordenador da coleção, “esse exercício de pensamento se pratica sobre questões comuns que nos afetam e nos situam no cerne da experiência educacional, entendida por Masschelein e Simons – a partir da leitura de autores como Hannah Arendt e Jacques Rancière – como cena para uma ‘potência entusiasmada’, um ‘amor público ou mundano’ que se aproxima, assim, da experiência da amizade”.

“A Pedagogia, a Democracia, a Escola”, de Jan Masschelein e Maarten Simons. Autêntica Editora, 240 páginas, R$ 39,00.

Aprendendo com o ABCenário

12 de agosto de 2014 0
Divulgação, Autêntica

Divulgação, Autêntica

Trabalhar com a imaginação, estimulando a criatividade e fugindo das percepções preestabelecidas do mundo, é o maior desafio na criação de livros infantis. De forma bem-humorada, Alex Lutkus e Leo Cunha constroem novos significados para objetos presentes no dia a dia das crianças ao interligá-los às letras do alfabeto em “ABCenário”, da Autêntica Editora.

O livro é essencialmente visual, trazendo ilustrações construídas digitalmente que exploram os recursos de cores e terceira dimensão de objetos com formato semelhante ao corpo de cada uma das letras do alfabeto. As imagens misturam realismo e surrealismo e, associados a elas, poemas de no máximo duas linhas são criados com predominância de palavras iniciadas pela letra em destaque.

A letra “T”, por exemplo, é apresentada na forma de uma aeronave, um teco-teco, visto de cima. O texto que a acompanha é: “Pro teimoso teco-teco, toda a Terra é um tesouro”. A aliteração, nesse caso, reforça a letra abordada. Para o público infantil, isso é ainda mais importante por desenvolver o vocabulário, além de estimular e ampliar a percepção visual e crítica de objetos do cotidiano.

Curiosa é a definição dada às letras K, W e Y: “São os ETs do ABC”. Por ser recente sua inclusão oficial no alfabeto de língua portuguesa e por não serem comuns em palavras que não as de origem estrangeira, o texto questiona e provoca o leitor acerca do uso de tais letras.

Ao contrário de outras publicações infantis de Leo Cunha, em “ABCenário” ele cria os textos escritos a partir das ilustrações prontas pela primeira vez.

“ABCenário”, de Alex Lutkus, com ilustrações de Leo Cunha. Autêntica Editora, 32 páginas, R$ 29,00.