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Posts com a tag "editora ftd"

Ofício do coração transformado em poesia

05 de abril de 2012 0

A sugestão de hoje é um autor muito hábil com as palavras, com obras que tocam o coração. E é esse órgão vital e que desperta tantos sentimentos o "personagem" da obra de Bartolomeu Campos de Queirós. O livro “Coração não Toma Sol” mostra de maneira poética como o ofício do coração pode ser traduzido a fim de atrair o interesse de crianças e adultos.

Na obra, o internacionalmente reconhecido e premiado escritor, com sua íntima força lírica, seu infalível bom gosto e sua capacidade inventiva, revela simbolicamente, o ofício do coração: seus desejos, suas lembranças, seus medos e desafios.

Narrada sob a forma de um conto de fadas, a história mostra um coração, cercado por um castelo movediço, que, timidamente, resolve se expor e se abrir para a relação com o outro e o mundo. O texto poético, simbólico, como afirma Henriqueta Lisboa, “tem o dom de atrair a criança e o adulto”, encanta a criança e induz o adulto a uma “serena meditação”.

Em sua primeira edição, a obra recebeu dois prêmios: Prêmio 1ª Bienal do Livro de Belo Horizonte – 1986 e Prêmio Orígenes Lessa – FNLIJ/1987. Nesta edição, o autor reviu o texto, visando à maior expressividade da linguagem.

“Coração não Toma Sol”, de Bartolomeu Campos de Queirós, com ilustrações de Mário Cafiero. Editora FTD, 40 páginas, R$ 36,10.

Aventura a bordo do Pantanáutilus

06 de março de 2012 1

A sugestão de hoje é um livro que mistura humor, suspense e fantasia num enredo inspirado nas viagens que a estreante autora Ana Carolina Neves fez ao Pantanal quando estudava mestrado no Mato Grosso do Sul.

O livro "Pantanáutilus" conta a história de uma menina que passa as férias na fazenda dos avós, em plena época de cheia, rios transbordados e estradas alagadas no Pantanal Sul.  Manu, o avô da garota e um personagem riquíssimo - uma mistura de fazendeiro, poeta e inventor - é quem apresenta a ela a paixão pela natureza. A bordo do Pantanáutilus, submarino em forma de bolha construído por Manu, a menina, em companhia do bugio Macaquinho, sai em jornada de exploração pela planície pantaneira, encontrando personagens curiosos e belas paisagens de mata intocada.

Entre as diversas homenagens escondidas na trama, é possível encontrar citações a "Vinte Mil Léguas Submarinas", de Júlio Verne (o nome do submarino usado pela menina faz referência à embarcação do Capitão Nemo, protagonista deste clássico da literatura mundial), às expedições marinhas do oceanógrafo francês Jacques Cousteau e ao estilo poético de Manoel de Barros. O poeta, aliás, faz um elogio à autora, encontrado na apresentação da obra: "Admirei o seu submarino que descobre a inércia. Tudo é vida de riacho e água. Tudo dá ternura. Tudo: mosca, capivara, anta são substantivos de se ver e de se admirar".

"Pantanáutilus", de Ana Carolina Neves, com ilustrações de Carlos Fonseca. Editora FTD, 96 páginas, R$ 32,70.

Júlia ouve com o coração

16 de fevereiro de 2012 0

A história da sugestão de hoje, "O Silêncio de Júlia", promete encantar e enternecer. O livro, escrito pelo poeta e romancista belga Pierre Coran, é uma sensível história de amizade entre Júlia, uma garota com deficiência auditiva, e André, seu novo vizinho. Juntos, vão descobrir a importância de entender e aceitar o outro, independentemente de suas dificuldades e diferenças.

Júlia é uma garota feliz, brinca como toda criança comum, mas vive solitária. Seu mundo não tem sons, fato apresentado pelo autor com muito respeito e sutileza. Com experiência em educação infantil - foi professor primário ao longo de sua carreira -, o autor não faz da surdez de Júlia um assunto tabu. Pelo contrário: a personagem é uma menina que faz de tudo para criar vínculos com o exterior, entendendo sua deficiência não como um obstáculo, mas sim como uma forma diferente de decifrar as coisas ao redor.

Quando André se muda para a casa ao lado da de Júlia, a garota finalmente encontra um companheiro de brincadeiras. No começo, ele não se mostra feliz em estar longe de seus antigos amigos. Como não pode usar palavras, Júlia inventa várias formas de chamar a atenção do menino. Mesmo sem se comunicar por meio da fala, surge uma grande amizade entre eles. A superação de suas diferenças é o maior aprendizado de Júlia e André.

"O Silêncio de Júlia", de Pierre Coran, com ilustrações de Mélanie Florian e tradução de Heloisa Prieto. Editora FTD, 32 páginas, R$ 27,80.

Três anjos mulatos brasileiros

08 de fevereiro de 2012 0

A genialidade de três dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos – Aleijadinho, Mestre Valentim e padre José Maurício - foi o mote de inspiração para o artista contemporâneo Rui de Oliveira, que reuniu biografias de cada um destes mestres absolutos em "Três Anjos Mulatos do Brasil", que acaba de ser lançado pela Editora FTD.

Após um minucioso trabalho de pesquisa e apuração, Rui retrata, por meio de palavras e riquíssimas ilustrações, a trajetória de dois artistas plásticos e um músico que possuíam algo em comum - o fato de serem mulatos. Os três “anjos” brilharam em uma época em que o País ainda era uma colônia inexpressiva no ponto de vista cultural e buscava afirmação como nação.

Para as ilustrações – que são um espetáculo à parte - o autor pensou em cada detalhe. Realizou diversos estudos como o de mãos, para ilustrar Valentim, e de reza, para retratar a nora de Aleijadinho empunhando um terço. Rui ainda pesquisou pinturas com músicos como Wolfgang Amadeus Mozart para reconstruir cenários; mobílias características do barroco e desenhos de negros do período colonial. Ao final da obra, o autor comenta algumas técnicas usadas em determinadas páginas.

Padre José Maurício foi o mais importante músico do período colonial. Garoto prodígio, na infância, tocava cravo sem jamais ter estudado o instrumento. Compôs mais de quatrocentas músicas, algumas consideradas obras-primas, entre peças sinfônicas, aberturas, óperas, hinos e outros gêneros musicais.

Mestre Valentim foi também um dos maiores artistas do século 18. Com sua obra marcada pela escultura, entalhe, cinzelagem, ourivesaria, paisagismo, arquitetura, urbanismo e desenho, Valentim fez uso de temas exuberantes da fauna e da flora brasileiras.

O maior escultor do barroco brasileiro, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, compõe o grupo dos três mulatos de Rui. Também arquiteto e entalhador, apesar da doença que comprometeu principalmente suas extremidades, deixou uma obra de extraordinária riqueza.

Por meio destes três personagens, Rui apresenta mais do que um livro de biografias, uma verdadeira obra de arte.

"Três Anjos Mulatos do Brasil", texto e ilustrações de Rui de Oliveira. Editora FTD, 56 páginas, R$ 39,70.

Gonçalves Dias, o poeta do exílio

27 de dezembro de 2011 0

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”... Muita gente já leu ou ouviu esse trecho do poema "Canção do Exílio". O autor, Gonçalves Dias, o escreveu enquanto estava em Coimbra, Portugal, longe do Brasil. No dia 3 de novembro fez 147 anos da morte do excepcional poeta, que homenageou o País com essas palavras bem escolhidas e posicionadas, e agora é revisitado por Marisa Lajolo, em "O Poeta do Exílio", publicado pela Editora FTD.

O título faz parte da coleção "Meu Amigo Escritor", que tem o objetivo de aproximar os leitores juvenis dos principais escritores brasileiros, e da imensidão de suas obras e suas complexidades. A autora escolheu Gonçalves Dias, que, mais do que um grande poeta, remete a ela lembranças de sua juventude. Daí também sua admiração pela vida e obra do autor “baixinho, franzino e mestiço”.

A autora traz o poeta para o cenário atual – uma escola e dois jovens apaixonados – e utiliza a música como fio condutor. A canção composta por Pedro e Júlia, inspirada em Gonçalves Dias, é escolhida como finalista de um festival de música estudantil. Para animar a torcida de amigos, os dois pretendem apresentá-los à vida e obra do poeta.

Pedro cria um blog – uma das melhores formas de disseminação cultural entre a juventude hoje – e, junto a Júlia e aos amigos, o alimenta com poemas, cartas, artigos de jornal, documentos da época e tudo mais sobre o escritor. O BlogDoDias, e o livro em si, passam a reunir um grande material – resultado de muitas pesquisas de Marisa – e tornam-se um dossiê do poeta.

Com linguagem contemporânea, a autora promete dividir com os leitores essa paixão pelo trabalho do poeta, que foi lhe passada pelo pai. “O autor de 'I Juca Pirama' me acompanha desde sempre, lembrança misturada com saudade. Saudade de meu pai, saudade dos jovens que éramos quando aprendemos, em casa, a amar o poeta”.

"O Poeta do Exílio", de Marisa Lajolo, com ilustrações de Alexandre Camanho. Editora FTD, 256 páginas, R$ 33,90.

Uma espantalha chamada Amália

19 de dezembro de 2011 1

"Boneca menina espantalha, com a missão de espantar tantos pássaros famintos que vinham ao milharal para se alimentar. Por que, então, afugentá-los, se com eles poderia ganhar o mundo, sentir a vida, e descobrir, na natureza e na poesia, a razão maior de ter nascido naquele tempo e lugar?”. Essa é a trama que norteia "Amália, a Espantalha", de Majori Claro, editado pela FTD.

Amália nasceu das mãos do jardineiro Feliciano – que, com muita ternura, tem todos os cuidados com ela. Por meio deste jardineiro, a autora utiliza a poesia de Fernando Pessoa como forma de mudar a percepção de mundo de quem é envolvido pela boneca.

Amália esbanja ingenuidade. E maravilha-se com tudo, inclusive com os corvos que destroem o milharal. No entanto, ela se espanta com as coisas do mundo, o feio e o bonito, o bem e o mal, pela descoberta da vida. Em cada renascimento, Amália aprende a superar fraquezas, a ser criativa. Rica em detalhes, a obra é um romance psicológico. Majori aborda a relação entre pais e filhos e a maturidade com uma visão lúdica, cheia de emoção e com muita aventura.

Ainda sobre relacionamentos, até as consequências do bullying a autora pontua. “Escrevi esse livro como se fosse uma lição que a gente faz e refaz para entender tudo bem direitinho. Eu, que sempre fui doente dos pensamentos… percebi que seria mais feliz se experimentasse o mundo a partir dos sentidos. Vivendo e sentindo, sentindo e me espantando. Como faz a nossa espantalha Amália.” Essa frase da autora mostra o tom contagiante de sua obra.

"Amália, a Espantalha", de Majori Claro, com ilustrações da Anna Anjos. Editora FTD, 112 páginas, preço não divulgado.

Ana Maria Machado reconta histórias greco-romanas

05 de dezembro de 2011 0

Grande parte de nossa cultura nasceu com os gregos e romanos, que nos deixaram um tesouro valiosíssimo – mitos, lendas, fábulas, tragédias e comédias –, cujas marcas nos acompanham até hoje.

O livro "Histórias Greco-romanas", com passagens recontadas por Ana Maria Machado, reúne algumas dessas histórias, que vão deixar seus ecos em todos os séculos de nossa era. Às vezes elas parecem contos de fadas, outras vezes fazem lembrar um filme de aventura.

As narrativas são apenas uma pequena amostra da riqueza e da variedade daquilo que a literatura clássica nos deixou como legado. Essas e muitas outras histórias fazem parte da inestimável herança da Antiguidade Clássica. Vale a pena conhecer.

"Histórias Greco-romanas", com textos recontados por Ana Maria Machado e ilustrações de Laurent Cardon. Coleção "Histórias de Outras Terras", Editora FTD, 56 páginas, R$ 30,60.

Turma da Teca em livro e DVD

25 de outubro de 2011 0

"Teca na TV" é um programa exibido diariamente pelo Canal Futura dirigido a crianças e tem como objetivo geral contribuir para a ampliação do repertório cultural dos pequenos, para o incremento de sua capacidade de expressão e de seu espírito investigativo e para construção do conhecimento, por meio de situações que privilegiam a ludicidade, a criatividade, a autonomia e a leitura crítica do mundo. Agora, Teca e seus amigos saíram da TV direto para a sua casa! As aventuras da garota de oito anos podem agora ser encontradas em dois kits editados pela FTD.

As histórias vividas pela turma da Teca tratam de temas abrangentes, como formação pessoal e social, meio ambiente e ética, linguagem, matemática, sempre dentro do universo infantil e de suas peculiaridades.

No primeiro kit (acima), específico para crianças de quatro e cinco anos, você encontra um DVD com seis episódios da série de TV e seis livros interativos com as histórias dos desenhos e muitas atividades para lá de divertidas. Os episódios são:

"A Música dos Nomes" - Teca, Bia e Guto descobre, com o professor Aristeu, a melodia das palavras e dos sons.
"Água Caída do Céu" - Tia Vera, Teca e Guto exploram as várias possibilidade para obter água pura, própria para beber.
"De Boca Limpa" - Teca, Bia e Nara vão passar a noite juntas. Na hora de dormir, depois da sobremesa, não deverão esquecer de escovar os dentes.
"Medo de Médico" - Teca comeu muitas mangas e está com dor de barriga. Guto e Nara a aconselham a ir ao posto de saúde.
"Já Sei Tomar Banho Sozinho!" - Guto quer provar a Marília, sua mãe, que já sabe tomar banho sozinho, já que tem seis anos.
"Aquarela no Quintal" - Bia e Nara estão pintando um desenho no quintal da casa de Teca. Durante a brincadeira, descobrem como criar novas cores, misturando as que já têm.

Já no kit para a turminha de seis e sete anos (abaixo), você encontra:

"A Carta" Guto deseja escrever uma carta para Vitor e Teca o ajuda.
"Cada um com sua Bagunça" Teca precisa descartar suas revistas antigas e resolve também colocar em ordem os livros de sua mãe.
"Badulaque" Teca vê uma reportagem sobre chimpanzés na TV.
"Tudo Tem Conserto" Em seu aniversário, Teca descobre que ainda gosta muito de seus brinquedos antigos.
"Quanto Lixo!" Teca e Guto precisam abrir espaço na mochila e jogar fora tudo o que é desnecessário.
"Ai, Tá Ardendo!"
Teca vai à praia sem protetor solar e enfrenta as consequências.

"Turma da Teca"
. Kits com DVD e seis livros, da Editora FTD. Cada kit custa R$ 119,00.

Monstros marinhos, piratas e tempestades

13 de outubro de 2011 0

Uma grande aventura envolvendo viagens marítimas rumo ao desconhecido, cujo protagonista enfrenta monstros marinhos, piratas e tempestades, tendo como pano de fundo um dos períodos mais importantes da História: as Grandes Navegações, ocorridas entre os séculos 15 e 16. Essa é a eletrizante trama de "O Livro Negro de Thomas Kyd", escrito por Sheila Hue, pesquisadora e especialista em literatura do Renascimento, que acaba de sair do forno pela Editora FTD.

O protagonista do livro é Thomas Kyd, garoto da cidade portuária de Plymouth, Inglaterra. Fascinado por viagens marítimas e pelas histórias a respeito do Novo Mundo, consegue realizar seu sonho de viajar pelos mares após ser demitido da taberna onde trabalhava. Por sorte, é aceito em uma frota de navios comandada por um verdadeiro mito da exploração marítima em seu país: o almirante Thomas Cavendish, terceiro homem a dar a volta ao mundo em uma embarcação.

A inclusão de um personagem real como Cavendish mostra a curiosa mistura entre história e ficção realizada por Sheila Hue na obra. Com uma meticulosa reconstituição de época, as aventuras de Thomas são narradas no formato de diário de viagem – inspiradas nos relatos reais dos marinheiros Anthony Knivet e John Jane. Desta forma, conhecemos detalhes sobre a vida em alto-mar, a descoberta de novos povos e terras e sobre a vida no Brasil durante a época dos descobrimentos.

Com um conteúdo que evoca o clássico de aventura Simbad, o Marujo, e os filmes da série "Piratas do Caribe", o acabamento do livro precisava ser especial: os títulos dos 14 capítulos são escritos com letras que simulam a elegância dos antigos escritos saídos dos bicos de pena, dando a sensação a quem lê de possuir um documento histórico, um manuscrito do século 16 em mãos. Tudo isso é envolto por uma capa de tecido vermelho, e com sobrecapa preta.

Muito mais do que o descobrimento de lugares totalmente novos, a viagem representa para Thomas uma jornada de amadurecimento. Além de se maravilhar com fenômenos naturais e animais jamais vistos, escapar de perigos entre índios e ingleses, e de chegar são e salvo ao Rio de Janeiro, o menino passa a entender e a respeitar as diferenças culturais, mudando a forma de se relacionar com o mundo.

"O Livro Negro de Thomas Kyd", de Sheila Hue, com ilustrações de Alexandre Camanho. Editora FTD, 144 páginas, preço não divulgado.

Gabriel e a torre de pedra

31 de agosto de 2011 5

Gabriel passa os dias no computador jogando "Torre de Pedra", uma aventura medieval. O pai viaja muito, a mãe vive ocupada e ninguém tem tempo para ele. Essa rotina muda quando Francisco, avô de Gabriel, vai morar com a família. O senhor tenta se aproximar do neto, mas Gabriel está fechado em seu mundo, confuso e cheio de problemas.

Aos poucos, Francisco apresenta a Gabriel conhecimentos básicos de filosofia e mostra o quanto podem ser úteis na vida prática. Avô e neto partem para uma jornada que se transforma em uma prova de vida ou morte.

Gabriel, um adolescente de 13 anos, tem de encarar então perigos bem diferentes daqueles que enfrenta no jogo "Torre de Pedra". Nesse confronto com a realidade, ele percebe que crescer pode ser uma grande aventura.

O livro "Gabriel e a Torre de Pedra", de Max Velati, leva a comparar a situação do menino com a de muitas crianças e adolescentes da atualidade: pais superocupados com trabalho e outras atividades, mas que acabam "entregando" os filhos para o mundo. Justamente quem mais precisa de atenção, de convívio e de lições para a vida acaba ficando por último na fila das prioridades. Mas, diferentemente da obra de Velati, não é todo mundo que tem a sorte de ter um Francisco por perto.

"Gabriel e a Torre de Pedra", texto e ilustrações de Max Velati. Editora FTD, 128 páginas, R$ 27,60.