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As aventuras de Edie e George em "Mão de Ferro"

22 de outubro de 2014 0

Reprodução, Aldo Brasil

A trilogia “Coração de Pedra”, de Charlie Fletcher, conta a história de um casal de crianças, George e Edie, que se envolve em aventuras fabulosas numa Londres de pesadelo depois que, acidentalmente, George quebra a escultura de um dragão em frente a um museu de história natural. O ato faz com que  a escultura de um pterodáctilo assuma vida e passe a perseguir vingativamente George, seguido por Edie, mas eles são auxiliados pela estátua de um soldado  da Primeira Guerra Mundial, o Artilheiro, que será aliado deles em muitas aventuras.

Essas aventuras só têm de realista o cenário de fundo — a Londres típica dos filmes de terror, com seus fogs, ares marrons e acinzentados, e seus monumentos públicos, bem como gárgulas e outras estátuas monstruosas que, assumindo vida, ganharão contornos aterradores na vida do casal de crianças, obrigando-os a lutar pela sobrevivência de modo desesperado. A magia se faz reinar, pois tanto George quanto Edie possuem poderes mágicos que estão na mira dos monstros e sofrem a perseguição do Caminhante.

“Mão de Ferro” é a segunda parte da trilogia. Precedida por uma explicação dos acontecimentos anteriores para os leitores que chegam agora, a história mostra George e Edie como personalidades mais complexas e verdadeiras, envolvidas nestes episódios num turbilhão sem fim de perseguições, com a adrenalina a toda em uma narrativa em que há movimentação incessante e batalhas após batalhas. A dose de adrenalina muito alta fará com que o leitor não desgrude destas páginas absorventes, querendo saber os novos caminhos tomados pelo casal de pequenos heróis.

Retornam os Cuspidos, estátuas de pessoas, e os Estigmas, estátuas de criaturas. Edie, que é uma Fagulha, com poderes para viver eventos do passado gravados na pedra por ela, é sequestrada por Ícaro, e George e o Caminhante partem para resgatá-la, mas se separam no caminho, e George ainda se depara com três desafios para que não se converta num Servo da Pedra. George, além disso, precisa reparar seus erros, e tomando consciência mais precisa de seus poderes como Fazedor, deverá perceber no que isso poderá ajudar sua amiga Edie. A Marca do Fazedor, de que ele é portador, lhe confere o dom de esculpir em pedra ou metal.

“Mão de Ferro”, de Charlie Fletcher, com tradução de Marsely Dantas. Coleção “Coração de Pedra”, Editora Geração Jovem, 384 páginas, preço não divulgado.

A volta por cima da geração de 1964

16 de outubro de 2014 0
Divulgação, Geração

Divulgação, Geração

Chumbo, sangue e lágrimas. Quem ganhou, perdeu. Quem perdeu, ganhou. Cinquenta anos após o advento da ditadura de 1964, é assim que se resume a ópera daqueles anos de chumbo, sangue e lágrimas.

Por ironia, os vitoriosos de ontem habitam os subúrbios da história, enquanto os derrotados de então são os vencedores de agora. Exilados, presos, torturados e proibidos no passado tornaram-se presidentes, ministros, governadores, parlamentares, escritores, artistas, cineastas, músicos. Quando o AI-5 arreganhou suas mandíbulas, parte deles empunhou as armas, enquanto outra fração usou palavras, sons e imagens contra o regime.

A obra “Os Vencedores – a Volta por Cima da Geração Esmagada pela Ditadura de 1964″ conta a jornada destes vencedores tardios – na imensa maioria jovens ou adolescentes em 1964 – que o autor Ayrton Centeno persegue, resgata e narra neste livro. Sob a forma de uma grande reportagem, sem abrir mão do rigor jornalístico, mas com a pegada de um thriller arrebatador.

“Os Vencedores – a Volta por Cima da Geração Esmagada pela Ditadura de 1964″, de Ayrton Centeno. Geração Editorial, 856 páginas, R$ 69,90.

Deuses do Olimpo para gente pequena e gente grande também

14 de outubro de 2014 0

Deuses do Olimpo

Mitos, heróis e personagens divinos refletem, com a mesma força dos tempos antigos, os anseios do homem moderno, que em nada mudou no íntimo das inquietações existenciais. As fantásticas histórias da mitologia grega, carregadas de emoções, significados e ensinamentos universais, mobilizam em nós o reconhecimento dos dramas como se as narrativas fossem nossas, sintonizadas com apelos mais profundos. Daí nosso fascínio por elas em qualquer  idade.

Dad Squarisi, com sensibilidade, traz o encantamento poético dos mitos helênicos em “Deuses do Olimpo – Pra Gente Pequena e Gente Grande Também”. Os mitos, escritos em linguagem simples e divertida, permitem às crianças transitar entre os limites do real e do imaginário em busca de si mesmas. No continente lúdico e simbólico, elas podem se aventurar. Identificam e desafiam medos, desejos e impulsos sem os riscos da vida real.

As peripécias de Zeus, Hera, Afrodite, Hermes, Dionísio e tantos deuses e heróis que habitam o Olimpo dão respostas para dúvidas que nem sempre meninas e meninos conseguem verbalizar. Não somente. Ensinam valores como a coragem, a ética e a bondade que lhes desenvolvem a sabedoria e a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Este livro — nas mãos de pais, educadores e psicólogos como mediadores de leitura — abre as portas da criatividade, estimula a expressão emocional e aperfeiçoa a língua falada e escrita. Num passeio mágico no carro de Apolo, acende o sol do mundo dos símbolos guardados no inconsciente. A viagem ilumina o caminho do autoconhecimento. Estimula o bem viver e conviver.

“Deuses do Olimpo – Pra Gente Pequena e Gente Grande Também”, de Dad Squarisi, com ilustrações de Carolina Kaastrup. Geração Editorial, selo Geração Jovem, 52 páginas, R$ 39,90.

Solitários na multidão

04 de setembro de 2014 0
Divulgação, Geração

Divulgação, Geração

Em 1982, o jornalista José Maria Mayrink, do jornal “O Estado de S. Paulo”, escreveu uma surpreendente série de reportagens sobre a solidão em São Paulo, a maior metrópole brasileira. Mendigos, trabalhadores noturnos, presidiários, padres, freiras reclusas e cidadãos comuns foram surpreendidos em sua frágil intimidade. Eles eram solitários e tristes no meio da multidão.

O livro “SOLIDÃO” foi escrito em estilo literário, como já não se vê na imprensa diária, os relatos comoveram os leitores e tiveram um impacto impressionante. Mais de trinta anos depois, a solidão nas grandes metrópoles não diminuiu. Os solitários continuam sozinhos, agora espalhando suas angústias nas redes sociais. O que era e é ser solitário numa cidade marcada por multidões e ruídos? Quem eram aquelas pessoas que falavam de uma sensação paralisante de abandono?

A solidão urbana é mais ampla e assustadora do que se imagina. A solidão de que falam é a mesma que se sente hoje, um dos estigmas da atualidade. A identificação é inevitável. Este livro é um convite à reflexão sobre o que é a solidão particular de cada um.

“SOLIDÃO”, de José Maria Mayrink. Editora Geração, 192 páginas, R$ 29,90 (ou na versão e-book R$ 19,90).

A Cilada - Cidade das Sombras 2

22 de agosto de 2014 0
Divulgação, Geração

Divulgação, Geração

A distopia, marca registrada de livros de ficção científica nos anos recentes, é a antiutopia por excelência, mostrando um futuro em que os valores humanos estão destruídos e as metrópoles gigantescas são autênticos infernos multirraciais e multiétnicos, povoados por multidões sujeitas a rígidas divisões de classe, corrupção, policiais tão indignos de fé quanto os bandidos, drogas, marginalidade descontrolada e desespero. É num cenário assim que se situa a cidade de Rigus, suntuosa, gigantesca e rica, onde a Cidade Baixa é a parte sombria, escura, por onde vagam os dejetos sociais mais imprevisíveis e perigosos.

É na Cidade Baixa que circula o Guardião, ex-combatente de guerra, ex-agente secreto e policial da Casa Negra, negociante de drogas e também dependente delas para atenuar o tédio e o desgosto, morando num quarto acima de um bar imundo. Nesse mundo do Guardião, tal como nos melhores livros de detetives noir ao estilo de Raymond  Chandler, Dashiel Hammett e James M. Cain, ninguém é digno de confiança, nem mesmo o próprio detetive, um compêndio ambulante dos mesmos defeitos que encontra nos outros, mas com uma vantagem: a lucidez. É devido à lucidez com que enxerga o mundo que ele se torna capaz de narrá-lo com precisão e também um humor negro desesperado.

“A Cilada – Cidade das Sombras – Livro 2″, de Daniel Polansky, é assim, um livro escrito na primeira pessoa, na tradição dos melhores de Chandler & Cia. Mas é também um romance fantástico, uma fantasia noir, em que o Guardião surge como uma variação do J.J. Gittes, de “Chinatown” ou do Dick Deckard, de “Blade Runner — Caçador de Androides” num futuro sem esperanças. Convocado pelo general Edwin Montgomery, que, tal como ele, esteve numa guerra inglória em que muitos morreram à toa a serviço de uma monarquia indiferente ao destino dos cidadãos das Treze Terras, o Guardião terá a missão de reaver para o veterano herói de guerra a filha adolescente, Rhaine, que desapareceu. A garota quer saber a verdade sobre a morte de seu irmão, Roland, presidente da Associação dos Veteranos da Grande Guerra, assassinado num bordel da Cidade Baixa, e se envolverá num mundo perigoso, onde nem mesmo o Guardião poderia protegê-la, até porque, teimosa, ela decide enfrentar os perigos, traficantes, prostitutas, negociantes de  comércio indefinido, e procurar o irmão sozinha.

Ela sobreviverá? Um monte de pessoas diferentes, nenhuma delas confiável, está de olho na garota, e o Guardião, mesmo sem querer e sem acreditar em nada que não seja duvidoso, aceitou a missão e se pôs a caminho, deparando-se com inúmeros tipos esquisitos num mundo onde raças novas surgiram, e gangues urbanas proliferam. Cadáveres e lances imprevisíveis, tramados por figurões no escuro da Cidade Baixa, que tem confluências com a Cidade Velha e seus nobres decadentes, esperam por ele, porque cidadãos do mundo “limpo” costumam fazer uso da Cidade Baixa para finalidades sexuais ou outras menos previsíveis, usando pessoas que se prestam a expedientes mais sórdidos por alguns ocres — moeda de Rigus — a mais, e o Guardião conhece bem os meandros do mundo em que se move, mas sua experiência não garante que ele não poderá ser escaldado de novo a qualquer momento.

Não é uma missão assim tão diferente daquelas que Philip Marlowe, de Chandler, teve que enfrentar, exceto que se passa num futuro em que o cinismo é total e tudo — principalmente o pior — pode acontecer para os incautos, inocentes ou confiantes demais em si mesmos. Sem dispensar meia ampola de Sopro de Fada, ou fumar um pouco de vinonífera, o Guardião precisará de todas as suas forças, habilidades e dúvidas para resolver este caso.

“A Cilada (Cidade das Sombras – Livro 2)”, de Daniel Polansky, com tradução de Mariana Mesquita. Geração Editorial, 416 páginas, R$ 39,90. Disponível também na versão eletrônica por R$ 14,90.

Um país sem excelências e mordomias

18 de junho de 2014 1

Divulgação, Geração

Você sabia que existe um país em que os políticos não têm qualquer daqueles superprivilégios que são dados aos políticos brasileiros? Sim, existe e se chama Suécia.

Segundo a autora Claudia Wallin, ler o livro “UM PAÍS SEM EXCELÊNCIAS E MORDOMIAS” é algo obrigatório para todo deputado, senador, ministro, juiz, desembargador, governador, presidente, secretário, prefeito, vereador. E, sobretudo, para o eleitor. Para este último grupo, é quase um guia de sobrevivência na selva da política brasileira. Claudia Wallin trata da Suécia, mas é impossível não pensar no Brasil a cada parágrafo. Com cinismo, cólera, amargura. Ou com esperança. Porque não? Afinal, prova que existem políticos que desconhecem o tratamento de “Excelência”. Que não têm mordomias, não aumentam seu próprio salário, não tem gabinete próprio. Que usam transporte público e não estão na vida pública para fazer fortuna. E que respeitam – e muito — o eleitor.

Na Suécia, funciona um sistema apoiado em três pilares: transparência, escolaridade e igualdade. Um dia, quem sabe, chegaremos lá. Ler e se envergonhar com estas páginas pode ser o começo.

“Um País sem Excelências e Mordomias”, de Claudia Wallin. Geração Editorial, 336 páginas, R$ 39,90.

O enigma das estrelas

07 de maio de 2014 0

Divulgação, Geração

Prepare-se para desvendar um mistério, “O ENIGMA DAS ESTRELAS”, que dá nome ao livro escrito por F.T. Farah. Mas tome cuidado: alguém pode estar observando seus passos…

Antes de ser queimado em praça pública, um padre amaldiçoa Morro do Ferro. Pouco depois, luzes misteriosas começam a perseguir seus moradores. O vilarejo mineiro, cercado por erosões sinistras, é o destino das férias de julho de cinco amigos: Jonas, Alfredo, Carola, Carmem e Vicentinho.

No primeiro de cinco volumes da saga “Clube dos Mistérios”, a turma é encorajada a acampar no topo do Morro dos Anjos. Uma experiência do outro mundo marcará suas vidas. Para sempre.

“O ENIGMA DAS ESTRELAS”, de F.T. Farah, com ilustrações de Samuel Casal. Coleção “Clube dos Mistérios”, Geração Editorial, selo Geração Jovem, 160 páginas, R$ 29,90 (livro físico) e R$ 19,90 (e-book).

Cruls – Histórias e andanças do cientista que inspirou JK a fazer Brasília

24 de fevereiro de 2014 0

Divulgação, Geração

Realista, o presidente Juscelino Kubitschek sabia muito bem do que falava quando anunciou, em 1955, a construção de Brasília. A exata localização do novo Distrito Federal estava descrita desde 1894, no Relatório Cruls, aprovado pelo Congresso Nacional de então.

Entramos numa incrível viagem guiados por Luiz Cruls, um belga de nascimento, naturalizado brasileiro e brasileiríssimo de coração. Engenheiro de ferrovias por formação, astrônomo por vocação, ele comandou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, que percorreu a região nos anos de 1892 e 1893, com a tarefa de demarcar a localização da nova capital.

A viagem não para por aí. Ao nos embrenharmos no livro “Cruls – Histórias e Andanças do Cientista que Inspirou JK a Fazer Brasília”, de Jaime Sautchuk, vamos entrar num bom pedaço da história do Brasil. De maneira leve, jornalística, o autor nos relata o que havia nessa região antes da chegada da Missão Cruls, como era chamada a comissão. A flora, a fauna, as águas e a presença humana são retratadas numa linguagem simples, direta e às vezes poética.

A maneira como Portugal estendeu as fronteiras de sua colônia no Oeste; os feitos dos viajantes, entre bandeirantes, aventureiros e cientistas; o indígena; o fim do Império. Os reais objetivos de Anhanguera 2º, o ciclo do ouro, as pesquisas científicas, as guerras e a chegada do boi.

A orientação usada por Cruls em suas medições foi sempre o Cosmos. Por isso, nosso percurso passa também pela astronomia. Boa viagem.

“Cruls – Histórias e Andanças do Cientista que Inspirou JK a Fazer Brasília”, de Jaime Sautchuk. Geração Editorial, 160 páginas, R$ 34,90.

Big Bang – Como o mundo foi criado

31 de janeiro de 2014 0

Divulgação, Geração

A origem do mundo sempre levanta uma pergunta que sempre causa debate: afinal, como ele surgiu? “BIG BANG – COMO O MUNDO FOI CRIADO”, de JULIE ANDKJAER OLSEN e MAREN WEISCHER, a sugestão de hoje, trata desse tema.

Você com certeza sabe que toda criança vem da barriga da mãe dela — você também veio. Mas você sabe dizer de onde vieram sua mãe e seu pai? Juntamente com todas as outras pessoas, todos os animais e todas as plantas, você veio das estrelas. Agora você vai ficar sabendo como o mundo foi criado e como a vida começou e foi dar em pessoas, que vieram dar em sua família, que veio dar em você.

Esta é história de como o mundo veio a existir, do Big Bang até hoje, contada para as crianças.

“BIG BANG – COMO O MUNDO FOI CRIADO”, de JULIE ANDKJAER OLSEN e MAREN WEISCHER, com tradução de Francis Henrik Aubert. Editora Geração (selo Geraçãozinha), 64 páginas, R$ 42,00.

A dica de hoje é o livro "Minha Família"

20 de janeiro de 2014 0

Divulgação, Geração

Existe família de todo tipo, não é mesmo? Há aquelas grandes, outras bem pequenas… bem, a lista é extensa. Mas não importa qual seja o tipo, é impossível viver fora de uma família, mesmo que ela não seja composta de parentes de sangue.

É sobre esse núcleo social tão importante que fala o livro “MINHA FAMÍLIA”, de ANTONIO ANSELMO EMEDIATO. Ele é uma obra tão surpreendente, que todos os pais – separados ou não – deveriam ler. O autor conta que um menino de sete anos de idade relata, de forma inteligente e bem-humorada, como é sua vida em duas casas, com duas famílias, irmãos adultos, uma mãe severa, um padrasto muito organizado e um pai escritor, libertário e sem rotina. Um livro delicioso e muito encantador.

E a sua família, como é? Como são seus pais, irmãos, avós e até mesmo os bichinhos de estimação? Estranhou? Mas pode acreditar: tem gente que considera cachorros, gatos, passarinhos… como parte indissociável de sua família.

“MINHA FAMÍLIA”, de ANTONIO ANSELMO EMEDIATO, com ilustrações de Mance. Geração Editorial (selo Geraçãozinha), 64 páginas, R$ 39,90.