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A Cilada - Cidade das Sombras 2

22 de agosto de 2014 0
Divulgação, Geração

Divulgação, Geração

A distopia, marca registrada de livros de ficção científica nos anos recentes, é a antiutopia por excelência, mostrando um futuro em que os valores humanos estão destruídos e as metrópoles gigantescas são autênticos infernos multirraciais e multiétnicos, povoados por multidões sujeitas a rígidas divisões de classe, corrupção, policiais tão indignos de fé quanto os bandidos, drogas, marginalidade descontrolada e desespero. É num cenário assim que se situa a cidade de Rigus, suntuosa, gigantesca e rica, onde a Cidade Baixa é a parte sombria, escura, por onde vagam os dejetos sociais mais imprevisíveis e perigosos.

É na Cidade Baixa que circula o Guardião, ex-combatente de guerra, ex-agente secreto e policial da Casa Negra, negociante de drogas e também dependente delas para atenuar o tédio e o desgosto, morando num quarto acima de um bar imundo. Nesse mundo do Guardião, tal como nos melhores livros de detetives noir ao estilo de Raymond  Chandler, Dashiel Hammett e James M. Cain, ninguém é digno de confiança, nem mesmo o próprio detetive, um compêndio ambulante dos mesmos defeitos que encontra nos outros, mas com uma vantagem: a lucidez. É devido à lucidez com que enxerga o mundo que ele se torna capaz de narrá-lo com precisão e também um humor negro desesperado.

“A Cilada – Cidade das Sombras – Livro 2″, de Daniel Polansky, é assim, um livro escrito na primeira pessoa, na tradição dos melhores de Chandler & Cia. Mas é também um romance fantástico, uma fantasia noir, em que o Guardião surge como uma variação do J.J. Gittes, de “Chinatown” ou do Dick Deckard, de “Blade Runner — Caçador de Androides” num futuro sem esperanças. Convocado pelo general Edwin Montgomery, que, tal como ele, esteve numa guerra inglória em que muitos morreram à toa a serviço de uma monarquia indiferente ao destino dos cidadãos das Treze Terras, o Guardião terá a missão de reaver para o veterano herói de guerra a filha adolescente, Rhaine, que desapareceu. A garota quer saber a verdade sobre a morte de seu irmão, Roland, presidente da Associação dos Veteranos da Grande Guerra, assassinado num bordel da Cidade Baixa, e se envolverá num mundo perigoso, onde nem mesmo o Guardião poderia protegê-la, até porque, teimosa, ela decide enfrentar os perigos, traficantes, prostitutas, negociantes de  comércio indefinido, e procurar o irmão sozinha.

Ela sobreviverá? Um monte de pessoas diferentes, nenhuma delas confiável, está de olho na garota, e o Guardião, mesmo sem querer e sem acreditar em nada que não seja duvidoso, aceitou a missão e se pôs a caminho, deparando-se com inúmeros tipos esquisitos num mundo onde raças novas surgiram, e gangues urbanas proliferam. Cadáveres e lances imprevisíveis, tramados por figurões no escuro da Cidade Baixa, que tem confluências com a Cidade Velha e seus nobres decadentes, esperam por ele, porque cidadãos do mundo “limpo” costumam fazer uso da Cidade Baixa para finalidades sexuais ou outras menos previsíveis, usando pessoas que se prestam a expedientes mais sórdidos por alguns ocres — moeda de Rigus — a mais, e o Guardião conhece bem os meandros do mundo em que se move, mas sua experiência não garante que ele não poderá ser escaldado de novo a qualquer momento.

Não é uma missão assim tão diferente daquelas que Philip Marlowe, de Chandler, teve que enfrentar, exceto que se passa num futuro em que o cinismo é total e tudo — principalmente o pior — pode acontecer para os incautos, inocentes ou confiantes demais em si mesmos. Sem dispensar meia ampola de Sopro de Fada, ou fumar um pouco de vinonífera, o Guardião precisará de todas as suas forças, habilidades e dúvidas para resolver este caso.

“A Cilada (Cidade das Sombras – Livro 2)”, de Daniel Polansky, com tradução de Mariana Mesquita. Geração Editorial, 416 páginas, R$ 39,90. Disponível também na versão eletrônica por R$ 14,90.

Um país sem excelências e mordomias

18 de junho de 2014 1

Divulgação, Geração

Você sabia que existe um país em que os políticos não têm qualquer daqueles superprivilégios que são dados aos políticos brasileiros? Sim, existe e se chama Suécia.

Segundo a autora Claudia Wallin, ler o livro “UM PAÍS SEM EXCELÊNCIAS E MORDOMIAS” é algo obrigatório para todo deputado, senador, ministro, juiz, desembargador, governador, presidente, secretário, prefeito, vereador. E, sobretudo, para o eleitor. Para este último grupo, é quase um guia de sobrevivência na selva da política brasileira. Claudia Wallin trata da Suécia, mas é impossível não pensar no Brasil a cada parágrafo. Com cinismo, cólera, amargura. Ou com esperança. Porque não? Afinal, prova que existem políticos que desconhecem o tratamento de “Excelência”. Que não têm mordomias, não aumentam seu próprio salário, não tem gabinete próprio. Que usam transporte público e não estão na vida pública para fazer fortuna. E que respeitam – e muito — o eleitor.

Na Suécia, funciona um sistema apoiado em três pilares: transparência, escolaridade e igualdade. Um dia, quem sabe, chegaremos lá. Ler e se envergonhar com estas páginas pode ser o começo.

“Um País sem Excelências e Mordomias”, de Claudia Wallin. Geração Editorial, 336 páginas, R$ 39,90.

Cruls – Histórias e andanças do cientista que inspirou JK a fazer Brasília

24 de fevereiro de 2014 0

Divulgação, Geração

Realista, o presidente Juscelino Kubitschek sabia muito bem do que falava quando anunciou, em 1955, a construção de Brasília. A exata localização do novo Distrito Federal estava descrita desde 1894, no Relatório Cruls, aprovado pelo Congresso Nacional de então.

Entramos numa incrível viagem guiados por Luiz Cruls, um belga de nascimento, naturalizado brasileiro e brasileiríssimo de coração. Engenheiro de ferrovias por formação, astrônomo por vocação, ele comandou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, que percorreu a região nos anos de 1892 e 1893, com a tarefa de demarcar a localização da nova capital.

A viagem não para por aí. Ao nos embrenharmos no livro “Cruls – Histórias e Andanças do Cientista que Inspirou JK a Fazer Brasília”, de Jaime Sautchuk, vamos entrar num bom pedaço da história do Brasil. De maneira leve, jornalística, o autor nos relata o que havia nessa região antes da chegada da Missão Cruls, como era chamada a comissão. A flora, a fauna, as águas e a presença humana são retratadas numa linguagem simples, direta e às vezes poética.

A maneira como Portugal estendeu as fronteiras de sua colônia no Oeste; os feitos dos viajantes, entre bandeirantes, aventureiros e cientistas; o indígena; o fim do Império. Os reais objetivos de Anhanguera 2º, o ciclo do ouro, as pesquisas científicas, as guerras e a chegada do boi.

A orientação usada por Cruls em suas medições foi sempre o Cosmos. Por isso, nosso percurso passa também pela astronomia. Boa viagem.

“Cruls – Histórias e Andanças do Cientista que Inspirou JK a Fazer Brasília”, de Jaime Sautchuk. Geração Editorial, 160 páginas, R$ 34,90.

Big Bang – Como o mundo foi criado

31 de janeiro de 2014 0

Divulgação, Geração

A origem do mundo sempre levanta uma pergunta que sempre causa debate: afinal, como ele surgiu? “BIG BANG – COMO O MUNDO FOI CRIADO”, de JULIE ANDKJAER OLSEN e MAREN WEISCHER, a sugestão de hoje, trata desse tema.

Você com certeza sabe que toda criança vem da barriga da mãe dela — você também veio. Mas você sabe dizer de onde vieram sua mãe e seu pai? Juntamente com todas as outras pessoas, todos os animais e todas as plantas, você veio das estrelas. Agora você vai ficar sabendo como o mundo foi criado e como a vida começou e foi dar em pessoas, que vieram dar em sua família, que veio dar em você.

Esta é história de como o mundo veio a existir, do Big Bang até hoje, contada para as crianças.

“BIG BANG – COMO O MUNDO FOI CRIADO”, de JULIE ANDKJAER OLSEN e MAREN WEISCHER, com tradução de Francis Henrik Aubert. Editora Geração (selo Geraçãozinha), 64 páginas, R$ 42,00.

A Guerra dos Fae - as Crianças Trocadas

19 de dezembro de 2013 0

Divulgação, Geração Editorial

Jayne, a heroína da saga “A GUERRA DOS FAE – AS CRIANÇAS TROCADAS”, de ELLE CASEY, é uma garota de 17 anos, rebelde e desbocada, que não consegue se encaixar em lugar algum. Assediada pelo padrasto, foge de casa, e seu único amigo, o nerd Tony, resolve acompanhá-la. Sem dinheiro no bolso e nenhum plano, os dois adolescentes partem para Miami, onde conhecem o misterioso Jared, que se propõe a ajudá-los com comida, abrigo e segurança. Tudo muito bom para ser verdade. Os dois vão com Jared a um armazém, onde vários outros jovens como eles, também fugitivos, estão reunidos.

Uma organização de que ninguém ouviu falar oferece aos jovens a chance de participarem de um estranho e suspeito experimento, uma competição na qual os concorrentes poderão ganhar muito dinheiro se chegarem ao final. Dopados, são levados a um local secreto, em uma imensa floresta. Não demoram a descobrir que perigos indescritíveis estão à espreita, pois o bosque onde foram largados está infestado de criaturas assustadoras, como íncubos, gnomos, lobisomens e outros seres sobrenaturais.

Na floresta, Jayne descobre-se possuidora de espírito de liderança e outros dons especiais de cuja existência nunca suspeitou, bem como uma espécie de afinidade poderosa e enigmática com a própria floresta, dons com que poderá, talvez, proteger a si própria e aos seus amigos quando chegarem a um mundo paralelo ao mundo real… o mundo dos Fae.

Elle Casey criou com maestria uma história envolvente, moderna e original, em que a magia está presente de um modo assombroso e plausível. A magia em “As Crianças Trocadas” não é ilusionismo nem misticismo, e sim uma energia inerente ao planeta e ao universo, que une os seres vivos, as coisas inanimadas… e aquelas que se encontram parcialmente vivas.

Não são apenas a magia e os seres fantásticos que fazem deste livro uma aventura inesquecível, mas também uma história sensacional e personagens fortes, plausíveis, com defeitos e qualidades, parecidos com gente que todos nós conhecemos. Repleta de ação, suspense e muito, mas muito humor, o livro é uma leitura envolvente e deliciosa, que puxa o leitor para dentro da história e não o deixa sair dela enquanto não chegou ao fim.

“A GUERRA DOS FAE – AS CRIANÇAS TROCADAS”, de ELLE CASEY, com tradução de Claudia Dornelles. Coleção “A GUERRA DOS FAE”, Geração Editorial, selo Geração Jovem, 288 páginas, R$ 34,90.

DE BAMBOLÊ E PATINS

24 de setembro de 2013 0

Divulgação, Geração

Em tempos de internet e tablets, até soa estranho falar de brinquedos e brincadeiras  que parecem coisa de outra mundo. A dica de hoje é de um livro que já no título traz dois desses brinquedos e que, por meio da poesia, vai fazer muita gente voltar no tempo: “DE BAMBOLÊ E PATINS”, de MARIA ELISA ALVES.

A autora é educadora e convive há mais de 30 anos com os processos de alfabetização e divulgação da poesia. Nesse tempo, desenvolveu um método de ensino lúdico que sensibiliza a criança à realidade que a cerca.

O resultado do trabalho em oficinas e jogos com crianças também pode ser visto no livro, uma reunião de poemas nascidos dessas oficinas e dedicado “a todas as crianças, esperanças de amanhã, e a todos os adultos que ainda guardam esperanças dentro de si”.

“DE BAMBOLÊ E PATINS”, de MARIA ELISA ALVES, com ilustrações de Cláudio Martins. Coleção “Meu Livro”, Geração Editorial, 24 páginas, R$ 18,00.

Muito além da morte

19 de março de 2013 0

Sam vai morrer e decide escrever um livro a respeito de sua situação. Sam tem uma lista de desejos com oito tópicos:

1. Quer ser um cientista famoso. Descobrir coisas e escrever livros sobre suas descobertas.
2. Bater um recorde mundial. Não um recorde de algum esporte. Um recorde bobo.
3.  Assistir a filmes de terror que ninguém permite.
4. Subir a escada rolante de descer ou descer a escada rolante de subir.
5. Ver um fantasma.
6. Ser um adolescente. Fazer coisas que adolescentes fazem, como beber, fumar ou ter namoradas.
7. Passear em um dirigível.
8.  Subir em uma nave espacial e ver a Terra do espaço.

Esta não é sua única lista. Sam cria também listas de como viver eternamente, listas sobre sua aparência, coisas favoritas, o que fazer quando alguém morre, fatos fantásticos sobre dirigíveis, para onde vamos após a morte, coisas que quer que aconteça após sua morte, dentre outras listas e questões que os adultos não sabem ou não querem responder.

“Como Viver Eternamente”, de Sally Nicholls, lançado em 19 países, apresenta-se em um formato que o destina não só para crianças e jovens, mas igualmente para adultos. A Geração Editorial, escolhida pela Scholastic para lançar o livro no Brasil – não fez diferente. O editor Luiz Fernando Emediato – também autor de um livro infantil sobre a morte, “Eu Vi Mamãe Nascer”, também se apaixonou imediatamene pelo texto de Sally Nicholls: “A gente não larga a história, que a gente vai lendo com um sorriso leve nos lábios e de vez em quando um aperto no coração e lágrimas nos olhos. É o livro de autor iniciante que todo editor sonha descobrir”.

A autora tinha 23 anos quando escreveu essa história, depois de fazer um curso de literatura numa universidade inglesa. Seu prêmio no final do curso foi ter os originais encaminhados para um agente literário, que se apaixonou pelo texto. Cinco editoras quiseram lançar a autora. Venceu a Scholastic – a maior do mundo para livros destinados a crianças e adolescentes.

O que é que o livro de Sally tem que outros sobre o mesmo tema não teriam? Os editores que se encantaram com o livro concordam com um fato: o livro não fala da morte, mas da vida. Não fala do fim, mas da eternidade. Fala sobre a alegria de viver e do sentido da vida enquanto ela dura. A leitura vai fluindo, delicadamente, com pequenas surpresas ao longo das descobertas do menino curioso que tenta tirar de sua rotina tudo o que ela pode oferecer de bom.

“Como Viver Eternamente”, de Sally Nicholls. Geração Editorial, 232 páginas, R$ 34,90.

Cuidado! O bicho vai pegar!

30 de outubro de 2012 0

Você costuma chamar o seu irmão de burro? Diz que a sua prima é uma cobra? Então, fique ligado porque a coisa pode ficar complicada!

Aproveite também para avisar aquele pessoal que adora xingar os outros usando o nome dos bichos. Eu conheço um que vive dizendo: “O irmão da fulana é um porco!!”. Tenho uma vizinha que sempre cochicha para as amigas: “Aquela vaca da mulher do açougueiro é uma anta!”. “Aquele cara é um burro!”; “Como vai a besta do seu primo? E a cascavel da sua sogra?

Pois é, por causa desses “elogios” todos, em “O Berro da Bicharada”, de Cláudio Martins, os animais ficaram revoltados e resolveram dar um fim a isso! Sei não, mas acho que o bicho vai pegar!

“O Berro da Bicharada”, texto e ilustrações de Cláudio Martins. Coleção “Meu Livro”, Geração Editorial, 32 páginas, R$ 24,00.

O mundo sem a mamãe

05 de outubro de 2012 0

Todo mundo passa por momentos muito difíceis. Infelizmente, as crianças também não estão livres de carregar suas cruzinhas, que, devido à falta de maturidade para lidar com certos problemas, tornam-se um peso extremamente insustentável. E um desses momentos é a morte de alguém querido. Como lidar com o sentimento de vazio que brota nos pequenos corações? Se para um adulto já é difícil suportar a dor que a morte causa, imagine para uma criança.

O livro infantil “Eu Vi Mamãe Nascer”, de Luiz Fernando Emediato, publicado em repetidas edições desde 1977, já encantou duas gerações que nele buscaram conforto quando se trata não só de enfrentar o tema da morte, mas também o de responder à eterna pergunta: para que serve a vida?

Uma criança de oito anos narra suas reações diante da morte da mãe. O livro foi recomendado pela Fundação de Assistência ao Estudante (FAE) e como tal tem sido adotado em numerosas escolas de primeiro grau, como leitura suplementar, em todo o País.

“Eu Vi Mamãe Nascer”, de Luiz Fernando Emediato, com ilustrações de Thais Linhares. Geração Editorial, 32 páginas, R$ 34,00.

Batalha entre os corações de pedra

21 de agosto de 2012 0

O romance “Coração de Pedra – livro 1″, do inglês Charlie Fletcher, publicado pela Geração-Ediouro, conta a fascinante história de uma guerra entre estátuas mitológicas e estátuas de seres humanos em Londres. O início de tudo foi um soco de um adolescente, George Chapman, decepando a cabeça de um dragão de pedra do pórtico do Museu de História Natural.

Ele é perseguido por um pterodáctilo, réptil de dentes afiados e pontudos, que se soltou da fachada do museu e o olhava fixamente com ódio e fome. George é salvo pela estátua do Artilheiro do Memorial de Guerra.

Somente o jovem enxerga as estátuas em movimento. Para reparar o estrago que aprontou, ele tem de colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra, mas George não sabe onde encontrá-la. Na busca, conta com a ajuda de Edie, uma menina bem decidida. Com linguagem ágil e fácil, a história tem ritmo eletrizante, mas ao mesmo tempo diverte.

“Coração de Pedra – livro 1″, de Charlie Fletcher. Geração Editorial/Ediouro, 464 páginas, R$ 39,90.