Sam vai morrer e decide escrever um livro a respeito de sua situação. Sam tem uma lista de desejos com oito tópicos:
1. Quer ser um cientista famoso. Descobrir coisas e escrever livros sobre suas descobertas.
2. Bater um recorde mundial. Não um recorde de algum esporte. Um recorde bobo.
3. Assistir a filmes de terror que ninguém permite.
4. Subir a escada rolante de descer ou descer a escada rolante de subir.
5. Ver um fantasma.
6. Ser um adolescente. Fazer coisas que adolescentes fazem, como beber, fumar ou ter namoradas.
7. Passear em um dirigível.
8. Subir em uma nave espacial e ver a Terra do espaço.
Esta não é sua única lista. Sam cria também listas de como viver eternamente, listas sobre sua aparência, coisas favoritas, o que fazer quando alguém morre, fatos fantásticos sobre dirigíveis, para onde vamos após a morte, coisas que quer que aconteça após sua morte, dentre outras listas e questões que os adultos não sabem ou não querem responder.
“Como Viver Eternamente”, de Sally Nicholls, lançado em 19 países, apresenta-se em um formato que o destina não só para crianças e jovens, mas igualmente para adultos. A Geração Editorial, escolhida pela Scholastic para lançar o livro no Brasil – não fez diferente. O editor Luiz Fernando Emediato – também autor de um livro infantil sobre a morte, “Eu Vi Mamãe Nascer”, também se apaixonou imediatamene pelo texto de Sally Nicholls: “A gente não larga a história, que a gente vai lendo com um sorriso leve nos lábios e de vez em quando um aperto no coração e lágrimas nos olhos. É o livro de autor iniciante que todo editor sonha descobrir”.
A autora tinha 23 anos quando escreveu essa história, depois de fazer um curso de literatura numa universidade inglesa. Seu prêmio no final do curso foi ter os originais encaminhados para um agente literário, que se apaixonou pelo texto. Cinco editoras quiseram lançar a autora. Venceu a Scholastic – a maior do mundo para livros destinados a crianças e adolescentes.
O que é que o livro de Sally tem que outros sobre o mesmo tema não teriam? Os editores que se encantaram com o livro concordam com um fato: o livro não fala da morte, mas da vida. Não fala do fim, mas da eternidade. Fala sobre a alegria de viver e do sentido da vida enquanto ela dura. A leitura vai fluindo, delicadamente, com pequenas surpresas ao longo das descobertas do menino curioso que tenta tirar de sua rotina tudo o que ela pode oferecer de bom.
“Como Viver Eternamente”, de Sally Nicholls. Geração Editorial, 232 páginas, R$ 34,90.













