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Posts com a tag "global"

Você acha certo xingar alguém chamando de cachorro?

14 de maio de 2013 0

Em "Confissões de um Vira-lata", o autor Orígenes Lessa, de forma dinâmica e engraçada, cria uma história em que o comportamento humano, visto sob a perspectiva de um cachorro, é avaliado. Por isso, a narrativa, em primeira pessoa, tem como narrador/personagem um cão inteligente, crítico e perspicaz, de 12 a 14 anos, crescido nas ruas, sem nome nem dono.

Ao contar suas aventuras e desventuras, ao expor seus sentimentos, desejos e emoções - solidão, amor, solidariedade, afeto, entre outros -, o protagonista fica constantemente indignado com as atitudes dos homens em relação não só aos animais, mas à própria espécie.

Veja um trechinho do livro:

Essa mania de chamar de cachorro ao que há de pior no mundo humano foi sempre, para mim, um osso no gogó.
Há cães que não ligam. (...). Ouvem com indiferença o baixo insulto. Outros, infelizmente "comprados" pelo íntimo convívio com os homens, preferem não reagir. (...) Acham mais negócio manter boas relações com exemplares dessa raça que lhes asseguram restos de comida e outras concessões que nos aviltam.

O leitor vai se divertir e se comover com as peripécias desse vira-lata sedutor, leal e corajoso, ao mesmo tempo em que se surpreende com a sensibilidade e a imaginação de Orígenes Lessa como criador de fábulas modernas.

"Confissões de um Vira-lata", de Orígenes Lessa, com ilustrações de Orlando Pedroso. Global Editora, 104 páginas, R$ 25,00.

Escoltado pelas nuvens

06 de maio de 2013 0

A Global Editora apresenta aos leitores "Quando Passam as Nuvens", do mineiro Eliardo França. Escrito com frases curtas e ilustrações grandes, esta obra possibilita trabalhar a imaginação e a criatividade das crianças.

No livro, o autor apresenta suas viagens e comenta: “Nelas, visitei as montanhas de Guignard, os sonhos de Kurosawa, os trigais de Van Gogh e outros mimos, sempre acompanhado por um céu azul e a alegria de criar.”

Não há limites para a imaginação e a sensibilidade do artista que voa encantado, escoltado pelas nuvens, para ver o mundo a sua volta como de um binóculo invertido – montanhas, vales, rios, mar, oásis, pássaros, peixes, palmeiras, vento, sol, chuva...

O lirismo do texto aliado às ilustrações tão artisticamente produzidas conduz o leitor, de qualquer idade, a realizar sua própria viagem.

"Quando Passam as Nuvens", texto e ilustrações de Eliardo França. Global Editora, 32 páginas, R$ 39,00 (versão brochura).

Guto levou aquele tombo

26 de abril de 2013 0

Depois de lançar pelo Grupo Editorial Global os livros "2 x 1", "O Garoto Verde, "Os Recicláveis!" e "Os Recicláveis! 2.0", Toni Brandão traz agora "Aquele Tombo que eu Levei". Uma obra que certamente cairá no gosto dos seus leitores pela forma bastante comunicativa, objetiva e bem-humorada do autor de conduzir a história.

“Guto, protagonista da história, era o campeão no skate, o rei do half, do slide, do rock-slide, do 180º, do stalk etc. Só não contava com aquele tombo. Foi no domingo, a turma toda olhando, inclusive a Sofia, sua namorada. Cair, todo skatista cai, o problema é que o tombo foi demais, superperigoso. Mesmo sem quebrar nada, Guto foi parar no hospital, todo dolorido. Além disso, ainda tinha o “um” na prova de matemática.”

Nesta obra, o autor utiliza a técnica de flashback e a narrativa em primeira pessoa para criar um texto cheio de emoção e ternura. Os problemas enfrentados pelo Guto nos fazem perceber que, mesmo sendo muito jovens, temos dificuldades à nossa frente que devemos encarar com coragem. Brandão aborda temas bem próximos ao dia a dia do leitor: medo, insegurança, autoafirmação, amor, amizade, família e competição, entre outros.

"Aquele Tombo que eu Levei", de Toni Brandão, com ilustrações de Orlando. Global Editora, 64 páginas, R$ 25,00.

Como são espertos esses Pingos!

02 de abril de 2013 1

Os sete pingos sabem muito sobre as estações do ano. Conhecem como ninguém o que cada uma delas tem de melhor: outono, os pássaros em festa; no frio, a festa junina, com as bandeirinhas e seus quitutes; na primavera, o campo alegre e florido; no verão, muito sol e bons dias para pescar.

O livro "Os Pingos e o Verão" conta que nessa época do ano há noites bem quentes e muita estrela no céu. E se a ordem é se divertir muito, cada um arranja um jeito de fazer aquilo que mais gosta. Pingo-de-fogo gosta da noite, para fazer uma linda serenata. Pingo-de-lua gosta mesmo é de dormir e pingo-de-ouro, de agitar. Mas todos os pingos gostam mesmo de um belo dia de verão.

Já em "Os Pingos e as Sementes", os simpáticos personagens decidem que é tempo de plantar. Sementes grandes, pequenas e pequenininhas, ferramentas, uma terra boa e fofa, canteiros, adubos, sol, água, vento... E começam a semear. Os dias vão passando e o milho lá vai crescendo! As sementes brotaram na terra (...), as cenouras também cresceram, cresceram... Agora, os Pingos vão mesmo trabalhar! Porém, eles têm uma boa refeição!

A chuva não foi esquecida. Em "Os Pingos e a Chuva", os sete amigos organizaram-se para uma pescaria. Distribuem as tarefas e cada um faz a sua parte: Pingo-de-Céu traz as varas; Pingo-de-sol, as iscas; Pingo-de-mar, a linha; Pingo-de-fogo, o anzol; Pingo-de-lua, o samburá; Pingo-de-flor, a merenda; e Pingo-de-ouro traz a vontade de pescar. Porém, o rio está seco e não há peixe. A nuvem precisa de ajuda para se transformar em chuva. Pingo-de-mar logo fala: "O jeito é pedir ao vento para duas nuvens ajuntar". Duas nuvens se juntam e logo... chove!

Por último, mas não menos importante, há a história "Os Pingos e as Cores". Os amiguinhos descobrem que para formar todas as cores são necessárias apenas três cores básicas ou primárias: amarelo, ciano - uma espécie de azul – e magenta – uma espécie de vermelho. E de mistura em mistura, de  pincelada em  pincelada fazem experiências  e  descobertas e, assim, deixam tudo mais alegre e colorido.

Estes livros, de Mary França e Eliardo França e editados pela Global, dialogam com informações claras e bem adequadas ao público infantil. Um jeito lúdico de descobrir sobre as diferentes estações do ano. Cada obra tem 16 página e custa R$ 17,90.

Os bichos de Manuel Bandeira

21 de março de 2013 0

Para quem gosta da obra de Manuel Bandeira, Global Editora publica a segunda edição de "A Aranha e Outros Bichos", uma coletânea de poemas selecionados pelo jornalista e poeta Carlito Azevedo.

Os conhecedores da obra de Bandeira sabem que sua poesia admite de tudo: desde as lembranças de um passado remoto até a crença de um futuro promissor; as coisas palpáveis do dia a dia e também as imaginárias e as dos sonhos. Cabem os homens e também os bichos.

"A Aranha e Outros Bichos" tem um pouquinho disso tudo: histórias de sonhos e de bichos. Neste livro, o poeta celebra a doçura e a astúcia dos animais.

Para o organizador desta antologia, “os poemas de Manuel Bandeira trazem sempre uma ternura tão funda, uma simplicidade tão desconcertante e uma verdade tão humana, que sempre foram lidos indistintamente por adultos, jovens e crianças”. E complementa: “Isso é que faz dele um poeta completo”.

"A Aranha e Outros Bichos", de Manuel Bandeira, com organização de Carlito Azevedo e ilustrações de Orlando Pedroso. Global Editora, 64 páginas, R$ 25,00.

Cecília convida as crianças a brincar, sonhar, cirandar...

08 de março de 2013 0

Outro clássico de Cecília Meireles acaba de ser lançado pela Global Editora. Trata-se de "Criança meu Amor...", uma coletânea de cantigas e textos poéticos dirigidos, sobretudo, às crianças. Na obra, a professora e poeta proporciona aos leitores a alquimia do imaginário, do humor e da fantasia.

Com seu olhar cristalino como o das crianças, a autora convida todas elas a explorar os tesouros da vida. Sonhar, cirandar, cantar e passear fazem parte do percurso e cabe a elas aproveitar o caminho. Cecília oferece uma estrada para continuar brincando e se aventurando, porém respeitando sempre os limites e os outros.

Neste livro, publicado pela primeira vez em 1924, a poeta fala - de forma singela e em doses precisas - sobre valores como: bondade, respeito e amor ao trabalho, à natureza e ao próximo. Por ter sido professora, Cecília emprega com sabedoria sua sensibilidade pedagógica a ponto de permitir que sua obra seja sempre atual, independentemente da época. Por essa razão, "Criança meu Amor..." vem encantando várias gerações de leitores.

"Criança meu Amor...", de Cecília Meireles, com ilustrações de Cecilia Esteves. Global Editora, 64 páginas, R$ 37,00.

Muitos pingos de alegria

05 de fevereiro de 2013 0

O livro "Os Pingos! Alegria, Alegria!", de Mary França e Eliardo França, reúne oitos textos em linguagem poética. Ritmo, sonoridade, rimas, adivinhas, parlendas e ilustrações riquíssimas contam sobre as aventuras e brincadeiras dos sete Pingos: no campo, no fundo do mar, na praça, na praia, na festa.

"Parece que Pingo-de-Mar está tocando: Uni du ni tê (...). Um sorvete colorê, uni du ni tê. (...) Pingo-de-Sol quer acertar o ritmo: Café com pão, bolacha não! Café com pão, bolacha não! Café com pão, bolacha não! "

Uma leitura que, sem dúvida, é um convite para brincar com as palavras, ampliar o repertório cultural e despertar o imaginário infantil.

"Os Pingos! Alegria, Alegria!"
, de Mary França, com ilustrações de Eliardo França. Coleção "Histórias de Mary e Eliardo", Global Editora, 32 páginas, R$ 18,90.

Poesia ao amanhecer do dia

01 de fevereiro de 2013 0

"O Nome da Manhã" é o mais novo livro de Marina Colasanti que a Global Editora leva às livrarias. Trata-se de poemas, para todos, evidentemente, acessíveis também às nossas crianças e jovens.

A poesia no dia a dia e em sala de aula convida o jovem leitor a ir além da simples leitura, estimula a reflexão, a descoberta de sentido nas palavras e, enfim, a percepção da leitura como fonte de prazer.

Nesta obra, a autora reúne cerca de quarenta poemas agrupados em seis temas: "Mais um dia começa"; "Estranheza com beleza"; "Os dentes e a fome"; "O outro e o mesmo"; "Inventar a própria história"; e "O futuro é sempre adiante".

Os animais, a chuva, o vento, o mar, as flores, as novas tecnologias, a mulher, o adolescente, pequenos detalhes do dia a dia, entre outros, são observados e tecidos com a sensibilidade poética de Marina Colasanti. Poemas na medida certa para ler, sentir e despertar para o encantamento provocado por suas palavras.

"O Nome da Manhã", texto e ilustrações de Marina Colasanti. Editora Global, 60 páginas, R$ 42,00.

De Manuel Bandeira para os jovens

11 de janeiro de 2013 0

Atenção, galerinha que gosta do escritor Manuel Bandeira: a dica de hoje é para vocês, com o livro "Manuel Bandeira - Crônicas para Jovens", editado pela Global.

A obra reúne 21 crônicas agrupadas em cinco temas: Memória, Gente humilde, Reverências, Incômodos do poeta, Política - igual em toda parte. Pequenos ensaios, temas da cultura e da arte, lembranças da infância e da adolescência, confidências, perfis importantes ou da gente simples com quem conviveu, reações a situações, principalmente as incômodas, que o fato de ser escritor lhe impunha, entre outros, são tratados pela perspectiva do olhar atento e bem-humorado de Manuel Bandeira. No entanto, os conhecimentos de maior grandeza ou mesmo os mais insignificantes assumem em sua crônica uma dimensão lírica.

O blog dá uma colher de chá e publica uma parte da crônica "O momento mais inesquecível":

Quando, aos dezoito anos, adoeci de tuberculose pulmonar, não foi à maneira romântica, com fastio e rosas na face pálida. A moléstia "que não perdoava" (naquele tempo não havia antibióticos) caiu sobre mim como uma machadada de Brucutu. Fiquei logo entre a vida e a morte. E fiquei esperando a morte.

"Manuel Bandeira - Crônicas para Jovens", de Manuel Bandeira, com seleção, prefácio e notas bibliográficas de Antonieta Cunha. Global Editora, 96 páginas, R$ 29,00.

Um clássico: "O Feijão e o Sonho"

08 de janeiro de 2013 0

"O Feijão e o Sonho", de Orígenes Lessa, é a história do poeta Campos Lara e sua mulher, Maria Rosa – ele, um homem sonhador voltado para o seu ideal de criação, disposto a todos os sacrifícios para viver de sua literatura; ela, uma mulher de pés no chão, valente e batalhadora, às voltas com o trabalho da casa e a criação dos filhos, inconformada com o diletantismo do marido e sempre a exigir dele mais empenho, mais feijão e menos sonho, para garantir o sustento da família. Um tema ao mesmo tempo social e intimista, explorado com humor e uma discreta ternura, permeada da visão crítica que caracteriza o autor.

Publicada em 1938, recebido com admiração por leitores e críticos, a obra conquistou em 1939 o Prêmio António de Alcântara Machado, da Academia Paulista de Letras. Em pouco tempo, entrou para o grupo seleto dos grandes romances brasileiros, como "A Moreninha", "O Guarani", "Dom Casmurro" e "O Ateneu", entre outros que são reeditados com frequência e nunca deixam de atrair leitores de todas as idades.

Tendo ultrapassado a marca das 50 edições, a obra-prima de Orígenes Lessa foi três vezes adaptada para a teledramaturgia e alcançou enorme sucesso e popularidade, tornando-se um clássico indiscutível da literatura brasileira.

"O Feijão e o Sonho", de Orígenes Lessa, com ilustrações de Rogério Soud. Global Editora, 184 páginas, R$ 35,00.