
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, não encontraram nenhum coqueiro no litoral. Há muitas hipóteses divergentes a respeito da chegada do coco às terras brasileiras. A mais aceita é a de que ele teria sido trazido ao litoral do País pelas correntes marítimas, pois o fruto do coqueiro é capaz de flutuar durante muitos dias na água salgada sem que o embrião seja prejudicado. Essa árvore é a "personagem" do livro "Coqueiro", com texto adaptado por Fabiana Werneck Barcinski. A obra faz parte da coleção "Um Pé de Quê?", inspirada no programa de TV de Regina Casé e Estevão Ciavatta.
Atualmente, o coqueiro é facilmente encontrado ao longo da faixa costeira dos países tropicais, isto é, localizados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. No Brasil, a zona costeira ou faixa litorânea é composta por diferentes ecossistemas: praias, recifes, corais, manguezais, campos de dunas e falésias, enseadas, baías etc. – e, com extensão aproximada de 514 mil km², abrange dezessete Estados. A adaptação do coqueiro aos solos arenosos do litoral do País foi rápida e se concentrou no Nordeste.
Com a crescente exploração do coco para o consumo da água, a cultura do coqueiro teve sua extensão ampliada, atingindo áreas não tradicionais nesse tipo de cultivo, localizadas na região do semiárido da Bahia, Pernambuco e Minas Gerais, e também em alguns Estados das regiões Norte, Centro-oeste e Sudeste.
Neste livro, você poderá conhecer mais a história dessa árvore que adotou o Brasil para melhor se projetar no mundo. Afinal, é comum pensarmos que o coqueiro é autenticamente baiano, e, hoje em dia, até podemos considerá-lo como tal. Por que não?
"Coqueiro", texto adaptado por Fabiana Werneck Barcinski e ilustrações de Guazzelli. Coleção "Um Pé de Quê?", Editora WMF Martins Fontes, 48 páginas, R$ 32,00.