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Posts com a tag "martins martins fontes"

Relatos de Zena em Beirute

24 de janeiro de 2011 0

O livro "Beirute, eu te Amo: um Relato", de Zena el Khalil, conta a história de uma mulher jovem envolvida pelo fascínio de uma cidade que ameaça subemrgi-la na guerra, na dor e em casos amorosos.

Na narrativa, milícias armadas definem seu território nas ruas enquanto operários da construção, em roupas esfarrapadas, reconstroem a cidade. Refugiados dormem em cinco numa única cama, enquanto louras oxigenadas caminham pelas ruas até a próxima hiperdiscoteca movida a drogas. As bombas começarão a cair a qualquer momento.

Enquanto isso, no meio de toda essa loucura, Zena e sua melhor amiga, Maya, tentam dar um sentido à vida e chegar a um entendimento em relação às várias obsessões da cidade, que incluem cirurgias plásticas, caça a maridos e fuzis Kalashnikovs. As recordações da personagem, tão honestas quanto indulgentes, colocam o amor e a arte em contraponto à presença ameaçadora e constante da guerra.

"Beirute, eu te Amo: um Relato", de Zena el Khalil, com tradução de Renée Eve Levié. Editora Martins Martins Fontes. 200 páginas, R$ 34,80.

A história de Ludo na favela de Heliópolis

19 de janeiro de 2011 0

Nascido numa favela de São Paulo, Ludo vê sua vida passar por uma incrível transformação. Conduzido por forças além de seu controle, ainda garoto é tirado de Heliópolis e passa a desfrutar de uma boa vida às custas de seu pai adotivo e rico. Mas, anos depois, ele precisa voltar, porém do lado oposto da fronteira social.

A partir daí, ele começa a repensar sua vida e todos os seus erros. Agora, com 27 anos, Ludo trabalha numa empresa de publicidade e se vê às voltas de um projeto que pretende levar às pessoas da comunidade onde nasceu produtos desnecessários e inacessíveis a maior parte delas. Nutre um amor incestuoso e obsessivo por sua irmã adotiva, cujo marido é seu único amigo. E tem um apetite insaciável. Bem-vindo ao mundo de Heliópolis.

Alternando momentos cômicos, violentos e comoventes, "Heliópolis", de James Scudamore, é uma narrativa de ascensão social como nenhuma outra: a história de um homem que é movido pelo destino como uma peça de xadrez, num jogo que ameaça deixá-lo à beira da loucura e da brutalidade.

"Heliópolis", de James Scudamore, com tradução de Cecília Camargo Bartalotti. Editora Martins Martins Fontes, 336 páginas, R$ 36,00.

Cinco mulheres sem homens

13 de janeiro de 2011 0

A novela "Mulheres sem Homens", da escritora iraniana Shahrnush Parsipur, manifesta-se a favor de relações mais harmônicas entre homens e mulheres na Pérsia. A narrativa conta a história de cinco mulheres no Irã que buscam escapar das mazelas cotidianas, à época do golpe de Estado dos anos 1950. Virgindade, morte e renascimento, estupro, prostituição e casamento permeiam a espirituosa narrativa que mistura história, política e ficção.

As protagonistas  fogem da realidade opressiva de suas vidas e se dirigem a um mesmo jardim, localizado em Karaj, próximo a Teerã, capital do país. O local é um jardim metafórico, refúgio para suas fantasias, e lugar onde encontram seu próprio destino, por força do desejo ou do acaso.

Nesse espaço atemporal e utópico, Shahrnush oferece a suas personagens a oportunidade de escapar dos sentimentos que as aprisionam. As similaridades entre os universos das mulheres iranianas e das mulheres ocidentais irão surpreender o leitor no Brasil.

"Mulheres sem Homens", de Shahrnush Parsipur, com tradução de Cristina Cupertino. Editora Martins Martins Fontes, 136 páginas, R$ 28,90.

Kafka como ninguém o viu antes

28 de dezembro de 2010 0

O título sugestivo do livro organizado e ilustrado por Nikolaus Heidelbach está nas páginas de "O Castelo", quando K. encontra-se sozinho na rua com os pés afundados na neve, entre um castelo e uma aldeia desconhecidos, e pensa: "Oportunidade para um pequeno desespero".

No livro "Franz Kafka - Oportunidade para um Pequeno Desespero", Heidelbach selecionou as histórias entre os diários e textos de Franz Kafka. Suas ilustrações comentam com humor o absurdo da aparente normalidade da existência humana que Kafka expressou em sua obra.

Em "Cinco amigos", a falta de sentido das relações é tratada com humor: "... e qual é o sentido, afinal, dessa contínua comunhão, também entre nós cinco não há sentido, mas agora já estamos juntos e vamos permanecer assim". Em "A ponte", um homem se descobre ponte e aguarda algum passante e o seu próprio fim. Da construção da muralha da China transporta o mecanismo burocrático para uma terra distante e, dessa forma, evidencia sua desumanidade.

O livro reúne 26 textos-parábolas brilhantemente escolhidos, que compõem por si só o ineditismo da obra, acompanhados de ilustrações com grande apelo visual, originalidade e humor. Uma oportunidade de ver Kafka como nunca se viu antes.

"Franz Kafka - Oportunidade para um Pequeno Desespero", organizado e ilustrado por Nikolaus Heidelbach. Tradução de Renata Dias Mundt. 118 páginas, R$ 42,00.

Dicionário para quem se liga em filosofia

20 de dezembro de 2010 0

Para a maioria das pessoas, conhecer conceitos filosóficos é difícil. São muitos termos e expressões que acabam ficando sem resposta ou sem entendimento exatamente porque o leitor, de uma forma geral, e os estudantes, de modo específico, não têm um embasamento que os faça compreender a mensagem. Para esse pessoal que se liga em filosofia, a Martins Martins Fontes apresenta o "Dicionário Filosófico - Conceitos Fundamentais", de Regina Schöpke, que busca explicar conceitos da filosofia. O livro tem o objetivo de ser uma espécie de fio de Ariadne que deve ao mesmo tempo nos lançar no labirinto do Minotauro, mas também nos auxiliar para que não nos percamos nele.

Este não é, de fato, um dicionário comum. A sua originalidade e ineditismo se refletem desde a escolha criteriosa, pela autora, dos conceitos mais relevantes até a necessidade de se produzir um dicionário que estimule o pensamento. Se ele é "filosófico", é exatamente porque se propõe a ser reflexivo e crítico.

Trata-se, portanto, de um dicionário que tem a pretensão de ser, ele mesmo, mais um exercício de pensamento do que um simples repositório de definições.

"Dicionário Filosófico", de Regina Schöpke. Editora Martins Martins Fontes, 256 páginas, R$ 38,00.

Conheça a história do pequeno Nicolau

17 de junho de 2010 1

Do mesmo criador de Asterix, o francês René Goscinny, e ilustrado pelos traços graciosos de Sempé, o livro "O Pequeno Nicolau" traz as aventuras de um garotinho francês de seis anos, que vive na década de 1950. Ele frequenta uma escola só para garotos e narra de um jeito bastante divertido as travessuras, brincadeiras e encrencas em que se mete com seus amigos e colegas de classe.

As observações hilariantes e ao mesmo tempo ingênuas de Nicolau sobre os colegas, os pais, os professores e as situações do cotidiano têm cativado crianças e adultos do mundo todo. As traquinagens do menino francês são inspiradas na infância do próprio Sempé, que nunca foi um exemplo de criança bem-comportada e chegou até a ser expulso do colégio na adolescência.

Dentre os divertidos personagens que fazem parte da turminha de Nicolau estão Agnaldo, o queridinho da professora; Eudes, o valentão; Godofredo, o menino rico e mimado; e Alceu, o gordinho comilão.

Um filme baseado no livro foi lançado na França em 2008 e deve estrear no Brasil este ano. No filme, que tem duração de 1h30, Nicolau ouve uma conversa entre seus pais que o faz achar que a mãe está grávida. O menino entra em pânico e já imagina o pior: tão logo nasça um irmão, seus pais deixarão de lhe dar atenção e vão abandoná-lo na floresta como as histórias do Pequeno Poucet, de Perrault.

"O Pequeno Nicolau", de René Goscinny, com ilustrações de Sempé. Editora Martins Martins Fontes, 140 páginas, R$ 32,90.

A árvore maravilhosa da Tanzânia

26 de maio de 2010 1

Deem uma olhada na capa do livro "A Árvore Maravilhosa - um Livro Ilustrado da Tanzânia", de John Kilaka. A ilustração é de encher os olhos de qualquer criança (e adultos, por que não?). A história também vai prender a atenção dos leitores, ou, no caso dos bem pequerruchos que ainda não sabem ler, vai deixá-los de ouvidos bem atentos.

Bem, vamos à história propriamente dita: por muito tempo, pequenos e grandes animais viveram unidos e felizes. Mas faltou a chuva, e a terra ­ficou tão seca que eles não tinham mais o que comer. Foi quando encontraram uma árvore enorme, que, mesmo sem chuvas, estava carregada de frutas maravilhosas. Todas elas pareciam estar bem suculentas e exalavam um perfume delicioso, porém não caíam no chão de jeito nenhum.

Nem mesmo os animais grandes conseguiam colhê-las. Todos chacoalhavam e sacudiam a grande árvore com muita força, mas não havia meio de cair uma frutinha sequer. Cada dia mais famintos, os animais se reuniram para tentar chegar a uma solução. Por sorte, a pequena coelha teve uma boa ideia.

Uma história tradicional africana recontada e ilustrada com cores vibrantes - no estilo tingatinga - pelo artista John Kilaka, da Tanzânia.

"A Árvore Maravilhosa - um Livro Ilustrado da Tanzânia", texto e ilustrações de John Kilaka e tradução de Christine Röhrig. Editora Martins Martins Fontes

Quando a vida nos obriga a tomar uma decisão

18 de março de 2010 0

Você acha que seria capaz de, aos 12 anos, tomar uma decisão que marcaria sua vida para sempre?Nessa idade, podemos nos enganar ou não. Ou talvez consigamos para o futuro o que nem sequer nos atrevemos a sonhar um dia.

Decisão é o tema que permeia o livro "Jogo, Set e Dividida", do espanhol Jordi Sierra I Fabra. De uma maneira descontraída, porém incisiva, o autor relata a história de um garoto que, em virtude de seu grande talento, desde muito jovem precisou fazer escolhas que marcariam não só a sua carreira como também a sua vida.

Dividido entre o futebol e o tênis, Sergio viu-se em uma intrincada situação, que indiretamente o obrigou a amadurecer e a desenvolver sua capacidade de escolher entre duas paixões. Uma história de amor, determinação e disciplina capaz de inspirar e motivar tanto os mais jovens quanto os adultos nos momentos de impasse.

"Jogo, Set e Dividida", de Jordi Sierra I Fabra, com tradução de Rubia Prates Goldoni. Editora Martins Martins Fontes, 112 páginas, R$ 27,80.