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Posts do dia 12 setembro 2007

Paulo Nunes, Dinho e um tal Felipão? Deu a lógica!

12 de setembro de 2007 4

Em 1996, Inter e Grêmio se enfrentaram em situações totalmente distintas pelo Campeonato Brasileiro. Estádio Beira-Rio, chuva forte, grande público. Campeão da Libertadores no ano anterior, o Grêmio era um time temível, com jogadores de alto nível como Émerson, Adílson, Arce e Paulo Nunes, enquanto um esforçado Inter se debatia na temporada. Apenas Gamarra, André e Leandro destoavam da mediocridade colorada. Para piorar, bastava olhar o banco de reservas: Luiz Felipe Scolari no tricolor, Nelsinho Batista no colorado.

Sabem aquela história de %22Davi vs. Golias%22, do mais fraco vencer? Pois é, esqueçam! Obviamente o Grêmio venceu e bem! No primeiro tempo só deu Grêmio, que saiu na frente com um golaço de meia-bicicleta de Paulo Nunes, talvez um dos mais bonitos marcados pelo tricolor em clássicos. Comandado por Dinho e Goiano no meio-campo, com Carlos Miguel e Arce armando jogadas, o tricolor foi muito superior na etapa inicial. Já o Inter fazia atuação medíocre, repetindo jogos anteriores, com dificuldades em todos os setores.

No intervalo, o Colorado mudou de atitude, lutou bastante e empatou com Murilo. Porém Dinho, cobrando falta com violência, decidiu a partida em favor do Tricolor aos 30 minutos. No final, uma blitz colorada que parou em uma grande atuação de Danrlei. Ele havia sido vaiado quatro dias antes em um jogo contra o Vélez Sarsfield na Supercopa mas se recuperou com estilo, fechando o gol tricolor. Final, Internacional 1×2 Grêmio em pleno Beira-Rio.

Portanto, um filme de final previsível: vim, vi e venci. Muito mais talentoso e organizado, o Tricolor ganhou em pleno Beira-Rio e seguiu rumo à segunda fase. Já com o Inter aconteceu o inverso: depois de estar em 17º, o time reagiu e encarreirou vitórias sob o comando de Elias Figueroa. Porém no final, o melhor prevaleceu e o Grêmio foi campeão brasileiro batendo a surpreendente Portuguesa, enquanto o Inter terminou em um modesto 9ºlugar. Naquele tempo, o melhor time do Brasil era gaúcho. E azul.

INTERNACIONAL 1 X 2 GRÊMIO
Gre-Nal 331

INTERNACIONAL: André, César Prates, Tonhão, Gamarra e Arílson; Fernando, Enciso (Luis Gustavo), Marcelo e Murilo (Yan); Fabiano (Fabinho) e Leandro.
Técnico: Nelsinho Batista

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (João Antônio) e Saulo (Zé Alcino).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Local: Beira-Rio (Porto Alegre)
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Público: 39.621
Renda: R$ 491.200,00
Gols: Paulo Nunes aos 5 do 1° tempo; Murilo aos 7 e Dinho aos 21 do 2° tempo
Cartão Amarelo: Leandro, Arílson, Adílson e Arce
Cartão Vermelho: Carlos Miguel

Veja os gols da vitória do Grêmio:

Sincronismo com sinalizadores!

12 de setembro de 2007 1

Continuando a série de imagens com cenas lindíssimas, veja agora um vídeo com torcedores do Estrela Vermelha, então na Iugoslávia, sincronizando o acendimento de sinalizadores antes de um jogo da Liga dos Campeões contra o Bayern de Munique.

Para quem não sabe, o Crvena Zvezda (como é chamado o %22Estrela Vermelha%22 em seu país) já foi campeão europeu e da Copa Intercontinental, derrotando facilmente o Colo-Colo chileno. Isto ocorreu em 1991, quando o país era um dos melhores times do planeta.

Naquele tempo, jogadores do quilate de Dejan Savicevic, Robert Prosinecki e Sinisa Mihajlovic participavam de um dos times mais técnicos das últimas décadas da Europa.

A então unida Iugoslávia era uma potência no futebol, porém a vergonhosa Guerra Civil que devastou o país após o fim do regime comunista acabou causando consequências drásticas: o time foi desmantelado e o país proibido de disputar a Eurocopa de 1992 e a Copa do Mundo de 1994. Sorte da Dinamarca, que herdou a vaga iugoslava em 92 e foi campeã européia.

Como isto não tem nada a ver com este post, vejam estas fantásticas imagens:

Postado por Alexandre Perin