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Posts do dia 16 setembro 2007

E assim se encerra

16 de setembro de 2007 0

 E assim se encerra a sequência de posts mostrando a história recente do clássico Gre-Nal. De 1996 até 2007, seis clássicos foram visitados pelo %22Almanaque Esportivo%22 e momentos marcantes da grande rivalidade gaúcha foram revistos.

Do gol de bicicleta de Paulo Nunes até a bomba de Diego Souza, passando pelo show de Fabiano, pelos dribles de Ronaldinho e Daniel Carvalho e o milésimo gol de Fernandão, o passado do clássico foi relembrado e reverenciado. Ídolos e vilões tiveram seus papéis mais uma vez observados pelos torcedores.

E que seja um Gre-Nal de Paz! Bom jogo a todos!

 

 

Postado por Alexandre Perin

Quem ri por último, ri melhor

16 de setembro de 2007 1

Quarta-feira, 21 de junho de 2007. Na Final da Libertadores, um esforçado Grêmio enfrentou o multicampeão Boca Juniors, de Riquelme, Palermo e Palacios. No primeiro jogo, um 3×0 para o Boca em Buenos Aires deixou a reação quase impossível no Olímpico.

Por sete dias, a torcida do Grêmio mostrou sinais e uma fé inequívoca, de que empurraria o time até o fim e acreditava em uma reação. Porém o Boca não quis saber de conversa. Em uma atuação taticamente perfeita do time argentino e um show particular de Riquelme, um 2×0 em pleno Olímpico sepultaria as pretensões tricolores do tricampeonato da América. Fim do sonho, volta à realidade. E dê-lhe gozação dos colorados.

Vocês estão se perguntando: tá, e o Gre-Nal? O que uma coisa tem a ver com a outra? Pois bem, quatro dia depois, um desmantelado Grêmio (que perdeu Teco, Tuta e Tcheco lesionados na decisão continental) enfrentaria o Inter no Beira-Rio pelo Brasileirão. Atual campeão da América e Mundial, o Colorado fazia péssima temporada, com fiasco no Gauchão e Libertadores e início ruim no Brasileiro. Ele só havia brilhado no título da Recopa, garantindo a inédita Tríplice Coroa para o clube.

Outra vez, Mano Menezes ganhou a batalha tática dos técnicos, superando Alexandre Gallo jogando com um lateral no meio-campo. Contando com uma grande atuação de Lúcio e outra de Diego Souza, e muitas falhas de Iarley e Clemer, o Tricolor bateu o Colorado em pleno Beira-Rio por 2×0. O placar foi injusto, se o Inter merecia melhor sorte no primeiro tempo, nos minutos finais o Grêmio perdeu várias chances de ampliar o marcador.

Os gols: Logo no início do jogo, Lúcio aproveitou erro de Clemer e fez um golaço, 1×0. Na etapa complementar, foi a vez de Índio errar e Diego Souza chutar forte para ampliar, 2×0. E aqueles mesmos tricolores, que passaram 11 dias de inferno com as gozações dos colorados, deram o troco.

De alma lavada, os gremistas tripudiaram sobre o arquirrival e comemoraram a vitória como visitantes, repetindo a comemoração do título gaúcho de 2006. Aos colorados, lamentos sobre o segundo tempo desastroso e os incontáveis erros do técnico Gallo.

Veja o compacto do último Gre-Nal, vitória do Grêmio:

Fernandão e o gol 1000

16 de setembro de 2007 1

Pode um jogador estrear em um clube, marcar o milésimo gol da história dos Gre-Nais neste mesmo dia, ganhar placa comemorativa, já entrando na história com um apenas gol marcado. Então se tornar referencial técnico e moral do clube. Aí se tornar ídolo máximo da torcida, exemplo para os jovens e galã para a mulherada? E completar esta trajetória como capitão das conquistas da América e do Mundo, tudo isto em pouco mais de dois anos? Se não podia, Fernando Lúcio da Costa, ou simplesmente Fernandão, reescreveu a história e conseguiu isto no Internacional entre 2004 e 2007.

No Campeonato Brasileiro de 2004, o Inter já estava organizado, era o atual tricampeão estadual, mas faltava alma. Alguns jogadores de talento se sobressaíam, mas nenhum time treinado por Joel Santana poderia ir muito longe. Do outro lado, um bagunçado, indisciplinado e péssimo time do Grêmio, que acabaria inevitavelmente sendo rebaixado. Na rodada anterior, o Inter levou ridículos 5×1 do então lanterna Botafogo, enquanto o tricolor empatou em casa por 2×2 contra o Figuerense, contando com a colaboração de Tavarelli no final do jogo. Em uma gélida tarde de junho, nem mesmo a possibilidade do milésimo gol em Gre-Nais aumentara o interesse pelo jogo e pouco mais de 23 mil torcedores estiveram presentes.

O jogo, adivinharam, foi ruim. Foi um primeiro tempo que o Inter teve poucas chances e o Grêmio se defendeu bem. No segundo tempo, Joel colocou o estreante Fernandão, que sofreu a falta do primeiro gol. Vinícius cabeceou, Tavarelli falhou e o gol 999 estava no placar. A tensão aumentou no estádio, cada ataque dos dois times era motivo de angústia ou euforia contida de ambas as partes. Melhor em campo, o Inter continuou atacando até que, aos 34 minutos, Fernandão veio de trás e fez pela primeira vez algo que repetiria outras tantas vezes no Beira-Rio: subiu de cabeça e marcou um gol.

Só que este gol não era um qualquer: era o milésimo gol do clássico Gre-Nal. O milésimo desde o primeiro jogo, no longínquo ano de 1909 (um 10×0 para o Tricolor). O milésimo da maior paixão dos gaúchos. O milésimo de uma lenda do esporte nacional. E foi ele, o %22predestinado%22 Fernandão, quem escreveu este capítulo. Final, Inter 2×0 Grêmio.

Outros três clássicos aconteceram até o final do ano e Fernandão ainda marcaria dois gols, mas nenhum deles como este.
O gol 1000.
O primeiro de muitos do Capitão América, do Capitão Planeta.

Veja o gol 1000 com a narração de Pedro Ernesto na Rádio Gaúcha: