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Posts de setembro 2007

A Liga dos Campeões está de volta!

18 de setembro de 2007 0

Recomeça nesta terça-feira a Liga dos Campeões da Europa. Para mim, o torneio mais sensacional que existe. Isto devido à vários fatores: qualidade dos times, da organização, show de mídia e marketing esportivo, algumas centenas de milhões de euros sendo movimentados, estádios entupidos, englobando um continente inteiro em prol do futebol.

A final deste ano será Moscou, pela primeira vez em um gramado artificial. No estádio Luzhniki, cerca de 84 mil torcedores estarão presentes no dia 21 de maio decidindo quem é o melhor time da Europa na temporada 2007/08. E alguns times são mais prováveis de estarem lá do que outros.

Atual campeão, o Milan reforçou-se pouco em um elenco envelhecido. Dois brasileiros se destacam: Alexandre Pato e Émerson. Se a promessa de gênio saída do Colorado só poderá jogar em janeiro, o veterano volante formado no tricolor já estará disponível, jogando ao lado de Dida, Cafu, Serginho, Digão e seu irmão Kaká, o melhor do mundo na minha opinião e craque da última edição do torneio.

A Inter, atual campeã italiana, não me parece ter um time capaz de brilhar na Liga. Falta %22alma%22, no meu ponto de vista. A Roma vai incomodar como sempre por ter um time organizado e com alguns jogadores de alto nível como Totti, mas falta mais qualidade. Os brazucas Juan e Cicinho já estão brilhando no início de temporada italiana.

Veja abaixo um vídeo da grande conquista do Milan em 2007, em um show de Kaká na final contra o Liverpool:

Postado por Alexandre Perin

Off-Topic: Incompetência da BM e dupla Gre-Nal

17 de setembro de 2007 1

Mudando um pouco o foco deste blog, gostaria de reclamar, pela enésima vez, da incompetência absurda dos dirigentes da dupla Gre-Nal e da Brigada Militar a respeito da saída da torcida visitante em clássicos de Porto Alegre.

A regra de %22manter a torcida visitante%22 no estádio já dura uns 3 ou 4 anos, mas sempre foi extremamente burra. O que é mais fácil: dispersar 3 mil ou dispersar 40, 50 mil?

Ou alguém, em sã consciência, acha que a torcida em minoria vai ficar rondando o estádio provocando e esperando apanhar de 20x mais torcedores?

Ontem mais uma vez tivemos problemas na saída. Isto acontece nos dois estádios, sem exceção.

A BM e os dirigentes partiram do modelo europeu, mas esquecem que este sistema só é utilizado quando a torcida visitante vem de viagem (lá, normalmente de outro país!). Quando são times da mesma cidade, o melhor é liberar mais cedo.

Se eles não sabem como fazer, que façam um curso de treinamento com a Polícia de Buenos Aires, que tem um ou dois clássicos por final de semana no Campeonato Argentino e possui o conhecimento e a experiência no assunto.

Reitero que a culpa não é dos brigadianos que fazem a escolta e sim do alto comando da Brigada Militar, aliado às diretorias de Grêmio e Internacional, que insistem nesta regra absurda por não buscarem uma solução mais inteligente.

Postado por Alexandre Perin

E assim se encerra

16 de setembro de 2007 0

 E assim se encerra a sequência de posts mostrando a história recente do clássico Gre-Nal. De 1996 até 2007, seis clássicos foram visitados pelo %22Almanaque Esportivo%22 e momentos marcantes da grande rivalidade gaúcha foram revistos.

Do gol de bicicleta de Paulo Nunes até a bomba de Diego Souza, passando pelo show de Fabiano, pelos dribles de Ronaldinho e Daniel Carvalho e o milésimo gol de Fernandão, o passado do clássico foi relembrado e reverenciado. Ídolos e vilões tiveram seus papéis mais uma vez observados pelos torcedores.

E que seja um Gre-Nal de Paz! Bom jogo a todos!

 

 

Postado por Alexandre Perin

Quem ri por último, ri melhor

16 de setembro de 2007 1

Quarta-feira, 21 de junho de 2007. Na Final da Libertadores, um esforçado Grêmio enfrentou o multicampeão Boca Juniors, de Riquelme, Palermo e Palacios. No primeiro jogo, um 3×0 para o Boca em Buenos Aires deixou a reação quase impossível no Olímpico.

Por sete dias, a torcida do Grêmio mostrou sinais e uma fé inequívoca, de que empurraria o time até o fim e acreditava em uma reação. Porém o Boca não quis saber de conversa. Em uma atuação taticamente perfeita do time argentino e um show particular de Riquelme, um 2×0 em pleno Olímpico sepultaria as pretensões tricolores do tricampeonato da América. Fim do sonho, volta à realidade. E dê-lhe gozação dos colorados.

Vocês estão se perguntando: tá, e o Gre-Nal? O que uma coisa tem a ver com a outra? Pois bem, quatro dia depois, um desmantelado Grêmio (que perdeu Teco, Tuta e Tcheco lesionados na decisão continental) enfrentaria o Inter no Beira-Rio pelo Brasileirão. Atual campeão da América e Mundial, o Colorado fazia péssima temporada, com fiasco no Gauchão e Libertadores e início ruim no Brasileiro. Ele só havia brilhado no título da Recopa, garantindo a inédita Tríplice Coroa para o clube.

Outra vez, Mano Menezes ganhou a batalha tática dos técnicos, superando Alexandre Gallo jogando com um lateral no meio-campo. Contando com uma grande atuação de Lúcio e outra de Diego Souza, e muitas falhas de Iarley e Clemer, o Tricolor bateu o Colorado em pleno Beira-Rio por 2×0. O placar foi injusto, se o Inter merecia melhor sorte no primeiro tempo, nos minutos finais o Grêmio perdeu várias chances de ampliar o marcador.

Os gols: Logo no início do jogo, Lúcio aproveitou erro de Clemer e fez um golaço, 1×0. Na etapa complementar, foi a vez de Índio errar e Diego Souza chutar forte para ampliar, 2×0. E aqueles mesmos tricolores, que passaram 11 dias de inferno com as gozações dos colorados, deram o troco.

De alma lavada, os gremistas tripudiaram sobre o arquirrival e comemoraram a vitória como visitantes, repetindo a comemoração do título gaúcho de 2006. Aos colorados, lamentos sobre o segundo tempo desastroso e os incontáveis erros do técnico Gallo.

Veja o compacto do último Gre-Nal, vitória do Grêmio:

Fernandão e o gol 1000

16 de setembro de 2007 1

Pode um jogador estrear em um clube, marcar o milésimo gol da história dos Gre-Nais neste mesmo dia, ganhar placa comemorativa, já entrando na história com um apenas gol marcado. Então se tornar referencial técnico e moral do clube. Aí se tornar ídolo máximo da torcida, exemplo para os jovens e galã para a mulherada? E completar esta trajetória como capitão das conquistas da América e do Mundo, tudo isto em pouco mais de dois anos? Se não podia, Fernando Lúcio da Costa, ou simplesmente Fernandão, reescreveu a história e conseguiu isto no Internacional entre 2004 e 2007.

No Campeonato Brasileiro de 2004, o Inter já estava organizado, era o atual tricampeão estadual, mas faltava alma. Alguns jogadores de talento se sobressaíam, mas nenhum time treinado por Joel Santana poderia ir muito longe. Do outro lado, um bagunçado, indisciplinado e péssimo time do Grêmio, que acabaria inevitavelmente sendo rebaixado. Na rodada anterior, o Inter levou ridículos 5×1 do então lanterna Botafogo, enquanto o tricolor empatou em casa por 2×2 contra o Figuerense, contando com a colaboração de Tavarelli no final do jogo. Em uma gélida tarde de junho, nem mesmo a possibilidade do milésimo gol em Gre-Nais aumentara o interesse pelo jogo e pouco mais de 23 mil torcedores estiveram presentes.

O jogo, adivinharam, foi ruim. Foi um primeiro tempo que o Inter teve poucas chances e o Grêmio se defendeu bem. No segundo tempo, Joel colocou o estreante Fernandão, que sofreu a falta do primeiro gol. Vinícius cabeceou, Tavarelli falhou e o gol 999 estava no placar. A tensão aumentou no estádio, cada ataque dos dois times era motivo de angústia ou euforia contida de ambas as partes. Melhor em campo, o Inter continuou atacando até que, aos 34 minutos, Fernandão veio de trás e fez pela primeira vez algo que repetiria outras tantas vezes no Beira-Rio: subiu de cabeça e marcou um gol.

Só que este gol não era um qualquer: era o milésimo gol do clássico Gre-Nal. O milésimo desde o primeiro jogo, no longínquo ano de 1909 (um 10×0 para o Tricolor). O milésimo da maior paixão dos gaúchos. O milésimo de uma lenda do esporte nacional. E foi ele, o %22predestinado%22 Fernandão, quem escreveu este capítulo. Final, Inter 2×0 Grêmio.

Outros três clássicos aconteceram até o final do ano e Fernandão ainda marcaria dois gols, mas nenhum deles como este.
O gol 1000.
O primeiro de muitos do Capitão América, do Capitão Planeta.

Veja o gol 1000 com a narração de Pedro Ernesto na Rádio Gaúcha:

Daniel Carvalho e o fim do sofrimento

15 de setembro de 2007 3

Fevereiro de 2003, Gauchão. De um lado, um flamante Grêmio no ano do Centenário do clube, então disputando a Libertadores. Do outro lado, um atrapalhado Internacional, atual campeão estadual mas há longos três anos e treze clássicos sem vencer o rival.

Sabem aquele Gre-Nal do Ronaldinho, no post de ontem? Pois bem, aquele já era o segundo da série e outros onze jogos se passaram depois e nada do Inter vencer. Um estreante técnico Muricy Ramalho tentava se afirmar no cenário nacional com alguns veteranos como Clemer e Sangaletti, ao lado de jovens promessas como Diego e Daniel Carvalho.

Neste período de jejum, o Colorado quase havia sido rebaixado duas vezes, enquanto o Grêmio havia conquistado dois estaduais e uma Copa do Brasil. Seu técnico Tite era idolatrado e o grupo de jogadores era de nível estelar: Tinga, Anderson Lima, Gilberto, Danrlei, Polga e Rodrigo Fabri. No jogo anterior, a síntese daquele tempo: o Inter havia empatado com o Juventude no Gauchão, e o Grêmio vencera o Pumas por 3×2, com um gol nos acréscimos pela Libertadores.

No primeiro tempo, comandado por Tinga, o Grêmio obrigou três defesas de Clemer antes que Luís Mário fizesse 1×0. Na sequência, ele perdeu gol feito após erro de Sangaletti, e tudo parecia obscuro para o Inter. Totalmente perdido, o time vermelho era presa fácil do tricolor, que empilhou chances perdidas e perdeu a chance de golear. Isto ainda custaria caro.

No intervalo, Muricy tirou o insosso Flávio, colocou Cleiton Xavier (em seu melhor jogo na vida!) e tudo mudou. O Inter pressionou muito o Grêmio e empatou aos 24 minutos, com um gol de cabeça de Vinícius. Mas o tabu persistiu até os 41 minutos, quando Daniel Carvalho recebeu na entrada da área, limpou quatro jogadores do Grêmio e chutou forte, rasteiro para virar o jogo.

Final, Grêmio 1×2 Internacional. O mais longo período de suplício colorado terminara e, como já havíamos visto antes, a gangorra virou de novo. De lá para cá, o Inter só perdeu três Gre-Nais, enquanto o Grêmio sofreu dez derrotas em clássicos. E Daniel Carvalho se firmava de vez como ídolo colorado.

Confira o gol da vitória marcado pela então promessa Daniel Carvalho:

Ronaldinho e Dunga: Um pirralho e um veterano

14 de setembro de 2007 5

Continuando a série dos Gre-Nais marcantes, chegamos ao ano de 1999. Novamente, a gangorra se invertia no dia 20 de junho. Se o Grêmio tinha sofrido por dois anos sem sequer chegar a uma decisão, o Internacional começava a declinar após a traumática eliminação na Copa do Brasil perante o Juventude. Depois de dois anos sem perder clássicos, o time de Paulo Autuori chegava em desvantagem na finalíssima do Campeonato Gaúcho. Havia vencido o primeiro jogo no Beira-Rio por 1×0 e perdido o segundo no Olímpico por 2×0, precisando vencer na partida decisiva na casa do rival. Já o Grêmio, então treinado por Celso Roth, garantiria o título com um simples empate.

Todos os olhos estavam em atletas radicalmente diferentes. De um lado, o veterano Dunga, capitão do Tetra na Seleção Brasileira e contratado por um milionário salário no Internacional. Do outro, uma jovem promessa de 19 anos chamada Ronaldinho. De atuações fulgurantes, o garoto iniciava a trajetória de sucesso que lhe faria conquistar um título europeu pelo Barcelona, um título mundial pelo Brasil e dois títulos de %22Melhor Jogador do Mundo%22, escolhido na eleição da FIFA.

E foi Ronaldinho quem brilhou naquela tarde. No finalzinho do primeiro tempo, o jovem astro tricolor deu uma janelinha em Anderson e tocou na saída de André, fazendo o único gol da decisão e garantindo o título estadual ao tricolor.

No segundo tempo, o show. Ronaldinho humilhou Dunga com um elástico e um balãozinho. O nascimento de uma lenda. O ocaso de um campeão. Depois deste dia, sob os holofotes da mídia nacional, Ronaldinho virou o xodó do Brasil. Dois dias depois, ele foi convocado para a Seleção Brasileira no lugar do punido Edílson, para um lugar de onde nunca mais saiu.

Estreou com um gol antológico contra a Venezuela na Copa América da qual saiu campeão, se afirmou na Copa das Confederações do mesmo ano. Depois disto, a saída traumática para o PSG, a glória absoluta no Barcelona e os sucessos e fracassos pelo Brasil. Porém estávamos em 1999. E nesta época, Ronaldinho era de um time: o Grêmio. E fazia a diferença!

Aos 19 anos, Ronaldinho brilha na final do Campeonato Gaúcho de 1999

Ronaldo de Assis Moreira, muito prazer:

Postado por Alexandre Perin

Uh, Fabiano: O Gre-Nal do 5x2

13 de setembro de 2007 3

Era uma vez um time campeão da Libertadores, do Brasileirão e da Copa do Brasil, mas em declínio técnico nos últimos meses. Do outro lado, um desafiante em ascensão, que havia vencido o arquirrival no Campeonato Gaúcho depois de três anos de insucessos. Campeão? Grêmio. Desafiante? Internacional. O jogo? Pelo Brasileirão. A data? 24 de agosto de 1997, dez anos atrás. Local? Estádio Olímpico abarrotado de torcedores. O dia? Chovia muito até uma hora antes do jogo, quando um radiante sol surgiu e abafou aquela tarde de inverno.

Treinado por Hélio dos Anjos, o Grêmio vinha de resultados muito irregulares no Brasileirão, mas havia feito uma excursão de sucesso na Europa, conquistando a bela taça Caravela em Zaragoza. O time estreou Beto naquela tarde, e tinha como outras estrelas Danrlei, Sérgio Manoel e Guilherme. Já o Inter liderava, estava invicto no Brasileirão e era comandado por um novato Celso Roth, e tinha o centroavante Christian, o goleiro André e o atacante Fabiano como principais destaques.

E foi justamente Fabiano que entrou para história. Depois de um início conturbado (quatro expulsões, um gol de Christian e uma lesão de Danrlei até hoje mal explicada), o ponteiro colorado acabou com o jogo: fez dois gols, deu o passe para outro e ainda destruiu a dribles os zagueiros Luciano (que logo foi negociado) e Rivarola. O Inter chegou a fazer 4×0, o Grêmio descontou e até o placar do Olímpico %27estragou%27. Nada que estragasse a festa da minoria colorada, em uma goleada que não acontecia há quase 30 anos.

Depois daquela tarde, o Grêmio desandou e quase foi rebaixado. Já o Inter seguiu muito bem e só caiu na fase semifinal, quando foi prejudicado (assm como Atlético-MG e Santos) por arbitragens em prol do Palmeiras. Mas isto foi depois. Naquele dia, Fabiano vermelhou

Grêmio 2 x 5 Internacional
Data: 24/08/1997
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre
Arbitragem: Oscar Roberto de Godói

GRÊMIO
Danrlei (Murilo), Arce, Rivarola, Luciano, André Santos, Otacílio, Luiz Carlos Goiano, Beto (Paulo Cesar Tinga), Sérgio Manoel, Zé Alcino (Gilmar) e Guilherme.
Técnico: Hélio do Anjos.

INTERNACIONAL
André, Enciso, Marcão, Régis, Luciano, Anderson, Fernando, Sandoval (Mabília), Arílson (Marcelo), Fabiano (Espínola) e Christian.
Técnico: Celso Roth.

Gols: Christian (I), aos 4, Sandoval (I), aos 32 do primeiro tempo, Fabiano (I), aos 16 e 23, Sérgio Manoel (G), aos 28, Marcelo (I), aos 38 e Gilmar G), aos 45 minutos do segundo tempo.

Expulsões: Fernando, Christian e Régis (I), Otacílio e André Santos (G)

Veja o compacto do jogo:



Paulo Nunes, Dinho e um tal Felipão? Deu a lógica!

12 de setembro de 2007 4

Em 1996, Inter e Grêmio se enfrentaram em situações totalmente distintas pelo Campeonato Brasileiro. Estádio Beira-Rio, chuva forte, grande público. Campeão da Libertadores no ano anterior, o Grêmio era um time temível, com jogadores de alto nível como Émerson, Adílson, Arce e Paulo Nunes, enquanto um esforçado Inter se debatia na temporada. Apenas Gamarra, André e Leandro destoavam da mediocridade colorada. Para piorar, bastava olhar o banco de reservas: Luiz Felipe Scolari no tricolor, Nelsinho Batista no colorado.

Sabem aquela história de %22Davi vs. Golias%22, do mais fraco vencer? Pois é, esqueçam! Obviamente o Grêmio venceu e bem! No primeiro tempo só deu Grêmio, que saiu na frente com um golaço de meia-bicicleta de Paulo Nunes, talvez um dos mais bonitos marcados pelo tricolor em clássicos. Comandado por Dinho e Goiano no meio-campo, com Carlos Miguel e Arce armando jogadas, o tricolor foi muito superior na etapa inicial. Já o Inter fazia atuação medíocre, repetindo jogos anteriores, com dificuldades em todos os setores.

No intervalo, o Colorado mudou de atitude, lutou bastante e empatou com Murilo. Porém Dinho, cobrando falta com violência, decidiu a partida em favor do Tricolor aos 30 minutos. No final, uma blitz colorada que parou em uma grande atuação de Danrlei. Ele havia sido vaiado quatro dias antes em um jogo contra o Vélez Sarsfield na Supercopa mas se recuperou com estilo, fechando o gol tricolor. Final, Internacional 1×2 Grêmio em pleno Beira-Rio.

Portanto, um filme de final previsível: vim, vi e venci. Muito mais talentoso e organizado, o Tricolor ganhou em pleno Beira-Rio e seguiu rumo à segunda fase. Já com o Inter aconteceu o inverso: depois de estar em 17º, o time reagiu e encarreirou vitórias sob o comando de Elias Figueroa. Porém no final, o melhor prevaleceu e o Grêmio foi campeão brasileiro batendo a surpreendente Portuguesa, enquanto o Inter terminou em um modesto 9ºlugar. Naquele tempo, o melhor time do Brasil era gaúcho. E azul.

INTERNACIONAL 1 X 2 GRÊMIO
Gre-Nal 331

INTERNACIONAL: André, César Prates, Tonhão, Gamarra e Arílson; Fernando, Enciso (Luis Gustavo), Marcelo e Murilo (Yan); Fabiano (Fabinho) e Leandro.
Técnico: Nelsinho Batista

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (João Antônio) e Saulo (Zé Alcino).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Local: Beira-Rio (Porto Alegre)
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Público: 39.621
Renda: R$ 491.200,00
Gols: Paulo Nunes aos 5 do 1° tempo; Murilo aos 7 e Dinho aos 21 do 2° tempo
Cartão Amarelo: Leandro, Arílson, Adílson e Arce
Cartão Vermelho: Carlos Miguel

Veja os gols da vitória do Grêmio:

Sincronismo com sinalizadores!

12 de setembro de 2007 1

Continuando a série de imagens com cenas lindíssimas, veja agora um vídeo com torcedores do Estrela Vermelha, então na Iugoslávia, sincronizando o acendimento de sinalizadores antes de um jogo da Liga dos Campeões contra o Bayern de Munique.

Para quem não sabe, o Crvena Zvezda (como é chamado o %22Estrela Vermelha%22 em seu país) já foi campeão europeu e da Copa Intercontinental, derrotando facilmente o Colo-Colo chileno. Isto ocorreu em 1991, quando o país era um dos melhores times do planeta.

Naquele tempo, jogadores do quilate de Dejan Savicevic, Robert Prosinecki e Sinisa Mihajlovic participavam de um dos times mais técnicos das últimas décadas da Europa.

A então unida Iugoslávia era uma potência no futebol, porém a vergonhosa Guerra Civil que devastou o país após o fim do regime comunista acabou causando consequências drásticas: o time foi desmantelado e o país proibido de disputar a Eurocopa de 1992 e a Copa do Mundo de 1994. Sorte da Dinamarca, que herdou a vaga iugoslava em 92 e foi campeã européia.

Como isto não tem nada a ver com este post, vejam estas fantásticas imagens:

Postado por Alexandre Perin