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Posts de novembro 2007

2004: O primeiro Gre-Nal internacional

30 de novembro de 2007 1

Em 2004, novamente o Inter e o Grêmio estavam na Copa Sul-Americana. Mais valorizada que na temporada anterior, os clubes brasileiros passaram a disputar o torneio buscando retorno financeiro e prestígio no continente. O Inter superou o Figueirense na primeira fase após empates em 0×0 e 1×1. Nos pênaltis, deu Inter por 4×2. O jogo de ida marcou a despedida de Nilmar do Internacional, vendido ao Olympique Lyon. Já o Grêmio estreou diretamente na segunda fase, justamente contra o Inter. Este confronto se tornou o primeiro, e até agora único, duelo da dupla Gre-Nal em uma competição sul-americana.

No primeiro jogo, no dia do aniversário do Tricolor (15/09/2004), vitória colorada por 2×0 com gols de Fernandão e Chiquinho no Beira-Rio. Na partida de volta, o Inter saiu na frente com um gol de Chiquinho na etapa inicial. Mas o Grêmio reagiu no segundo tempo e empatou com Cláudio Pitbull de pênalti. Após o gol, Clemer e Claudiomiro se desentenderam e foram expulsos. Com 10 para cada lado, o Grêmio virou com um gol do centroavante Roberto Santos. No final, uma pressão violenta do Tricolor que parou nas mãos do goleiro reserva André, garantindo a classificação do Inter. Foi a única vitória do Grêmio em sete clássicos naquela temporada.

Agora o rival colorado era o Cruzeiro. No primeiro jogo, vitória de 3×1 no Beira-Rio com gols de Fernandão, Wílson e Chiquinho, descontando Leandro. No Mineirão, Rafael Sobis garantiu a primeira vitória do Inter sobre o Cruzeiro em Belo Horizonte em 17 anos ao marcar o gol da vitória de 1×0. O Inter seguiu adiante e o adversário foi o Júnior Barranquilla, da Colômbia. Este confronto marcou o reingresso colorado aos jogos oficiais contra estrangeiros depois de 11 anos.

Na partida de ida, no Beira-Rio, um golaço de cabeça de Fernandão após brilhante jogada pela esquerda de Chiquinho a um minuto de partida. Porém, neste mesmo jogo, o novo ídolo colorado sofreu séria lesão muscular que lhe afastou do resto da temporada. Abatido, o Inter saiu com uma magra vitória de 1×0. Na Colômbia, logo no início do jogo Edinho fez 1×0 para o Inter. No finalzinho, Arziuga empatou mas o Inter levou a vaga.

Nas semifinais, o Inter pegou o campeão do mundo Boca Juniors na temível Bombonera, apoiado por 4 mil colorados (o maior público de um time brasileiro no exterior até hoje). Inexperiente e visivelmente intimidado, o Colorado ainda saiu na frente com Rafael Sobis mas levou quatro gols do Boca em 15 minutos de pânico e show de Carlos Tévez. Diego no final descontou e o confronto terminou 4×2. No jogo de volta, com Beira-Rio completamente lotado, o insuficiente time colorado apenas empatou em 0×0 e foi eliminado. O Boca Juniors acabou campeão da competição.

Esta foi a melhor participação de um time brasileiro até o momento na competição. Rebaixado em 2004 no Brasileirão, o Grêmio não mais disputou a Sul-Americana e só retornou às competições continentais este ano, quando foi vice-campeão da Libertadores. Já o Inter não disputou a Copa Sul-Americana em 2006 e 2007 por ter se classificado para a Libertadores.

Postado por Alexandre Perin

Olhem só: imagens do desespero

29 de novembro de 2007 1

Reparem abaixo nas imagens que estão anexadas a este post. São as imagens que torcedores do Goiás e/ou anti-corinthianos estão fazendo sobre os duelos do final de semana: Goiás x Internacional e Grêmio x Corinthians.

Com a possibilidade de rebaixar o Corinthians está nas mãos de colorados e gremistas, o resultado está sendo uma campanha praticamente nacional por isto.

Vejam as imagens que estão sendo utilizadas em massa no Orkut por torcedores do Goiás, de rivais paulistas do Corinthians e de muitos outros times:

%22Entrega %22Goiás %22Goiás

“Entrega Inter”

Goiás – Inter & Grêmio

Goiás – Grêmio & Inter

Postado por Alexandre Perin

O futebol gaúcho na Sul-Americana: 2003 e 2005

29 de novembro de 2007 3

A frustrante temporada 2007 está terminando. Com ela, a certeza do Internacional na Copa Sul-Americana e a provável participação do Grêmio nesta mesma competição. Eu não acredito na classificação tricolor, pois nem com %27mala-preta%27 de 2 milhões de reais o América-RN misto empata com o Cruzeiro em Belo Horizonte. Isto sem contar o Palmeiras… Como principal objetivo, a conquista do título, alguns milhões de reais em premiações e bilheteria e a chance de disputar o título da Recopa Sul-Americana contra o campeão da Libertadores.

Então esta será a quarta participação do Internacional em seis anos, a última em 2005. Já o Grêmio retorna à competição depois de um afastamento de quatro anos, disputando pela terceira vez. O Juventude disputou uma vez, em 2005. E como foi o aproveitamento de cada um dos times ao longo dos anos? Hoje falaremos sobre 2003 e 2005, enquanto 2004 será especialmente tratado no post de amanhã.

Em 2003, a dupla Gre-Nal disputou um triangular com jogos em turno único. O Inter bateu o Flamengo por 3×1, empatou com o Santos em 1×1 e ficou fora no saldo de gols. Já o Grêmio levou 4×0 do time reserva do São Paulo em pleno Olímpico e depois empatou com o Vasco da Gama no Rio por 1×1, igualmente sendo eliminado na primeira fase. Um início realmente desanimador.

Em 2005, o Inter e Juventude eram os representantes gaúchos na Sul-Americana. O Juventude levou 3×1 do Cruzeiro no jogo de ida, conseguiu uma boa vitória no Mineirão por 1×0 mas acabou sendo eliminado. Já o Inter, que vivia crise técnica até aquele jogo na temporada, venceu o campeão da América São Paulo em um sofrido 2×1 no jogo de ida com gols de Élder Granja e Gustavo, descontando Mineiro. No jogo de volta, Souza colocou o São Paulo na frente, mas Fernandão empatou no Morumbi, final 1×1. Vaga nas oitavas-de-final garantida.

Na segunda fase, o adversário foi o argentino Rosario Central. Um pouco mais experiente, o Colorado jogou muito bem fora de casa e venceu por 1×0, gol de Sobis. Foi a primeira vitória de um time estrangeiro na história do estádio Gigante del Arroyto, de 40 anos. No jogo de volta, uma partida violenta, tumultuada e bastante ruim do Colorado e um suado empate em 1×1 no Beira-Rio, gols de Jorge Wagner e Rivarola. Nos acréscimos, o Rosario chegou a acertar uma bola no poste de Clemer.

Nas quartas-de-final, adivinhem? O Boca de novo. O algoz de 2004 estava enfraquecido sem Tévez, enquanto o Inter havia se reforçado com Fernandão, Tinga e Jorge Wagner. Melhor preparado, o Inter marcou muito no jogo de ida e criou algumas chances. Porém somente nos acréscimos, Fernandão marcou o gol da vitória colorada por 1×0.

Na partida de volta, o Boca saiu na frente logo no início e anulou a vantagem colorada. Os argentinos pressionaram muito, contando com erros defensivos colorados e perderam chances de ampliar.

No intervalo, o time de Muricy Ramalho se acertou e Rafael Sobis (seu quarto gol em quatro jogos na Argentina) empatou aos 19 minutos, 1×1. O Inter controlava bem o jogo, mas erros infantis de Vinícius e Clemer custaram 3 gols em outros 15 minutos e o Boca eliminou de novo os colorados por 4×1.

De novo, a sensação amarga da eliminação. Minutos de desatenção são fatais em uma competição na América do Sul. Isto seria muito bem aprendido para o ano seguinte: as conquistas da América e do Mundo.<

Postado por Alexandre Perin

O meu time seria assim:

28 de novembro de 2007 14

O que eu faria se fosse o Dunga? A lista acima tem quase 50 jogadores com idade olímpica, ou seja nascidos após 01/01/1985. Vou fazer comentários setor por setor, conjecturando um time titular e ainda dizendo quais atletas que eu não considero ter chances de seguir nos planos de Dunga para a Seleção Brasileira.

De cara, observo que este time tem diferenciais técnicos imensos: Alexandre Pato, Diego, Anderson e Breno são jogadores muito acima da média. Em favor de Diego e Anderson uma grande experiência internacional.

Goleiros: o colorado Renan deve ser titular, pois Felipe e Cássio praticamente não jogam. O arqueiro do Inter já disputou dezenas jogos nos últimos três anos pelo time principal, além de ter sido titular em todas as divisões de base da Seleção Brasileira desde os 14 anos.

Laterais: Na direita, o polivalente e mais experiente Rafinha é mais completo que Ilsinho, e joga em um campeonato de nível superior (Alemanha contra Ucrânia). Na esquerda, Marcelo (que já fez até gols pela Seleção Principal) deve ser o titular, enquanto Adriano e o Leonardo, da renascida Portuguesa, disputam posição.

Zagueiros: provavelmente a zaga titular será tricolor: Breno e Alex Silva. Gladstone é meia-boca, mas o Dunga adora zagueiro rebatedor (basta ver a paixão por Alex Silva no time principal), então tem chances. O resto disputa uma vaga.

Volantes: sobra talento. Temos 4 excepcionais %22camisa 8%22: Lucas, Denílson, Diego Souza e Hernanes. Difícil será montar um time sem um %22camisa 5%22 de ofício. Mas é muito jogador bom e os demais devem sobrar. Maycon, Ramires e Charles não são da mesma turma…

Meias: a maior fartura do time. Diego e Anderson são os principais destaques, mas Thiago Neves, Wagner e William tem boas chances. Jogando de volante na Inglaterra, Anderson poderá ser o terceiro no meio-campo, liberando Diego para encostar no ataque. Ao contrário de muitos, acho que o ex-gremista Carlos Eduardo terá poucas chances, especialmente por ter ido se esconder na Segunda Divisão da Alemanha.

Atacantes: assim como laterais e goleiros, acho que falta um pouco mais de qualidade nesta parte. Além de Alexandre Pato, sem dúvida a maior estrela do time, não temos mais outros jogadores diferenciados. Rafael Sobis vive bom momento mas seu time é muito ruim, Diogo foi o destaque na Série B e Guilherme tem muito potencial mas não são jogadores diferenciados.

A minha Seleção Olímpica seria esta: Renan, Rafinha, Breno, Alex Silva e Marcelo; Denílson, Hernanes, Anderson e Diego; Alexandre Pato e Diogo.

Postado por Alexandre Perin

Seleção Olímpica: em busca do ouro em Beijing

28 de novembro de 2007 0

Com a convocação de Dunga, começou oficialmente o Projeto Olímpico de 2008 para a Seleção Brasileira. Já classificado para a competição, o Brasil busca o inédito ouro olímpico em Beijing e no meu ponto de vista terá um dos times mais fortes de todos os tempos.

Dunga chamou jogadores para o amistoso do dia 08 de dezembro contra a Seleção do Brasileirão 2007. Alguns não foram convocados por estarem no time adversário do amistoso (ex. Hernanes, do SP) e ainda várias estrelas do futebol europeu que não foram liberados por não ser data FIFA.

Além dos que Dunga chamou, no qual se destacam Alexandre Pato e Breno, muitas outras prováveis estrelas estão de fora da convocação, em especial Diego do Werder Bremen e o ex-gremista Anderson, do Manchester United. Ambos destaques em potências européias, assim como Marcelo, do Real Madrid e Denílson, do Arsenal.

Portanto na lista que montei com a ajuda do amigo Guilherme Boeira e de Marcelo Schleder temos os convocados de Dunga, as estrelas européias e mais jogadores com idade e potencial que ainda atuam no futebol brasileiro. No próximo post meus comentários sobre o time.

Goleiros
Felipe (Santos), Renan (Inter), Cássio (PSV)

Zagueiros
Breno (São Paulo), Leandro Almeida (Atlético-MG), Léo (Grêmio), Rodolfo (Atlético-PR), Gladstone (Sporting), Alex Silva (São Paulo), Domingos (Santos), Sidnei (Internacional)

Laterais
Rafinha (Schalke-04), Apodi (Vitória-BA), Leonardo (Portuguesa), Nei (Atlético-PR) e Valmir (Palmeiras), Marcelo (Real Madrid), Adriano (Sevilla), Ilsinho (Shakthar Donetsk)

Volantes
Denílson (Arsenal), Ramires (Cruzeiro), Charles (Cruzeiro), Maycon (Inter), Lucas (Liverpool), Hernanes (São Paulo)

Meio-campistas
Diego Souza (Grêmio), Pedro Ken (Coritiba), Toró (Flamengo), Thiago Neves (Fluminense), Wagner (Cruzeiro), Diego (Werder Bremen), Anderson (Manchester United), Carlos Eduardo (Hoffenheim), Lulinha (Corinthians), Caio (Palmeiras), William (Shakthar Donetsk), Renato Augusto (Flamengo)

Atacantes
Alexandre Pato (Milan), Diogo (Portuguesa), Keirrison (Coritiba), Guilherme (Cruzeiro), Pedro Oldoni (Atlético-PR) , Rafael Sobis (Real Betis), Jô (CSKA Moscou)

Postado por Alexandre Perin

Há cinco anos, Librelato se foi

28 de novembro de 2007 29

No dia 28 de novembro de 2002, em uma curva da Av. Beira-Mar em Florianópolis, o futebol brasileiro perdeu uma promessa. Já Criciúma e Internacional perderam um herói. Mahicon Librelato, um atacante vindo do Criciúma e que estava há menos de um ano no Colorado, morreu afogado após acidente de trânsito na capital catarinense.

Há cinco anos, mais que uma promessa de inegável talento que seria convocada no mês seguinte para a Seleção Olímpica, os colorados perdiam uma de suas poucas esperanças em um futuro incerto.

Quase rebaixado, escapando por um milagre na última rodada ao bater o Paysandu em Belém, o futuro do Inter era sombrio: só Daniel Carvalho, Chiquinho e Librelato davam alegrias. Porém Chiquinho descobriu ter uma rara doença no cérebro. Então, um novo golpe: a morte de seu jovem ídolo em uma curva do mar catarinense.

Em sua curta carreira, Mahicon Librelato já havia salvado o Criciúma de um inglório rebaixamento para a Série C no ano anterior, 2001, ao marcar o gol do salvamento com ombro deslocado contra o Sergipe. Pretendido por Cruzeiro e Grêmio, foi comprado pelo Internacional após longa negociação. Foi, inclusive, o único jogador comprado naquela temporada horrorosa pelo presidente Fernando Carvalho.

Ao final do jogo contra o Cruzeiro na penúltima rodada, quando o Inter ficou virtualmente rebaixado, a imagem mais marcante era de Librelato, um catarinense que tinha se identificado com o Internacional. Chorando copiosamente assim como milhares de torcedores nas arquibancadas e milhões pelo mundo afora. E que prometeu ficar no Inter até voltar à Primeira Divisão caso fosse rebaixado.

Porém ele mesmo tratou de não cumprir a promessa, pois marcou o primeiro gol da vitória de 2×0 no Mangueirão. Naquela tarde de 17 de novembro de 2002, ele começou a redenção colorada, que deixou Belém e foi até Yokohama. O pesadelo do rebaixamento terminava ali, e ele era um dos responsáveis pelo salvamento. Vejam a reportagem:

E ali ele se despediu de sua maior paixão: a bola.

Aquele gol foi o início de uma escalada colorada que prosseguiria nos anos seguintes: a volta das vitórias em Gre-Nais e a campanha digna no Brasileirão de 2003. O retorno à América na Sul-Americana de 2004 e 2005. O título do Campeonato Brasileiro roubado por Márcio Rezende de Freitas, MSI e Luiz Zveiter em 2005. E as conquistas da América e do Mundo em 2006, além da Recopa e a consequente Tríplice Coroa de 2007.

Depois de sua morte, foi feita uma faixa no estádio Beira-Rio. Fica na goleira do Gigantinho e nela está escrito %22Librelato Eterno%22. Coincidentemente, é a faixa que mais aparece na comemoração de Tinga após marcar o segundo gol da final da Libertadores contra o São Paulo. Ou talvez não seja.

Postado por Alexandre Perin, com saudades do amigo

Ele provocou uma revolução na Venezuela

27 de novembro de 2007 0

Que Hugo Chávez nada… O homem que eu me refiro é o técnico Richard Páez que, em 5 anos, provocou uma revolução de resultados e interesse pelo futebol na Venezuela, deixou o comando do selecionado nacional esta semana.

Muito desgastado por críticas nas últimas partidas, Páez deixa o time %22vinotinto%22 com 2 vitórias em 4 jogos nas Eliminatórias, um bom retrospecto principalmente diante do fato que as derrotas venezuelanas foram contra a Argentina, em casa, e a Colômbia, fora de casa.

Sob seu comando, a Venezuela conseguiu várias façanhas: conquistou sua primeira vitória como visitante em Eliminatórias (a arquirrival Colômbia em Barranquilha, 2004), bateu o Uruguai por 3×0 em pleno Centenário (algo que o Brasil não faz há décadas), derrotou o Equador fora de casa pela primeira vez na história e ainda bateu times como Paraguai, Peru, Chile e a Bolívia, que hoje já se tornou %22freguesa%22 dos venezuelanos.

De duas vitórias em jogos de Eliminatórias na era pré-Páez, a Venezuela passou para treze. Agora, os venezuelanos só não bateram as superpotências Brasil e a Argentina, algo que países como o Peru, de várias Copas do Mundo e muito mais tradição, também não conseguem há décadas.

Os estádios da Venezuela lotam em jogos do selecionado nacional e vários atletas já atuam no futebol mexicano e europeu, aumentando a experiência do time. Os venezuelanos são o único país da Conmebol que nunca disputou uma Copa do Mundo. Mas isto não está muito longe de acontecer…

Ainda não foi anunciado o nome do novo treinador venezuelano.

Postado por Alexandre Perin

E agora, o "Sobe & Desce" dos eliminados

25 de novembro de 2007 0

%22Sobe%22 – Eliminados

Irlanda do Norte – Sem dúvida a maior zebra: ganhou da Espanha, da Dinamarca e da Suécia (e empatou fora de casa com estas duas últimas). Se tivesse ido melhor contra Islândia (perdeu as duas), e Letônia (perdeu fora), teria se classificado para a primeira competição de nível internacional em 22 anos (a última foi a Copa de 1986, quando perdeu de 3×0 para o Brasil na primeira fase). De consolação, teve o artilheiro das Eliminatórias, David Healy, que fez 13 gols e se tornou o maior artilheiro de todos os tempos.

Finlândia e Israel – Estes dois países, sem nenhuma tradição no futebol, vem obtendo resultados constantes e crescentes. Não será surpresa se algum deles disputar a próxima Copa do Mundo.

Noruega e Bulgária – Jovens times que podem surpreender nas Eliminatórias para o Mundial de 2010, mostrando evolução de fracassos anteriores.

Escócia – Derrotas apertadas para a campeã do mundo Itália e dois triunfos sobre a vice-campeã França deram a esperança de uma classificação para a Escócia, algo que não ocorre desde 1996. Porém uma inesperada derrota para a Geórgia tirou a classificação do jovem time do norte da Grã-Bretanha.

%22Desce%22 – Eliminados

Inglaterra - Terry, Lampard, Gerrard, Owen, Rooney de um lado. Dois goleiros fracos, um time mal arrumado, invenções táticas contra a Croácia duas vezes e um treinador sem experiência de outro. O resultado? Um monumental fiasco. Um dos maiores de todos os tempos.

Dinamarca, Bélgica e Sérvia – Times veteranos, de péssima qualidade e que ficaram muito longe da vaga. Se continuarem assim, tão cedo não voltam à elite.

Hungria – A outrora bi-vice campeã mundial segue longe dos tempos áureos de Puskas, Boszik, Kocsis, Hidegkuti e Czibor. Vice-lanterna atrás até da Moldávia.

Ucrânia – Quarterfinalista na última Copa, o desgastado time ucraniano ficou nove pontos atrás da França e Itália (a algoz na Copa da Alemanha). Os escoceses também ficaram bem à frente.

Postado por Alexandre Perin

Brasileirão: Quem ficou na frente de quem?

24 de novembro de 2007 5

Com a virtual classificação para a Sul-Americana 2008, o Internacional não tem mais grandes ambições na temporada. Ou tem? Os colorados não admitem, mas gostariam de ficar à frente do Grêmio na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro de 2007.

O Tricolor tem remotas possibilidades de se classificar para a Copa Libertadores, mas para ficar atrás do Inter não poderia vencer nenhuma das partidas restantes, contra o lanterna América-RN e ainda o desesperado Corinthians. E o Inter ainda teria que descontar uma diferença de 3 pontos e duas vitórias a menos, algo bastante improvável.

Se isto de fato não acontecer, será a primeira vez que o Grêmio ficará na frente do Inter em um campeonato de pontos corridos.

E como é o retrospecto da Dupla Gre-Nal em Campeonatos Brasileiros ao longo da história? Se na Copa do Brasil, o Tricolor leva larga vantagem com 4 títulos e 3 vice-campeonatos contra um único título Colorado, em Brasileiros a questão é bem diferente.

Além de três títulos (75, 76 e 79), o Inter ainda tem 4 vice-campeonatos: 87, 88, o polêmico 2005 e ainda 2006. Já o Grêmio conquistou o título nacional em 81 e 96, e foi vice-campeão em 82.

Em pontos, a diferença é brutal: 1338 a 1173 em favor do Inter desde 1971. Nos pontos corridos (desde 2003), é igualmente enorme: 324 a 210 em favor do Inter.

O Inter ficou à frente do Grêmio em 22 oportunidades: 71, 72, 73, 74, 75, 76, 78, 79, 80, 85, 87, 88, 91, 92, 94, 95, 97, 99, 2003, 2004, 2005 e 2006.

O Grêmio ficou à frente do Internacional em 14 oportunidades: 77, 81, 82, 83, 84, 86, 89, 90, 93, 96, 98, 2000, 2001 e 2002.

Postado por Alexandre Perin

Sobe & Desce dos classificados europeus

24 de novembro de 2007 0

Dividi a lista de %22Sobe & Desce%22 nas Eliminatórias da Eurocopa em 2 grupos: os classificados e os eliminados, pois algumas seleções que não tinham esperanças e quase se classificaram merecem um destaque. O mesmo valendo para seleções que não tinham maioresexpectativas mas foram bem aquém do esperado.

%22Sobe%22 – Classificados

Grécia e Turquia – Atual campeã em uma zebra histórica, a Grécia chega à Eurocopa em alta, se classificando bem. Os turcos tiveram alguma dificuldade no início, mas depois também garantiram passaporte para mais uma competição continental.

Croácia e Rússia – Superaram a favorita Inglaterra, a primeira com um futebol ofensivo e a segunda sob o comando do excelente Guus Hiddink.

Polônia – Ficou à frente de Portugal e superou bem as tradicionais Sérvia e Bélgica.

República Tcheca e Alemanha – Se classificaram facilmente e chegam com força para a reta final.

Itália – Depois de um começo ruim, uma recuperação mostrando que os campeões do mundo são %22de chegada%22

Romênia e Holanda – Se classificaram bem em um grupo mediano, sem sobressaltos.

%22Desce%22 – Classificados

Espanha e Suécia – Sofreram muito contra a inexpressiva Irlanda do Norte, especialmente os espanhóis.

Portugal – Penou até a última rodada contra a Finlândia e ainda viu Luiz Felipe Scolari suspenso por agredir um jogador sérvio. A %22Era Felipão%22 está chegando ao seu final.

França – Perdeu em casa e fora para a Escócia e dependeu da Geórgia para se classificar.

Postado por Alexandre Perin