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A Tragédia de Munique: o desaparecimento do Manchester United em 1958

07 de dezembro de 2007 0

Semifinalista da Copa dos Campeões de 56-57, o Manchester United era uma das sensações do futebol europeu. O time treinado pelo lendário Matt Busby tinha sete jogadores da Inglaterra, jogava ofensivamente e era apontado como um dos favoritos ao título. A média de idade era de somente 24 anos, um time que ainda jogaria por muitos anos e que não havia chegado ao topo.

Corria a temporada 57-58 e estava em disputa a Copa dos Campeões da Europa. Na ocasião, um avião trazia a delegação após se classificar na Copa dos Campeões ao empatar em 3×3 com o Estrela Vermelha de Belgrado, da Iugoslávia. Depois de reabastecer em Munique, Alemanha, o avião caiu na decolagem, feita contra forte vento e muita neve.

Morreram 23 dos 44 passageiros. Dois atletas, Jackie Blanchflower e Johnny Berry, não puderam continuar jogando após a tragédia. Bobby Charlton, o maior jogador inglês da história, sobreviveu com vários ferimentos, assim como Harry Gregg, goleiro titular da Inglaterra. O técnico Matt Busby só saiu do hospital dois meses depois do acidente.

Sete dos que morreram na hora eram jogadores: o reserva Geoff Bent e os titulares Roger Byrne, Eddie Colman, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor e Liam Whelan. Um diretor, dois membros da comissão técnica e oito jornalistas também faleceram, incluindo um ex-goleiro da Inglaterra e do rival Manchester City (Frank Swift).

O meia-atacante Duncan Edwards, 22 anos, morreu 15 dias após o acidente. Ele foi o mais jovem atleta a atuar pelo “English Team”, com 18 anos, até ser superado pelos contemporâneos Michael Owen, Wayne Rooney e Theo Walcott.

Para Sir Bobby Charlton, Edwards era o único que fazia ele “se sentir inferior“. Para quem viu Edwards jogar, seria o mais talentoso jogador inglês de todos os tempos se não tivesse morrido no acidente. Palavras de todos que viram esta pérola do futebol perecer tão jovem.

Dez anos depois, o clube estava reerguido e conquistou o título europeu de 1967. O técnico? Ele mesmo, Matt Busby, agora comandando outros “Babes”, como o matador Denis Law e o insano George Best.

Postado por Alexandre Perin

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