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Posts do dia 12 dezembro 2007

Mundial: africanos e asiáticos engrossam nas semis

12 de dezembro de 2007 3

Definitivamente não concordo com a coluna de ontem do Paulo Roberto Falcão, quando ele falou que o Mundial de Clubes da FIFA é uma competição que sempre vai ter europeus e sul-americanos na final. Em três edições até o momento, em todas nas semifinais o time campeão da América do Sul venceu por 1 gol de diferença e passou muito sufoco.

O ano é 2005. O franco favorito São Paulo pega o saudita Al-Itthad. Era para passar fácil porém… Al-Itthad na frente! O Tricolor Paulista empata no primeiro tempo. Ele vira para 3×1 no segundo tempo, mas os árabes ainda descontam e dão sufoco no final. O São Paulo passa e ganha do Liverpool, sagrando-se campeão mundial. Mas não foi nada fácil.

No ano seguinte, era a vez do Internacional, favorito disparado, enfrentando o egípcio Al-Ahly, bicampeão continental africano. Outro jogo duríssimo, o Inter saiu na frente mas o o time da África empatou no início do segundo tempo. Nos minutos finais, o Colorado fez 2×1 e chegou à finalíssima, quando venceria o Barcelona e se sagraria campeão mundial. Igualmente foi complicado. E muito.

E hoje? Mesma coisa! O Boca Juniors pegou o tunisiano Etohe du Sahel, campeão africano e que havia surpreendido o mexicano Pachuca, campeão da CONCACAF. Todos esperavam uma vitória tranquila, mas… No primeiro tempo, o Boca teve uma única chance e fez 1×0 já no final da etapa, enquanto o goleiro argentino salvou o empate logo depois. Na etapa final os dois times tiveram várias chances, o Boca Juniors teve Vargas expulso e o Etohe ficou muito perto de empatar o jogo e levar para a prorrogação. Mais um sufoco!

Ah, e eu vi o japonês Urawa Red Diamonds no domingo. É muito bom time. O Milan que se cuide…

Em três edições, três sofrimentos passados pelos sul-americanos nas semifinais. Amanhã pode ser um europeu. Tudo que os demais continentes precisavam era a chance de mostrar seu valor. E estão mostrando.

Postado por Alexandre Perin

O Wianey Carlet também concorda comigo

12 de dezembro de 2007 1

No post de ontem, falando sobre os 24 anos da Copa Intercontinental do Grêmio, citei que achava um absurdo ousar comparar a %22Batalha dos Aflitos%22 como sendo mais importante que quaisquer outros títulos do Tricolor. Que o clube da Azenha é maior que qualquer jogo de Segunda Divisão, não importando o contexto.

Pois bem, não sou só eu que penso assim… No Blog do Wianey de ontem, o renomado colunista da Zero Hora reclama exatamente disto: que a diretoria do Grêmio dá mais valor para o título da Série B 2005 (conquistado pela atual gestão) do que para o que os gremistas chamam de Mundial (em 1983, da gestão Fábio Koff).

Basta ver as homenagens no dia 26 de novembro em comparação com as do Mundial ontem.

Postado por Alexandre Perin

Retrospectiva Grêmio 2007, parte II: Brasileirão

12 de dezembro de 2007 0

Com algum atraso, vamos continuar a retrospectiva da Dupla Gre-Nal na temporada 2007. O assunto agora é o Campeonato Brasileiro. Começamos com o Grêmio, que terminou em 6º lugar e acabou fora da zona Libertadores, depois de muitas rodadas na zona de classificação.

Podemos considerar que o Grêmiotenha tido dois Campeonatos Brasileiros diferentes. Um deles até o jogo contra o Atlético-MG, na 29º rodada. E outro nas últimas 10 partidas. Nos primeiros 28 jogos, foram 14 vitórias, 5 empates, 9 derrotas, aproveitamento de 55,5%, o que deixaria o Tricolor em 2º lugar. Daquele jogo em diante foram apenas 3 vitórias contra 2 empates e 5 derrotas: 36,6% de aproveitamento, algo que rebaixaria o time atrás do Corinthians, na 18º colocação.

E o que fez o Grêmio cair tanto de rendimento? É verdade que, após a Libertadores, o Tricolor deixou de contar com 5 jogadores que eram peças vitais na Libertadores: Lucas, Carlos Eduardo e Lúcio (todos negociados), Teco (machucado), além do eficiente reserva Bruno Telles (igualmente machucado).

As reposições não foram satisfatórias: Rodrigo Mendes nem jogou, Hidalgo foi o mesmo do Inter, Bustos não correspondeu à expectativa assim como Marcel e Jonas, enquanto Marreta e Labarthe nem deveriam ter sido contratados. Para completar, a saída de Gavilán do time pelo excesso de estrangeiros, além do apoio irrestrito em Sandro Goiano, Labarthe e Ramón fecharam a lista de equívocos graves do treinador Mano Menezes.

Porém isto só não foi suficiente, pois todos estes jogadores já estavam no Grêmio bem antes do dito jogo contra o Atlético-MG. No meu ponto de vista, antes deste jogo vi várias matérias falando do planejamento para a Libertadores 2008, já praticamente considerando o Grêmio classificado. É verdade que a fase era boa, mas faltavam 10 rodadas.

Sinceramente vi uma desmobilização no time… Os públicos também diminuíram no Olímpico. Questões extra-campo, sempre bem administradas por Odone e Pelaipe, desta vez prejudicaram: as confusões antes e durante o jogo contra o Palmeiras, e as cenas lamentáveis de violência depois do jogo contra o Atlético-PR.

Tudo isto somado à ridícula campanha gremista jogando como visitante (apenas 3 vitórias fora do RS), custaram uma vaga na Libertadores e adiando o sonho do Tri para depois de 2008.

Os reflexos: saída de Mano Menezes após dois anos e meio, e uma total reformulação no elenco. Diversos jogadores estão deixando o clube (Patrício, Nunes, Pereira, Sandro Goiano, , e outros tem sua permanência improvável (Diego Souza, Tuta, Saja, Bustos).

O técnico e o time de 2008 são incógnitas. Pode dar tudo certo. E pode dar tudo errado. A certeza é que o Grêmio está incerto…

Postado por Alexandre Perin