Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de dezembro 2007

Cena ridícula no Passo D`Areia

19 de dezembro de 2007 17

Inadmissível a cena vista ontem no estádio Passo D%27Areia, durante a final do Campeonato Brasileiro Sub-20 entre Internacional e Cruzeiro. No retorno do intervalo, algum idiota achou por bem jogar uma bomba (mais sonora que perigosa em si) ao lado do goleiro do Cruzeiro. Não satisfeito, jogou mais duas no mesmo local. O intervalo durou mais de 30 minutos, esfriando o Inter, em uma cena lamentável transmitida para todo o Brasil pelo SPORTV.

Em um jogo pacífico, repleto de torcedores com família, etc, o que faz pessoas ignorantes assim? É para aparecer? E o pior que a Popular, que normalmente faz um espetáculo belíssimo no Beira-Rio, acabou acobertando o vândalo, pois ele não foi entregue para a Brigada Militar.

Além da Popular ter sido vaiados pelo resto dos torcedores, o incidente diminuiu o embalo do time (que terminou melhor o primeiro tempo) e fez uma parte da torcida parar de cantar no segundo tempo.

Para piorar, tem gente que defende este tipo de comportamento %22intimidatório%22, dizendo que %22Libertadores é Guerra%22, etc… Mais ridículo ainda.

1º) Foi tão intimidatório que quem acabou perdendo o segundo tempo foi o Internacional
2º) Não precisaram disto para ganhar a Libertadores e o Mundial ano passado
3º) Todo e qualquer ato em apoio a ações violentas merece desprezo

Que 2008 tenha menos idiotas em campo e que os demais torcedores tenham coragem de dedurar quem fizer bobagem!

Postado por Alexandre Perin

Nenê hoje vale 7 milhões de reais

17 de dezembro de 2007 0

Quem se lembra do zagueiro Nenê? Se viram o Mundial de Clubes da FIFA, perceberam ele atuando no Urawa Red Diamonds, terceiro colocado no torneio.

Ele foi comprado pela parceria ISL para o Grêmio por um valor em torno de 3 milhões de dólares junto ao Corinthians. O Grêmio pagou uma parte e restou 50% de saldo. No Grêmio não deixou saudades, saiu do clube no ano seguinte.

Porém a ISL faliu, o Grêmio não conseguiu pagar e a história foi para a justiça. Com juros e custas judiciais, o valor foi fechado e é irrecorrível: aproximadamente 7 milhões de reais.

O Grêmio não tem este valor, e o Corinthians (em sérias dificuldades financeiras também por causa de uma parceria, esta com a obscura e corrupta MSI) quer o valor o mais rápido possível.

Postado por Alexandre Perin

Fifa considera Corinthians o primeiro clube campeão mundial

16 de dezembro de 2007 14

Joseph Blatter, presidente da FIFA, confirmou neste domingo que, para a entidade, só ocorreram quatro Mundiais de Clubes. Ao contrário do que o mané do Galvão Bueno falou durante do jogo de hoje, a FIFA não reconheceu o Corinthians como sexto time brasileiro campeão do mundo, e sim como o terceiro, desconsiderando a antiga Copa Intercontinental, que só reunia os campeões europeus e sul-americanos.

Antes da final de Milan x Boca Juniors em Yokohama, Blatter declarou: %22O campeão do primeiro Mundial de Clubes da FIFA é o Corinthians%22. O Comitê Executivo tomou a decisão e é definitiva%22.

O Mundial de Clubes realizado pela FIFA desde 2000 substituiu a Copa Intercontinental, da qual participavam os campeões da Liga dos Campeões e da Taça Libertadores da América. Mas a entidade não considera as edições da Copa, que acontece desde 1960, como competições oficiais.

Com a goleada de hoje de 4×2 sobre o Boca Juniors, o italiano Milan se tornou o primeiro europeu campeão do mundo. A relação de títulos reconhecidos pela FIFA está descrita abaixo:

2000 (Brasil): Corinthians
2005 (Japão): São Paulo
2006 (Japão): Internacional
2007 (Japão): Milan

Confira a matéria completa em ZeroHora.com

Postado por Alexandre Perin

Retrospectiva Inter 2007, parte II: Brasileirão

15 de dezembro de 2007 0

Ao contrário do Grêmio, que teve dois Brasileirões distintos, acredito que o Internacional tenha tido três competições diferentes. Uma com o Gallo, outra com Abel e sem resultados e muitos desfalques, e a terceira com Abel e muitos desfalques.

Porém, de qualquer maneira o Campeonato Brasileiro de 2007 do Internacional foi muito abaixo da expectativa. Pela primeira vez em 5 anos de pontos corridos, o clube ficou atrás do Grêmio e também foi a pior colocação final neste mesmo período: 11º lugar. A melhor classificação do Inter durante o Brasileiro foi apenas o 5º lugar e nenhum jogador colorado se sobressaiu individualmente na competição.

O Brasileirão começou para o Inter já sob pressão: 7º no Gauchão, eliminado na Libertadores, o Colorado trocava o campeão do mundo Abel Braga pelo novato técnico Alexandre Gallo, campeão pernambucano no Sport. Reforços para o time? Apenas Marcão (Atlético-PR), e os desconhecidos Magal, Adriano, Luciano Henrique, Jonas, Mineiro e Douglão.

Nada empolgante. O início foi ainda pior: o time começou perdendo os três primeiros jogos, incluindo uma goleada de 3×0 contra os reservas do Flu. Perdeu ainda o primeiro jogo da Recopa (que iremos falar depois), e começou na lanterna. Se recuperou aos poucos, porém sempre com muitas mexidas no esquema e no time, e opções técnicas (Magal, Maycon) no mínimo questionáveis.

Para completar, Gallo barrou sem explicações Clemer e Rubens Cardoso, administrou mal o relacionamento com o sempre reclamão Christian e azedou o clima com a torcida. Sua única boa sequência foram três vitórias seguidas, incluindo um retumbante 5×1 no Sport em Recife.

Mas outros resultados péssimos, somados à total falta de sintonia com a torcida e falta de convicções em suas declarações custaram seu cargo na 18º rodada. Ah, e já sem Alexandre Pato (vendido ao Milan por US$ 20 milhões). E quem foi o novo técnico?

Que novo nada, dê-lhe Abelão de volta! 104 dias após deixar o Inter, ele voltou nos braços da torcida. Porém Abel não começou bem, apesar de uma vitória de 1×0 no primeiro jogo contra o Goiás, o Inter não engrenou. Alternava alguns bons e maus resultados.

Reforços de talento chegaram, como o pulmão argentino Giñazu, o ótimo volante Magrão, o atacante Gil e o zagueiro uruguaio Sorondo. Lesões no time titular e alguns tropeços inexplicáveis deixavam a torcida irritada.

Partidas como o 1×1 contra o Náutico em Recife com um jogador a mais e perdendo um pênalti (com o batedor oficial Alex deixando para Christian bater e errar) quando estava 1×0 ou a derrota no Gre-Nal jogando muito mal. E ainda levar gol de empate do Corinthians aos 41 do 2º tempo, e mais dois gols do Atlético-MG nos últimos 5 minutos depois de estar vencendo por 2×0 mostravam que o time em nada evoluíra.

Então algo aconteceu, curiosamente na derrota para o São Paulo. Ali o Inter 2008 surgiu. Em um jogo que foi claramente prejudicado pela arbitragem, mesmo com desfalques merecia ter vencido o líder. Alguns jogos ruins ainda se seguiram, como a derrota para o Paraná e o pavoroso empate contra o Sport no Beira-Rio, mas havia algo diferente no time.

Mais um reforço estreou: Nilmar jogou contra o Vasco e deu show, na vitória colorada de 2×1. O Inter venceria três jogos seguidos e perderia na última rodada, em um jogo desinteressado contra o Goiás em Goiânia (azar do Corinthians). Em resumo, o 11º lugar foi a síntese do decepcionante ano do Inter, um time muito melhor que mostrou ser no ano.

RECOPA SUL-AMERICANA:

O auge da temporada. Por ser campeão da Libertadores, o Internacional disputou o título da Recopa Sul-Americana contra o mexicano Pachuca, campeã

Postado por Alexandre Perin

Há um ano: Inter vence Al-Ahly e chega a decisão

13 de dezembro de 2007 0

Exatamente no dia de hoje, mas há um ano atrás, o Internacional bateu o egípico Al-Ahly por 2×1 (veja a matéria completa no Clic) e se classificou para a final do Mundial de Clubes da FIFA. No estádio Nacional de Tóquio, o Colorado começou o jogo bem, mas sofreu o empate e suou para marcar mais um contra os bicampeões africanos garantir seu lugar na finalíssima, contra adversário até então indefinido (no dia seguinte todos viram o Barcelona golear e dar espetáculo sobre o América-MÉX por 4×0).

O Inter começou o jogo tranquilo e fez 1×0 logo a 22 minutos: Alexandre Pato aproveitou rebatida errada da defesa africana e só tocou na saída do goleiro para fazer 1×0. Com este gol, aos 17 anos e dois meses, Pato se tornava o mais jovem goleador de uma competição continental da FIFA. Era somente seu segundo jogo como profissional e ele comemorou homenageando seu amigo Tales, hoje destaque das categorias de base do colorado.

Inexplicavelmente, o Colorado foi recuando bastante. Em especial, os volantes Edinho e Wellington Monteiro faziam péssima partida e erravam muitos passes (compensariam na final). O Al-Ahly pressionou e quase empatou duas vezes no final da primeira etapa, em chutes do talentoso meia Aboutrika: uma no poste e a outra Clemer fez defesaço.

No segundo tempo, o Inter perdeu o peruano Hidalgo, lesionado e substituído por Rubens Cardoso. Então um lance que marcou a competição: Pato recebeu na lateral, a bola subiu e ele foi fazendo embaixadinhas com o ombro, cavando um escanteio. Espetacular, repetido diversas vezes no telão do estádio para deleite dos japoneses. Porém logo depois, Clemer rebateu mal uma bola na defesa, cedendo lateral. O Al-Ahly bateu rápido e o angolano Flávio, pegando a zaga colorada fora do lugar, empatou de cabeça, 1×1.

Nervoso, o Inter foi para cima em busca do segundo gol. Abel tirou Pato, com câimbras, e colocou Luis Adriano, que até então não havia feito gol pelo profissional. Foi o garoto da Vila Bom Jesus que decidiu o jogo com uma cabeçada indefensável, aos 26 minutos fazendo 2×1 para o Inter. O Colorado ainda teve boas chances, enquanto os egípcios não assustaram, final 2×1.

Quatro dias depois, o Internacional decidiria sua história contra o poderoso Barcelona. Mas isto é assunto para domingo…

Vejam um compacto com os melhores momentos do jogo:



Veja aqui o especial do ClicRBS: %22Inter no Topo do Mundo%22

Postado por Alexandre Perin

Mundial: africanos e asiáticos engrossam nas semis

12 de dezembro de 2007 3

Definitivamente não concordo com a coluna de ontem do Paulo Roberto Falcão, quando ele falou que o Mundial de Clubes da FIFA é uma competição que sempre vai ter europeus e sul-americanos na final. Em três edições até o momento, em todas nas semifinais o time campeão da América do Sul venceu por 1 gol de diferença e passou muito sufoco.

O ano é 2005. O franco favorito São Paulo pega o saudita Al-Itthad. Era para passar fácil porém… Al-Itthad na frente! O Tricolor Paulista empata no primeiro tempo. Ele vira para 3×1 no segundo tempo, mas os árabes ainda descontam e dão sufoco no final. O São Paulo passa e ganha do Liverpool, sagrando-se campeão mundial. Mas não foi nada fácil.

No ano seguinte, era a vez do Internacional, favorito disparado, enfrentando o egípcio Al-Ahly, bicampeão continental africano. Outro jogo duríssimo, o Inter saiu na frente mas o o time da África empatou no início do segundo tempo. Nos minutos finais, o Colorado fez 2×1 e chegou à finalíssima, quando venceria o Barcelona e se sagraria campeão mundial. Igualmente foi complicado. E muito.

E hoje? Mesma coisa! O Boca Juniors pegou o tunisiano Etohe du Sahel, campeão africano e que havia surpreendido o mexicano Pachuca, campeão da CONCACAF. Todos esperavam uma vitória tranquila, mas… No primeiro tempo, o Boca teve uma única chance e fez 1×0 já no final da etapa, enquanto o goleiro argentino salvou o empate logo depois. Na etapa final os dois times tiveram várias chances, o Boca Juniors teve Vargas expulso e o Etohe ficou muito perto de empatar o jogo e levar para a prorrogação. Mais um sufoco!

Ah, e eu vi o japonês Urawa Red Diamonds no domingo. É muito bom time. O Milan que se cuide…

Em três edições, três sofrimentos passados pelos sul-americanos nas semifinais. Amanhã pode ser um europeu. Tudo que os demais continentes precisavam era a chance de mostrar seu valor. E estão mostrando.

Postado por Alexandre Perin

O Wianey Carlet também concorda comigo

12 de dezembro de 2007 1

No post de ontem, falando sobre os 24 anos da Copa Intercontinental do Grêmio, citei que achava um absurdo ousar comparar a %22Batalha dos Aflitos%22 como sendo mais importante que quaisquer outros títulos do Tricolor. Que o clube da Azenha é maior que qualquer jogo de Segunda Divisão, não importando o contexto.

Pois bem, não sou só eu que penso assim… No Blog do Wianey de ontem, o renomado colunista da Zero Hora reclama exatamente disto: que a diretoria do Grêmio dá mais valor para o título da Série B 2005 (conquistado pela atual gestão) do que para o que os gremistas chamam de Mundial (em 1983, da gestão Fábio Koff).

Basta ver as homenagens no dia 26 de novembro em comparação com as do Mundial ontem.

Postado por Alexandre Perin

Retrospectiva Grêmio 2007, parte II: Brasileirão

12 de dezembro de 2007 0

Com algum atraso, vamos continuar a retrospectiva da Dupla Gre-Nal na temporada 2007. O assunto agora é o Campeonato Brasileiro. Começamos com o Grêmio, que terminou em 6º lugar e acabou fora da zona Libertadores, depois de muitas rodadas na zona de classificação.

Podemos considerar que o Grêmiotenha tido dois Campeonatos Brasileiros diferentes. Um deles até o jogo contra o Atlético-MG, na 29º rodada. E outro nas últimas 10 partidas. Nos primeiros 28 jogos, foram 14 vitórias, 5 empates, 9 derrotas, aproveitamento de 55,5%, o que deixaria o Tricolor em 2º lugar. Daquele jogo em diante foram apenas 3 vitórias contra 2 empates e 5 derrotas: 36,6% de aproveitamento, algo que rebaixaria o time atrás do Corinthians, na 18º colocação.

E o que fez o Grêmio cair tanto de rendimento? É verdade que, após a Libertadores, o Tricolor deixou de contar com 5 jogadores que eram peças vitais na Libertadores: Lucas, Carlos Eduardo e Lúcio (todos negociados), Teco (machucado), além do eficiente reserva Bruno Telles (igualmente machucado).

As reposições não foram satisfatórias: Rodrigo Mendes nem jogou, Hidalgo foi o mesmo do Inter, Bustos não correspondeu à expectativa assim como Marcel e Jonas, enquanto Marreta e Labarthe nem deveriam ter sido contratados. Para completar, a saída de Gavilán do time pelo excesso de estrangeiros, além do apoio irrestrito em Sandro Goiano, Labarthe e Ramón fecharam a lista de equívocos graves do treinador Mano Menezes.

Porém isto só não foi suficiente, pois todos estes jogadores já estavam no Grêmio bem antes do dito jogo contra o Atlético-MG. No meu ponto de vista, antes deste jogo vi várias matérias falando do planejamento para a Libertadores 2008, já praticamente considerando o Grêmio classificado. É verdade que a fase era boa, mas faltavam 10 rodadas.

Sinceramente vi uma desmobilização no time… Os públicos também diminuíram no Olímpico. Questões extra-campo, sempre bem administradas por Odone e Pelaipe, desta vez prejudicaram: as confusões antes e durante o jogo contra o Palmeiras, e as cenas lamentáveis de violência depois do jogo contra o Atlético-PR.

Tudo isto somado à ridícula campanha gremista jogando como visitante (apenas 3 vitórias fora do RS), custaram uma vaga na Libertadores e adiando o sonho do Tri para depois de 2008.

Os reflexos: saída de Mano Menezes após dois anos e meio, e uma total reformulação no elenco. Diversos jogadores estão deixando o clube (Patrício, Nunes, Pereira, Sandro Goiano, , e outros tem sua permanência improvável (Diego Souza, Tuta, Saja, Bustos).

O técnico e o time de 2008 são incógnitas. Pode dar tudo certo. E pode dar tudo errado. A certeza é que o Grêmio está incerto…

Postado por Alexandre Perin

Há 24 anos: Grêmio conquista seu maior título no Japão

11 de dezembro de 2007 2

No dia 11 de dezembro de 1983, o Grêmio conquistou o maior título de sua história. Comandado pelo controverso Valdyr Espinosa (na época Valdir) e com jogadores com um altíssimo quilate, como Mário Sérgio, Paulo César Caju e especialmente Renato Portaluppi, há exatos 24 anos o Tricolor bateu o Hamburgo, da Alemanha, por 2×1 na prorrogação e conquistou o inédito título da Copa Intercontinental.

Dois gols de Renato só coroaram a superioridade gremista, apesar de Schroder ter empatado no final do tempo regulamentar levando para o tempo extra. A conquista, no estádio Nacional de Tóquio, foi muito comemorada pelos azuis, que haviam conquistado sua primeira Libertadores poucos meses antes.

O capitão Hugo de León com a taça, e ao fundo o dirigente Saul Berdichéviski/reprodução: site oficial Grêmio

Bom, vamos ao jogo de Tóquio: em 1983, o Hamburgo havia batido a italiana Juventus na final européia e se sagrado campeão europeu. A Juve tinha atletas do porte do mítico francês Michel Platini, dos campeões mundiais Dino Zoff, Paolo Rossi, Gaetano Scirea, Antonio Cabrini, Claudio Gentile e Rodolfo Bettega e ainda da estrela polonesa Zbigniew Boniek.

Baseado em uma forte marcação, contra-ataque e um time compacto, a equipe alemã (única  que jamais foi rebaixada), chegava credenciada para a partida contra o Grêmio e tinha como destaque o meia Félix Magath. O time era treinado pela lenda austríaca Ernst Happel.

Hamburgo chegou a ficar 36 jogos invicto no Alemão (recorde até hoje), mais deum ano entre janeiro de 82 e janeiro de 83, porém seu título continental foi uma grande zebra, já que só havia superado adversários menores como o alemão oriental Dynamo Berlim, o grego Olympiakos, o espanhol Real Sociedad e ainda o Dínamo Kiev, então pela União Soviética. Na época, o favorito era o inglês Liverpool, mas o time deDalglish, Rush, Souness foi eliminado em uma zebra histórica pelo campeão polonês Widzew Łódź.

Na época comandado pelo que se tornaria o maior dirigente de sua história, o presidente Fábio Koff, o Tricolor se preparou com afinco para a decisão. Após a Libertadores, manteve a espinha dorsal do time gremista e contratou dois jogadores entre os melhores do mundo, do nível de Seleção Brasileira (e numa época de craques como Falcão, Sócrates, Zico e Éder, e não de Afonso, Vágner Love como vemos atualmente).

O ex-colorado Mário Sérgio e o habilidoso meia Paulo César Cajú se somaram ao time que tinha o capitão uruguaio Hugo de León, o lateral Paulo Roberto, o atacanteTarcísio (um baluarte tricolor, jogador que mais defendeu o time da Azenha em todos os tempos e o que mais fez gols pelo Grêmio) e, claro, Renato: o maior jogador doGrêmio em todos os tempos.

O JOGO:

O Hamburgo começou pressionando e criou as primeiras oportunidades. Aos poucos, o Grêmio foi encaixando a marcação e aos 31 minutos, Tarcísio perdeu ótima chance.

Cinco minutos depois, o gol: um lançamento de Caju caiu nos pés de Renato. Este conduziu a bola até a linha de fundo, quando deu um drible espetacular no defensor Schröder e chutou, quase sem ângulo, Grêmio 1×0.

No segundo tempo, o Grêmio começou bem melhor e perdeu várias chances de ampliar, a melhor delas com Renato, que sofreu pênalti claro aos 12 minutos de jogo, falta de Hyeronimous que não foi marcada pelo árbitro francês Michel  Vautrout.

O jogo dali em diante se resumiu a levantamentos para a área gremista, em um delesJakobs quase empatou para o Hamburgo. Já o Grêmio perdeu a chance de matar a partida com Caio, duas vezes parado pelo goleiro Stein. Faltando um minutos o castigo: em uma falta lateral, o zagueiro Schröder recebeu livre e fuzilou Mazaropi, gol do Hamburgo, empate e 1×1.

Porém, em melhor condições físicas e táticas (o Hamburgo, que já havia esgotado as duas substituições regulamentares, tendo levado apenas 14 jogadores para Tóquio). Por ter mais qualidade técnica, o Tricolor sobrou no tempo extra: Aos três minutos, Renato fez novamente jogada individual e driblou Schröder de novo antes de chutar, gol do Grêmio e 2×1. Dois minutos depois, Magath quase empatou para os alemães ocidentais.

Hamburgo, exausto em campo, se limitou a ‘chuveirar’ bolas na área gremista, sem sucesso até o final dos 30 minutos de prorrogação. Vejam os gols na narração de Galvão Bueno:

Fim de papo, Grêmio campeão!

Vejam a retrospectiva oficial no site do Grêmio

Choro, festa no Japão e no Brasil. Milhares de gremistas comemoraram toda a madrugada nas ruas de todo o estado e no retorno dos campeões à Porto Alegre, com direito a caminhão de bombeiros e centenas de homenagens oficiais, ou de singelas lembranças de torcedores.

Vejam imagens da chegada à Porto Alegre:

Postado por Perin, direto do Túnel do Tempo às 15h30

Parabéns Grêmio: hoje é seu dia!
O dia mais importante da maior conquista de sua história centenária!

11 de dezembro, o dia mais azul de todos!

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Sim, sei que vão discutir comigo o porquê de não chamar título de campeão mundial, mas não entrar em polêmica. O torneio entre o campeão europeu e o campeão sul-americano era o título mais importante disputado na época. Ponto indiscutível e inquestionável.

Estou utilizando a nomenclatura utilizada pela FIFA, pelo RSSSF e pela IFFHS, as três mais importantes instituições de documentação do futebol mundial. Os grandes clubes mundiais  como Manchester United, Milan, Juventus, Real Madrid, Boca Juniors, exceto os brasileiros, se referem ao título como “Copa Intercontinental” em seus sites oficiais.

Mais importante: considero um desprezo para com a Copa Intercontinental a deturpação do nome. Não existia nada mais importante que ela até 2004 para ser conquistada por um time, brasileiro ou europeu. Sendo assim, é uma forma de menosprezar a importância da mesma mudar o nome.

Da mesma maneira que considero uma heresia achar que a “Batalha dos Aflitos” seja um jogo mais importante que quaisquer das conquistas tricolores, sejam Copas do Brasil, Campeonatos Brasileirão, Taça Libertadores ou Copa Intercontinental.

O Grêmio é maior que um jogo da Segunda Divisão, quaisquer que seja o contexto.

Tragédia inédita, negligência repetida

09 de dezembro de 2007 2

Infelizmente faleceu neste domingo o piloto Rafael Sperafico após acidente na 6º volta da última etapa da Stock Car Light Brasil em Interlagos-SP. Ele saiu da pista na curva do Café, bateu no guard-rail, voltou para pista e foi acertado em cheio, de lado, pelo piloto Renato Russo (que sofreu ferimentos leves).

O piloto morreu instantaneamente, após grave traumatismo crânio-encefálico e múltiplas fraturas pelo corpo. De 26 anos, Rafael era primo dos gêmeos Rodrigo e Ricardo Sperafico, que correm na divisão principal da Stock Car.

O que me impressionou é que este acidente não foi o primeiro ali. Em 1999, no GP do Brasil de F-1, o estreante francês Stepháne Sarrazin bateu sua Minardi EXATAMENTE da mesma maneira. E em 8 anos, NADA mudou em Interlagos para melhorar a segurança em um dos pontos mais rápidos da pista.

Olhem o vídeo abaixo e reparem que:

1º) Foi na mesma curva
2º) A velocidade foi ainda maior
3º) Nada mudou na área de escape: continuou ridícula
4º) Se tivesse um carro atrás, tinha dividido o carro de Sarrazin no meio
5º) Provavelmente não mexeram no traçado pois teriam que gastar muito em uma nova arquibancada, mais distante da pista

Esperamos que agora melhorem a segurança lateral do chassis da Stock Car, e que coloquem área de escape naquela curva.

Que a vida de Rafael não tenha sido em vão.

Postado por Alexandre Perin, de luto