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Posts do dia 26 janeiro 2008

Higuita voltou!

26 de janeiro de 2008 3

René Higuita, o polêmico, maluco, comprometido mas inesquecível goleiro colombiano, está retornando aos gramados. Isto foi informado na coluna %22Bola Dividida%22, do amigo Mário Marcos de Souza na ZH de quinta-feira. O baixo goleiro colombiano surgiu para o futebol atuando pelo Nacional de Medellín no final dos anos 80.

Adorava sair driblando atacantes e jogar adiantado, quase como zagueiro. Higuita levou muitos gols por bobagens assim, mas também ficou marcado por lances memoráveis. No final de carreira, se envolveu com o narcotráfico (como quase todos os jogadores famosos da Colômbia) e ficou mais de um ano suspenso por doping. Depois foi preso por envolvimento com tráfico de drogas. Mas, como Sílvio Caldas e Romário que sempre adiavam suas aposentadorias, ELE VOLTOU!

Com sua cabeleira e bigode inconfundíveis, Higuita capitaneou o Nacional campeão da Libertadores de 1989 (o primeiro título continental colombiano). E, com uma antológica atuação na final da Copa Intercontinental contra o Milan (sim, AQUELE Milan), segurou o empate até os 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando o volante Alberigo Evani marcou um golaço de bicicleta e garantiu a suadíssima vitória italiana por 1×0.

Se vocês acham isto pouco, olhem o time do Milan: Baresi, Maldini, Costacurta, Donadoni, Ancelotti, Rikjaard, Van Basten e só não tinha o Gullit porque este estava machucado…

Depois disto, Higuita ficou famoso pela parte negativa: nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1990, ele tentou sair driblando o craque camaronês Roger Milla quando a Colômbia vencia Camarões por 1×0. Porém Higuita perdeu a bola, levou o gol e levou o jogo para a prorrogação. Na prorrogação, Milla fez outro e garantiu a classificação camaronesa para as quartas-de-final do Mundial. Higuita voltou para casa, ridicularizado e execrado. Vejam o vídeo do lance:

Na Copa de 1994, o goleiro não aprontou nada na pavorosa campanha colombiana, eliminado ainda na primeira fase. Deixou isto para um amistoso contra a Inglaterra em Wembley, empate em 1×1. Quase ao final da partida, o maluco fez uma defesa acrobática, que ele apelidou de %22Defesa Escorpião%22. Confiram a bizarrice da defesa:

A história dele ainda se confunde com a história do Grêmio. Na Libertadores 1995, ele era o goleiro titular do Nacional de Medellín, derrotado na decisão pelo tricolor gaúcho. Na final, Higuita teve atuação ruim, falhando de forma grotesca no terceiro gol tricolor, marcado por Paulo Nunes. No jogo de volta, um empate em 1×1 e Higuita viu Adílson se tornar o %22Capitão América%22 ao levantar a taça.

Estes lances podem resumir a síntese do goleiro colombiano René Higuita, uma mistura de louco com frangueiro com carismático. Uma das personagens do século XX no futebol mundial.