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O outro lado dos multimilionários donos de clube

27 de janeiro de 2008 1

Você já pensou na situação: hoje seu clube está na Bolsa de Valores. Amanhã, um bilionário qualquer vai lá e compra todas as ações e se torna o único dono de sua equipe.

Pois bem, isto tem acontecido frequentemente no futebol europeu, particularmente na Itália e na Inglaterra. Nestes países, os principais clubes possuem um único dono, responsável pelas finanças, investimentos e muitas vezes, pelas contratações de suas equipes. Na Alemanha e na Espanha prevalece o modelo brasileiro, de presidentes eleitos por sócios ou por juntas de dirigentes/conselheiros/acionistas.

Recentemente, a maioria dos grandes clubes ingleses mudou de dono. Chelsea, Liverpool e Manchester United, além dos medianos Manchester City e West Ham United, foram adquiridos por magnatas ou grupos de investimento. O Manchester United deixou de estar na Bolsa de Valores ao ser comprado por um bilionário norte-americano.

Na Itália, Fiorentina, Napoli, Parma e Lazio faliram por causa de dirigentes corruptos e agora pertencem a novos donos (ou a torcida, no caso da Fiorentina). A Roma penou, mas manteve seu presidente Franco Sensi e hoje caminha por águas serenas. Os gigantes Milan (financeira Fininvest), Inter (petrolífera Saras) e Juventus (montadora Fiat) não possuem preocupações financeiras mais sérias…

E qual é o outro lado? Se o West Ham foi comprado por um bilionário islandês, de reconhecida idoneidade, o Man City foi comprado por um milionário tão corrupto que foi expulso e condenado na Tailândia.

Apesar das suspeitas, o russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, é tão podre de rico que fica difícil quaisquer acusações (hoje ele é um dos 10 seres humanos mais ricos do planeta). Isto sem contar a MSI, dos mafiosos russos, georgianos e iranianos no Corinthians e sua tentativa frustrada de assumir o West Ham…

Lembram da Hicks, Muse, Tate & Furst? A HTMF era a parceira de Corinthians e Cruzeiro no início deste milênio, e deixou o futebol brasileiro pouco depois do início de suas operações. Pois bem, o fundo norte-americano de investimentos se dividiu e uma parte (Hicks) capitaneou a compra do controle acionário do Liverpool.

O que aconteceu? O grupo deu um passo maior que a perna e se complicou muito financeiramente. Quase foi obrigado a vender para honrar um empréstimo com um banco. Somente esta semana conseguiu garantias financeiras para seguir os planos de investir no time e expandir o novo estádio do Liverpool.

O poderoso clube inglês tem sofrido na atual temporada graças às muitas intervenções da diretoria, que inclusive já admitiu ter sondado Jurgen Klinsmann para assumir o controle no lugar do técnico Rafa Benítez. Isto irritou bastante a torcida dos %22Reds%22, assim como o grupo de jogadores. O resultado desta baderna política é a irregular campanha do Liverpool, atual vice-campeão europeu, na Liga dos Campeões, e sua medíocre campanha no Inglês: sexto colocado quase 20 pontos atrás dos líderes.

Claro que a maior parte dos presidentes que compraram clubes fizeram algo de especial. O Chelsea estava falido até Ken Bates comprar por 1 libra, e era um clube de porte médio quando foi comprado por Abramovich. Times pequenos como o Reading, Fulham e Wigan (e o Watford, de Sir Elton John) são hoje conhecidos por donos que investiram muita grana em times modestos, que hoje se firmam na zona intermediária.

Confesso não ter opinião formada. Não me atrai a idéia de um clube sem grana para investir e atolado em dívidas. Porém, também detesto a idéia de ter o controle de um time com milhões de torc

Postado por Alexandre Perin

Comentários (1)

  • Luís Felipe diz: 28 de janeiro de 2008

    lembrei de outros dois clubes que também foram à falência por conta de seus donos, o Torino, de Cimminelli (que hoje é persona non grata na cidade de Turim) e o Como, de Enrico Preziosi, que hoje é dono do Genoa.

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