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Posts do dia 29 janeiro 2008

Informática na Fórmula 1 2008

29 de janeiro de 2008 0

Este texto não é meu, mas achei bem interessante. É sobre o impacto das mudanças impostas pela FIA para a temporada 2008 de Fórmula 1 (com o objetivo de reduzir custos). Por ser da minha área profissional, achei legal ver que vão ser intensificados os gastos em TI para redução de preços no desenvolvimento dos carros.

Parece besteira e alienado da realidade, mas lembremos que, assim como as guerras, o esporte é uma das principais alavancas de desenvolvimento tecnológico (freios a disco, refrigeração a ar, etc, foram desenvolvidos primeiramente em corridas e só depois em carros de passeio).

%22Ao mesmo tempo em que as novas diretrizes da FIA exigem mais dos pilotos nas pistas, equipes também vão precisar ainda mais de recursos da tecnologia da informação.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTEWORLD


Que a Fórmula 1 é um dos esportes que mais usa recursos tecnológicos para ser realizada não é novidade. O que muitos não sabem é que mais do que a tecnologia propriamente dita dos carros e para a comunicação com a equipe nos chamados %22boxes%22, estão recursos que se valem da TI.

As novas regras impostas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a temporada 2008, inclusive, restringem o uso de tecnologias mecânicas durante as corridas e exigem a necessidade de criação de softwares e investimentos em TI para manter os avanços. E isso faz com que a TI se envolva ainda mais na rotina das equipes.

O propósito dessas novas regras é aumentar a competitividades das equipes, incentivar as ultrapassagens e expor mais a responsabilidade e demonstração de talento dos pilotos.

Entretanto, o nível de avanço dos testes de carros nos %22túneis de vento%22, que existem para que se teste o máximo nível de precisão dos carros com o mínimo de arrasto, faz com que os carros sejam tão bons em aerodinâmica que poucas ultrapassagens são vistas atualmente.

%22Em uma competição em que todas as equipes têm os mesmos pneus, motores e tudo mais, o maior diferencial é justamente a aerodinâmica%22, afirma o especialista em F1, Lívio Oricchio.

Diante disso, a FIA proibiu os testes nesses túneis e esse é um dos primeiros exemplos de como a TI poderá atuar a favor das equipes. Até hoje, poucos softwares simuladores desses túneis de vento haviam sido desenvolvidos, porque o número de variáveis dessas situações é tão grande que os modelos matemáticos não conseguem atingir a precisão de um teste real. %22E mesmo na prática, cada equipe tem três turnos de oito horas cada para realização de testes e ganho de segundos nas corridas%22, explica.

Agora, entretanto, como os testes foram proibidos, as equipes estão sem alternativas e irão investir forte nesses softwares simuladores. O consultor sênior da Altran – consultoria em tecnologia e inovação – Olivier Guillaud, membro da equipe ING Renault F1, explica que com as novas exigências, boa parte dos profissionais terão de se dedicar à análise de dados.

Segundo ele, cada carro possui cerca de duzentos sensores e será fundamental estudar as informações e correlacionar fatos, o que antes não era especialidade dos engenheiros da F1.

Além disso, o profissional diz que agora as equipes precisarão aprender a coletar e analisar dados, em tempo real, durante os períodos de testes oficiais e treinos. Só assim poderão usar estas informações para aumentar o desempenho de seus pilotos.

O acumulo desses dados, entretanto, vai exigir que as equipes invistam em data centers de alta capacidade e, além disso, em supercomputadores. A BMW-Sauber, por exemplo, revelou ainda no ano passado a adoção de um supercomputador, batizado de Albert 2.

A equipe suíça adotou o equipamento para desenvolver os complexos componentes de aerodinâmica para o seu carro da temporada. Usando um processo chamado Computational Fluid Dynamics (CFD), a equipe po

Postado por Alexandre Perin