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A "Era Dunga" e suas contradições

12 de fevereiro de 2008 5

É curioso o %22reinado%22 de Dunga no comando da Seleção Brasileira. Até agora em quase dois anos de trabalho o capitão do Tetra venceu 17 jogos, empatou seis e perdeu somente duas partidas (Portugal e México).

A despeito de alguns amistosos lamentáveis contra Kuwait e Argélia, o Brasil já enfrentou times de primeira grandeza no futebol mundial. Goleou a arquirrival Argentina duas vezes, incluindo na final da Copa América. Além disto, bateu times que não vencia há muito tempo, como o Uruguai em um jogo de Eliminatórias, a Irlanda semana passada e o próprio México.

Porém… O time não empolga, não se vê uma equipe consistente e unida e existem lacunas técnicas abertas. Além da já ridícula insistência em jogadores medianos ou medíocres, de times médios da Europa e sem nenhum brilho especial (Afonsão, Vágner Love e Fernando são os exemplos clamorosos.

Depois, a insistência em goleiros comuns até Dunga se dar conta que não existe, e inclusive é muito difícil achar em outros lugares, um goleiro tão completo quanto Júlio César, ex-Flamengo e atualmente na poderosa Internazionale.

Taticamente, Dunga comete o mesmo erro de Parreira: o quadrado mágico. Se o time não é mais tão pesado com Adriano e Ronaldo, o quarteto Kaká, Ronaldinho, Robinho e um centroavante não deu certo em nenhum jogo.

Normalmente um deles joga mal (Ronaldinho, em péssima fase, tem sido o pior), o time não encaixa e depende de individualidades. Com laterais jogando muito abertos, o time fica fraco no meio-campo e acaba tirando de Kaká e Ronaldinho suas maiores vantagens técnicas, envolvidos com a marcação e ficando longe da linha do gol 

Dunga precisa, além de acabar com invencionismo, tomar decisões simples mas necessárias:

- Deixar Luís Fabiano (e depois Alexandre Pato) como centroavante titular.

- Ter peito de barrar Ronaldinho do time.

- Escalar um terceiro de meio-campo que marque e saiba sair jogando, casos de Anderson ou mesmo Daniel Alves, que sabe jogar ali.

- Dar oportunidades para Rafinha na lateral-direita e uma sequência para Marcelo na lateral-esquerda.

- Definitivamente começar o processo de renovação entre nossos volantes, desistindo de Mineiro e Gilberto Silva, veteranos que devem dar espaço para a %22Class of 2006%22: Lucas, Denílson e Hernanes.

- Buscar soluções técnicas para o time. Grandes coisas ganhar da Irlanda, não testou novos jogadores e não deu experiência para nenhum jogador %22olímpico%22.

O time que eu escalaria hoje?

Júlio César; Maicon/Rafinha, Lúcio, Juan e Marcelo; Hernanes, Denílson/Lucas, Anderson e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

Reservas: Doni, Rafinha/Maicon, Alex, Breno e Gilberto; Josué, Lucas/Denílson, Júlio Baptista e Diego; Ronaldinho e Alexandre Pato.

Postado por Alexandre Perin

Comentários (5)

  • Martin diz: 12 de fevereiro de 2008

    Olá Perrin, queria saber se você lembra do jogo Atlético-PR x Inter nas oitavas de final da copa joão havelange, de 2000… Lembro que o goleiro do Inter na época, o Hiran (goleiro de 1,99) fez algumas defesas fantásticas naquele jogo na Arena (uma delas parecida com a do Gordon Banks na cabeçada do Pelé)… vê se você consegue um vídeo deste jogo e posta no Blog!
    O jogo foi em 25/11/2000.
    Abraços.

  • wagner diz: 13 de fevereiro de 2008

    o que tu comentou ae esta certissimo… insistir com mineiro e gilberto silva nao dah… os cara são mto veteranos e nao tem mais jogado como antes… o dunga insiste nisso nao sei pq.

  • Rafael Senna diz: 14 de fevereiro de 2008

    O terceiro homem de meio-campo, para brigar com o Anderson, pode ser o Elano, que carrega o Man City nas costas e é um dos opucos lançados pelo Dunga que deram certo. Além disso, convocar o Júlio Baptista é brincadeira.

  • Augusto Moreira diz: 14 de fevereiro de 2008

    Outra situacao que tambem ao meu ver, merece cuidado, e a situacao dos laterais.
    Claramente Robinho, KAKA e Ronaldinho, nao conseguem jogar, porque simplesmente a marcacao e muito forte, em razao de nao haver jogadas aprofundadas pelas pontas, os laterais adversarios se somam ao zagueiros centrais na marcacao desse trio. E quando voce tem um ridiculo Afonsao ou Wagner Love de centro-avante, simplesmente faz com que a defesa adversaria so se preocupe em marcar o trio,ficando impossivel jogar.

  • Augusto Moreira diz: 14 de fevereiro de 2008

    Prezado Perin
    Concordo com quase tudo em seu artigo. Apenas ainda tenho serias duvidas quanto ao Julio Cesar. E notorio que o Julio Cesar, assim como Doni, tiveram otimos empresarios para coloca-los onde estao hoje. Acho que o Julio Cesar se vale mas da condicao de atleta carioca, e de ser o bom rapaz para a midia do centro do pais. Sinceramente, acho que poderiamos contar outros nomes, como Renan do Inter, Diego Cavalieri ou Cassio, sao alguns exemplos de jovens revelacoes que podem servir.

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