Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

A vergonhosa violência no futebol catarinense

28 de fevereiro de 2008 4

Os torcedores de Avaí e Joinville podem ficar irritados, mas o fato é: por duas vezes torcedores destes dois times se envolveram em três dos mais sérios da história do futebol catarinense. O último neste domingo, quando um aposentado perdeu a mão na explosão de uma bomba atirada por torcedores do Avaí, ambos já identificados e presos pela Polícia Catarinense.

O que mais impressiona nestes atos contínuos de violência é que Santa Catarina não tinha, até três anos atrás, problemas com o futebol. Outros estados com mesmo porte dentro e fora dos gramados, como os do Nordeste, possuem menos incidentes violentos. Paraná e Rio Grande do Sul possuem um longo histórico de incidentes, mas possuem populações bastante superiores.  

Além da grave lesão na mão direita do aposentado Ivo Costa, de 62 anos, ocorrida neste domingo no jogo Criciúma 1×0 Avaí após a explosão de uma bomba caseira dentro do estádio, dois outros incidentes mancham o futebol catarinense nos últimos anos. Em março de 2006, o jovem Júlio César Ganzer morreu após levar uma pedrada atirada por torcedores do Avaí, quando retornava com outros torcedores do Joinville na BR-101.

Em 2005, o estudante Rafael Bueno levou um tiro no rosto dentro do estádio após uma briga entre Marcílio Dias e Joinville. Por milagre, o garoto sobreviveu e os indiciados (dois menores) ainda não foram julgados. E obviamente o Marcílio Dias, que sediou o jogo no estádio Hercílio Luz, e a Polícia Militar, que fez uma revista falha que deixou uma arma de fogo entrar no estádio, não foram acionados judicialmente como responsáveis.

A violência é o pior aspecto da frustração que o torcedor avaiano vem enfrentando há anos. A ira pelos dez anos sem títulos, com diretorias incompetentes que sistematicamente culpam a Federação Catarinense e as arbitragens, escondendo resultados ridículos que custam pontos e títulos (na última quarta-feira vencia a Chapecoense e cedeu o resultado). O mesmo vale para o outrora poderoso Joinville, multicampeão nos anos 80 e que há anos não faz boas campanhas.

Mas não pensem que isto é uma exclusividade de times que vivem crises históricas. No jogo Cidade Azul (Tubarão) e Guarani tivemos uma discussão entre torcedores do Cidade Azul durante o jogo. Após a partida, indignados com um suposto mau comportamento do atleta Orlando, começaram a ofendê-lo. Irritado, o atleta pulou o alambrado e arrumou briga com os torcedores, sendo apartado por colegas e policiais. Outros casos recentes de violência entre torcidas foram reportados em jogos de Itajaí, Joinville e na capital Florianópolis.

Os sites das torcidas organizadas catarinenses incitam a violência. Deprimente? Sim. Condenável? Também. Novidade? Nem pensar. Nada de diferente do que acontece na maioria dos outros times do Brasil.

Já fui de Torcida O

Postado por Alexandre Perin

Comentários (4)

  • Lucas Winckler diz: 28 de fevereiro de 2008

    Pô Perin, as organizadas do Inter ou tem formado marginais, ou jornalistas, tu saiu da FICO e o Preatzel da 12, queria saber quem saiu da bancada tricolor, se teve alguma oportunidade.

  • laert diz: 28 de fevereiro de 2008

    Aquele grande narrador Marco Antonio Pereira disse que o time que ganhou ontem de 4 a 0 é um carrossel holandes, então como deve ser chamado o time que venceu por 6 a 0? Que carrossel é esse , seu Marco Antônio Pereira?

  • laert diz: 28 de fevereiro de 2008

    Como é possível aceitar que indivíduos levem bomba dentro da cueca, quando vão assistir jogos de futebol?
    A última moda, lançada pelo povo de Brasília,era dinheiro na cueca. Agora bomba na cueca, está mais para terrorista do que para torcedor de futebol.

  • laert diz: 29 de fevereiro de 2008

    De acordo com dados oficiais da caixa economica federal o time do gremio lidera as torcidas do timemania no rs. Alguma novidade nisso? Não. Todo mundo sabe quem é a maior torcida do estado.

Envie seu Comentário