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Posts do dia 12 maio 2008

Sir Alex Ferguson e Ryan Giggs: insuperáveis

12 de maio de 2008 4

Lá nos idos de 1992 eu passei a gostar do Manchester United. O motivo era singelo na mente de um adolescente de 13 anos: Peter Schmeichel. O gigante dinamarquês, herói nacional após a conquista da Euro%2792 na Suécia, jogava no time inglês, então 25 anos na fila.

Desde então passei a acompanhar, de alguma maneira, o time de Old Trafford e me tornei um torcedor extremamente atento, a ponto de se aborrecer em derrotas inexplicáveis (sim, eu sou doente a este ponto). E comemorar vitórias, muitas delas.

A última foi neste domingo, um 2×0 sobre o vizinho Wigan garantiu o bicampeonato nacional, o 17º título do Manchester United na história. Dois nomes são a síntese desta era: Alex Ferguson e Ryan Giggs.

Ambos comemoraram seu 10º título nacional, e Giggs ainda se igualou ao lendário meia Sir Bobby Charlton com 768 jogos pelo clube. Ele pode superar este número na final da Liga dos Campeões, contra o Chelsea em Moscou.

O mais incrível é que Ferguson está no Manchester United desde 1986 e muitos, acostumados com a potência econômica e esportiva do presente, acham que ele sempre teve todo o dinheiro do mundo para gastar.

Ledo engano. Antes disto, tinha conseguido algo quase impossível: foi campeão escocês e EUROPEU com o… A B E R D E E N! De 80 a 86 foi três vezes campeão escocês (e dois vices), e ainda quatro vezes campeão da Copa da Escócia e uma da Copa da Liga escocesa.

O mais incrível foi que Ferguson ganhou, sempre com o Aberdeen, a RECOPA EUROPÉIA (hoje extinta) e ainda a Supercopa Européia! Para um time que não Glasgow Rangers e Celtic Glasgow, é algo quase imaginável no passado, hoje e no futuro.

Mesmo no Manchester, Ferguson amargou 5 anos sem títulos. O negócio estava feio após dois ótimos anos intercalados com outros dois igualmente péssimos. Depois de uma sequência de oito jogos sem vitórias, Ferguson estava próximo de ser demitido.

Para piorar, pegava o então temível Nottingham Forest fora de casa na Copa da Inglaterra. Contra todos os prognósticos, ganhou de 1×0 e se classificou, ganhando ao fim da temporada a competição.

No ano seguinte, faturou a Recopa Européia contra um poderoso Barcelona, de Romário, Koeman & Cia. Os títulos foram acumulando-se até a histórica Tríplice Coroa de 1998/99, quando levou o Inglês, a Copa da Inglaterra e a Liga dos Campeões.

Coincidentemente ou não, foi em 1991 que o jovem ponteiro Ryan Giggs estreou no time principal. Assolado por lesões em seu início de carreira, Giggs aos poucos formou ao lado de David Beckham, e dos ótimos e violentos Paul Scholes e Roy Keane um dos maiores meio-campos do Manchester em todos os tempos.

Já veterano, Giggs ainda é um reserva de alto nível. Domingo, ao marcar o segundo gol na vitória sobre o Wiggan, Giggs confirmou para si outro recorde: superou os ex-Liverpool Alan Hansen e Phil Neal com 10 títulos ingleses.

Títulos de Alex Ferguson sem Ryan Giggs:

Copa da Inglaterra: (1) 1989-90
Supercopa Inglesa: (1) 1990
Recopa Européia: (1) 1990-91

Títulos de Ferguson com Giggs:

Campeonato Inglês: (10) 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1996-97, 1998-99, 1999-00, 2000-01, 2002-03, 2006-07, 2007-08
Copa da Inglaterra: (4) 1993-94, 1995-96, 1998-99, 2003-04
Copa da Liga Inglesa: (2

Postado por Perin, quase uma múmia de tanta faixa no peito

GP da Turquia - Premiações Especiais do Almanaque Esportivo

12 de maio de 2008 4

Fisichella recebendo o merecido `DMPFTA`/Daniel Maurer/AP

Nada mais comum que dar prêmios para desempenho (positivo e negativo) após cada evento esportivo. E melhor ainda quando isto é feito de maneira informal.

Há muitos anos conheço um grupo de amigos ligados pela paixão ao automobilismo. Temos pessoas de todo o país e até do exterior, a maioria dotada de um conhecimento e inteligência ímpares.

Além do conhecimento sobre o esporte, muitos ainda são capazes de momentos engraçadíssimos.

Depois de alguma trapalhada qualquer em algum GP de Fórmula-1, se eu não me engano o amigo Carlos Moyna criou o DMPFTA. Ele significa: Didi Mocó Prize For Technical Achievements, o que obviamente é zoação.

Também dávamos prêmios como o Troféu Rouge & Blanc, reedição de uma antiga homenagem ao piloto mais combativo de cada GP, em homenagem ao suíço Jo Siffert, morto em um acidente e famoso por sua grande raça.  Nem sempre é para o melhor piloto do GP, pois muitas vezes o mais combativo é aquele que faz uma bobagem, vai lá para o final da fila e passa todo mundo. Mansell era hors-concours neste prêmio.

Troféu Chris Amon vai para o piloto azarado do GP. E o Troféu Fiofó de Ouro, também conhecido como %22Michael Schumacher%22, vai para o sortudo da corrida. O troféu PENFCMBF, ou Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada, é auto-explicativo. Por fim, o Troféu Jim Clark vai para o melhor piloto da prova%22.

Vou me permitir utilizar todos eles em minhas análises, sempre após cada GP.

O Troféu %22Chris Amon%22: Kazuke Nakajima da Williams, pelo motivo citado abaixo. Ficou fora da corrida de graça, por barbeiragem do outro

Troféu  DMPFTA : Giancarlo Fisichella, pela batida ridícula na largada em cima do Kazuke Nakajima. Frear que é bom, nem pensar, né ô italiano. Tá fazendo hora na F-1 e faz tempo…

Troféu  Rouge & Blanc : Heikki Kovalainen, da McLaren. Fez besteira na primeira volta, perdeu o bico em um toque com o Kimi Raikkonen, foi lá para o fim da fila e depois passou várias vezes os pilotos do bloco intermediário. Não chegou aos pontos, mas foi o piloto que mais trabalhou no final de semana.

Troféu  Fiofó de OuroKimi Raikkonen. O eterno  caveira de burro azarado já é coisa do passado. Na corrida de ontem levou um toque do Kovalainen e não danificou o carro. Chegou em terceiro e segue líder.

Troféu  PENFCMBF : esta semana fica vago. (EDITADO: Os leitores Fábio Mota e Tiago lembraram os dirigentes Bernie Ecclestone (FOCA) e Luca Baldiserri (Ferrari). O Tio Bernie disse  que achou melhor a Super Aguri não participar da categoria pois sobra mais  espaço , no paddock para os motor-homes das equipes . Já o Baldiserri, diretor-geral da Ferrari, conseguiu a proeza de criticar Massa:  o Massa não segurou o Hamilton por muito tempo . Ele queria o quê? Que o Massa batesse e o Kimi ganhasse? Duh…)

Troféu  Jim Clark : Lewis Hamilton, corrida no limite e perfeita. Com menção honrosa para Felipe Massa.