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Posts do dia 22 maio 2008

"Barras", parte II - O resto do Brasil se rende

22 de maio de 2008 2

Tradicionalmente, as torcidas cariocas sempre foram a maior fonte criativa de cânticos no futebol. Criando ou copiando outras músicas, era de lá que saíam os exemplos para o resto do Brasil.

Porém recentemente o fenômeno das barras se alastrou por todo o país e está modificando esta realidade. A dupla Gre-Nal tem visto os gritos que embalam Olímpico e Beira-Rio se tornarem comuns no Maracanã, Mineirão, Pacaembu, Morumbi

Com o evidente apoio da Rede Globo, Flamengo e Corinthians tem aparecido constantemente na mídia com novas canções. Só que elas não são tão novas assim. Todas são adaptações de canções populares, e copiadas de torcidas gaúchas.

O plágio mais famoso é da torcida do Flamengo e o Tema da Vitória. Depois de umas duas semanas dizendo que era invenção rubro-negra, saiu uma matéria especial no Esporte Espetacular confessando a imitação de uma música colorada.

Há um mês, os cariocas fizeram uma versão de Can%27t Take My Eyes From You – Andy Williams. Já na semana passada, os corinthianos copiaram outra música do Inter, uma nova versão para Amigos – Roberto Carlos.


TEMA DA VITÓRIA – REDE GLOBO

Colorado é coração, trago amor e paixão – Internacional 4×0 Pachuca – 07/06/2007

Raça, amor e paixão  – Flamengo 2×0 Atlético-MG – 29/07/2007


CAN`T TAKE MY EYES FROM YOU – ANDY WILLIAMS

Vamos meu Inter – Internacional 3×0 Emelec – 1º/03/2007

Vamos Flamengo – Flamengo 0×3 América-MG – 07/05/2008

AMIGO – ROBERTO CARLOS

Meu melhor amigo – Internacional 1×1 Corinthians – 27/08/2006

Não pára, não pára! – Corinthians 4×0 Goiás, 06/05/2008

A torcida vascaína imita quase todas as músicas da Geral do Grêmio, que hoje não canta mais em espanhol. Os gremistas ainda mudaram o enfoque das músicas (as mais populares eram contra o rival, e hoje isto não é assim). Cânticos argentinos, até porque a gauchada vive por lá, são mais comuns inclusive na entonação, mais pausada e ritmada.

A citada abaixo do Grêmio, do cantor e compositor gaúcho Wander Wildner é mais velha que o rascunho da bíblia e cantada há anos no Olímpico, vejam:

BEBENDO VINHO – WANDER WILDNER

Torcer pro Grêmio bebendo vinho – Grêmio 2×0 Vasco, 07/05/2006

Torcer pro Vasco ser campeão – Vasco 2×2 Palmeiras – 31/10/2007

O Fluminense, outro time carioca, gostou de uma música bastante popular no Olímpico, o Figueirense também imitou. Meu único amor é a versão tricolor para o megahit do Iron Maiden – Fear of The Dark. Até o Guarani quer imitar. Achei só referências na internet, mas não achei os vídeos.

Grêmio: Meu único amor – Grêmio 0×2 Boca Juniors – 21/06/2007


SÉRIE COMPLETA – ‘AS BARRAS: UM NOVO JEITO DE TORCER’

Dia 15: “Barras”, parte I – Um novo jeito de torcer

Dia 22: “Barras”, parte II – O resto do Brasil se rende

Dia 23: “Barras”, parte III – A globalização via internet

Dia 23: “Barras”, parte IV – Música pop no futebol baiano

Man Utd tricampeão: Em honra aos "Bubsy Babes"!

22 de maio de 2008 0

Manchester United, tricampeão europeu - Foto por Ivan Sekretarev. AP
Em um dos mais memoráveis jogos da história das finais da Liga dos Campeões da Europa, o Manchester United se sagrou tricampeão europeu ao bater o Chelsea nos pênaltis por 6×5, depois de um empate no tempo normal em 1×1.

Com justiça, o time de Old Trafford repetiu os anos de 1968 e 1999, se sagrando como o novo dono da Europa e se credenciando para o Mundial de Clubes no final da temporada. Uma especial homenagem aos oito jogadores que morreram há 50 anos,  em um acidente aéreo logo após uma partida de Copa dos Campeões .Cinco dos sobreviventes, incluindo a lenda Bobby Charlton, estavam no estádio Luzhniki hoje. 

Um prêmio para uma equipe que começou a ser reformulada há cerca de quatro anos e tem uma base jovem. Que viu o Arsenal e o Chelsea dominar o campeonato nacional antes da virada. De lá para cá, vieram os ingleses Wayne Rooney e Michael Carrick, os portugueses Cristiano Ronaldo e Nani, o sérvio Nemanja Vidic, o francês Patrice Evra, o brasileiro Anderson (ex-Grêmio) e o argentino Carlos Tévez, todos contratados com menos de 24 anos. Ao seu lado, ícones como Ryan Giggs e Paul Scholes, e jogadores experientes como Rio Ferdinand e Edwin van der Sar.

E uma lástima para o Chelsea . Se às vezes nenhum dos finalistas joga bem na decisão, este ano o time azul de Londres merecia igualmente ser campeão. Se não foi melhor na campanha até a decisão, e ainda perdeu o Campeonato Inglês para o mesmo algoz de ontem, o time do técnico Avram Grant foi superior a maior parte da partida em Moscou. Dominou o segundo tempo inteiro e ainda o primeiro tempo da prorrogação e acertou a trave duas vezes. O goleiraço Petr Cech, o capitão John Terry e os meias Michael Ballack e Frank Lampard tiveram atuações soberbas.  

O Manchester, muito superior na etapa inicial, perdeu dois gols feitos graças a milagres do paredão Cech (que, ao final, se mostrou azarado de novo nos pênaltis) no primeiro tempo, e a cabeça salvadora de John Terry na prorrogação, tirando uma bola de Ryan Giggs (759 jogos pelo Manchester United, recorde da história do clube) em cima da linha.

Os vilões da final: Foi uma atuação apática dos três atacantes em campo: Rooney, Tévez e Drogba, que ainda cometeu uma besteira e foi expulso na prorrogação. Scholes (que estava suspenso e não jogou a final de 1999) e Essien tiveram atuações bastante apagadas no meio-campo. 

O jogo: No estádio Luhzniki, o Manchester dominou totalmente o primeiro tempo e o Chelsea a segunda etapa. Ao contrário de outros jogos decisivos, o primeiro tempo da prorrogação foi igualmente dramática e com direito a bolas na trave e a defesa salvando em cima da linha. Nos 15 minutos finais, esgotados de uma longa temporada repleta de decisões, os times só aguardaram as penalidades. 

E até mesmo na disputa de pênaltis, drama para ambos os lados: na terceira cobrança, Cristiano Ronaldo vai e… ERRA! Ele que tinha errado uma cobrança no tempo normal nas semifinais contra o Barcelona, foi inventar moda e bateu com paradinha e tudo muito mal. Quando tudo parecia estar decidido, o pênalti final para o Chelsea, o capitão John Terry bate e… ERRA TAMBÉM!

Incrível, Van der Sar tinha pulado para o lado errado mas a lenda do Chelsea, capitão e ícone do clube, escorregou e errou! Depois que Anelka errou e o Manchester foi campeão, uma das cenas mais dramáticas da partida foi o inconsolável choro de Terry, que passou os 30 minutos seguintes em um solitário e contínuo pranto. 

Atuações da partida:

ÓTIMO: Cech, Van der Sar, Vidic, Ferdinand, Ballack, Lampard
BOM: Ronaldo, Ricardo Carvalho, Evra, Makelele, Terry
REGULAR: Carrick, Ashley Cole, Giggs, Hargreaves, Brown
RUIM: Scholes, Essien, Rooney, Malouda, Nani
PÉSSIMO: Anelka, Drogba, Tévez, Joe Cole
SEM NOTA: Kalou, Anderson, Belletti

BICAMPEÕES EUROPEUS: Paul Scholes, Wes Brown, Ryan Giggs, Alex Ferguson


A Europa tem novo dono. Ele é inglês. Ele é multimilionário. Ele é multicampeão. E ele é um timaço.

PARABÉNS MANCHESTER UNITED, TRICAMPEÃO DA EUROPA!

Especial 01: Mr. Mônaco, Graham Hill

22 de maio de 2008 0

Graham Hill, GP de Monaco de 1963

Vocês devem lembrar perfeitamente de Damon Hill, campeão da Fórmula 1 em 1996 pela Williams. Também se recordam de dezenas de citações sobre seu pai, Graham Hill. Pois bem, o velho Graham foi campeão mundial em 1962 e 1968, e foi por décadas o maior vencedor da história do GP de Mônaco.

Faleceu veterano em um acidente aéreo no qual morreram membros de sua equipe Embassy Hill e o também piloto Tony Brise. Graham Hill também é o único piloto da história a conquistar a %22Tríplice Coroa do Automobilismo%22: 24 horas de Le Mans (1972), 500 milhas de Indianápolis (1966) e o GP de Mônaco de Fórmula-1 (1963, 1964, 1965, 1968 e 1969).

Depois de iniciar como mecânico, Graham Hill estreou na F-1 em 1958 na Lotus justamente em Montecarlo, pista que faria sua lenda. Constantemente rápido, logo chamou a atenção da confiável BRM. Foi na equipe inglesa que ele conquistou seu primeiro título, em 1962. E foi ali que ganhou em Monaco por três anos consecutivos: 1963, 1964 e 1965.

Esta última seria sua grande corrida na carreira: largou na pole, liderou por quase toda a corrida quando saiu da pista. Voltou em 5° e foi batendo recordes da pista até superar Jackie Stewart (seu grande rival na época) e Lorenzo Bandini (que morreria ali mesmo dois anos depois) e conquistar a vitória. Foi também a segunda e última vez que um piloto caiu no mar, fato inusitado que ocorreu com Paul Hawkins, da Lotus na volta 79 (ele nada sofreu).

Em 1966, Hill seria o vencedor das 500 milhas de Indianápolis pilotando um Lola-Ford. Depois retornaria à Lotus, no qual seria um dos pilotos do revolucionário carro-turbina. Em 1968, seria campeão pela Lotus depois das trágicas mortes do amigo e companheiro Jim Clark, e do substituto Mike Spence (este nas 500 milhas).

No ano seguinte, Hill e seu companheiro Jochen Rindt (que morreria no ano seguinte em Monza e seria campeão póstumo), sofreriam dois acidentes graves com sua Lotus na mesma pista e no mesmo dia (GP da Espanha em Montjuich). Hill quebrou as duas pernas e Rindt fraturou o crânio. A causa? Quebras nos aerofólios altos que, por causa disto, foram banidos pela FIA.

Hill seria o vencedor das 24h de Le Mans em 1972 e neste mesmo ano começaria o sonho de ter sua equipe. Que seria encerrado em 1975 no acidente áereo ao norte de Londres…

A homenagem é o relato do GP de Mônaco de 1965 (cenas desta corrida foram utilizadas no filme Grand Prix, de John Frankenheimer e com James Garner e Yves Montand):

Amanhã: O Rei de Mônaco, Ayrton Senna

Postado por Perin, saudando o grande britânico de sempre