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ESPECIAL GUGA: Um mito brasileiro no tênis

26 de maio de 2008 1

Confesso que me emocionei quando desci para o almoço dominical e vi o momento final da carreira de Gustavo Kuerten nas quadras de tênis. Eu e meu pai vimos o game final e ambos deixaram lágrimas descerem antes do cappelletti dominical.

Os 20 títulos de simples, incluindo um tricampeonato em Roland Garros e uma Masters Cup em Lisboa, e oito de duplas dizem o que ele foi dentro das quadras. Nada que eu possa falar da carreira de Guga será melhor que o especial feito pelo ClicEsportes de SC em sua homenagem.

Então prefiro citar minhas impressões pessoais. Queria deixar isto para 8 de junho de 2008, quando se completariam 11 anos do primeiro título, mas hoje foi forte… Comparo muito Guga com Émerson Fittipaldi pois eles foram pioneiros. Do nada, saiu do Tênis um ídolo eterno do esporte brasileiro. Em mais um esporte sem nenhum apoio governamental (e nada mudou pois há pouco tempo atrás a Argentina chegou a ter 10 no top 100 e nós só tínhamos dois, Guga e Fernando Meligeni).

Eu já gostava de tênis quando era criança (cresci vendo lendas como Stefan Edberg, Mats Wilander e Ivan Lendl). Mas a impressão que o manezinho da Ilha me fez em 1997 foi fundamental para mudar esta relação. Aquela sequência de vitórias incríveis de um azarão (2º pior ranking, 66º lugar, a ganhar um Grand Slam) mandou os brasileiros esquecerem um medíocre “Torneio de Paris” com o time de Zagallo para vibrar, em transmissões da extinta Rede Manchete, das quadras de Paris. Uma vitória absurda sobre o mestre do saibro, o austríaco Thomas Muster, deixou claro seu cartaz, com direito a quatro dropshots:

Cheguei a matar aula para acompanhar no scoreboard do site oficial de Roland Garros, o duelo contra o russo Kafelnikov pelas quartas-de-final (que durou dois dias, pois choveu e adiou). A final contra o espanhol Sergi Brugera foi, digamos, fácil, um 3×0 com muita vibração minha em casa.

Incrível: um tenista com uma roupa bizarra, um sorriso aberto e um golpe de esquerda fenomenal assombrava o mundo no templo do saibro. Pela primeira vez, um brasileiro ganhava em Roland Garros. Ao final do jogo, uma humilde reverência ao lendário Bjorn Borg, ídolo de Guga. Já o argentino Guilhermo Villas, outro mito do tênis, soprou ao ouvido do brazuca: “Aproveita, porque vai chover mulher agora”…

Amanhã: o bicampeonato em Roland Garros

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  • Postado por Alexandre Perin

    Comentários (1)

    • Bruno diz: 26 de maio de 2008

      Com certeza Guga é um ídolo da história recente, mas compará-lo a Emerson Fitipaldi pelo pioneirismo é exagero, se formos falar de ser pioneiro devemos falar de Maria Esther Bueno, que foi sete vezes campeã em Wimbledon de um total de 20 Grands Slams, sem contar outros tantos títulos tanto de duplas e duplas mistas. O Guga foi sensacional, deve ser lembrado pra sempre, mas não vamos nos equivocar e deixar levar pela emoção do momento.

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