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ESPECIAL GUGA: O bi em Roland Garros

27 de maio de 2008 0

Ontem falei de 1997 e da ascensão de Gustavo Kuerten ao topo do mundo. Pois bem, chegamos a 1998. Em Roland Garros uma surpreendente queda perante o então novato Marat Safin (depois grande rival de Guga no saibro), deixou Guga como espectador de Fernando Meligeni, que deu um show e só caiu nas oitavas-de-final perante o austríaco Thomas Munster, campeão de 1995 e o “Rei do Saibro” nos anos 90.

Porém Guga precisava lutar contra o rótulo de “wonder one”, de brilho de um torneio só. Passou por fases instáveis e derrotas inexplicáveis, mas ganhando em Stuttgart e Mallorca, em um ano de mais frustrações que vitórias importantes. Mas seguia entre os primeiros do ranking da ATP.

No ano seguinte, Kuerten mostrou que aguentava a pressão psicológica de ser um tenista top, com exigências extremas sem perder a personalidade extremamente carismática e aberta.

Se tivesse batido o ucraniano Andrei Medvedev teria chegado a uma semifinal brasileira contra Meligeni (que também perdeu para o ucraniano). E passou a obter resultados constantemente superiores em quadras rápidas, incluindo uma fantástica quartas-de-final em Wimbledon.

Em 2000, no auge de seu tênis, ganhou em Santiago, foi vice em Roma e depois venceu em Hamburgo, chegando a Roland Garros em ótima fase e grande rivalidade com o sueco Magnus Norman. Além disto, passou a ganhar muitos jogos em pistas rápidas.

Deu um show em dois Masters Series nos EUA mas foi escandalosamente prejudicado pela arbitragem em favor do mítico Pete Sampras na final de Miami, uma roubalheira lembrada até hoje. De tão revoltado Guga ainda citava este jogo no torneio de Wimbledon do ano seguinte. Vejam a irritação de Guga após o ponto final em Key Biscayne. Reparem ainda que, depois de cumprimentar Sampras, Guga aponta irritado para os fiscais de linha.

O título de Roland Garros em 2000 foi o mais “fácil” para Gustavo Kuerten. Ele passou bem por todos até as quartas-de-final, quando pegou de novo Kafelnikov. Venceu em um dramático 3 a 2, superou Juan Carlos Ferrero de maneira ainda mais difícil até enfrentar Magnus Norman na decisão. Vencendo por 3 a 1, Guga escrevia seu nome na história. Ele era bicampeão de Roland Garros.

Em um ano brilhante, ele ainda levou o caneco em Indianápolis antes de ir para a Master Cup de Lisboa. Seu objetivo: terminar o ano como líder do ranking da ATP e de Entradas.

Mas isto é papo para amanhã…

Postado por Perin, com saudades do genial manézinho

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