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Posts do dia 29 maio 2008

ESPECIAL GUGA: O início do fim

29 de maio de 2008 1

Uma pena que, desde o final de 2001, Gustavo Kuerten não conseguiu mais jogar direito. Aos 26 anos, ele já tinha problemas sérios no quadril, justo no ano que ganhou em Roland Garros pela terceira, e última, vez ao bater Alex Corretja na final. Lesões consecutivas no quadril, recuperações lentas e resultados muito ruins em quadra, a maioria por falta de treinos, jogos e motivação.Guga, sendo homenageado em Roland Garros 2008 na sua despedida oficial

Porém Guga ainda teria um momento especial. Foi, para variar um pouquinho, na mítica quadra Philippe Chatrier em Roland Garros.

No torneio de 2004, pegava o líder do ranking Roger Federer. Enquanto todos esperavam uma vitória simples do suíço, ícone máximo da nova geração sobre o ídolo do passado recente, Guga se superou.

Ganhou por categóricos 3 a 0, um triplo 6-4!!! Para vocês terem idéia do impacto do jogo, foi a única derrota de Federer em Grand Slam na temporada. Ele está há inacreditáveis 226 semanas na liderança do ranking da ATP.

Depois, mais lesões, trocas de treinador (saiu Larri Passos, veio o argentino Héctor Gumy, voltou Larri). Guga não era o mesmo, e o final estava próximo. Em uma precoce aposentadoria, sempre com problemas no quadril, Guga anunciou sua temporada de despedida. Primeiro foi a saída no Brasil Open, com direito a um emocionado discurso:

Depois, a saída final. Na mesma quadra Philippe Chatrier, completamente lotada, Guga perdeu para o francês Paul-Henri Mathieu e se despediu das quadras. Com direito a uma homenagem especial da torcida antes do derradeiro game. Que aliás que teve uma passada fenomenal de esquerda de Guga sobre Mathieu.

Procurei, em vão, o meu autógrafo de Guga que recebi no Parcão aqui em Porto Alegre em 1998 (um lendário duelo entre Brasil e Espanha pela Copa Davis). Mas fica na minha memória e na de todos, o exemplo de profissional, esportista e, acima de tudo, ser humano.

Que aprendeu com as adversidades da vida e se tornou um personagem popular até no competitivo e fechado mundo do tênis, admirado pelos mais jovens e respeitado pela simpatia e talento pelos contemporâneos, incluindo mitos como Pete Sampras e André Agassi.

Um ídolo tipicamente brasileiro: batalhador, incansável, talentoso e carismático. E bota carismático nisto…

OBRIGADO, GUSTAVO KUERTEN!

Postado por Perin, fechando o especial Guga

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  • 1986: a melhor Copa do Mundo que eu vi

    29 de maio de 2008 7

    Descontando grandes partidas da Seleção Brasileira, desde 1970 nunca houve uma Copa como a de 1986 no México. De todos os Mundiais que eu vi, o melhor disparado.

    Grandes Gênios… Grandes Craques

    Jogos inesquecíveis, como a perda nos pênaltis do México perante os alemães, partindo os corações de cem mil mexicanos no Azteca. Ou o Brasil x França dos pênaltis perdidos pelos gênios Zico e Platini.

    Craques, ou grandes jogadores em todos os times… O apogeu e a derrocada da “Dinamáquina” humilhando o bicampeão mundial Uruguai e batendo a vice-campeã mundial Alemanha Ocidental. E a surra imposta pela “Fúria” Espanhola sobre os mesmos dinamarqueses, uma semana depois.

    Bélgica 3×2 União Soviética em um show do goleiro Pflaff e do atacante Enzo Scifo. A goleada Brasil 4×0 Polônia e o craque de uma copa Josimar.

    Alemanha Ocidental 1×0 Marrocos (Matthäus 89`)
    França 4×2 Bélgica (3º lugar)

    Craques por seleção:

    França: Platini, Tiganá, Fernandez, Bats, Giresse, Papin, Dominique Rocheateau

    Bélgica: Scifo, Ceulemans, Gerets, Pfaff, van der Elst

    Alemanha Ocidental: Matthaus, Briegel, Schumacher, Brehme, Rummenigge, Littbarski, Allofs, Berthold

    Itália: Cabrini, Altobelli, Bruno Conti, Vierchowod, Vialli, o falecido Scirea…

    Espanha: Butragueño, Michel, Goikoetxea, Salinas, Camacho

    México: Hugo Sanchez

    Paraguai: Romerito, Fernandez

    Dinamarca: Laudrup, Morten Olsen, Elkjaer-Larsen, Jesper Olsen

    Inglaterra: Lineker, Hoodle, Robson, Peter Reid, Peter Beardsley, Peter Shilton,

    Argentina: Valdano, Maradona, Burruchaga, Ruggeri

    União Soviética: Dassajev, Zavarov(lembram dele, o pequenino Zavarov?), Kuznetsov

    Hungria: Esterházy

    Brasil: Branco, Carlos, Falcão, Zico, Sócrates, Careca, Muller, Edinho, Júlio César, Josimar

    Argélia: Madjer

    Irlanda do Norte: Pat Jennings, velhusco!

    Uruguai: Alzamendi, Don Enzo Francescoli.

    Escócia
    : Os agora treinadores George Strachan, Graeme Sounness,

    Bulgária: Yordanov, Kostadinov, Mikhailov

    Valia ou não valia a pena?

    A Copa de “la mano de Dios”. De Platini, da Dinamarca. Do apaixonado povo mexicano. A última do grande Scirea. Craques surgindo, como Scifo, Laudrup, Julio César, Branco.

    Lendas se despedindo, como Platini, Zico, Boniek, Schumacher, Briegel, Valdano, Conti, Altobelli, Cabrini, Falcão, Sócrates…

    Enfim, inesquecível…

    Postado por Perin