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Posts de maio 2008

Regulamentos idiotas, parte I - O jogo que o time fez gol contra de propósito

31 de maio de 2008 6

Trata-se de um jogo entre Barbados e Granada na Copa do Caribe de 1994. Barbados precisava ganhar o jogo por uma diferença de pelo menos dois gols de forma a poder passar para a eliminatória seguinte. Até aí tudo bem.

O problema foi causado por uma regra absurda da competição que dizia que, no caso de o jogo se decidir na prorrogação ou pênaltis, seria dado ao vencedor dos pênaltis uma vitória por 2×0. Ou seja, era melhor ganhar na prorrogação ou pênaltis do que por um gol de diferença no tempo normal. Jênio!

A 5 minutos do fim, Barbados vencia por 2×1, e como tal, em risco de ser eliminado porque precisavam da vitória por 2 gols de diferença. Ao perceber que provavelmente não conseguiriam marcar contra a defesa maçica de Granada, deram meia volta e deliberadamente marcaram gol contra de forma a empatar a partida e obrigar o jogo a ir para a prorrogação ou ainda pênaltis.

Granada percebeu-se do que se estava ocorrendo e também tentou marcar um gol contra. A cena dantesca: os jogadores de Barbados começaram a defender o gol adversário de forma a evitar que isto acontecesse. E de fato conseguiram, com o jogo terminando em 2×2.

Assim, nos últimos 5 minutos do jogo, os espectadores puderam apreciar o incrível espetáculo de duas equipes defender o gol adversário, contra  atacantes que queriam marcar gols contra, e goleiros tentando marcar gols em suas próprias traves.

Na prorrogação Barbados fez gol na morte súbita e venceu o jogo, fechando o placar por 3×2. Como ganharam na morte súbita, tiveram a vitória por 2×0 que  necessitavam para passar à próxima fase.

Não sei se a coisa mais idiota de tudo isto é o regulamento, eu saber desta tosquice ou ainda existir um vídeo da cena:

Graças a Deus, e ao bom nome do esporte bretão, o timeco do papelão foi eliminado na fase seguinte, e a Caribbean Cup foi vencida por Trinidad & Tobago.

Cena semelhante aconteceu no Mundial de Clubes de Futsal em 1997. O favoritaço Inter bobeou e perdeu para um time da Holanda e ficou em 2º lugar. Para evitar pegar o Inter, o Barcelona (sim, o da Espanha) e um time norte-americano chamado Di Bufala ficaram tentando perder o jogo nos minutos finais.

Deu porcaria, claro. O Barça “perdeu” e escapou de pegar o Internacional.

Na decisão, o treinador pediu desculpas pelo papelão mas não adiantou: perdeu o jogo e no retorno da Espanha, foi demitido.

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Sexta-feira, 29 de maio de 2009
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Quarta-feira, 04 de junho de 2008
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Terça-feira, 03 de junho de 2008
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Sábado, 31 de maio de 2008
Regulamentos idiotas, parte I – O jogo que o time fez gol contra de propósito

FC Start: o time que desafiou o Nazismo

30 de maio de 2008 2

Quando Adolf Hitler desencadeou a Operação Barbarossa, na II Guerra Mundial, e aAlemanha conquistou a Ucrânia, abriu-se um dos mais  sinistros e brutais capítulos do conflito: 180 mil ucranianos foram executados pelas SS, e milhares deportados para campos de trabalhos forçados.

Kiev, a capital da Ucrânia, foi palco da talvez maior rendição em massa de todos os tempos: 665 mil soldados soviéticos depuseram as armas, surpreendidos pela  rapidez com que os exércitos alemães em alguns meses varreram as forças da URSS nos campos de batalha do Leste.

Cercada, invadida e esmagada pelo invasor, a capital ucraniana era a sede do Dínamo, talvez o melhor time de futebol da Europa antes da guerra. E foi com grande surpresa que, em um dia de 1942, Iosif Kordic, dono de uma fábrica local e fanático por esportes, reconheceu na rua Nikolai Trusevich, andando a esmo na cidade ocupada. 

Trusevich, que tinha sido goleiro do Dínamo Kiev antes da guerra, vestia trapos: capturado pelos alemães, acabara de ser libertado. Naquele momento, não tinha muitas alternativas: ou morreria de fome ou seria deportado para um campo de trabalhos forçados.

Mas Iosif Kordic tinha outros planos, e ofereceu comida e abrigo a Trusevich, pedindo-lhe em troca que formasse um time de futebol. Trusevich não queria, mas Kordic insistiu: os alemães tinham criado uma liga local, naturalmente na suposição de que seus times não teriam adversários. Quase não faziam segredo disso. 

Embora muitos dos antigos jogadores do Dínamo estivessem mortos ou fora do país, Trusevich acabou conseguindo pôr de pé um time – a que se chamou FC Start. A despeito do precário estado físico, da falta de condições e até de comida, o talento compensava. Logo o FC Start se impunha como um grande time. Começou a ganhar todas: venceu um conjunto de nacionalistas ucranianos,  representações húngaras e romenas.

Em pouco tempo, o FC Start personificava o espírito da Ucrânia. A população enchia o estádio, a moral e o orgulho nacionais subiam. Era, como diria o dramaturgo brasileiro Nélson Rodrigues muitos anos depois, a própria “pátria em chuteiras”. 

Os alemães logo se deram conta do problema de propaganda que se tinha criado. Tentaram manter os ucranianos longe dos estádios, aumentando exageradamente o preço dos ingressos, mas sem resultado: o povo ia assim mesmo.

Era preciso outra saída. Os ucranianos “tinham” que ser derrotados por um conjunto que representasse a “raça superior”. Um time combinado das Forças Armadas da Alemanha (a Wehrmacht) levou 9×1. Eles pediram revanche e o resultado foi ridículos 6×0

Não satisfeitos, os nazistas chamaram um time melhor qualificado e formado pelas Forças Armadas da Alemanha na Hungria. Não adiantou nada, 5×1 para o Start. Os húngaros pediram revanche e foi 3×2. Para os ucranianos, claro.

Enfim, os nazistas achavam que poderiam bater o Start. Mandou-se vir da Alemanha a nata do esporte da época: o time da Luftwaffe, o Flakelf, bem treinado e alimentado. Apesar de alguns ucranianos não terem nem chuteiras, o resultado que se viu em campo foi emocionante: FC Start 5 x 1 Flakelf.

Na próxima segunda-feira, o epílogo desta história trágica do futebol mundial

Créditos:


1 – Kiev em ruínas, 1942- Anisimov, Aleksandr (2002). Kiev and Kievans. Kurch. ISBN 9669612012.

2 – FC Start perfilado para jogo contra o Exército da Wehrmacht (1942) – autor desconhecido – Museu do Dínamo Kiev (reprodução)

3 – Nikolai Trusevich, goleiro, mentor e capitão do FC Start – Domínio público ucraniano

Os anos dourados da NBA: finais de 1993 entre Bulls e Suns

30 de maio de 2008 5

Quem vê hoje a globalizada NBA pode não ter estimativa do impacto que ela teve no Brasil do início dos anos 90. Era umaa vez a NBA dos tempos dourados, de Jordan, Johnson, Bird, Barkley, Ewing, Petrovic & Cia ilimitada.

Quando era criança, só uma coisa eu gostava mais que ver a NBA: corridas de Fórmula-1. Afinal, em tempos de baixa no futebol brasileiro, um adolescente criado em uma cidade com times fracos (morava em Juiz de Fora-MG e não tinha muitas perspectivas com o Tupi…), seguia a moda do momento.

Bonés de times de basquete eram moda entre nós e cada um tinha seu time. Eram muito populares os jogos de videogame Lakers vs. Celtics e Bulls vs. Lakers, representando as finais da NBA de 87 e 91.

Como era de se imaginar, a maioria da molecada era Chicago Bulls, do inigualável Michael “Air” Jordan. Eu era.. New York Knicks! Era tão mais fácil torcer para o time que estava ganhando, e é claro que eu tinha que complicar.

Meu irmão Daniel Perin era Bulls, e nossos melhores amigos torciam para o Knicks (André Carvalho Felício) e Bulls (Diogo Carvalho Felício). Ou seja, os irmãos mais velhos torciam para o time azarão e os mais novos para o favorito. Dois momentos marcaram esta época: os play-offs finais de conferência em 1993 e as finais daquele mesmo ano.

Em 1993, no auge da popularidade da NBA, os Knicks pegaram os Bulls na final da Conferência Leste. De um lado, MJ, Scottie Pippen, John Paxson e Horace Grant. Do outro, Pat Ewing, John Starks, Mark Jackson e Anthony Mason. Os Knicks ganharam os dois primeiros jogos em Nova Iorque e se criou um clima de oba-oba. Enfurecido, Jordan comandou seu time em uma histórica reação. Os Bulls ganharam os dois jogos seguintes de lavada, com direito a recordes 54 pontos de Jordan no jogo 4, Bulls 105 x 95 Knicks:


Então, o quinto jogo, a série empatada 2-2. No Madison Square Garden milhares torcendo pelo time de Nova Iorque. Na TV, milhões. E em Juiz de Fora o quarteto: eu e André, Dani e Diogo aos berros e xingamentos.

Em um jogo fabuloso (tem ele inteiro no You Tube), os Knicks perderam por 3 pontos. Ou melhor, Jordan ganhou o jogo. E isto que o time da casa errou arremesso, rebote e rebote quando perdia por 1 ponto e faltando 10 segundos. Inacreditável, Bulls 97 x 94 Knicks…Vejam:



Depois, o Bulls acabou ganhando fácil o jogo seguinte, 96 a 88 e fechando a série por 4-2 e garantindo-se na final pelo terceiro ano seguido, buscando o tricampeonato:

Na final, outro timaço chamado Phoenix Suns, do maluco genial Charles Barkley, dos ótimos Kevin Johnson e Dan Marjele. (EDITADO: obrigado Marcos pela correção) – Em Phoenix, os Bulls ganharam fácil o 1° jogo (100 a 92), apertado o 2° (101 a 98), com Jordan em uma média superior a 40 pontos por jogo, .

Os Suns venceram o terceiro jogo fora de casa, mesmo com 44 pontos de Jordan, 129 a 121 na prorrogação. Aí no quarto jogo, sua majestade “Air” Jordan chutou o balde: 55 pontos e uma surra em plena Phoenix Arena, 3-1 para o Bulls, 111 x 105. Confiram os melhores momentos:

Então, quando tudo parecia encerrado, outra vitória do Suns em Chicago e a decisão ficou 3-2. No sexto jogo, depois de jogar fora uma larga vantagem, o Bulls perdia por 98 a 96. A iminência de um sétimo jogo, fora de casa, era apavorante para o time de Chicago.

Aí, faltando 3.9 segundos, o reserva John Paxson acerta uma cesta de três e vira para o time da casa, comandado pelo excepcional técnico Phill Jackson. Então, o titular Horace Grant, em péssima fase (fez um ponto no 5° jogo e repetiu a dose naquele dia) acabou com o jogo ao conseguir um toco fenomenal em cima de uma bandeja de Kevin Johnson, garantindo a vitória e o tricampeonato para os Bulls, 99 a 98!!!

Mas este seria apenas mais um passo na história quase mitológica de Michael Jordan.

Outro capítulo estrondoso seria escrito em 1998 contra o Utah em Salt Lake City

ESPECIAL GUGA: O início do fim

29 de maio de 2008 1

Uma pena que, desde o final de 2001, Gustavo Kuerten não conseguiu mais jogar direito. Aos 26 anos, ele já tinha problemas sérios no quadril, justo no ano que ganhou em Roland Garros pela terceira, e última, vez ao bater Alex Corretja na final. Lesões consecutivas no quadril, recuperações lentas e resultados muito ruins em quadra, a maioria por falta de treinos, jogos e motivação.Guga, sendo homenageado em Roland Garros 2008 na sua despedida oficial

Porém Guga ainda teria um momento especial. Foi, para variar um pouquinho, na mítica quadra Philippe Chatrier em Roland Garros.

No torneio de 2004, pegava o líder do ranking Roger Federer. Enquanto todos esperavam uma vitória simples do suíço, ícone máximo da nova geração sobre o ídolo do passado recente, Guga se superou.

Ganhou por categóricos 3 a 0, um triplo 6-4!!! Para vocês terem idéia do impacto do jogo, foi a única derrota de Federer em Grand Slam na temporada. Ele está há inacreditáveis 226 semanas na liderança do ranking da ATP.

Depois, mais lesões, trocas de treinador (saiu Larri Passos, veio o argentino Héctor Gumy, voltou Larri). Guga não era o mesmo, e o final estava próximo. Em uma precoce aposentadoria, sempre com problemas no quadril, Guga anunciou sua temporada de despedida. Primeiro foi a saída no Brasil Open, com direito a um emocionado discurso:

Depois, a saída final. Na mesma quadra Philippe Chatrier, completamente lotada, Guga perdeu para o francês Paul-Henri Mathieu e se despediu das quadras. Com direito a uma homenagem especial da torcida antes do derradeiro game. Que aliás que teve uma passada fenomenal de esquerda de Guga sobre Mathieu.

Procurei, em vão, o meu autógrafo de Guga que recebi no Parcão aqui em Porto Alegre em 1998 (um lendário duelo entre Brasil e Espanha pela Copa Davis). Mas fica na minha memória e na de todos, o exemplo de profissional, esportista e, acima de tudo, ser humano.

Que aprendeu com as adversidades da vida e se tornou um personagem popular até no competitivo e fechado mundo do tênis, admirado pelos mais jovens e respeitado pela simpatia e talento pelos contemporâneos, incluindo mitos como Pete Sampras e André Agassi.

Um ídolo tipicamente brasileiro: batalhador, incansável, talentoso e carismático. E bota carismático nisto…

OBRIGADO, GUSTAVO KUERTEN!

Postado por Perin, fechando o especial Guga

  • ESPECIAL GUGA: Um mito brasileiro no tênis
  • ESPECIAL GUGA: O bi em Roland Garros
  • ESPECIAL GUGA: Líder do ranking da ATP!
  • ESPECIAL GUGA: O início do fim
  • 1986: a melhor Copa do Mundo que eu vi

    29 de maio de 2008 7

    Descontando grandes partidas da Seleção Brasileira, desde 1970 nunca houve uma Copa como a de 1986 no México. De todos os Mundiais que eu vi, o melhor disparado.

    Grandes Gênios… Grandes Craques

    Jogos inesquecíveis, como a perda nos pênaltis do México perante os alemães, partindo os corações de cem mil mexicanos no Azteca. Ou o Brasil x França dos pênaltis perdidos pelos gênios Zico e Platini.

    Craques, ou grandes jogadores em todos os times… O apogeu e a derrocada da “Dinamáquina” humilhando o bicampeão mundial Uruguai e batendo a vice-campeã mundial Alemanha Ocidental. E a surra imposta pela “Fúria” Espanhola sobre os mesmos dinamarqueses, uma semana depois.

    Bélgica 3×2 União Soviética em um show do goleiro Pflaff e do atacante Enzo Scifo. A goleada Brasil 4×0 Polônia e o craque de uma copa Josimar.

    Alemanha Ocidental 1×0 Marrocos (Matthäus 89`)
    França 4×2 Bélgica (3º lugar)

    Craques por seleção:

    França: Platini, Tiganá, Fernandez, Bats, Giresse, Papin, Dominique Rocheateau

    Bélgica: Scifo, Ceulemans, Gerets, Pfaff, van der Elst

    Alemanha Ocidental: Matthaus, Briegel, Schumacher, Brehme, Rummenigge, Littbarski, Allofs, Berthold

    Itália: Cabrini, Altobelli, Bruno Conti, Vierchowod, Vialli, o falecido Scirea…

    Espanha: Butragueño, Michel, Goikoetxea, Salinas, Camacho

    México: Hugo Sanchez

    Paraguai: Romerito, Fernandez

    Dinamarca: Laudrup, Morten Olsen, Elkjaer-Larsen, Jesper Olsen

    Inglaterra: Lineker, Hoodle, Robson, Peter Reid, Peter Beardsley, Peter Shilton,

    Argentina: Valdano, Maradona, Burruchaga, Ruggeri

    União Soviética: Dassajev, Zavarov(lembram dele, o pequenino Zavarov?), Kuznetsov

    Hungria: Esterházy

    Brasil: Branco, Carlos, Falcão, Zico, Sócrates, Careca, Muller, Edinho, Júlio César, Josimar

    Argélia: Madjer

    Irlanda do Norte: Pat Jennings, velhusco!

    Uruguai: Alzamendi, Don Enzo Francescoli.

    Escócia
    : Os agora treinadores George Strachan, Graeme Sounness,

    Bulgária: Yordanov, Kostadinov, Mikhailov

    Valia ou não valia a pena?

    A Copa de “la mano de Dios”. De Platini, da Dinamarca. Do apaixonado povo mexicano. A última do grande Scirea. Craques surgindo, como Scifo, Laudrup, Julio César, Branco.

    Lendas se despedindo, como Platini, Zico, Boniek, Schumacher, Briegel, Valdano, Conti, Altobelli, Cabrini, Falcão, Sócrates…

    Enfim, inesquecível…

    Postado por Perin

    Sempre ele, nosso ídolo máximo Galvão!

    28 de maio de 2008 1

    Galvão Bueno, sempre `profético`, aprontando mais uma das suas. No GP do Japão de 1993, após uma quebra de câmbio de Michael Schumacher (então na Benetton), o narrador oficial da Rede Globo disparou:

    “…fizeram a opção deles… O inglês, o novo dono da Benetton, Walkinshaw, mais o Flavio Briatore, fizeram a opção… Não quiseram mais o Piquet e o Moreno… Olha, com o Schumacher e com o Brundle, eles vão gastar dinheiro, viu… Porque o que eles batem não é fácil, o que eles estouram de motor…”

    Schumacher, na trágica temporada seguinte, de 1994, foi campeão mundial pela primeira vez. Ele seria mais seis vezes campeão do mundo e se tornaria o maior vencedor da história da Fórmula-1, com sete títulos e 91 vitórias, além de três vice-campeonatos e 31 recordes na categorias.

    Outra besteira de Galvão em corrida de F-1 aconteceu neste mesmo ano. A Rede Globo vive fazendo besteira em treinos (acho que em 1999 simplesmente não mostrou a volta da pole-position de Jacques Villeneuve), mas Galvão prefere ficar xingando a geração do conteúdo da FOA.

    Uma mais antiga eu já postei aqui… Galvão e Alain Prost na decisão de 1983 e confundindo os finlandeses, hehehe

    Postado por Perin, morrendo de rir

    O sucesso dos desconhecidos na Europa

    28 de maio de 2008 0

    Fred, Juca, Marcos Camozatto. Só os colorados, e mesmo assim somente os mais atentos, conhecem estes jogadores. Todos eles foram campeões nacionais na atual temporada européia, e em países tradicionais como a Bélgica e a Sérvia.

    Vendidos no meio do ano passado para o Standárd Liége, da Bélgica, o zagueiro Fred (que nunca jogou no profissional) e o lateral-direito Camozatto (de poucas partidas no time de cima) foram campeões belgas, o primeiro como reserva (jogou 11 jogos na temporada), e o segundo como titular (31 partidas.

    Foi o primeiro título do Standárd Liége em 25 anos! O time vermelho e branco, treinado pelo monumental ex-goleiro belga Michel Preud`homme (melhor goleiro das Copas de 1990 e 1994), vai disputar a Liga dos Campeões na próxima temporada. No time belga ainda o zagueiro Dante, ex-Juventude, e o atacante Igor, que foi para a Bélgica ainda com 17 anos.

    Juca obteve ainda mais destaque atuando pelo tradicional Partizan Belgrad, da Sérvia. Foi campeão da Sérvia e também da Copa da Sérvia. O volante, sobrinho de Paulo César Carpegianni, que começou no Internacional e jogou ainda no Botafogo e Fluminense, foi eleito o melhor jogador do último Campeonato Sérvio.

    O volante de 27 anos também fez o gol mais bonito da temporada, de empate no clássico contra o multicampeão Estrela Vermelha (jogo no qual atuou com o braço quebrado). Ao final da partida, por mais de 10 minutos, a torcida do Partizan gritava alucinadamente: “Juca, Juca, Juca“.  A única coisa que Juca não pode fazer em solo sérvio é usar qualquer camisa de cor vermelha… Corre o risco de apanhar na rua, já que é imensa a rivalidade com o Crvena Zvedza (nome oficial do Estrela Vermelha).

    Do lado tricolor, o zagueiro Adriano há muitos anos joga no futebol italiano, alternando períodos na Atalanta e no Palermo. Já recentemente o atacante Guilherme foi parar no Omonia Nicosia, do Chipre aonde joga ao lado do também ex-gremista Magno.

    O atacante Aloísio, de passagens fracassadas no time principal, foi jogar na Suíça, no Chiassio. Lembram do zagueiro Éder, que surgiu bem em 1997)? Ele foi rebaixado pelo Boavista em Portugal. O time está em péssima fase, mas já disputou Liga dos Campeões antes e Éder sempre foi um dos principais jogadores.

    Bem mais conhecido, Carlos Eduardo foi vice-campeão da Segunda Divisão alemã no Hoffenheim. Porém isto não é nada em comparação com Anderson. O herói da “Batalha dos Aflitos” foi campeão europeu e inglês pelo Manchester United, tendo sido titular por grande parte da temporada.

    P.S. Agradecimento especial ao grande amigo Guilherme Boeira, colaborador tradicional nestas pesquisas “alternativas” sobre jogadores e times obscuros…

    Postado por Perin, caçando jogador até no Chipre

    ESPECIAL GUGA: Líder do ranking da ATP!

    28 de maio de 2008 1

    No final do ano de 2000, Gustavo Kuerten precisava ganhar a Masters Cup (torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada) em Lisboa para terminar a temporada em alta. Mais do que isto, vencendo o torneio sairia líder dos dois rankings, de entradas e de semanas da ATP. Seria a coroação final de um ano especial, no qual Guga conquistou o bicampeonato de Roland Garros.

    Porém Guga perdeu feio na primeira rodada da fase de grupos para André Agassi (outro tenista carismático, e certamente ainda mais talentoso que o brasileiro), mas reagiu batendo Magnus Norman e Yevgeny Kafelnikov (algoz de Guga nas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de Sydney naquele mesmo ano).

    Por ter perdido na estréia, Kuerten precisaria vencer a Masters Cup para ser, pela primeira vez na carreira, o líder do ranking da ATP. Mas para isto teria que bater no sábado Pete Sampras e no domingo André Agassi. Sabe quantas vezes alguém fez isso em um mesmo torneio? Pois é, como devem imaginar, jamais ninguém conseguiu esta façanha antes!

    Na semifinal Guga superou pela primeira vez o lendário Pete Sampras (dando o troco do roubo em Miami). Na finalíssima, Guga bateu Agassi e conquistou o título. Foi a primeira vez que um brasileiro terminou o ranking de entradas como número 1 do mundo. O mundo estava a seus pés.

    Guga ficaria 43 semanas em primeiro lugar no ranking (8 semanas entre dezembro e janeiro, mais cinco entre fevereiro e março e depois 30 semanas consecutivas entre abril e novembro), período no qual conquistaria o Tricampeonato em Roland Garros e mais os títulos de Buenos Aires, Acapulco, Monte Carlo, Stuttgart e Cincinnati.

    Roland Garros 2001 foi dramático. Depois de surpreendentes vitórias fáceis sobre a legião argentina com Guilhermo Coria e Agustín Calieri, Guga penou contra o norte-americano Michael Russel, 136 do ranking. Chegou a salvar um match point quando o jogo estava 0×2, virando a partida. Depois nas quartas-de-final, adivinhem: pela terceira vez, na mesma fase, o russo Kafelnikov. E Guga ganhou apertado, depois vencendo fácil nas semis o espanhol Juan Carlos Ferrero. Na decisão, Guga saiu perdendo mas depois virou e venceu o também espanhol Alex Corretja, velho rival no saibro, por 3 a 1. Era o tricampeonato na lendária quadra Philippe Chatrier.

    Postado por Perin, lembrando daquela noite em Lisboa

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    27 de maio de 2008 0

    Ontem falei de 1997 e da ascensão de Gustavo Kuerten ao topo do mundo. Pois bem, chegamos a 1998. Em Roland Garros uma surpreendente queda perante o então novato Marat Safin (depois grande rival de Guga no saibro), deixou Guga como espectador de Fernando Meligeni, que deu um show e só caiu nas oitavas-de-final perante o austríaco Thomas Munster, campeão de 1995 e o “Rei do Saibro” nos anos 90.

    Porém Guga precisava lutar contra o rótulo de “wonder one”, de brilho de um torneio só. Passou por fases instáveis e derrotas inexplicáveis, mas ganhando em Stuttgart e Mallorca, em um ano de mais frustrações que vitórias importantes. Mas seguia entre os primeiros do ranking da ATP.

    No ano seguinte, Kuerten mostrou que aguentava a pressão psicológica de ser um tenista top, com exigências extremas sem perder a personalidade extremamente carismática e aberta.

    Se tivesse batido o ucraniano Andrei Medvedev teria chegado a uma semifinal brasileira contra Meligeni (que também perdeu para o ucraniano). E passou a obter resultados constantemente superiores em quadras rápidas, incluindo uma fantástica quartas-de-final em Wimbledon.

    Em 2000, no auge de seu tênis, ganhou em Santiago, foi vice em Roma e depois venceu em Hamburgo, chegando a Roland Garros em ótima fase e grande rivalidade com o sueco Magnus Norman. Além disto, passou a ganhar muitos jogos em pistas rápidas.

    Deu um show em dois Masters Series nos EUA mas foi escandalosamente prejudicado pela arbitragem em favor do mítico Pete Sampras na final de Miami, uma roubalheira lembrada até hoje. De tão revoltado Guga ainda citava este jogo no torneio de Wimbledon do ano seguinte. Vejam a irritação de Guga após o ponto final em Key Biscayne. Reparem ainda que, depois de cumprimentar Sampras, Guga aponta irritado para os fiscais de linha.

    O título de Roland Garros em 2000 foi o mais “fácil” para Gustavo Kuerten. Ele passou bem por todos até as quartas-de-final, quando pegou de novo Kafelnikov. Venceu em um dramático 3 a 2, superou Juan Carlos Ferrero de maneira ainda mais difícil até enfrentar Magnus Norman na decisão. Vencendo por 3 a 1, Guga escrevia seu nome na história. Ele era bicampeão de Roland Garros.

    Em um ano brilhante, ele ainda levou o caneco em Indianápolis antes de ir para a Master Cup de Lisboa. Seu objetivo: terminar o ano como líder do ranking da ATP e de Entradas.

    Mas isto é papo para amanhã…

    Postado por Perin, com saudades do genial manézinho

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  • Os tempos dourados da Fórmula-1: as 10 melhores ultrapassagens da história

    27 de maio de 2008 2

    O colega Daniel Dias, do ótimo blog “Fórmula-1“, postou uma foto que sintetiza o sentimento de que passou a acompanhar a Fórmula-1 de 1982 até 1993. Sentadinhos, um do lado do outro: Senna, Prost, Piquet e Mansell.

    Este foi um período no qual os seguintes campeões brilharam: Niki Lauda, Alain Prost, Nélson Piquet, Ayrton Senna, Nigel Mansell e um novato Michael Schumacher.

    Do tempo que a categoria máxima do automobilismo deixou de ser um “circo da morte” (em certo momento dos anos 70, um em cada 7 pilotos morria nas pistas) em carros frágeis e pistas vergonhosamente inseguras, com armadilhas da morte, literalmente.

    E que tivemos pegas fenomenais dentro das pistas. Campeonatos decididos somente no último ponto, da última corrida. São os casos de 1984 e 1986. Polêmicas dentro e fora das pistas, como em 1989 e 1990. Temporadas com alternância de predomínio entre pilotos e equipes, como foi o início de 1991 com um passeio de Senna, a reação da Williams de Mansell no meio da temporada, e o equilíbrio na decisão do campeonato.

    Era uma época que os pilotos coadjuvantes além de terem chances de ganhar provas eventuais, casos de Gerhard Berger, Riccardo Patrese, Michele Alboreto, Keke Rosberg ou ainda Thierry Boutsen

    Em homenagem à mais legal categoria do automobilismo mundial, uma seleção com as 10 melhores ultrapassagens da história da Fórmula-1: