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Posts de maio 2008

"Barras", parte II - O resto do Brasil se rende

22 de maio de 2008 2

Tradicionalmente, as torcidas cariocas sempre foram a maior fonte criativa de cânticos no futebol. Criando ou copiando outras músicas, era de lá que saíam os exemplos para o resto do Brasil.

Porém recentemente o fenômeno das barras se alastrou por todo o país e está modificando esta realidade. A dupla Gre-Nal tem visto os gritos que embalam Olímpico e Beira-Rio se tornarem comuns no Maracanã, Mineirão, Pacaembu, Morumbi

Com o evidente apoio da Rede Globo, Flamengo e Corinthians tem aparecido constantemente na mídia com novas canções. Só que elas não são tão novas assim. Todas são adaptações de canções populares, e copiadas de torcidas gaúchas.

O plágio mais famoso é da torcida do Flamengo e o Tema da Vitória. Depois de umas duas semanas dizendo que era invenção rubro-negra, saiu uma matéria especial no Esporte Espetacular confessando a imitação de uma música colorada.

Há um mês, os cariocas fizeram uma versão de Can%27t Take My Eyes From You – Andy Williams. Já na semana passada, os corinthianos copiaram outra música do Inter, uma nova versão para Amigos – Roberto Carlos.


TEMA DA VITÓRIA – REDE GLOBO

Colorado é coração, trago amor e paixão – Internacional 4×0 Pachuca – 07/06/2007

Raça, amor e paixão  – Flamengo 2×0 Atlético-MG – 29/07/2007


CAN`T TAKE MY EYES FROM YOU – ANDY WILLIAMS

Vamos meu Inter – Internacional 3×0 Emelec – 1º/03/2007

Vamos Flamengo – Flamengo 0×3 América-MG – 07/05/2008

AMIGO – ROBERTO CARLOS

Meu melhor amigo – Internacional 1×1 Corinthians – 27/08/2006

Não pára, não pára! – Corinthians 4×0 Goiás, 06/05/2008

A torcida vascaína imita quase todas as músicas da Geral do Grêmio, que hoje não canta mais em espanhol. Os gremistas ainda mudaram o enfoque das músicas (as mais populares eram contra o rival, e hoje isto não é assim). Cânticos argentinos, até porque a gauchada vive por lá, são mais comuns inclusive na entonação, mais pausada e ritmada.

A citada abaixo do Grêmio, do cantor e compositor gaúcho Wander Wildner é mais velha que o rascunho da bíblia e cantada há anos no Olímpico, vejam:

BEBENDO VINHO – WANDER WILDNER

Torcer pro Grêmio bebendo vinho – Grêmio 2×0 Vasco, 07/05/2006

Torcer pro Vasco ser campeão – Vasco 2×2 Palmeiras – 31/10/2007

O Fluminense, outro time carioca, gostou de uma música bastante popular no Olímpico, o Figueirense também imitou. Meu único amor é a versão tricolor para o megahit do Iron Maiden – Fear of The Dark. Até o Guarani quer imitar. Achei só referências na internet, mas não achei os vídeos.

Grêmio: Meu único amor – Grêmio 0×2 Boca Juniors – 21/06/2007


SÉRIE COMPLETA – ‘AS BARRAS: UM NOVO JEITO DE TORCER’

Dia 15: “Barras”, parte I – Um novo jeito de torcer

Dia 22: “Barras”, parte II – O resto do Brasil se rende

Dia 23: “Barras”, parte III – A globalização via internet

Dia 23: “Barras”, parte IV – Música pop no futebol baiano

Man Utd tricampeão: Em honra aos "Bubsy Babes"!

22 de maio de 2008 0

Manchester United, tricampeão europeu - Foto por Ivan Sekretarev. AP
Em um dos mais memoráveis jogos da história das finais da Liga dos Campeões da Europa, o Manchester United se sagrou tricampeão europeu ao bater o Chelsea nos pênaltis por 6×5, depois de um empate no tempo normal em 1×1.

Com justiça, o time de Old Trafford repetiu os anos de 1968 e 1999, se sagrando como o novo dono da Europa e se credenciando para o Mundial de Clubes no final da temporada. Uma especial homenagem aos oito jogadores que morreram há 50 anos,  em um acidente aéreo logo após uma partida de Copa dos Campeões .Cinco dos sobreviventes, incluindo a lenda Bobby Charlton, estavam no estádio Luzhniki hoje. 

Um prêmio para uma equipe que começou a ser reformulada há cerca de quatro anos e tem uma base jovem. Que viu o Arsenal e o Chelsea dominar o campeonato nacional antes da virada. De lá para cá, vieram os ingleses Wayne Rooney e Michael Carrick, os portugueses Cristiano Ronaldo e Nani, o sérvio Nemanja Vidic, o francês Patrice Evra, o brasileiro Anderson (ex-Grêmio) e o argentino Carlos Tévez, todos contratados com menos de 24 anos. Ao seu lado, ícones como Ryan Giggs e Paul Scholes, e jogadores experientes como Rio Ferdinand e Edwin van der Sar.

E uma lástima para o Chelsea . Se às vezes nenhum dos finalistas joga bem na decisão, este ano o time azul de Londres merecia igualmente ser campeão. Se não foi melhor na campanha até a decisão, e ainda perdeu o Campeonato Inglês para o mesmo algoz de ontem, o time do técnico Avram Grant foi superior a maior parte da partida em Moscou. Dominou o segundo tempo inteiro e ainda o primeiro tempo da prorrogação e acertou a trave duas vezes. O goleiraço Petr Cech, o capitão John Terry e os meias Michael Ballack e Frank Lampard tiveram atuações soberbas.  

O Manchester, muito superior na etapa inicial, perdeu dois gols feitos graças a milagres do paredão Cech (que, ao final, se mostrou azarado de novo nos pênaltis) no primeiro tempo, e a cabeça salvadora de John Terry na prorrogação, tirando uma bola de Ryan Giggs (759 jogos pelo Manchester United, recorde da história do clube) em cima da linha.

Os vilões da final: Foi uma atuação apática dos três atacantes em campo: Rooney, Tévez e Drogba, que ainda cometeu uma besteira e foi expulso na prorrogação. Scholes (que estava suspenso e não jogou a final de 1999) e Essien tiveram atuações bastante apagadas no meio-campo. 

O jogo: No estádio Luhzniki, o Manchester dominou totalmente o primeiro tempo e o Chelsea a segunda etapa. Ao contrário de outros jogos decisivos, o primeiro tempo da prorrogação foi igualmente dramática e com direito a bolas na trave e a defesa salvando em cima da linha. Nos 15 minutos finais, esgotados de uma longa temporada repleta de decisões, os times só aguardaram as penalidades. 

E até mesmo na disputa de pênaltis, drama para ambos os lados: na terceira cobrança, Cristiano Ronaldo vai e… ERRA! Ele que tinha errado uma cobrança no tempo normal nas semifinais contra o Barcelona, foi inventar moda e bateu com paradinha e tudo muito mal. Quando tudo parecia estar decidido, o pênalti final para o Chelsea, o capitão John Terry bate e… ERRA TAMBÉM!

Incrível, Van der Sar tinha pulado para o lado errado mas a lenda do Chelsea, capitão e ícone do clube, escorregou e errou! Depois que Anelka errou e o Manchester foi campeão, uma das cenas mais dramáticas da partida foi o inconsolável choro de Terry, que passou os 30 minutos seguintes em um solitário e contínuo pranto. 

Atuações da partida:

ÓTIMO: Cech, Van der Sar, Vidic, Ferdinand, Ballack, Lampard
BOM: Ronaldo, Ricardo Carvalho, Evra, Makelele, Terry
REGULAR: Carrick, Ashley Cole, Giggs, Hargreaves, Brown
RUIM: Scholes, Essien, Rooney, Malouda, Nani
PÉSSIMO: Anelka, Drogba, Tévez, Joe Cole
SEM NOTA: Kalou, Anderson, Belletti

BICAMPEÕES EUROPEUS: Paul Scholes, Wes Brown, Ryan Giggs, Alex Ferguson


A Europa tem novo dono. Ele é inglês. Ele é multimilionário. Ele é multicampeão. E ele é um timaço.

PARABÉNS MANCHESTER UNITED, TRICAMPEÃO DA EUROPA!

Especial 01: Mr. Mônaco, Graham Hill

22 de maio de 2008 0

Graham Hill, GP de Monaco de 1963

Vocês devem lembrar perfeitamente de Damon Hill, campeão da Fórmula 1 em 1996 pela Williams. Também se recordam de dezenas de citações sobre seu pai, Graham Hill. Pois bem, o velho Graham foi campeão mundial em 1962 e 1968, e foi por décadas o maior vencedor da história do GP de Mônaco.

Faleceu veterano em um acidente aéreo no qual morreram membros de sua equipe Embassy Hill e o também piloto Tony Brise. Graham Hill também é o único piloto da história a conquistar a %22Tríplice Coroa do Automobilismo%22: 24 horas de Le Mans (1972), 500 milhas de Indianápolis (1966) e o GP de Mônaco de Fórmula-1 (1963, 1964, 1965, 1968 e 1969).

Depois de iniciar como mecânico, Graham Hill estreou na F-1 em 1958 na Lotus justamente em Montecarlo, pista que faria sua lenda. Constantemente rápido, logo chamou a atenção da confiável BRM. Foi na equipe inglesa que ele conquistou seu primeiro título, em 1962. E foi ali que ganhou em Monaco por três anos consecutivos: 1963, 1964 e 1965.

Esta última seria sua grande corrida na carreira: largou na pole, liderou por quase toda a corrida quando saiu da pista. Voltou em 5° e foi batendo recordes da pista até superar Jackie Stewart (seu grande rival na época) e Lorenzo Bandini (que morreria ali mesmo dois anos depois) e conquistar a vitória. Foi também a segunda e última vez que um piloto caiu no mar, fato inusitado que ocorreu com Paul Hawkins, da Lotus na volta 79 (ele nada sofreu).

Em 1966, Hill seria o vencedor das 500 milhas de Indianápolis pilotando um Lola-Ford. Depois retornaria à Lotus, no qual seria um dos pilotos do revolucionário carro-turbina. Em 1968, seria campeão pela Lotus depois das trágicas mortes do amigo e companheiro Jim Clark, e do substituto Mike Spence (este nas 500 milhas).

No ano seguinte, Hill e seu companheiro Jochen Rindt (que morreria no ano seguinte em Monza e seria campeão póstumo), sofreriam dois acidentes graves com sua Lotus na mesma pista e no mesmo dia (GP da Espanha em Montjuich). Hill quebrou as duas pernas e Rindt fraturou o crânio. A causa? Quebras nos aerofólios altos que, por causa disto, foram banidos pela FIA.

Hill seria o vencedor das 24h de Le Mans em 1972 e neste mesmo ano começaria o sonho de ter sua equipe. Que seria encerrado em 1975 no acidente áereo ao norte de Londres…

A homenagem é o relato do GP de Mônaco de 1965 (cenas desta corrida foram utilizadas no filme Grand Prix, de John Frankenheimer e com James Garner e Yves Montand):

Amanhã: O Rei de Mônaco, Ayrton Senna

Postado por Perin, saudando o grande britânico de sempre

Especial Mônaco - História e curiosidades do GP

21 de maio de 2008 0

A partir desta quinta-feira, o Almanaque Esportivo terá uma série de posts sobre o GP de Mônaco, a mais charmosa corrida da Fórmula-1. A corrida deste domingo irá mostrar se Felipe Massa continua sua reação na temporada, se Kimi Raikkonen continua favorito ou ainda se as McLarens de Lewis Hamilton e Heiki Kovalainen terão chances

 

Mas mais do que isto, uma corrida em Mônaco é especial. É uma das poucas corridas que todas as curvas tem nomes históricos, e é a única que um piloto pode abandonar e, literalmente ir para casa esfriar a cabeça. Ou cair no mar…

Assim, o Almanaque desta semana terá reportagens especiais:

Postado por Perin, vendo a corrida da Rascasse

Querem saber? Às favas com o imparcialismo!

21 de maio de 2008 6

Na boa, azar do imparcialismo!!!!


 


Não sou jornalista, vou escancarar!


 


GO AHEAD RED DEVILS


 


THE REDS GO MARCHING ON!!!!!!!







Postado por Perin, mandando os azuis de Londres passear…

Bad-Boy é isto aí...

21 de maio de 2008 1

Edmundo, Djalminha, Paul Gascoigne, `bad-boy`s? Que nada…

Joey Barton, talentoso meia-direita inglês do Newcastle, foi condenado hoje a seis meses de cadeia por agressões brutais a duas pessoas no dia 27 de dezembro do ano passado.  Barton, com um vasto histórico de indisciplina dentro e fora de campo, tomou um porre e cometeu lesões corporais graves em duas pessoas.

Imagens do circuito interno de uma boate de Liverpool pegaram o jogador, seu irmão e sua prima em um incidente muito violento. Barton aparece dando duas dezenas de socos em um homem, além de quebrar o maxilar de um garoto de 16 anos, que nada tinha a ver com a briga em um McDonald`s da cidade inglesa.

A briga começou porque um dos agredidos estava com um grupo de pessoas e provocou Barton e seu irmão. Aos gritos, o grupo falou a respeito do irmão adotivo Michael, que está preso condenado por um assassinato, no qual é acusado de matar um negro por questões raciais. Revoltados e muito embriagados, o trio foi para cima do outro grupo e a discussão virou uma tremenda pancadaria…


 


Barton já havia sido dispensado do Manchester City por agredir o colega Ousmane Dabo com lesões corporais sérias (boatos indicam que ele pegou um taco de golfe e acertou o companheiro). Ele ainda será julgado por este crime e, por não ser primário, deve ser condenado novamente.

Postado por Perin, espantado com a violência do homo sapiens

"Road to Moscow" - Manchester United

20 de maio de 2008 0

Para chegar à decisão da Liga dos Campeões 2007/08, o Manchester United atropelou os adversários sem sofrer uma única derrota. Campeão inglês da temporada 2006/07, se classificou automaticamente para a fase de grupos. Se o ucraniano Dínamo Kiev foi presa fácil, Sporting e a Roma poderiam engrossar um pouco. Especialmente os italianos, em busca de vingança depois da histórica goleada de 7×1 nas quartas-de-final da temporada anterior. Porém o Manchester sobrou: ganhou 5 dos 6 jogos e só empatou um, com a Roma jogando com reservas na Itália.

Nas oitavas, um heróico empate em 1×1 com gol no finalzinho de Carlos Tévez perante o Olympique Lyon. Em casa, um 1×0 com golaço de Cristiano Ronaldo selou a vaga. Nas quartas, a Roma de novo. No primeiro jogo, um 2×0 em Roma já praticamente definiu o confronto, que seria resolvido com um 1×0 no Old Trafford. Nas semis, um 0×0 doloroso no Camp Nou em Barcelona com direito a pênalti perdido por Cristiano Ronaldo. Mas um golaço do veterano Paul Scholes selou o confronto decisivo e a vaga na final.

O curioso é que, apesar do estilo ofensivista do técnico Alex Ferguson, na Liga dos Campeões quem tem dado show é a defesa. Só levou 5 gols em 12 jogos, enquanto o ataque fez 19. O artilheiro do time (e da Liga) é o meia-atacante português Cristiano Ronaldo, com sete gols.

Os números: 12J, 9V, 3E, 0D, 19GP, 5GC.
Artilheiros: Cristiano Ronaldo (7 gols), Wayne Rooney e Carlos Tévez (4 gols).
Desfalques para a decisão: nenhum.
Brasileiros na decisão: Anderson (provavelmente no banco).

Postado por Perin

"Road to Moscow" - Chelsea

20 de maio de 2008 3

Ao contrário do rival da decisão de amanhã, o Chelsea teve dificuldades para chegar à final da Liga dos Campeões 2007/08. Logo na estréia, empatou em 1×1 com o Rosenborg e a torcida vaiou muito o time, em especial o treinador José Mourinho. Desgastado, ele foi demitido uma semana depois e substituído pelo israelense Avram Grant. Quem?

Para quem estava acostumado com os nomes %22high-profile%22 da %22Era Abramovich%22, a escolha do obscuro Grant causou estranheza. Porém na Liga dos Campeões ele começou com o pé-direito, batendo o Valencia fora de casa por 2×1. Alternando bons e maus momentos, o Chelsea passou em primeiro na sua chave, com 3 vitórias e 3 empates.

Nas oitavas, deu sorte e pegou o fraco Olympiacos. Passou sem nenhum trabalho ao empatar em 0×0 em Atenas, e golear em casa por 3×0. Na fase seguinte, a primeira (e única derrota): 2×1 para a surpresa Fenerbahce, em Istambul. No jogo de volta, Ballack fez 1×0 no início e Lampard ampliou no final.

E aí, o pesadelo de 2005 e 2007 de novo: Liverpool nas semifinais. No primeiro jogo, fora de casa, tudo parecia se repetir quando Kuyt fez 1×0. Mas um gol contra bizarro de Riise, nos acréscimos, empatou o jogo e deixou o Chelsea em vantagem. Então, em um jogaço decidido na prorrogação, o Chelsea venceu por 3×2 (2×1 no tempo extra), acabou com o fantasma de eliminações contra o Liverpool e garantiu assim uma inédita final de Liga dos Campeões.

O Chelsea, ainda seguindo a filosofia dos tempos de Mourinho, adota um estilo de jogo pragmático. Em seu favor, o técnico Grant tem o fato de ter conseguido fazer Ballack e Lampard jogarem juntos com qualidade, além de ter tido mais sorte com menos lesões no sistema defensivo.

Os números: 12J, 6V, 5E, 1D, 19GP, 6GC.
Artilheiros: Didier Drogba (6 gols), Frank Lampard (3 gols).
Desfalques para a decisão: nenhum (o capitão John Terry é dúvida, mas deve jogar).
Brasileiros na decisão: Alex e Belletti (provavelmente no banco)

Postado por Perin

Liga dos Campeões - Finais de 2005, 2006 e 2007

19 de maio de 2008 3

2005 – Gerrard recoloca o Liverpool no topo da Europa – Liverpool (4) 3×3 (3) Milan

Desacreditado, o Liverpool conquistou a Europa pela quinta vez da maneira mais espetacular deste século XXI. Isso ao superar o Milan na final da Liga dos Campeões 2005/06, disputada no estádio Ataturk, em Istambul. O time treinado por Rafa Benítez perdia por 3×0 do Milan no segundo tempo, mas conseguiu empatar e depois vencer nos pênaltis. O Liverpool atropelou o Bayer Leverkusen nas oitavas, bateu a Juventus nas quartas e o, agora sim bilionário, Chelsea nas semis. Já o Milan bateu Manchester United, Internazionale (de novo!) e PSV antes da final.

O jogo: Antes de dois minutos, já estava 1×0 para os italianos, gol da lenda Paolo Maldini. O pesadelo inglês continuaria com dois gols do argentino Hernán Crespo, aos 38 e 44 minutos. Game, set and match para o Milan? Que nada, comandado por uma soberba atuação do capitão Steven Gerrard, o Liverpool conseguiu uma histórica reação. O próprio Gerrard descontou aos 6 minutos, o tcheco Smicer aos 11 e o espanhol Xabi Alonso, em rebote de pênalti, fechou a reação aos 15 minutos. Em seis minutos, três gols e a igualdade! Muito cansados e nervosos, os dois times pouco criaram até a prorrogação. No tempo extra, o Milan teve duas chances incríveis, mas a sorte do goleiro polonês Jerzy Dudek estava em dia. Nas penalidades, John Arne Riise errou para o Liverpool, enquanto o brasileiro Serginho, o italiano Andrea Pirlo e o ucraniano Andriy Shevchenko desperdiçaram e deram o título para os ingleses mais uma vez. Sem sombra de dúvida, a mais saborosa de todas.


LIVERPOOL – MILAN 3-3 ( 3-2 penalties… por sylar335

2006 – Ronaldinho é o dono da Europa! – Barcelona 2×1 Arsenal

Favorito, o Barcelona acabou confirmando o seu segundo título europeu ao derrotar por 2×1, de virada, o Arsenal no estádio Stade-de-France. Neste ano, os gaúchos em especial acompanharam atentamente a final da Liga dos Campeões, pois o Internacional fazia boa campanha na Libertadores e podia pegar (como de fato ocorreu), o Barcelona no Mundial FIFA de Clubes. O time catalão tinha o melhor jogador do mundo disparado de então: o brasileiro Ronaldinho, além de jogadores como Deco e Eto em excepcional fase. Depois de um passeio na primeira fase, o Barça pegou o poderoso Chelsea nas quartas e arrancou a classificação fora de casa. Nas quartas, o Barça superou a surpresa Benfica, e despachou o vice-campeão Milan nas semis. Enquanto isto, o Arsenal tinha um caminho mais duro: Real Madrid, Juventus e, de forma dramática, o Villarreal nas semis. O time inglês contava com muito conjunto, uma grande fase do francês Thierry Henry e do jovem espanhol Césc Fábergas.

O jogo: a partida foi bastante atípica. Considerado azarão, o Arsenal do excepcional técnico Arséne Wenger ainda perdeu o goleiro Jens Lehmann, expulso no 1° tempo aos 18 minutos. Mesmo assim, o zagueiro Sol Campbell fez 1×0 de cabeça aos 37 minutos, deixando os londrinos (em busca de um título inédito) em vantagem. Dali em diante, o jogo foi o seguinte: o Barcelona fazia uma blitz e o Arsenal especulava em contra-ataques com Henry, que inclusive perdeu um gol feito. Muito mal no jogo, Ronaldinho viu o show ser roubado pelo veterano sueco Henrik Larsson. O reserva entrou e deu o passe para os dois gols da virada catalã: Samuel Eto’o aos 31 e o brasileiro Belletti aos 36 minutos, dando o título ao Barcelona, que repetia 1992. E, de novo, enfrentaria um brasileiro no Mundial mas esta é uma outra história…


FC Barcelona – Champions Final 2006 FC… por danielrn5

2007 – “La vendetta dei rossoneros” – Milan 2×1 Liverpool

A vingança italiana demorou dois anos, mas o Milan se sagrou heptacampeão europeu ao bater o Liverpool por 2×1 na final disputada no estádio Olímpico de Atenas, na Grécia. Foi o troco de 2005, quando os dois times também decidiram a competição. E, mais uma vez, os gaúchos assistiram com atenção a partida pois o Grêmio brilhava na Libertadores e poderia pegar o campeão europeu no Mundial da FIFA de Clubes. Depois de uma primeira fase tranquila, o Milan bateu apertado o Celtic Glasgow, passou fácil pelo Bayern de Munique e ganhou com sobras do então favorito Manchester United (em um show especial de Kaká e Seedorf no 2° jogo). Já o Liverpool ganhou do então campeão Barcelona, dos holandeses do PSV e do rival Chelsea nas semis (assim como em 2005). Tudo parecia encaminhar-se para um repeteco.

O jogo: Porém a partida não foi do jeito que os ingleses esperavam. Mesmo com um time até superior ao de 2005, o Liverpool não conseguiu superar o esquema defensivo do Milan e foi dominado no meio-campo. Seedorf e Kaká tiveram outras atuações soberbas, assim como o veterano centroavante Filippo Inzaghi. Este fez 1×0 aos 45 do 1° tempo, e repetiu a dose em um contra-ataque aos 39 do 2° tempo. Quase no final, o grandalhão holandês Dirk Kuyt descontou mas isto foi insuficiente para evitar o título italiano. Pela sétima vez, o Milan conquistava a Europa.


2007 (May 23) AC Milan (Italy) 2-Liverpool… por sp1873

Amanhã: os caminhos de Chelsea e Manchester United até a decisão em Moscou

Liga dos Campeões - Finais de 2002, 2003 e 2004

19 de maio de 2008 0

2002 – Zidane e Casillas: supremos! – Real Madrid 2×1 Bayer Leverkusen

Real Madrid e Bayer Leverkusen chegavam à decisão no lindíssimo Hampden Park, em Glasgow, vivendo momentos diferentes. O Bayer era líder do Alemão, finalista da Copa da Alemanha e da Liga dos Campeões, mas conseguiu perder as decisões domésticas e só a Liga poderia salvar uma derrocada final do time do zagueiro brasileiro Lúcio, do meia Michael Ballack e do atacante Oliver Neuville. Nas quartas, o Bayer eliminou o Liverpool. E nas semifinais, em um jogaço, bateu o Manchester United. Já o Real, octacampeão europeu, vinha embalado por ótima campanha na Liga, no primeiro ano dos ‘Galáticos’ de Florentino Pérez. Jogadores do quilate de Zinedine Zidane, Figo, Raúl, Roberto Carlos e Fernando Morientes defendiam o time merengue. Nas quartas, o Real superou o então campeão Bayern e nas semis, o arquirrival Barcelona, com sobras.

O jogo: foi um jogaço! Para compensar a chatice de 2001, Real e Bayer fizeram uma partida fenomenal, de alta ofensividade e muitas conclusões a gol. Logo no início do jogo, Raúl fez 1×0 para os madrilenhos. Mas o brasileiro Lúcio empatou logo depois, 1×1. Então, no final do primeiro tempo, o momento mágico: Zidane pega de sem-pulo, da entrada da área e acerta o ângulo do goleiro Hans Butt. O francês assina uma obra-prima e faz o gol mais bonito das finais de Liga deste milênio. No segundo tempo, o goleiro espanhol César sai machucado, entrando o então jovem Iker Casillas, ainda se firmando no time principal. Com três defesas monumentais, o garoto segura a pressão dos alemães e garante a vitória do Real Madrid, campeão europeu pela nona (e até agora, última), vez.

Gol antológico de Zinedine Zidane, garantindo o título:


2002 (May 15) Real Madrid (Spain) 2-Bayer… por sp1873


Casillas fechando o gol após entrar no Segundo tempo:

2003 - Mais italiano (e chato), impossível! - Milan (4) 0×0 (3) Juventus

Pela primeira vez na história, dois times italianos decidiram o título da Liga no Old Trafford, em Manchester. Milan e Juventus fizeram um dos jogos mais chatos de todos os tempos, um 0×0 murrinha decidido somente nas penalidades. O Milan começava naquela temporada a base da equipe que seria vice-campeã européia em 2005 e campeã da Europa e do Mundial em 2007. Já a Juventus não estava tão forte tecnicamente, e dependia muito do talento do eterno Alessandro Del Piero,do tcheco Pavel Nedved e da sólida defesa bianconera. Nas quartas, os “rossoneri” bateram o Ajax e a arquirrival Internazionale nas semis, enquanto a Juventus superou a dupla espanhola Barcelona e Real Madrid

O jogo: a decisão foi tão ruim que eu só vou por os melhores momentos da disputa de pênaltis. Durante 120 minutos, Milan e Juventus alternaram um “catenaccio” horroroso, ambos com medo de perder. Nas penalidades, um show do brasileiro Dida, que pegou as cobranças de Trezeguet, Birindelli e Montero. Pelo Milan, Seedorf e Nesta desperdiçaram, mas o ucraniano Andriy Shevchenko converteu a quinta cobrança e selou a conquista. Milan, campeão europeu pela sexta vez. Seedorf e Ancelotti comemoraram de maneira especial: o craque holandês foi o 1º a conquistar a Europa por três times diferentes (havia vencido por Ajax e Real Madrid), enquanto o treinador sentiu-se vingado, pois havia sido demitido da Juventus dois anos antes.


2004 – O que está acontecendo aqui? – Porto 3×0 Monaco

Quando terminou o ano de 2004, a pergunta era: até quando vão continuar as zebras? Afinal, a Grécia era campeã européia, o Santo André campeão da Copa do Brasil, o Once Caldas era campeão da Libertadores. Mas tudo isto havia começado lá na Liga dos Campeões, quando as surpresas foram muito longe. Já na primeira fase, caíram Internazionale e Lazio. Nas oitavas, o Porto e o Deportivo La Coruña eliminaram Manchester United e Juventus. Nas quartas, o Monaco, o La Coruña e o Chelsea (então ‘pobre’) se classificaram sobre Real Madrid, Milan (de maneira incrível, revertendo um 4×1 para 4×0) e Arsenal. Nas semis: Porto x La Coruña e Monaco x Chelsea. Portugueses e franceses se classificaram para a final na Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen. E deu a ‘menos’ zebra, o Porto.

O jogo: Treinado pelo estrategista José Mourinho, o Porto não deu nenhuma chance para o Monaco, do novato treinador Didier Deschamps. Ainda no início do jogo, Ludovico Giuly (o principal jogador do time francês ao lado de Fernando Morientes) saiu de campo com lesão muscular. O Porto, que tinha o zagueiro Ricardo Carvalho e o meia Deco como principais destaques, fez 1×0 com o também brasileiro Carlos Alberto aos 39 do 1º tempo. Na etapa complementar, o Monaco se atirou para o ataque e foi castigado em dois lances: Deco fez 2×0 aos 26 minutos, e o russo Dmitri Alenichev fechou o placar quatro minutos depois. Reprisando 1987, a Europa era lusitana novamente. E do Porto.


2004 (May 26) Porto (Portugal) 3-AS Monaco… por sp1873

Ainda hoje – Finais de 2005, 2006 e 2007