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Posts do dia 5 junho 2008

Euro`2008: A Holanda de Van Basten em 1988

05 de junho de 2008 0

Minha relação com as Eurocopas começa lá em 1988, e explica a causa de minha admiração pela Holanda e seu futebol que nutro até hoje.

Ainda criança, morava em Normandia, no norte do longínquo estado de Roraima (então Território Federal). Na época, TV só por parabólica e dependendo do bom humor do operador da Telaima (a Telefônica de Roraima). Se ele quisesse ver Maguila lutando ao invés de “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida” (sim, ele fez isto), já era. Mas, por sorte, ele também queria ver a Eurocopa de 1988, disputada na Alemanha Ocidental. Sendo assim, só vi as semifinais e a decisão.

Depois da Holanda passar apertado da primeira fase (mas que incluiu uma vitória de 3×1 sobre a Inglaterra de Shilton e Lineker com três gols de Marco Van Basten), o duelo era contra a arquirrival Alemanha Ocidental.

De um lado, a empolgante Holanda de Rikjaard, Gullit, Ronald Koeman e do fenomenal Marco Van Basten. Seu treinador, o gênio tático Rinus Mitchels, o mentor do Carrossel de 1974. Do outro, a forte Alemanha (futura campeã mundial em 1990), em um time que tinha os craques Rummenigge, Matthaus, Brehme, Voller e Klinsmann.

A Alemanha Ocidental saiu na frente. Em um Volksparkstadion superlotado, Matthaus fez 1×0 aos nove do segundo tempo cobrando penalidade. Aos 29 minutos, Ronald Koeman empatou o jogo, também de pênalti. No finalzinho da partida, Van Basten pegou de carrinho e virou o jogo, 2×1 para a Holanda. Corações partidos da Alemanha, os holandeses chegavam na final. Era a vingança de 1974, quando a Laranja Mecânica perdera para os alemães na final da Copa do Mundo.

A decisão contra a então poderosa União Soviética, do goleiraço Rinat Dassajev e do excelente meia ucraniano Alexei Mikhailichenko, foi mais fácil que a semifinal. No estádio Olímpico de Munique, a Holanda saiu na frente com um golaço de cabeça de Ruud Gullit após passe, também de cabeça, de Van Basten.

No segundo tempo, o momento mágico: Van Basten recebe um cruzamento do veterano meia Arnold Muhren e marca, completamente sem ângulo, um dos gols mais “impossíveis” e bonitos da história do futebol mundial. O goleiro Hans van Breukelen ainda pega um pênalti no final e estava decidido: a Holanda é campeã da Eurocopa de 1988. A Europa era Holandesa, pois meses antes o PSV Eindhoven (de Romário), já havia se sagrado campeão europeu.

Abaixo, um especial em holandês com os grandes momentos da “Oranje” na competição. Nos minutos finais do documentário, o gol inesquecível de Marco Van Basten (estou devendo homenagem para ele aqui no Blog):

Postado por Perin, lembrando de seu herói Van Basten

Especial Euro2008: Os campeões de 1988 a 2004

05 de junho de 2008 0

A partir de hoje farei uma retrospectiva especial sobre a Eurocopa, competição que começa no próximo sábado, 07 de junho, na Áustria e na Suíça. Só que, como sempre, farei dando minha visão pessoal. Sendo assim, falarei somente das Eurocopas de 1988, 1992, 1996, 2000 e 2004, que foram as que eu acompanhei.

Dia 05/06 – Holanda de Van Basten em 1988
Dia 06/06 – A Dinamarca de Schmeichel em 1992

Dia 09/06 – A unida Alemanha de 1996
Dia 16/06 – Drama e glória da França em 2000 - I

Dia 17/06 – Drama e glória da França em 2000 - II
Dia 18/06 – A Grécia e… Hein, Grécia campeã?!?!

Postado por Perin, lembrando de grandes momentos do futebol

Iarley deixa o Internacional

05 de junho de 2008 0

O atacante Iarley deixou o Internacional nesta quinta-feira, negociado com o Goiás. Trazido, após uma disputa acirrada contra o São Paulo em 2005, Iarley estreou justamente contra o tricolor paulista, com um golaço de voleio.

Além de personalidade forte (um dos líderes do elenco), Iarley sempre teve uma postura adequada. Ele é o único colorado que passa reto e não cumprimenta Ricardo Teixeira, certamente uma resposta pela omissão da CBF nos casos Zveiter de 2005 no Brasileirão.

Golaço, aliás, seria a maior característica deste simpático cearense de Quixeramobim, que penou muito antes de despontar no Paysandu, marcar época no Boca Juniors e se tornar lenda no Internacional.

Dos 30 gols, alguns foram obras primas. Em especial, o gol de letra contra o São Caetano, no Brasileirão de 2006. E o lindíssimo gol de bicicleta contra o Vasco da Gama, eleito o mais bonito do ano na mesma competição.

Mas Iarley se tornou um mito no Internacional por um gol que ele NÃO fez. Afinal, foi toda dele a jogada do gol de Adriano Gabirú na final do Mundial de Clubes da FIFA contra o Barcelona em 2006. Ele ainda foi o melhor da decisão, apesar do equívoco da FIFA em dar o prêmio para o meia português Deco, do Barcelona.

Assim, uma justa homenagem ao pequenino cearense, que irá deixar saudades na torcida colorada:

Postado por Perin, desejando sorte para Iarley!