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Posts do dia 11 junho 2008

A Mercedes e sua trágica relação com Le Mans - I

11 de junho de 2008 2

A gigantesca Mercedes-Benz, empresa criada por Karl Benz (simplesmente o inventor do automóvel), tem uma relação dramática com a pista francesa de Le Mans. Para quem não sabe,o circuito é palco da mais tradicional corrida de Enduro do planeta: as 24h de Le Mans.

Ela faz parte da “Tríplice Coroa” do automobilismo, junto com as 500 milhas de Indianápolis e o GP de Mônaco de Fórmula-1. Até hoje, somente um ser humano venceu as três provas: o britânico Graham Hill, que ganhou em Le Mans e Indianápolis uma vez, e cinco vezes em Mônaco pela F-1.

Porém ela é também palco da maior tragédia da história do automobilismo mundial. Há exatos 53 anos, no dia 11 de junho de 1955, 83 pessoas morreram em uma corrida de carros turismo.

Em 1955, o piloto francês Pierre Levegh e mais 82 espectadores pereceram em um acidente impressionante, que envolveu também os campeões de Fórmula-1 Juan Manuel Fangio e Mike Hawthorn, e ainda o inglês Lance Macklin. Hawtorn, muito pressionado por Fangio, passou o retardatário Macklin mas esperou até o último minuto para frear e entrar nos boxes.

Catástrofe em Le Mans, 1955

Com freios a disco, Hawthorn freou forte demais e obrigou Macklin (que tinha freios de lona) a desviar para a esquerda e não bater na traseira de Mike. Justamente neste instante, o também retardatário Levegh passava pela esquerda, com Fangio à sua direita. Levegh bateu e decolou na traseira de Macklin, caindo atrás da proteção aonde estavam torcedores.

O carro se dividiu no meio e o motor e o eixo dianteiro foram catapultados no meio da arquibancada, assim como o infeliz piloto, que faleceu imediatamente. Macklin saiu ileso, mas seu carro desgovernado matou outro torcedor. Para piorar, o tanque de combustível explodiu no local do primeiro impacto, causando um incêndio. Desesperados, os fiscais de pista e bombeiros utilizaram inicialmente água, que reagiu com o magnésio do chassis e causou um fogo ainda maior, que ficou horas aceso até extinguir-se por exaustão.

A maior parte das vítimas morreu atingida pelos destroços do Mercedes de Levegh. Mais de 200 torcedores ficaram feridos. A corrida continuou, já que as autoridades temiam um caos na estrada e que atrapalharia o trabalho das ambulâncias.

Em respeito aos mortos, a Mercedes se retirou da prova mais tarde e Mike Hawthorn (campeão mundial de F-1 em 1958), venceu a prova com seu Jaguar. Ao final da temporada, a montadora alemã anunciou sua retirada do esporte. Ela ficou fora do automobilismo até os anos 80. Hoje está em categorias de turismo e também na Fórmula-1, nesta como fornecedora de motores e acionista majoritária da McLaren.

As consequências foram: corridas foram imediatamente banidas em autódromos na Suíça, França e Alemanha, mas somente na primeira a proibição persistiu. Aliás, continua até hoje já que ano passado uma votação rechaçou a volta das corridas ao território suíço. Ela foi aprovada na Câmara, mas rejeitada no Senado sob a ameaça de um circuito causar sério impacto ao meio-ambiente do país alpino.

Postado por Perin, lamentando a maior tragédia deste esporte..

VEJA TAMBÉM:

Ímola 1994: ao vivo na tv norte-americana

11 de junho de 2008 4

Reparem na narração em inglês da ESPN norte-americana, ao vivo do GP de San Marino de 1994. Assim como o Galvão Bueno e eu, eles também viram o movimento de cabeça de Senna achando que ele estava bem.

Mas era uma esperança em vão. Naquele instante, com três lesões graves no cérebro (pedaço da suspensão dentro da cabeça, massivas lesões na parte de trás do crânio e impacto frontal do pneu na fronte), Ayrton Senna já estava morto.

Se vocês se perguntarem porque somente duas horas depois do término da corrida foi informada, oficialmente no Hospital Maggiore de Bolonha, a morte de Senna, a resposta está lá na FOCA e na FIA, dos senhores Bernie Ecclestone e Max Mosley.

Depois de, no dia anterior, Roland Raztenberger ter se tornado o primeiro “homo sapiens” a quebrar o pescoço e não morrer instantaneamente (ao menos de acordo com a FIA), o resto se tornou explicável.

Postado por Perin, de luto