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Posts do dia 16 junho 2008

Victor quebrando a maldição "Danrlei"?

16 de junho de 2008 3

Desde Danrlei, o Grêmio não tem um goleiro confiável, mas isto parece estar acabando com a afirmação indiscutível do arqueiro Victor. Hoje mesmo, dois colunistas da RBS, Wianey Carlet e Nando Gross, citaram a afirmação do goleiro, o melhor em campo na goleada de 3×0 sobre o Goiás que quebrou 12 anos sem vitórias no Serra Dourada. 

Danrlei foi a síntese do Grêmio no período áureo de títulos entre 1994 e 2001. Mas mesmo o ídolo máximo dos gremistas no final da década de 90 e início do século XXI alternou fases ruins como o período entre 97 e 99 e ainda o ano de 2003, seu último em dez anos como titular do Tricolor.

Eu, como sempre fui admirador da posição e tenho um bom conhecimento do assunto, considero que Danrlei sempre teve ótimos momentos quando teve um bom ou ótimo preparador de goleiros. Isto aliado a um talento natural poderia ter feito o arqueiro tricolor, de ótimos reflexos, boa saída de gol e agilidade, se tornar um goleiro de nível internacional.

Porém sua eventual displicência nos treinamentos, algo quase inconcebível no mundo dos goleiros (o primeiro a chegar, o último a sair), somado ao seu irascível temperamento (veja abaixo a lista de confusões nas quais Danrlei se envolveu), deixaram o arqueiro gremista com a fama de polêmico, temperamental e imprevisível.

O primeiro treinador de goleiros de Danrlei no profissional como titular foi Mazaroppi, que ficou até 1996. Para mim esta foi a melhor fase do goleiro gremista, diversas vezes convocado para a Seleção Principal, vice-campeão da Copa América 1995 e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996.

Em 1997, assumiu Ademir Maria e de lá até 1999 Danrlei passou por um péssimo momento. Em certo ponto de 1998 e 1999, a torcida pediu a volta de Émerson, que vinha de passagens muito boas em Bragantino, América-RN e Juventude, o que não foi possível por questões pessoais. Muito contestado, Danrlei só não foi barrado oficialmente porque o reserva Murilo também tinha problemas técnicos e não conseguiu se firmar nas oportunidades que teve.

Em 2000, Danrlei passou a ser treinado por Pedro Santilli, preparador de goleiros de confiança do treinador Émerson Leão. Este foi embora rapidamente, mas Santili ficou por muito tempo, só saindo no início de 2003. Novamente Danrlei passou por um grande momento com um dos três melhores preparadores de goleiros do Brasil, na minha opinião.

Coincidência ou não, o goleiro tricolor voltou a ter momentos bem ruins após a saída de Santilli, com o ápice ocorrendo contra o Independiente de Medellín, quando o ícone tricolor falhou nos dois gols que selaram a eliminação gremista na Libertadores do seu Centenário. A máxima de que “Danrlei nunca falha em momentos decisivos” já não tinha mais sentido.

Nos meses finais daquela temporada, Danrlei entrou em atrito com o então técnico Adílson Batista, capitão dentro de campo do time multicampeão dos tempos de Felipão. Desgastado, o goleiro saiu do clube após mais de 600 jogos e se criou uma espécie de “maldição“, já que nenhum dos sete goleiros seguintes se firmaram no Olímpico. Naquele ano, Danrlei foi substituído pelos prata-da-casa Eduardo Martini e Marcelo Pitol, com resultados altamente insatisfatórios.

Claramente insuficientes para o Tricolor, eles foram substituídos em 2004 pelo paraguaio Tavarelli, campeão da América pelo

Postado por Perin, relembrando a odisséia gremista por goleiro

Euro`2008: Drama e glória da França em 2000, I

16 de junho de 2008 0

A Eurocopa de 2000 foi a mais especial de todas para mim. Primeiro porque eu tive greve na faculdade, e aí dei sorte de poder ver a maioria dos jogos em uma das mais legais Eurocopas de todos os tempos (a melhor que eu vi). Segundo porque na época trabalhava em um site chamado FutBrasil.com, e sem falsa modéstia, fizemos a melhor cobertura daquela competição. E em terceiro porque estava do lado perdedor na decisão…

Na primeira competição sediada entre dois países, Bélgica e Holanda, o “Oranje Team” chegava com ares de favorito. Em seu favor, um futebol superior dos astros Dennis Bergkamp, Patrick Kluivert, Clarence Seedorf e Edgar Davids. A campeã mundial França e a Inglaterra chegavam com muita força na competição, e estavam entre os mais cotados.

A Itália corria por fora, com um treinador retranqueiro ao cubo (Dino Zoff) e a Alemanha vivia seu pior momento, com o péssimo técnico Erick Ribbeck e um time inacreditavelmente velho (Matthaus jogou com 40 anos!). Com um time maduro, Portugal retomava seu brilho em competições internacionais capitaneado por Luís Figo e Rui Costa.

Na primeira fase, os anfitriões holandeses e franceses passaram tranquilos, com a Holanda vencendo o confronto direto na última rodada por 3×2. A campeã mundial França bateu a Dinamarca por fáceis 3×0, e depois a República Tcheca por 2×1 em uma bela partida. Já a Itália penou contra a sempre brava Turquia por 2×1, mas depois ganhou da anfitriã Bélgica por 2×0 e da Suécia por 2×1, se classificando em primeiro lugar.

Dois jogos marcantes na primeira rodada. Um deles é Portugal virando sobre a Inglaterra por 3×2, depois de estar perdendo por 2×0. E a ainda reação da Iugoslávia, que perdia por 3×0 da Eslovênia (em seu primeiro jogo por competição majoritária internacional), mas buscou o empate no segundo tempo em 3×3. Já Alemanha 0×1 Inglaterra ficou marcado pela primeira vitória inglesa em mais de 30 anos, e por mais de 1000 hooligans ingleses detidos por distúrbios públicos, no pior momento da competição.

Se a então campeã Alemanha foi eliminada de maneira vexatória com 1 empate e duas derrotas, levando 3×0 dos reservas de Portugal na última rodada, outros times passaram de maneira dramática. Na última rodada, jogos dramáticos selaram as classificações da Romênia e da Espanha, eliminando respectivamente Inglaterra e Noruega. A Romênia empatava em 2×2 até 44 do 2° tempo, quando Phil Neville cometeu um pênalti infantil que Ionel Ganea converteu e selou a vitória por 3×2.

A classificação da Espanha foi ainda mais espetacular: empatava por 2×2 e estava classificada, com um jogador a mais. Aí, a “Fúria” amarelou: conseguiu levar um gol aos 30 minutos do segundo tempo e precisava marcar mais dois, senão estava fora. Mendieta, cobrando pênalti, fez 3×3 aos 45 do segundo tempo. Aos 48, o veterano centroavante Alfonso virou o jogo por 4×3, em uma vitória sensacional. Desesperado, os iugoslavos só acalmaram-se quando souberam do 0×0 entre Eslovênia e Noruega no outro jogo, que também classificava o time sérvio para a fase seguinte. Vejam os melhores momentos deste jogão:

Postado por Perin, com saudades daqueles tempos…